Picapes invadem o ranking dos mais vendidos na Argentina

São Paulo — Dos dez veículos mais vendidos no mês passado na Argentina, quatro foram picapes. A Toyota Hilux ficou na segunda posição mensal, com 241 unidades, e no acumulado do ano ultrapassou o Chevrolet Onix e tornou-se o veículo mais vendido no mercado argentino, com quase 5,6 mil licenciamentos.

 

O quinto lugar, no mês passado, ficou para o Fiat Toro, 147 unidades comercializadas, e o sexto e o sétimo lugares também ficaram com as picapes Volkswagen Amarok e Ford Ranger, que venderam 137 e 129 unidades, respectivamente, segundo os dados divulgados pela Acara. A maior participação de picapes no mercado no mês passado também foi registrada no Brasil

 

O site argentino Autoblog listou alguns motivos para o maior consumo de picapes durante a pandemia, como o uso desse tipo de veículos por diversos setores que são considerados essenciais e que continuaram operando durante a crise, e a facilidade para transportar compras e mercadorias e até maior segurança na comparação com automóveis. 

 

Foto: Divulgação.

Locação perde força como vetor de negócios para montadoras

São Paulo – As projeções das montadoras para o mercado brasileiro no segundo semestre incluem uma esperada retração nas compras das locadoras de veículos, importante canal de escoamento da produção nacional de veículos.

 

Segundo Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, de março a abril 160 mil veículos foram devolvidos às locadoras por motoristas de aplicativos como reflexo da baixa circulação em cidades que adotaram o isolamento social, o que indica uma redução no apetite de compras destas empresas.

 

Caso se confirme, como já projetam analistas do setor automotivo, este seria o primeiro episódio de retração de um mercado que movimentou R$ 10 bilhões com a venda de veículos seminovos – a desmobilização de frota – no ano passado, considerando as três maiores empresas do segmento, Localiza, Unidas e Movida. O valor é maior considerando a receita das locadoras pequenas e médias que também operam essa modalidade de negócio.

 

Segundo dados da Fenabrave, 2019 terminou com as vendas diretas de automóveis e comerciais leves representando 44,5% do total operado nas concessionárias até dezembro, dado que considera, afora a venda para pessoas jurídicas, aquelas realizadas para taxistas e para PcD. Em fevereiro, quando o mercado ainda não sentia os efeitos da pandemia, a fatia era de 46%.

 

A Abla, a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis, cujo quadro associativo é formado de forma majoritária por essa parcela de empresas, projeta para os próximos meses menos aquisições de veículos e aumento da idade da frota de suas associadas antes da desmobilização. Nos cálculos da entidade a média subirá de 14,9 meses para até 20 meses, o que deverá provocar reflexos na periodicidade de compra de novos veículos via venda direta nas montadoras.

 

A entidade considera até mais tempo, até trinta dias, quando avalia os dados referentes às entregas de veículos pelos motoristas de aplicativos – em suas contas as devoluções já superaram 80% dos contratos de locação firmados. A associação, no entanto, credita parte do cenário ao fato de as montadoras terem paralisado a produção, o que, em tese, teria restringido as vendas de novos veículos às locadoras.

 

Quem também, neste contexto, projeta meses de retração é a Uber, um dos vértices do negócio lucrativo que envolve locadoras e montadoras. Na quinta-feira, 7, a companhia anunciou perda de US$ 2,9 bilhões no primeiro trimestre por causa de investimentos no Exterior ligados ao transporte de passageiros afetados pela pandemia de coronavírus.

 

De acordo com o CEO, Dara Khosrowshahi, "enquanto nosso negócio de corridas foi duramente atingido pela pandemia em andamento, tomamos medidas rápidas para preservar a força de nosso balanço, para focar recursos adicionais no Uber Eats e nos preparar para qualquer cenário de recuperação". Nos Estados Unidos, casa matriz da companhia, deixaram a base de cadastro 3,7 mil motoristas.

 

A pandemia, que gerou queda nas corridas de passageiros, e produziu aumento da demanda por entregas via Uber Eats, promoveu, segundo a própria Uber, uma espécie de equilíbrio no desempenho comercial no primeiro trimestre, levando a empresa a registrar alta de 14% em sua receita global, somando US$ 3,5 bilhões. Na América Latina a receita cresceu, no período, 10%, chegando a US$ 497 milhões.

