Carlos Ghosn está fora da prisão, em Beirute

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Foto Jornalista  Redação AutoData

Por Redação AutoData

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06/01/2020

São Paulo – Em uma reviravolta surpreendente, digna de enredo para filme ou episódio de fim de temporada de série, o executivo Carlos Ghosn, detido no Japão desde novembro de 2018, driblou a polícia que o mantinha sob prisão domiciliar, pegou um trem, dois aviões e passou a virada de 2019 para 2020 em sua casa em Beirute, Líbano.

 

Segundo a imprensa internacional a fuga ocorreu no domingo, 29 de dezembro. Especula-se que o executivo nascido no Brasil e com cidadania francesa e libanesa teria se escondido dentro de um estojo de instrumento musical, um violoncelo, levado por uma banda até a casa onde estava hospedado, participando de uma festa, e pego um trem até um aeroporto particular, de onde saiu do Japão em um jatinho. Houve ainda uma escala na Turquia, onde conseguiu entrar com passaporte francês original, apesar de a polícia japonesa ter confiscado seus três passaportes.

 

Os japoneses investigam como a fuga ocorreu, bem como os turcos tentam identificar pessoas que facilitaram a entrada do ex-CEO da Renault e Nissan, um dos principais responsáveis pela Aliança – que, atualmente, ainda tem a Mitsubishi. No Líbano, Ghosn está protegido: o país não tem acordo de extradição com o Japão.

 

Carlos Ghosn divulgou uma nota, em 31 de dezembro: "Estou agora no Líbano e não serei mais refém do manipulado sistema de justiça japonês, onde a culpa é presumida, a discriminação é desenfreada e os direitos humanos são negados, em flagrante desrespeito às obrigações legais do Japão sob o direito internacional e os tratados que deve obedecer. Eu não fugi da justiça, eu escapei da injustiça e da perseguição política. Eu posso agora finalmente me comunicar livremente com a imprensa e pretendo fazê-lo a partir da semana que vem".

 

Ele concederá entrevista coletiva na quarta-feira, 8.

 

Foto: Divulgação.