Fenabrave evita fazer novas projeções para 2020

São Paulo – Após a queda de 21,8% nos licenciamentos de veículos em março o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, evitou fazer qualquer projeção a respeito do mercado em 2020. A projeção anterior da entidade, de crescimento de 10%, já foi descartada com o desempenho do primeiro trimestre: recuo de 8,2% nas vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

 

De janeiro a março, segundo a Fenabrave, foram emplacados 558 mil veículos. Em março os licenciamentos somaram 163,6 mil unidades, queda de 21,8% com relação ao mesmo mês de 2019 e de 18,6% na comparação com fevereiro – ambos os meses com desempenho afetado pelo feriado de carnaval.

 

O motivo da queda foi, naturalmente, a pandemia de coronavírus. A maior parte das concessionárias está fechada e os clientes ou trancados em casa, se resguardando, ou aguardando os acontecimentos para decidir investir ou não em carro novo. Algumas ações de atendimento na casa dos clientes estão ocorrendo, mas são insuficientes para dar ares de normalidade ao mercado.

 

O balanço da Fenabrave de março indica queda em todos os segmentos e em todas as bases de comparação. Em automóveis e comerciais leves o recuo em março, quando foram emplacadas 155,8 mil unidades, foi de 21,2% na comparação anual e de 19,1% na comparação mensal. No trimestre a queda chegou a 8,1%, para 532,5 mil unidades.

 

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Queda de março e pandemia ligam sinal amarelo na Fenabrave

São Paulo – A pandemia de coronavírus derrubou as vendas de veículos em março e ligou o sinal amarelo no setor de distribuição. Impedidas de abrir as portas por decretos estaduais e municipais as concessionárias seguram a situação como podem, antecipando férias e usando banco de horas. Mas Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, entidade que representa o setor, alerta que uma hora essa ações não mais se sustentarão:

 

“Sabemos que a prioridade é a saúde da população. Mas, a continuar como está, em um mês de estagnação cerca de 20% dos empregos do setor podem ser comprometidos. Os concessionários estão sem receita e têm despesas fixas”.

 

De acordo com a entidade a distribuição de veículos emprega 315 mil pessoas em 7,3 mil concessionárias. Poucas estão com oficinas abertas e atendem caminhões, ambulâncias e outros veículos utilizados em serviços essenciais. Um dos pleitos da Fenabrave é a abertura das oficinas das revendas.

 

“Se não fizermos a manutenção dos caminhões, motos, táxis e veículos que trabalham por aplicativos, como poderão transportar itens de primeira necessidade à população? Como as ambulâncias e ônibus poderiam atender e transportar as pessoas? Como a população será reabastecida de alimentos se os tratores e máquinas agrícolas não funcionarem?”.

 

A Fenabrave tem uma lista de pleitos. Aos governos estaduais, além da abertura das oficinas – já atendida por alguns – pediu a suspensão do pagamento do IPVA. Ao governo federal solicitou a desoneração das folhas de pagamentos e encargos e redução, ou postergação, do pagamento de tributos por 120 dias. Aos bancos o pedido é não elevar as taxas de juros e liberação de crédito.

 

Assumpção Júnior garantiu que as suas entidades associadas estão prontas para reabrir as portas, quando forem autorizadas, seguindo as regras da OMS: “Não queremos colocar a vida de ninguém em risco, mas precisamos de uma certa previsibilidade sobre quando voltaremos a operar. Assim como necessitamos de medidas que permitam, às empresas e às pessoas, postergar despesas que não terão condições de pagar nesse momento”.

 

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Mercado colombiano recua 39% em março

São Paulo – O mercado colombiano registrou queda de 39,1% nas vendas de veículos, em março, na comparação com igual período do ano passado, com os emplacamentos somando 12,3 mil unidades. Os dados são da Andemos, Associação Nacional de Mobilidade Sustentável.

 

O resultado é reflexo da pandemia causada pela covid-19, segundo o seu presidente, Oliverio Enrique García Basurto: “Até 21 de março o mercado cresceu. A partir do dia 22 as operações foram paralisadas para atender a decreto presidencial, o que derrubou as vendas”.

 

No acumulado do ano o setor somou 51,2 mil unidades comercializadas, queda de 6,2% — diretamente ligada aos números de março, pois no primeiro bimestre os emplacamentos cresceram.