 

 

Foto: senivpetro/Freepik. 

Hyundai antecipa retorno da produção em Piracicaba

São Paulo – A Hyundai decidiu antecipar a volta da produção da família HB20 e do Creta em Piracicaba, SP, parada desde 20 de março. Comunicado divulgado na terça-feira, 12, informou que o retorno, parcial, será na quarta-feira, 13 – duas semanas antes do prazo estimado – e com apenas os setecentos trabalhadores de um turno. Os demais turnos e a equipe administrativa permanecerão em casa. com o retorno previsto para 26 de maio.

 

Segundo a companhia o retorno de um turno “será para atender principalmente às novas modalidades de vendas online, quando o consumidor pode realizar todas as etapas da compra do veículo sem sair de casa, e também abastecer as cidades onde o funcionamento das revendas de veículos é permitido”.

 

Como ocorre com outras empresas haverá cuidado redobrado com a limpeza e higienização dos equipamentos, uso obrigatório de máscaras de tecido pelos trabalhadores e monitoramento da temperatura corporal, dentre outras medidas. A companhia afirmou, ainda, no comunicado, que monitorará “o desempenho da economia nacional e as orientações da autoridades” e que “outras ações podem ser tomadas, conforme o caso, antecipando o retorno ou prorrogando o afastamento dos demais funcionários”.

 

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Chevrolet terá loja no Mercado Livre

São Paulo – O Chevrolet Tracker será o primeiro veículo 0 KM da General Motors a ser ofertado em uma loja no Mercado Livre, exclusiva para modelos da marca. A iniciativa deverá entrar no ar nas próximas semanas e representa, segundo o diretor de marketing Hermann Mahnke, passo importante em direção à digitalização das vendas.

 

“Nos últimos anos investimos mais de US$ 40 milhões em infraestrutura digital, com a reformulação dos nossos sites, estrutura de CRM e comunicação”, afirmou o executivo em reunião virtual com jornalistas. “Temos 93% de nossa rede integrada em uma plataforma única na internet. Agora teremos um showroom dentro do Mercado Livre.”

 

Funcionará, mesmo, como um showroom, com imagens, vídeos e informações, de início apenas do Tracker e suas versões. O consumidor que se interessar pelo modelo poderá fazer um cadastro e enviá-lo a concessionárias geograficamente próximas de sua residência, com base nos dados passados ao Mercado Livre. Se o interesse for maior um sinal de R$ 1 mil garante a reserva.

 

Todo o resto permanece na forma usual: o concessionário entra em contato, simula financiamentos, faz a avaliação do veículo usado etc. Mas a plataforma oferecerá test-drive e entrega dos veículos na casa do consumidor. Segundo Mahnke 32%, em média, das vendas de modelos Chevrolet nascem de consultas digitais.

 

“A negociação começou no ano passado, antes da pandemia”, disse Felipe Paranaguá, diretor de publicidade do Mercado Livre Brasil. “Acelerou com a chegada da covid-19. A Chevrolet será a primeira marca a ter showroom exclusivo na plataforma.”

 

Segundo o executivo são registrados, por segundo, treze compras e 6 mil buscas na plataforma. Só na categoria Veículos e Autopeças são 19 milhões de usuários com mentalidade de compra: “O Mercado Livre potencializará as vendas da Chevrolet”.

 

Mahnke também disse que, com o lançamento da plataforma, haverá condições especiais para os clientes interessados, sem entrar em pormenores. Afirmou, ainda, que os estoques do Tracker estão em níveis baixos, pois a produção em São Caetano do Sul, SP, assim como nas demais unidades produtivas da GM, está paralisada, ainda sem previsão de retorno.

 

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Volkswagen adia previsão de retorno de fábricas paulistas

São Paulo – A Volkswagen postergou por uma semana a previsão de retorno da produção de suas fábricas paulistas, antes estimado para a segunda-feira, 18 de maio. Em função da extensão da quarentena no Estado de São Paulo, que manteve fechada suas concessionárias, a companhia jogou uma semana para frente a data da volta de seus trabalhadores de São Bernardo do Campo, São Carlos e Taubaté: a outra segunda-feira, 25 de maio.

