Foton começa a montar caminhões na Gefco em Guaíba

São Paulo – Os primeiros caminhões Foton começaram a sair, em série, da linha de montagem instalada na Gefco, em Guaíba, RS, no terreno ao lado onde a companhia planeja construir sua fábrica local. Um modelo do segmento leve, da família Minitruck, de 3,5 toneladas, foi o primeiro caminhão desta nova linha de montagem.

 

Até o ano passado os caminhões Foton made in Brazil eram produzidos na fábrica da Agrale, em Caxias do Sul, RS. Com a entrada de capital chinês no negócio – que antes era tocado por uma empresa brasileira, a Foton Aumark – decidiu-se levar a produção para mais perto da futura unidade produtiva, em construção.

 

O Minitruck saiu de uma linha de montagem ainda provisória. Um novo pavilhão industrial está sendo construído pela Gefco, no mesmo terreno, com previsão de conclusão até o fim do ano e capacidade para montar cem veículos por mês. Segundo o diretor industrial Leandro Gedanken “a produção dos caminhões em Guaíba, onde em breve haverá a fábrica, ajudará a desenvolver de maneira mais eficiente os fornecedores locais”.

 

Boa parte do conteúdo, contudo, segue importado da China. Em nota o executivo afirmou que “a produção é complementada com peças nacionais”. O ritmo também é lento, por enquanto, por causa da pandemia da covid-19: “Estruturamos uma linha enxuta, mas altamente produtiva e flexível para ser capaz de responder prontamente a aumentos de demanda”.

 

A linha segue ativa e é a única a montar caminhões, no Brasil, no momento. Segundo a Foton “todas as recomendações de cuidados com a saúde preconizadas pela Organização Mundial de Saúde no combate à covid-19” estão sendo respeitadas.

 

Foto: divulgação.

Sem poder produzir respiradores, cadeia automotiva dá suporte a fabricantes

São Paulo – Sem condições de produzir, em suas fábricas, aparelhos de respiração assistida para ajudar pacientes de UTI no combate à covid-19, a indústria automotiva colabora como pode, especialmente no suporte às fabricantes do equipamento. A expertise de montadoras e fornecedores de autopeças em logística, interna e externa, e no mapeamento de fornecedores locais e internacionais tem sido importante para elevar a produção, aqui, dos respiradores, um equipamento altamente demandado em todo o mundo.

 

O governo paulista chegou a consultar se as montadoras poderiam produzir aparelhos do zero. Mas sem condições técnicas e com questões jurídicas e fiscais atravancando, a maneira de auxilio encontrada – ainda antes da solicitação do governador João Doria – foi indireta, porém eficaz.

 

A Mercedes-Benz vem oferecendo todo o tipo de ajuda possível à KTK, uma das fabricantes locais destes aparelhos. Segundo a empresa recursos para produção, reativação de linhas paradas e melhorias nos processos produtivos compõem o leque de auxílio à empresa, que recebeu em sua fábrica, em São Paulo, engenheiros da montadora para mostrar, na prática, como melhorar processos e ter ganho de produtividade, ajudando a elevar a capacidade de produção.

 

A cadeia de fornecedores entrou na jogada: segundo apurou a Agência AutoData uma empresa do tier 2 recebeu pedidos da KTK e voltou a produzir, desta vez para atender a KTK, seguindo as normas de saúde. Todo o mapeamento foi feito em parceria com a M-B.

 

“É algo positivo”, diz uma fonte que preferiu não se identificar e nem revelar o nome da empresa. “Não recebemos pedidos, por causa da crise, e estávamos parados. Agora temos uma encomenda para ajudar na fabricação de 1 mil respiradores.”

 

Outro fornecedor que começará a enviar componentes para os aparelhos foi a Bosch: a empresa está aguardando os trâmites burocráticos para iniciar a montagem de sete subconjuntos com cerca de cem peças na fábrica de Campinas, SP, que serão encaminhados a uma fabricante nacional de respiradores.

 

A FCA também colocou sua equipe à disposição da indústria de ventiladores pulmonares. Segundo João Irineu Medeiros, diretor de assuntos regulatórios para a América Latina – e coordenador de um grupo multidisciplinar criado pela companhia para ajudar no combate à covid-19 – estes aparelhos são os mais críticos e requisitados itens hospitalares demandados em todo o planeta.

