Truckvan tem faturamento recorde em 2019

São Paulo – A Truckvan atingiu seu recorde de faturamento em 2019, com R$ 148 milhões, alta de 49% na comparação com o ano anterior, quando faturou R$ 99 milhões. De acordo com a Truckvan esse crescimento só foi possível por decisão tomada em abril de 2018, de unificar suas três fábricas em uma só, em Guarulhos, SP, com ganhos significativos em estrutura, produtividade, agilidade e sinergia dos departamentos.

 

Outro fator que ajudou a empresa a crescer no ano passado foi a decisão de aumentar sua atuação no segmento de implementos rodoviários pesados, que só possível por causa da unificação das fábricas. Alcides Braga, presidente da Truckvan, disse que o segmento de implementos pesados “precisa de mais concorrentes competentes, com capacidade para oferecer produtos com mais qualidade”.

 

O terceiro fator decisivo para a expansão no ano passado foi a mudança na forma de tratar a Fenatran, que até então era usada como um evento para reforçar sua imagem no segmento de Unidades Móveis Especiais: em 2019 a Truckvan decidiu focar nas vendas durante o evento e teve bons resultados.

 

Para 2020 a Truckvan projeta crescimento em torno de 30% e promete lançamentos ainda no primeiro semestre.

 

Foto: Divulgação.

Governo eleva projeções para PIB e inflação

São Paulo – O Ministério da Economia divulgou na terça-feira, 14, novas estimativas para o PIB e o IPCA, o índice da inflação oficial, para 2020. Ambos foram reajustados para cima: o governo federal, agora, crê em crescimento de 2,4% do PIB, ante os 2,32% da projeção anterior, e uma inflação de 3,62%, superior aos 3,53% divulgados anteriormente.

 

Foi revista também a projeção para o PIB de 2019, que era de 0,9% e subiu para 1,12%. O IPCA no ano passado somou 4,31%, puxado, especialmente, pelo reajuste no preço da carne em dezembro – no último mês do ano o índice subiu 1,15 ponto porcentual, o maior resultado para dezembro desde 2002.

 

O governo está mais otimista do que as instituições financeiras. O relatório Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira, 13, aponta expectativa de aumento de 2,3% no PIB de 2020 e IPCA de 3,58%.

 

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Palavra oficial da Nissan: Aliança não corre riscos.

São Paulo – A matriz da Nissan divulgou comunicado na terça-feira, 14, negando ter intenções de abandonar a Aliança que mantém com a Renault e a Mitsubishi, contrariando reportagem do Financial Times na sua edição de segunda-feira, 13.

 

“A Nissan não está de nenhuma forma considerando dissolver a Aliança”, diz o comunicado publicado no site global da companhia. “A Aliança é a fonte da competividade da Nissan. Por meio da Aliança, para alcançar um crescimentos sustentável e rentável, a Nissan continuará entregando resultados de ganha-ganha para todas as companhias integrantes.”

 

A reportagem publicada pelo FT, com repercussão na mídia global, afirmava que dirigentes da cúpula da Nissan mantém planos secretos de contingência para uma eventual separação da Renault, especialmente nas áreas de engenharia e manufatura.

 

Em entrevista recente ao jornal O Estado de S. Paulo, Carlos Ghosn, o ex-CEO da Aliança que fugiu da detenção no Japão no começo do ano, disse acreditar que a Aliança desaparecerá: “Eu não acredito por um minuto que a aliança sobreviva”.

 

É esperada para as próximas semanas, segundo o FT, a apresentação de diversos projetos combinados com vistas ao futuro da Aliança. No comunicado divulgado pela Nissan a empresa afirma que em novembro do ano passado integrantes da AOB, sigla em inglês para o conselho operacional da Aliança, “concordaram com programas para melhorar e acelerar significativamente sua eficiência operacional em benefício das empresas membros, incluindo planos para maximizar a contribuição da Aliança para os planos estratégicos e o lucro operacional de cada empresa”.

 

Foto: Divulgação.

