Na China 90% do setor automotivo já retomou produção

São Paulo – Na China aproximadamente 90% das operações do setor automotivo estão retomando suas atividades. A informação é de Luís Curi, ex-presidente da unidade brasileira da Chery e atual CEO da MBS Management Business Solution, empresa que coordena projetos de empresas chinesas que queiram se instalar no Brasil.

 

Ele esteve por dez anos na Chery e acumula quinze anos de convivência com empresas, empresários e executivos chineses. Atua, hoje, em dois projetos de empresas chinesas do setor automotivo que pretendem iniciar atividades no Brasil e, por isto, mantém contato diário com profissionais do segmento automotivo na China.

 

“Aparentemente a questão do coronavírus, lá e agora, está bem controlada, baseando-me nos relatos que recebo. A produção está sendo retomada gradativamente nas fábricas e a maior parte das concessionárias já voltou a operar. Até em Wuhan as medidas restritivas estão sendo flexibilizadas.”

 

Curi estima que os negócios na China serão retomados passo a passo: “Houve um impacto econômico, sem dúvida. O mercado chinês deverá fechar o ano em queda, mas a expectativa é a de que no segundo semestre a atividade retome seus níveis normais, pré-quarentena”.

 

Ele considera que as medidas tomadas pelo governo chinês para deter a pandemia foram necessárias: “Ainda que muito duras, foram um baixo preço a se pagar diante das circunstâncias. O povo chinês atendeu às recomendações, lá existe uma confiança de que as orientações indicadas pelo governo são as mais corretas e precisam ser atendidas”.

 

Falando sobre o mercado brasileiro o consultor acredita que 2020 será um ano “quase perdido”, com uma retomada mais lenta depois que a crise provocada pelo novo coronavírus passar, “e o câmbio também deverá demorar um pouco para retomar um patamar mais realista”.

 

Quanto aos projetos que coordena junto às empresas chinesas para o Brasil ele lamenta que, “no momento em que as coisas começaram a retomar lá, pararam aqui”. O tempo está sendo aproveitado para fazer o que é possível, como relatórios, análise de trâmites burocráticos e avaliação de cenários: “As tratativas já estavam bem adiantadas, mas agora teremos que esperar mais um pouco.”

 

Foto: Divulgação.

Há 35 anos Fiat lançou o Prêmio

São Paulo – Há 35 anos a Fiat lançava no mercado o Prêmio, um modelo sedã derivado do Uno, lançado dois anos antes. Desenvolvido no Brasil e produzido em Betim, MG, registrou mais de 180 mil licenciamentos aqui em seus quase dez anos de comercialização, oferecendo carrocerias de duas e quatro portas – à época, algo fora da curva.

 

Foi o Prêmio o primeiro carro nacional a oferecer computador de bordo, item hoje bastante difundido no mercado brasileiro. Também inaugurou o motor 1.5 Sevel e oferecia um porta-malas com 530 litros de capacidade, o maior da categoria – o estepe não ficava ali, mas no cofre do motor.

 

O Prêmio brasileiro atravessou fronteiras: foi vendido em outros países da América Latina e Europa com o nome Duna. Chegou a ser um dos veículos mais vendidos na Itália.

 

Foto: Divulgação.

YPF promove transmissão ao vivo sobre câmbio automático

São Paulo — Aproveitando o momento de isolamento causado pelo coronavírus a YPF promoveu sua primeira transmissão ao vivo na sua página do Fabebook. Com foco em transmissões automáticas, a empresa compartilhou informações com revendedores e reparadores que utilizam seus produtos.

 

A YPF acredita que, mesmo com a situação complicada do País, é necessário compartilhar o conhecimento para que  o mercado esteja preparado para atender demandas por troca de óleo de transmissão automática quando tudo retornar à sua normalidade.

China estuda estimular consumo de veículos

São Paulo — A China começa a pensar em mecanismos para estimular as vendas de automóveis, que apresentaram grande queda no primeiro bimestre por causa do avanço do coronavírus. A venda de veículos, lá, é considerada importante pilar da economia, e as autoridades estudam incentivar a compra de um carro novo e a criação de políticas para a troca de usados, com a intenção de amortecer, a curto prazo, o impacto causado pela pandemia.

 

As vendas na China recuaram 42% no bimestre na comparação com o mesmo período do ano passado. Em fevereiro a queda foi ainda maior, 79,1% diante do fevereiro anterior, porque a pandemia interrompeu as atividades comerciais no País. Na última terça-feira, 24, 94,7% das concessionárias locais voltaram a operar, com cerca de 61% dos clientes retornando ao mercado, segundo pesquisa realizada em 8,5 mil lojas.

 

No ano passado a China registrou queda de 8,2% nas vendas do setor automotivo na comparação com 2018 e, para 2020, a projeção da Caam, associação que representa as fabricantes chinesas, divulgada antes da pandemia, é de queda menor, em torno de 2%.

 

Foto: Fotos Públicas/Fernanda Carvalho.

PSA inicia produção de máscaras plásticas em Porto Real

São Paulo – O Grupo PSA está produzindo peças de máscaras sanitárias na sua fábrica de Porto Real, RJ. A companhia, assim, integra a lista de montadoras que estão adotando medidas de combate ao Covid-19, ao lado de Volkswagen e General Motors. No caso da PSA o planejamento envolve, afora a produção das peças, a distribuição do equipamento para as cidades vizinhas.

 

O desenvolvimento do protótipo da máscara foi finalizado na quarta-feira, 25. Duas das quatros peças que compõem o conjunto estão sendo produzidas em impressoras 3D da fábrica. As outras partes serão produzidas por um parceiro na iniciativa, no caso o FabLab, que pertence ao sistema Firjan. A montadora, em Porto Real, fará a montagem final do conjunto e, depois, iniciará a distribuição.