 

Na semana passada a Magnamed, outra fabricante brasileira destes respiradores, fez acordo com o Ministério da Saúde para entregar 6,5 mil aparelhos até agosto – e a FCA foi uma das empresas que atuou para auxiliar neste incremento de produção. Segundo Armando Carvalho, diretor adjunto de desenvolvimento de negócios da FCA para a América Latina, as equipes de compras e desenvolvimento de produto entraram no projeto:

 

“Ajudamos a entender as dificuldades, propondo soluções e acionando nossos fornecedores locais, fornecedores no Exterior e  parceiros na busca da melhor solução e dentro dos prazos apertados. Apresentamos propostas para adaptar peças, usamos nossa equipe de engenharia para avaliar alternativas e ajudamos na organização de peças críticas e em priorizações”.

 

Estima-se que a capacidade de produção da Magnamed possa crescer até dez vezes com esse suporte. Além da FCA participaram Positivo Tecnologia, Suzano, Klabin, Flex e Embraer e White Martins.

 

Foto: Divulgação.

Planta de grafeno de Caxias completa um mês de produção

Caxias do Sul, RS — Resultado de quinze anos de pesquisa avançada da UCS, Universidade de Caxias do Sul, em nanomateriais, a primeira planta de produção de grafeno em escala industrial da América Latina gerida por uma instituição de ensino superior, ou centro de pesquisa, e a maior em capacidade produtiva, superando fábricas do setor privado, está em plena operação, desde 14 de março. A inauguração oficial, no entanto, ocorreu na quarta-feira, 15. A solenidade de apresentação da UCSGraphene ao mercado foi limitada a poucas pessoas e teve transmissão pelas redes sociais em função dos cuidados com a pandemia da covid-19.

 

O projeto de expansão da planta está estruturada em três fases. Na primeira, de doze meses, o objetivo é alcançar produção de quinhentos quilos. No primeiro mês já produziu 42 quilos, atendendo a pedidos de empresas de diferentes setores. O coordenador da planta, Diego Piazza, disse que já existem contratos com dez organizações, mas evitou citar nomes por questões de confidencialidade. Apenas mencionou a Marcopolo como uma das empresas que já tem relações com a UCSGraphene.

 

Para a fase seguinte, igualmente de doze meses, a meta é chegar a 5 mil quilos. O passo posterior incluirá ampliação da planta, o que estará diretamente ligado às demandas do mercado. De acordo com Piazza dentre as aplicações pesquisadas e nas quais a UCS alcançou expertise estão os segmentos de revestimentos avançados, materiais inteligentes, medicina regenerativa, energias alternativas, blindagem, metais, compósitos, polímeros e cerâmicas.

 

Piazza também lembrou o potencial que o Brasil tem na área por ser um de três países com as maiores reservas de grafite do mundo: “Teremos condições de oferecer matéria-prima para elevar a competitividade industrial por meio da agregação de valor aos produtos ou pela inovação”.

 

O grafeno é considerado o material mais leve e resistente do mundo, superando até mesmo o diamante, e o mais fino que existe. Possui excelente condutividade térmica e elétrica, transparência e maleabilidade, sendo resistente ao impacto e à flexão. Devido à alta resistência mecânica, capacidade de transmissão de dados e economia de energia é apresentado como um dos maiores recursos da atualidade para aplicações em alta tecnologia. Em nanotecnologia é bastante utilizado na produção de componentes eletrônicos, baterias, telas e displays LCD, anticorrosivos, solventes e revestimentos.

 

Foto: Roger Clots/Divulgação.

Acea propõe medidas ao mercado europeu pós-pandemia

São Paulo – A Acea, associação que representa as montadoras instaladas na Europa, elencou quatro medidas a serem tomadas no mercado para que as suas associadas, dezesseis no total, voltem a operar no continente de acordo com a nova realidade pós-pandemia de covid-19.

 

A primeira, segundo documento publicado em seu site na internet, trata da retomada da produção tão logo a pandemia cesse. Ao que parece óbvio, no entanto, a entidade acrescenta: com novas medidas de segurança à saúde dos trabalhadores das fábricas.

 

“Uma prioridade é proteger a saúde de todos os que trabalham no setor automotivo”, disse o diretor geral da entidade, Eric-Mark Huitema. “Para esse fim precisamos de clareza sobre as regras relevantes de saúde e segurança em cada país para quando a produção for reiniciada.”

 

A segunda medida é o estímulo à renovação de frota no mercado europeu, o que, segundo a associação, levaria as fabricantes a retomar o cronograma de lançamentos de veículos que havia sido traçado antes da pandemia global.

 

A terceira recomendação é a de abertura dos órgãos de licenciamento da Europa para que os veículos novos vendidos sejam registrados. A quarta, e última, versa sobre a aceleração dos investimentos públicos em infraestrutura para veículos elétricos.

 

Foto: Divulgação.