Financiamento de veículos registra melhor ano desde 2014

São Paulo — O volume de veículos financiados no ano passado, considerando automóveis, motocicletas e veículos comerciais pesados, novos e usados, chegou a 6,1 milhões. O resultado consolidado, 11,5% maior do que o registrado em 2018, representou o melhor ano desde 2014, segundo dados divulgados pela B3, a bolsa de valores paulista.

 

Os financiamentos de veículos novos incidiram sobre 2,5 milhões de unidades, volume que representou crescimento de 9,8% sobre o do ano passado.

 

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Considerando apenas os financiamentos de veículos novos, o volume de veículos leves chegou a 1,4 milhão de unidades, crescimento de 5,6%. Os financiamentos para veículos pesados somaram, no ano passado, 133 mil unidades, alta de 33%. Já as vendas financiadas de motocicletas chegaram a 746,2 mil unidades, crescimento de 14%.

 

A modalidade de financiamento mais praticada em 2019 foi o CDC, crédito direto ao consumidor, que correspondeu a 87% do total financiado, 5,3 milhões de unidades — 642,8 mil unidades a mais do que em 2018. Fatia de 8,2% correspondeu aos consórcios, e o leasing reprersentou 0,5% do total.

 

Foto: Divulgação.

Mercado uruguaio recua 7% em 2019

São Paulo – O mercado uruguaio de veículos alcançou 42,3 mil unidades no ano passado, queda de 6,9% na comparação com 2018, quando foram comercializados 45,4 mil veículos. O segmento de automóveis foi o que registrou uma das maiores queda no ano, com retração de 16,4% e 22,4 mil unidades vendidas.

 

Outro segmento que registrou queda foi o de caminhões, com vendas 12,1% menores na comparação com 2018. Mas nem todos os segmentos caíram, como o de SUVs, que vendeu 6,8 mil unidades e cresceu 7,2%, e o de ônibus, que foi o que mais cresceu, 80,5%, com 195 veículos vendidos em 2019.

Grupo Volkswagen teve maior crescimento no Brasil

São Paulo — Balanço divulgado pelo Grupo Volkswagen na terça-feira, 14, referente às atividades em 2019, mostrou que seu maior porcentual de crescimento ocorreu no mercado brasileiro, ainda que em termos de volume o País esteja longe dos patamares de China e Estados Unidos. Até dezembro 470,4 mil unidades foram vendidas aqui, 17% a mais do que em igual período do ano anterior.

 

Na América do Sul o total vendido somou 608,6 mil unidades, alta de 3,2%, e na Europa as vendas chegaram a 4,5 milhões de unidades, resultado que representou crescimento de 4%. Na América do Norte o grupo registrou leve recuo, 0,5%, nas vendas, chegando a 951,5 mil unidades. Na China, seu principal mercado na Ásia, as vendas somaram 4,5 milhões, leve alta de 0,6% ante os resultados de 2018.

 

As vendas globais da companhia, segundo o balanço, somaram 10,9 milhões de unidades em 2019, resultado que significa crescimento de 1,3% sobre o resultado de 2018.

 

Com relação ao desempenho das empresas do grupo que mantêm produção no País, a Scania vendeu no acumulado do ano, no mundo, 99,5 mil veículos, alta de 3%, e a MAN 142,8 mil unidades no período, alta de 4,6%. As vendas totais da divisão de veículos comerciais Volkswagen chegaram a 491,6 mil unidades, queda de 1,6%.

 

As vendas Audi somaram 1,9 milhão de unidades, alta de 1,8%.

Sede da Mangels deve ser transferida para Minas Gerais

Nota do Editor – Ao contrário do publicado originalmente a Mangels não está transferindo suas atividades administrativas para Minas Gerais: será uma alteração de registro fiscal da sede, “por uma questão estratégica e tributária”, segundo a companhia. “O objetivo da mudança é para termos melhores condições de atendimento junto à Receita Federal e à Junta Comercial da região, onde temos as nossas principais operações de fabricação de rodas de alumínio, botijões de GLP, eixo traseiro e tanques de ar”. O texto foi corrigido na tarde de terça-feira, 14.

 

São Paulo — A Mangels sinalizou que mudará sua sede administrativa para Três Corações, MG, onde mantém duas fábricas para onde transferiu suas linhas de São Bernardo do Campo, SP, há seis anos. O assunto ainda passará pela aprovação dos acionistas, pois a companhia tem ações listadas na B3, a bolsa de valores paulistas.