 

A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e confirmada pela Volkswagen à reportagem da Agência AutoData. Segundo Wagner Lima, coordenador do sindicato na fábrica da Anchieta, o procedimento adotado para compensar o adiamento foi a folga remunerada: os trabalhadores deverão nove folgas, em vez das quatro anteriormente acertadas.

 

Na unidade, assim como nas demais fábricas da Volkswagen no Brasil, houve acordo para flexibilização da jornada, com base na MP 936.

 

O retorno da fábrica de São José dos Pinhais, PR, foi mantido para 18 de maio – no Estado as concessionárias estão abertas.

 

Ao contrário do publicado originalmente o retorno está estimado para 25 de maio. O texto foi corrigido.

 

 

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Tendência de recuperação em V da economia brasileira perde força

São Paulo – Os relatórios a cada dia mais alarmantes sobre o avanço da pandemia na população brasileira mostram que ainda haverá a necessidade de isolamento social por um bom tempo. O período ainda é uma incógnita e depende muito do comportamento das pessoas. Por isso os sinais de que a economia não retomará com força total são cada vez mais nítidos.

 

Essa é a avaliação de Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford para a América do Sul, em entrevista exclusiva na série Webcon AutoData – conversa com os líderes do setor automotivo.

 

Dentre outros temas nessa entrevista, de 30 minutos, estão a confirmação do lançamento do SUV Territory, ainda este ano, e também de um novo interessado pelo complexo do Taboão, em São Bernardo do Campo, SP.

 

 

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Fabricantes podem voltar a produzir veículos na Argentina

São Paulo – A Argentina entrou na sexta-feira, 8, na fase 4 da quarentena instaurada no país como medida preventiva à pandemia da covid-19. Assim, a partir da segunda-feira, 11, as fabricantes de veículos podem voltar a produzir depois de 31 dias paralisadas. No período operaram , por alguns dias, apenas aquelas que são exportadoras, no caso, Scania e Volkswagen.

 

A retomada da produção envolve, no entanto, supervisão do Estado: as empresas deverão obedecer normas de segurança nos mesmos moldes do modelo que deverá ser aplicado no Brasil, como transporte fretado de funcionários obedecendo ao distanciamento, higienização e retorno gradual do quadro.

 

As concessionárias seguem operando apenas nas cidades onde se estabeleceu abertura por meio de decretos municipais. Em cidades onde as revendas se mantiveram fechadas para a venda de veículos funcionam apenas os serviços de pós-venda, como reparos veiculares.

 

Aliança – A General Motors firmou parceria com a Unilever para auxiliar a empresa de produtos de higiene a atender a alta demanda em tempo de pandemia da covid-19. Ficou estabelecido que parte do quadro de funcionários da fábrica de Santa Fé seja incorporado à fábrica da Unilever na mesma região.

 

Por ora serão deslocados quinze funcionários para a Unilever, que será responsável pelo pagamento de parte dos salários.

 

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Receita da Schaeffler recuou 9% no primeiro trimestre

São Paulo — A Schaeffler registrou queda na sua receita referente ao primeiro trimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2019. Segundo balanço divulgado pela companhia a retração foi de 9%, para 3,3 milhões de euro. O resultado é reflexo da estagnação provocada pela pandemia de coronavírus.

 

A empresa informou, ainda, que houve redução de receita em todas regiões onde mantém atividades: na China de 11,2% ante o resultado do janeiro-março de 2019, na Europa 9,3%, na região Américas 6%.

 

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Volkswagen celebra os 40 anos do Gol

São Paulo – O Volkswagen Gol chegou aos 40 anos de produção na fábrica de Taubaté, SP. A primeira geração do modelo, projeto nacional com foco na resistência, economia e durabilidade, começou a ser produzida em 1980 com motor 1.3 e câmbio de quatro marchas. 

 

Nesse período o Gol tornou-se o veículo mais produzido da indústria brasileira, com mais de 8,5 milhões de unidades até abril de 2020, o mais vendido, somando quase 7 milhões de licenciamentos, e o mais exportado, mais de 1,5 milhão de unidades. 

 

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YPF lança lubrificante para pesados

São Paulo — A YPF ampliou seu portfólio de lubrificantes para veículos pesados com o lançamento do Hipoidal Super S 75W90, desenvolvido para ser aplicado em diferenciais e em outros sistemas de transmissão. O produto é 100% sintético e dedicado a veículos Scania, MAN e também pode ser usado em componentes ZF.