Banco Mercedes-Benz oferece condições especiais em abril

São Paulo — O Banco Mercedes-Benz tem condições especiais para financiamento de caminhões e õnibus zero quilômetro, com até seis meses de carência, e sem entrada para pessoa jurídica — para pessoa física a entrada mínima é de 20%.

 

A campanha de vendas é válida durante abril em todo o País, e está disponível nas modalidades Finame, TFB, CFC e CDC Decrescente, com prazo de até sessenta meses para pagar.

Volkswagen Financial Services adere ao #nãodemita

São Paulo – O Volkswagen Financial Services informou que aderiu ao manifesto #não demita, documento público que estabelece compromisso de não demitir durante a pandemia que já teve a adesão de mais de 4 mil empresas no País. Por meio de comunicado, a empresa afirmou que colocou em prática iniciativas para proteger seu quadro de funcionários.

 

De acordo com Rodrigo Capuruço, diretor do braço financeiro da VW, “acionamos nosso plano de contingência e colocamos empregados em home office em meados de março. Rapidamente evoluímos nossa infraestrutura de tecnologia para manter o máximo de pessoas em casa e garantimos a continuidade da nossa operação. Dos que estão trabalhando, 100% estão atuando remotamente”. 

Delivery Express DLX é aliado para potencializar eficiência logística

O Volkswagen Delivery Express (DLX) é um dos mais versáteis caminhões leves do mercado brasileiro. E, neste particular momento em que as pessoas precisam permanecer em quarentena por conta da pandemia do Coronavírus, a logística de distribuição urbana de mercadores precisa ser mais ágil e eficiente. O menor caminhão da Volkswagen foi especialmente projetado para chegar em lugares onde outros caminhões não podem circular.

 

O veículo alia os melhores atributos de um caminhão como robustez e versatilidade com vantagens tipicamente de um automóvel como conforto, dirigibilidade, preço de picape, paga o mesmo valor de pedágio cobrado dos carros de passeio e pode circular livremente em áreas nas grandes cidades onde caminhões precisam respeitar restrições para circular.

 

Legalmente o Delivery Express DLX se enquadra na categoria de picapes com rodado simples, pois tem peso bruto total de 3,5 toneladas, o que traz inúmeras vantagens, uma vez que o modelo comprova sua força digna de um caminhão, maior mobilidade e baixo custo operacional.

 

Outra vantagem importante deste caminhão é que, para dirigi-lo, não é necessário CNH de categorias profissionais como C, D ou E. Basta a CNH categoria B, que é a mesma que habilita motoristas a dirigirem automóveis de passeio. 

 

[IMGADD]

 

Estrategicamente, a Volkswagen Caminhões e Ônibus posicionou o preço deste veículo na mesma faixa de preço das picapes médias comercializadas no Brasil. De acordo com a montadora,  o target para este caminhão são os microempreendedores, autônomos e empresários que precisam de uma logística ágil e eficiente nas grandes cidades. Por isso que o Delivery Express DLX foi projetado para oferecer tanto dirigibilidade como conforto de automóvel de passeio. O caminhão vem equipado com computador de bordo, piloto automático, bancos com altura ajustável e toda ergonomia foi pensada para oferecer ao motorista a sensação de estar conduzindo um automóvel. Além de itens opcionais como rádio, vidros e travas elétricas entre outros.

 

O Delivery Express DLX traz, ainda, outra vantagem importante e que o deixa ainda mais parecido com uma picape: com motorização Diesel, não precisa de Arla 21 pois utiliza a tecnologia EGR.

 

Equipado com o consagrado motor 2.8 ISF Cummins, com potência de 150 cv, o caminhão entrega baixo consumo de combustível, torque sob medida para conferir máxima agilidade e retomadas rápidas, vantagens importantes para operações em entregas urbanas.  

 

O câmbio manual de seis velocidades da permite trocas de marchas suaves e macias, oferecendo, na condução, um comportamento dinâmico muito parecido com o de um automóvel. Esses atributos tornam o Volkswagen Delivery Express DLX o caminhão mais apropriado para oferecer alto desempenho em operações de logística e distribuição urbana.

Doria pede à indústria ajuda com a produção de respiradores

São Paulo – Representantes do governo do Estado de São Paulo se reuniram na terça-feira, 14, com executivos da indústria automotiva local para discutir a possibilidade da produção de respiradores nas fábricas instaladas no Estado. Segundo relatou uma fonte à Agência AutoData o governador João Doria alegou que há demanda relevante que não está sendo atendida pelos produtores locais dos aparelhos, e as importações da China tardam a chegar. As empresas, no entanto, alegaram haver entraves técnicos e administrativos que impedem que assumam a tarefa.