 

O volume de produção e a data em que serão distribuidas as máscaras estão indefinidos. Na Europa o grupo adotou medidas semelhantes, como a oferta de frota de veículos da subsidiária Fleet to Move e, também, a utilização dos ativos da fábrica Vauxhall, na Inglaterra, para produção de itens relacionado ao combate ao coronavírus.

 

Foto: Divulgação.

John Deere suspende produção por causa do coronavírus

São Paulo — A John Deere suspendeu a produção de duas fábricas gaúchas na quarta-feira, 25, por um período ainda não definido. A companhia começou a interromper a produção nacional nas unidades de Horizontina e Porto Alegre, RS. Na segunda-feira, 30, suas demais unidades, localizadas em Indaiatuba, SP, Catalão, GO, Canoas e Montenegro, RS, também deixarão de operar.

 

A medida foi tomada com a intenção de preservar a saúde dos funcionários por causa do coronavírus. Apenas o centro de distribuição de peças para a América do Sul, em Campinas, SP, continuará operando em regime de escalonamento, para não interromper o atendimento aos produtores rurais que estão em período de colheita.

 

Os funcionários que trabalham na sede da empresa, no Banco John Deere e nos serviços de atendimento ao cliente seguirão trabalhando em home office.

Volkswagen doará máscaras em São Paulo e no Paraná

São Paulo – A Volkswagen doará 2 mil máscaras às prefeituras das cidades onde mantém fábricas, no caso São Bernardo do Campo, São Carlos e Taubaté, SP, e São José dos Pinhais, PR. É a segunda iniciativa de auxílio ao combate ao coronavírus anunciada pela montadora: na terça-feira, 24, a empresa anunciara o empréstimo de frota composta por cem veículos para estas mesmas cidades.

 

A companhia informou que as máscaras são parte do seu estoque e que eram para aplicação na linha de produção. A doação está sendo feita, segundo a VW, em cooperação com a Defesa Civil dos municípios. Afora a Volkswagen a General Motors também preparou força-tarefa com o governo federal para consertar respiradores avariados: de acordo com a GM existem cerca de 3 mil equipamentos que requerem reparos.

 

Foto: Agência Brasil.

Tombo da indústria global será superior ao da crise de 2008

São Paulo – A pandemia de coronavírus custará à indústria global de veículos ao menos 10 milhões de unidades, projeta a IHS Markit. A consultoria divulgou na quarta-feira, 25, novas projeções para a demanda global por veículos: 78,8 milhões de unidades, queda de 12% com relação a 2019 – e 10 milhões de unidades abaixo da estimativa anterior, divulgada em janeiro. Mais: o tombo de 12% é superior ao declínio de 8% registrado na última recessão global, em 2008-2009.

 

“A indústria automotiva global deve testemunhar uma paralisação sem precedentes e quase instantânea da demanda em 2020”, analisou Colin Couchman, diretor executivo de projeções para demanda global de automóveis. “A disseminação global de coronavírus emerge como o maior fator de risco enfrentado pela indústria por muitos anos.”

 

O analista da IHS acrescentou que esta crise gera pressão adicional a uma indústria já estressada. O relatório assinado por Couchman rebaixa o prognóstico em praticamente todas as regiões. Só na China a demanda por veículos será de 2,3 milhões de unidades a menos do que a inicialmente projetada, com um mercado de 22,4 milhões para o ano, queda de 10% comparado com 2019.

 

Na Europa a IHS acredita em queda de 13,6%, chegando a 15,6 milhões de veículos – 1,9 milhão de unidades a menos da projeção antes do advento do coronavírus. O mercado estadunidense perderá 2,4 milhões de unidades com relação à última projeção, chegando a 14,4 milhões de veículos, queda de 15,3% na comparação com o ano passado.

 

Foto: Divulgação.

Hyundai adia prazo de garantia e revisões

São Paulo – A Hyundai adiou o prazo de garantia e de revisões dos modelos HB20 e Creta, com vencimento a partir de 10 de março, por causa do avanço do coronavírus no País. Os proprietários desses veículos poderão remarcar suas revisões até 30 de abril.

 

Com o adiamento das revisões a quilometragem também foi ampliada em 2 mil quilômetros e, caso o veículo ultrapasse esta margem, será necessária uma inspeção. A empresa já estuda a possibilidade de prorrogar essa medida.

General Motors coordena ação para consertar respiradores

São Paulo – A General Motors, em parceria com o Ministério da Economia, o Senai, a Abeclin, Associação Brasileira de Engenharia Clínica, e outras montadoras, prepara força-tarefa para consertar os respiradores que não estão funcionando no Brasil – um equipamento essencial para o combate à Covid-19. Segundo a companhia foram mapeados 3 mil aparelhos fora de operação, número que pode crescer.

 

Seu gerente de inovação, Carlos Sakuramoto, e coordenador da ação, disse que “neste momento, em paralelo ao levantamento que está sendo feito do número, localização e modelo dos equipamentos parados, estamos treinando virtualmente nosso corpo técnico voluntário e preparando salas de operações da General Motors no Brasil para realizar os reparos na semana que vem”.

 

O objetivo é consertar 100% dos aparelhos, coordenando toda a logística: buscar nos hospitais, levar até a fábrica mais próxima, consertar com a mão de obra voluntária treinada pelo Senai e devolver o equipamento ao hospital, para que seja usado no combate ao Covid-19.

 

O presidente Carlos Zarlenga disse, em nota, que é o momento de usar todas as armas contra o vírus, que fez parar quase toda a produção brasileira de veículos: “A General Motors fará tudo o que está ao seu alcance para ajudar o Brasil e o mundo a deixarem para trás este momento difícil”.

 

Foto: Divulgação.