 

A Mangels iniciou operações em São Bernardo em 1968, com a produção de botijões e rodas de aço. Atualmente trinta funcionários trabalham no escritório localizado em prédio comercial, no centro da cidade, onde a Mangels mantém diretoria, área comercial, jurídico, financeiro, auditoria interna, parte do RH e TI — e seguirão operando ali.

 

Em 2018 a Mangels completou 90 anos de operações no Brasil. Em 2017 saiu de recuperação judicial que vinha correndo desde 2013.

 

Foto: Divulgação.

Propulsão para todo tipo de energia

A Cummins apresentou recentemente na mais importante mostra de veículos comerciais dos Estados Unidos, a NACV (North America Commercial Vehicle Show), que aconteceu em Altanta, um caminhão pesado movido a célula de combustível de hidrogênio e energia elétrica.

 

Com mais essa inovação em termos de propulsão alternativa, a Cummins demonstra claramente ao mercado mundial que está tecnologicamente preparada para oferecer amplo portfólio de opções de energia que vai do tradicional diesel, passando pelo gás natural (como opção transitória para o Brasil), há também os motores híbridos e, para mercados mais maduros, há as soluções de bateria de célula a combustível elétrica e hidrogênio.

 

O caminhão de emissão zero apresentado na NACV é um veículo indicado para aplicações vocacionais como operações logísticas em centros urbanos. O veículo conta com uma célula a combustível de membrana de troca de prótons (PEM) da Hydrogenics, empresa recentemente adquirida pela Cummins.

 

A nova solução para logística urbana foi projetada para uma célula de combustível de 90 kW e é escalável em incrementos de 30 kW ou 45 kW até 180 kW e também possui uma capacidade da bateria de íons de lítio de 100 kWh. Com essa energia, o veículo tem capacidade para rodar até 400 quilômetros ou o dobro disso com tanques de hidrogênio adicionais.

 

Muitos dos componentes críticos do trem de força, incluindo a célula de combustível PEM, o controlador do sistema, os controles do trem de força, as caixas de junção, entre outros, foram projetados e desenvolvidos pela própria Cummins. A ideia da fabricante de motores foi demonstrar às montadoras de veículos comerciais as diversas possibilidades futuras para propulsão veicular mais eficiente e ambientalmente amigável.

 

Para o Brasil, a aposta da Cummins como alternativa ao diesel é o motor a gás natural. A empresa exibiu na última Fenatran o motor a gás natural L9N Near Zero, considerado o motor a combustão mais limpo do mundo, com 320 cv de potência e 138,2 kgfm de torque máximo. Segundo a empresa, ele oferece redução de 80% na emissão de partículas, 90% de óxidos de nitrogênio (NOx) e 70% de emissão dos gases de efeito estufa.

 

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“Os motores movidos a gás natural são muito limpos e eficientes. O aumento da abundância de gás, uma tecnologia madura que requer investimentos em infraestrutura relativamente simples, faz com que esses motores sejam uma ótima solução para muitos clientes e mercados, inclusive na América Latina”, diz Luís Pasquotto, Vice-presidente da Cummins Inc. e Presidente da Cummins Brasil.

 

O Cummins L9N Near Zero possui, ainda, novo módulo que fornece monitoramento e controle completos dos sensores do motor e dos sistemas de combustível e ignição, com um processamento mais rápido para suportar os requisitos de diagnóstico on-board pesados (taxa de transmissão de 500K). Também é equipado com telemetria e com um novo módulo de controle de ignição (ICM) que oferece melhor desempenho e maior durabilidade da vela de ignição e da bobina, além de autodiagnóstico. Esse motor será utilizado em um ônibus com capacidade para até 101 passageiros que irá circular por Santiago, no Chile, sendo sua primeira aplicação fora dos Estados Unidos.

 

A linha a gás abrange sete plataformas diferentes de motores para caminhões e ônibus que variam de 5,9 a 12 litros e potências de 195 cv a 400 cv. De acordo com Pasquotto, a empresa já está com parcerias com Agrale e Marcopolo para o desenvolvimento de ônibus equipados com os motores a gás. Enquanto não houver volume para justificar a produção nacional, os motores serão importados, a princípio, dos EUA e da China.