 

O executivo também informou que a entidade enviou ao governo proposta com algumas medidas que podem ajudar o setor nos próximos meses, como tornar o calendário tributário mais flexível para toda a cadeia produtiva e ações que protejam os empregos, as empresas e fomentem as vendas.

 

A Renault é líder de vendas na Colômbia com pouco mais de 10 mil unidades, seguida pela Chevrolet, que comercializou 8,8 mil veículos no período. Em terceiro lugar aparece a Nissan, com 4,5 mil licenciamentos, e completam o Top 5 a Toyota e a Volkswagen, que somaram 3,1 mil e 2,7 mil emplacamentos, respectivamente.

 

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Pandemia faz do mês passado o pior março em catorze anos

São Paulo – O desempenho das vendas de veículos em março ficou em torno de 100 mil unidades abaixo do estimado pelos varejistas no começo do mês. Segundo dados do Renavam foram licenciados 163,6 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus no mês passado, o primeiro com o impacto direto da pandemia da covid-19 nos negócios. Uma queda de 21,8% com relação a março do ano passado, que teve efeito do carnaval em seus resultados.

 

Foi o desempenho mais fraco para um mês de março desde 2006, quando os brasileiros compraram 156,7 mil veículos 0 KM.

 

No trimestre o mercado brasileiro acumula 558 mil licenciamentos, recuo de 8% com relação aos três primeiros meses de 2019, quando 607,6 mil veículos foram emplacados. O trimestre foi o pior desde 2017, quando de janeiro a março os emplacamentos somaram 472 mil unidades.

 

O ritmo dos negócios começou a desacelerar a partir da segunda quinzena, quando as orientações das autoridades sanitárias para conter a pandemia da covid-19 começaram a atingir o varejo. Concessionárias fecharam as portas e a curva de vendas foi quase ao chão.

 

Fonte do varejo consultada pela reportagem acredita que este cenário deverá permanecer por algum tempo. Mesmo após a reabertura das concessionárias o movimento não retornará de pronto: “O consumidor vai segurar um pouco a compra. Há muitos casos de redução de salários, o que deverá gerar falta de confiança”.

 

Por outro lado os estoques das montadoras e rede, elevados, obrigará a ações promocionais: “Farão taxa zero, mas aí vai bater nos bancos. A análise das fichas deverá ficar mais rigorosa por parte das financeiras”.

 

Para a fonte a projeção de queda de 40% estimada pelo presidente da FCA, Antonio Filosa, está longe de ser uma visão pessimista.

 

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Bandag lança duas bandas de rodagem

São Paulo – A Bandag, empresa da Bridgestone, lançou para o mercado brasileiro duas bandas de rodagem: B440, para os segmentos rodoviário e regional, e BRLT2, dedicada a veículos leves e que será comercializada em quatro medidas: 170, 180, 188, 195 e 205 mm.

 

Segundo Marilia Padrão, gerente de categoria da Bridgestone Bandag, a B440 foi desenvolvida com a proposta de ajuda a reduzir os custos operacionais de frotistas e motoristas autônomos.

Europa calcula ter deixado de produzir 1,2 milhão de veículos

São Paulo – A Acea, associação que representa as fabricantes de veículos na União Europeia, estima em 1,2 milhão de unidades a perda de produção até 31 de março, por causa do avanço do coronavírus e consequente paralisação de diversas fábricas na região. O setor, segundo o diretor geral Eric-Mark Huitema, passa por uma “crise sem precedentes”:

 

“A covid-19 nos levou à pior crise de todos os tempos, está ficando cada vez mais claro. Quase toda a produção está parada na Europa e as concessionárias estão fechadas”.

 

Dentre os países mais afetados a Alemanha puxa a fila: deixou de produzir 359,2 mil veículos, seguida pela Espanha, com 237,8 mil unidades não produzidas desde que as paralisações começaram.

 

Na Itália, um dos países que mais sofreu com a covid-19 – e ainda sofre – o resultado das vendas em março já foi divulgado: queda de 85% ante igual período de 2019, com pouco mais de 28 mil unidades comercializadas. Junto com as fábricas, que deixaram de produzir 78,4 mil unidades no mês passado, as concessionárias fecharam em 11 de março e não têm previsão para reabrir.

 

Para o ano, no melhor dos cenários, as vendas deverão recuar 33%, chegando a 1,3 milhão de veículos, de acordo com a Unrae, a entidade que representa o setor.