 

Mas não impossibilita que a indústria automotiva colabore de outras formas. Doria ouviu dos executivos que suas empresas podem auxiliar em duas frentes: no campo do desenvolvimento, colaborando com as fabricantes dos respiradores com consultorias técnicas lideradas por seus engenheiros – algo proposto e já conduzido por algumas montadoras – e no campo da manufatura: neste caso a ajuda aos fabricantes de respiradores viria por meio do reparo de equipamentos com avarias, e também por meio da produção de componentes, desde que o processo de execução fosse viável com o ativo que as montadoras possuem em seus domínios, seja ele o maquinário ou o humano.

 

A produção integral dos aparelhos respiradores, disseram os representantes do setor automotivo na reunião com o governo estadual, afora demandar tempo, aprendizado e adaptações, requereria alguns movimentos, como autorização governamental e concessão de isenção tributária, pois produzir respiradores não constitui a atividade-fim das montadoras. Procurada pela Agência AutoData a Anfavea confirmou as informações.

 

Fonte consultada pela reportagem disse, ainda, que há também aspectos legais envolvidos que tornam ainda mais complexa a produção de respiradores nas montadoras: “Considerando que as fabricantes produzam estes equipamentos, o que aconteceria, por exemplo, se um deles apresentasse falha e comprometesse o tratamento de um paciente. Quem responderia por isso?”.

 

Tais respiradores possuem componentes fabricados com um grande nível de precisão, algo que demanda equipamento específico que as montadoras não dispõem porque não precisam: “Deixamos de fabricar tudo em casa há muito tempo, e esse ativo, hoje, está instalado na cadeia de fornecedores. O que as montadoras fazem hoje é montar. Se recebermos as peças, sim, é possível montá-los [os respiradores]”.

 

Ainda que tenham exposto aos representantes paulistas as dificuldades envolvidas em uma eventual produção de respiradores, as montadoras devem intensificar o auxílio àquelas empresas que produzem o equipamento – há quatro fabricantes que mantêm produção local –, caminho que, segundo a fonte ouvida pela reportagem, deve ser mesmo o escolhido pela indústria.

 

“Há montadoras propondo produção dos respiradores nos Estados Unidos, mas há uma política pública por trás, há investimento. Aqui, por ora, o que deve ser feito é ajudar o fabricante que já está preparado para a demanda. A ajuda poderá ser, por exemplo, com deslocamento de parte do quadro de trabalhadores se precisarem aumentar turnos. Ceder espaço físico para receber máquinas e equipamentos é outra alternativa.”  

 

O governador João Doria pediu então, durante a reunião, que as montadoras desempenhem o papel de intermediárias do Estado em conversas com as casas-matrizes a respeito do empréstimo ou doação de respiradores sobressalentes aos hospitais das suas regiões.

 

Foto: Divulgação.

Acordo suspende contratos de trabalho na VWCO de Resende

São Paulo – Os trabalhadores das empresas que compõem o Consórcio Modular da Volkswagen Caminhões e Ônibus, em Resende, RJ, aprovaram na terça-feira, 14, a suspensão do contrato de trabalho do pessoal excedente da produção, com base nas regras da Medida Provisória 936. O acordo entra em vigor a partir de 27 de abril – o retorno da produção estava programado para o dia 22 e, neste intervalo, será administrado o banco de horas.

 

Segundo a VWCO o tamanho deste excedente ainda é objeto de estudo. Pelo acordo definido com o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense e aprovado pelos trabalhadores a empresa pagará 30% do salário líquido e o governo arcará com 70% do valor do seguro-desemprego por sessenta dias. Não haverá desconto proporcional do décimo-terceiro salário e das férias.

 

Na área administrativa haverá redução de jornada de trabalho e salário em 25%, com o governo completando 25% do valor do seguro-desemprego. Neste caso a vigência será de noventa dias.

 

Foto: Divulgação.

Novelis finaliza aquisição da Aleris por US$ 2,8 bilhões

São Paulo — A Novelis finalizou o processo de aquisição da Aleris por US$ 2,8 bilhões, sendo US$ 775 milhões referentes ao valor do patrimônio líquido da empresa e o restante para a quitação de dividas correntes. A Novelis justificou a compra por causa de benefícios estratégicos e da geração de US$ 150 milhões de sinergias.

 

O processo de compra não envolveu duas unidades Aleris, no Kentucky, Estados Unidos, e na Bélgica. Com isso a Novelis passa a ser responsável por treze operações que a Aleris possui na América do Norte, Europa e Ásia.