Vendas globais da Volkswagen pouco crescem em 2019

São Paulo — As vendas da Volkswagen, no mundo, somaram 6,3 milhões de veículos em 2019. O volume representa leve crescimento, apenas 0,5% maior do que o registrado pela companhia em 2018.

 

Houve quedas nas vendas no mercado russo e em parte da Europa. Na China as vendas cresceram 1,7%, e na Alemanha o crescimento aferido no ano passado foi de 5,3%. Nos Estados Unidos foram 2,6% a mais e no Brasil foi registrado o maior porcentual de crescimento no mundo, 16,7%.

Jovem arrojada e inovadora

A mais jovem fabricante de rodas de alumínio OEM do Brasil vem surpreendendo o mercado nacional com arrojo e inovações desde sua criação, há três anos. A Neo Rodas nasceu no final de 2016, no momento mais agudo da crise econômica brasileira, que trazia naquele momento retração no setor automotivo e, contrariando projeções negativas de qualquer especialista, só experimentou crescimento desde sua criação.

 

Neste curto período a empresa produziu mais de 2,5 milhões de rodas que equipam veículos de várias montadoras, incluindo lançamentos de sucesso como Volkswagen Polo, Virtus e T-Cross, Fiat Argo e Toro, além do Jeep Renegade, entre muitos outros, além de possuir novos produtos em desenvolvimento. Com sua linha de rodas premium a Neo Rodas caiu no gosto das montadoras, estabelecendo parcerias de longo prazo e focando na excelência, no atendimento e na qualidade de seus produtos. O resultado foi surpreendente: neste ano a produção de rodas da empresa já supera o dobro do que produzia quando iniciou sua operação.

 

De olho nas novas oportunidades do mercado e buscando sempre inovar e estar alinhada às tendências e necessidades do mercado automotivo, a empresa investiu cerca de 40 milhões de reais no aprimoramento de seus processos produtivos, novas instalações, laboratórios e equipamentos de última geração. Em 2020, a Neo Rodas vai inaugurar nova planta de pintura totalmente automática, uma das mais modernas do Brasil no segmento.

 

Também em 2020 o mercado brasileiro vai conhecer mais novidades trazidas pela Neo Rodas. A empresa acabou de fechar acordo com o Grupo <a>, da Colômbia, no qual prevê cooperação técnica e comercial visando ampliação dos negócios, a partir da complementação dos portfólios dedicados ao mercado de rodas de veículos leves e pesados no Mercosul. Os produtos foram apresentados ao mercado recentemente em um estande montado em conjunto, exposto no Congresso SAE 2019, realizado dentro da Fenatran.

 

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A parceira colombiana possui as divisões Madeal, para a produção de rodas de alumínio para motocicletas, veículos leves e pesados, e Cofre, produtora de rodas de aço também para leves, pesados, além de máquinas agrícolas. A companhia atua também na produção de autopeças.

 

Com a parceria, o Grupo <a> passará a oferecer seus produtos no Brasil utilizando-se da estrutura técnica e logística da Neo Rodas, com a criação de uma empresa específica para este business – a Neo Parts.

 

A Neo Parts terá foco no desenvolvimento, importação e distribuição das rodas e das peças fabricadas pelo Grupo <a>, que hoje já fornece seus produtos para diversos clientes OEM na Colômbia e região. Além disso, proverá estrutura local de logística, comercial, engenharia, qualidade e pós-venda. No portfólio constam amortecedores, pastilhas e lonas de freio, suspensão leve e pesada, embreagens e peças de aplicação agrícola, além das rodas de alumínio e aço, entre outros.

 

Com esses negócios ativados, a Neo Rodas visa diversificar seu portfólio, ampliar os mercados de atuação e incrementar sua receita, encurtando prazos de implantação e otimizando investimentos. A empresa quer reforçar sua posição no mercado automotivo OEM do Brasil e do Mercosul, oferecendo um leque mais amplo de opções com qualidade e confiabilidade aos seus clientes da região.