 

No mercado espanhol as vendas recuaram 69,3% no mês passado com relação a março de 2019, somando 37,6 mil veículos comercializados, segundo os dados da Anfac, Associação Espanhola de Fabricantes de Automóveis e Caminhões. As concessionárias estão fechadas desde 16 de março, sem previsão de reabrir.

 

As concessionárias francesas também fecharam as portas durante março e as vendas caíram 72,2% com relação ao mesmo mês do ano passado, somando 62,6 mil unidades comercializadas, segundo a CCFA, associação que representa os fabricantes locais. As fábricas paralisadas no país deixaram de produzir 113,2 mil veículos.

 

Foto: Divulgação.

Empresas Randon distribuirá frascos de álcool em gel

Caxias do Sul, RS — Para auxiliar na prevenção à covid-19 a Empresas Randon inicia, esta semana, a distribuição de 50 mil frascos de álcool em gel para caminhoneiros que estejam em deslocamento nas rodovias do Brasil. A iniciativa será desenvolvida em fases.

 

A primeira, de cerca de 15 mil frascos, envolve outras organizações parceiras. Esta semana serão montados pontos de distribuição de álcool em gel em unidades da SIM Rede de Postos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

 

A startup TruckHelp, que recebe aporte da companhia por meio da Randon Ventures, montará pontos de distribuição em alguns estados. Os primeiros locais a receber a iniciativa ficam no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Ceará. A relação completa dos pontos de distribuição pode ser acessada pelo aplicativo da TruckHelp, disponível na Google Play Store. Ainda na primeira fase a Empresas Randon apoiará a estratégia da Empresa Gaúcha de Rodovias na montagem de postos de triagem e ações de conscientização para controle da proliferação da covid-19.

 

No rótulo do produto a empresa inseriu um QR Code, que direciona para o site do grupo, com mais orientações e informações úteis para a prevenção contra o novo coronavírus. Nos próximos dias novas fases serão realizadas, com mais um lote de 15 mil frascos junto à Rede de Distribuidores Randon, que está presente em catorze estados. Cada frasco tem 96 gramas do produto.

 

Foto: Agência Brasília.

Toyota doa ambulância e álcool gel para ajudar combate a covid-19

São Paulo — A Toyota anunciou medidas de apoio ao combate à covid-19, integrando, assim, a lista que já tem General Motors, Volkswagen e PSA, dentre outras. No seu caso haverá doação de quatro Hilux adaptadas para ambulância, doação de 30 mil frascos de álcool gel e disposição para a realização de reparo em respiradores hospitalares.

 

Tal medida já foi adotada pela companhia na Argentina. Por aqui a Toyota e outras montadoras articulam com o Ministério da Economia e com o Senai uma espécie de força-tarefa para executar os reparos nos equipamentos danificados.

 

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Volvo Cars completa 10 anos nas mãos da Geely

São Paulo — Há dez anos a Geely anunciou ao mercado a aquisição da Volvo Cars, que passou de uma operação europeia para sua atual atuação global no segmento de veículos premium. De acordo com seu executivo chefe, Håkan Samuelsson, “a Volvo Cars hoje está mais forte do que nunca. Com a Geely começamos uma nova fase de sucesso que nos levou a um nível totalmente novo. Renovamos completamente nosso portfólio de produtos, estabelecemos presença global e quase dobramos nossas vendas”.

Mais três empresas se habilitaram ao Rota 2030

São Paulo — Mais três empresas passaram a integrar a lista das habilitadas ao Rota 2030, a política industrial que rege o setor automotivo desde 2018. Com a adição de Plastic Omnium, Eaton e Honda, em março, subiu de 55 para 58 o número de habilitações ao programa federal.

 

A inclusão das empresas foi feita por meio de portaria assinada em fevereiro, com posterior pulbicação no DOU, Diário Oficial da União, em março. A relação das companhias habilitadas já foi atualizada na página do Ministério da Economia na internet.

 

A Plastic Omnium produz componentes para o interior de automóveis e também partes externas de veículos, como parachoques, em cinco unidades no Brasil: Sorocaba e Taubaté, SP, Porto Real, RJ, Piraquara, PR, e Betim, MG. A oferta da empresa é exclusiva ao segmento OEM.

 

A Eaton produz transmissões em duas unidades, Valinhos e Mogi Mirim, SP. A Honda, por sua vez, mantém produção em Sumaré e Itirapina, SP.

 

Foto: Divulgação.