Venda de veículos importados recua até setembro

São Paulo — Balanço da Abeifa, Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, apontou vendas menores de veículos importados em setembro. Foram emplacadas 2 mil 846 unidades, o que representa volume 2% menor na comparação com o resultado de setembro do ano passado. Na comparação com os emplacamentos realizados em agosto a retração foi de 6%.

 

O desempenho negativo, segundo a associação, comprometeu ainda mais o resultado do acumulado dos primeiros nove meses do ano. Até setembro foi emplacado um total de 25 mil 45 veículos, o que representa recuo de 9,8% na comparação com o janeiro-setembro de 2018. O desempenho fez a associação revisar as projeções para o ano de 40 mil unidades para 35 mil unidades.

 

As vendas totais de veículos importados, segundo a entidade, chegaram a 47 mil 932 unidades, volume que representa alta de 8% ante o volume total emplacado nos nove primeiros meses de 2018.

 

Os veículos Kia Motors foram os mais vendidos até setembro, com 6 mil 944 unidades, e o modelo Sportage o mais licenciado, com 3 mil 19 unidades. O volume, no entanto, representa queda de 22% nas vendas ante o janeiro-setembro do ano passado.

 

Os licenciamentos de veículos Volvo chegaram a 5 mil 458 unidades, alta de 20%. Fecha a lista das três marcas mais vendidas BMW, com 3 mil 395 unidades, 63% a mais sobre os nove meses do ano passado.

 

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Martelli renova frota com 171 Volvo FH 540

São Paulo — A Volvo anunciou a venda de 171 unidades do caminhão FH 540, na configuração 6×4, ao Grupo Martelli, operador do sistema de transporte de grãos e que mantém sede em Jaciara, MT. Segundo o sócio Genir Martelli a escolha do modelo para renovar a sua frota foi decidida em função de um pedido dos funcionários e, por isso, realizou a compra como forma de manter o quadro, segundo comunicado da Volvo. O grupo realiza o transporte de soja, milho e fertilizantes para empresas como Bunge, ADM, Cofco e Cargill.

Luciano Farias é o novo CEO da thyssenkrupp Steering

São Paulo – Luciano Farias foi nomeado CEO da divisão Steering da thyssenkrupp no Brasil, em sucessão a Daniel da Rosa, que se aposentou após vinte anos à frente dos negócios. Há mais de quinze anos na companhia Farias é engenheiro elétrico formado pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná em cooperação com a Université de Technologie de Compiègne, na França, e concluiu MBA em gestão e administração de negócios pela FGV.

 

O novo CEO ocupou o cargo de head de vendas e engenharia da divisão nos últimos cinco anos. Em nota, afirmou que seu objetivo é “fortalecer as tecnologias thyssenkrupp de direção automotiva e assegurar que os contratos recém conquistados para o fornecimento de colunas de direção elétricas sejam executados com excelência, de forma rápida e com a qualidade de entrega reconhecida pelo mercado”.

 

Há vinte anos no Brasil a divisão Steering tem um novo foco: desenvolver sistemas de direção elétrico para veículos semiautônomos e autônomos.

 

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Corretores vendem veículos pela internet

São Paulo – Há dois meses uma empresa de Mogi Guaçu, SP, deu início às operações de um novo canal de venda de veículos via internet, o BMZ Auto Broker. O serviço é baseado no modelo de corretagem: veículos seminovos que estão a venda por pessoas físicas são cadastrados em uma plataforma digital e negociados por corretores que aderem ao negócio por meio de franquia. A cada veículo vendido paga-se uma comissão ao franqueado.

 

Segundo Marcio Leitão, fundador e CEO da BMZ, nos próximos cinco anos a meta é chegar a 1,2 mil corretores franqueados, com um faturamento de R$ 50 milhões. Hoje há doze corretores cadastrados na plataforma. O objetivo, considerado agressivo, foi traçado com base na média de adesões que outras franquias que atuam no setor automotivo apresentaram no mercado.

 

O serviço de corretagem da BMZ se soma a outros de vendas de veículos que surgiram nos últimos anos baseados na internet. Um dos mais recentes é o InstaCarro, serviço de leilão virtual para veículos seminovos. No caso de veículos novos montadoras também aderiram ao canal online recentemente. A Renault, por exemplo, vende o compacto Kwid pela internet. Volkswagen e FCA também oferecem a plataforma digital como meio de compra.

 

Leitão afirmou que ainda não há no mercado empresa com modelo de negócio similar: “Nosso modelo consiste em oferecer um serviço à pessoa física que busca uma melhor oportunidade, com valores de venda mais altos. No caso de outras plataformas a aposta é na venda rápida, que nem sempre gera valores de venda interessantes ao proprietário do veículo”.

 

A aposta da empresa com sua plataforma digital é constituir uma espécie de estoque virtual e aumentar a exposição de veículos à venda para um número maior de interessados: “Neste ponto o papel do corretor é fundamental, porque é ele quem prospecta os compradores. Além da sua carteira de veículos cadastrados, ele pode vender da carteira de outros franqueados”.

 

O modelo de expansão por meio de franquia foi escolhido, segundo Leitão, para dar padrão ao serviço, uma vez que a profissão de corretor de veículos não é regulamentada. Uma vez cadastrado, o veículo cujo proprietário é pessoa física não pode ser anunciado em outra plataforma pois há uma relação de exclusividade.

 

Os franqueados passam por treinamentos de vendas e recebem suporte da BMZ por cinco anos, tempo médio de contrato. A empresa do Interior paulista está há dez anos no mercado automotivo, no qual iniciou os trabalhos como uma loja de limpeza de veículos.

 

Comuns nos Estados Unidos e na Austrália, os corretores de veículos atuam em todas as etapas que envolvem a compra e a venda de um carro: são eles os profissionais especializados e capacitados em intermediar negociações automotivas do comprador com o vendedor.

 

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Ainda nos bastidores, Ford trabalha no seu futuro

Rio de Janeiro, RJ — Os primeiros movimentos de uma nova fase da Ford começam a tomar forma. A parte visível dessa história começa com o patrocínio ao principal evento de música do País este ano, o Rock in Rio. Ali, na Cidade do Rock, além de expor seus produtos e a novidade que será importada da China no ano que vem, o SUV Territory, a Ford encontrou uma ótima oportunidade de dialogar com milhares de jovens, mostrando que a marca está e continuará presente por aqui. Mas é nos bastidores que os movimentos estão mais intensos.

 

A montadora reuniu quinhentos dos seus concessonários no último fim de semana, no Rio de Janeiro. Antes deles assistirem os shows no Rock in Rio houve uma reunião em que o presidente Lyle Watters e muitos dos seus diretores apresentaram parte da estratégia de produtos que começa no ano que vem.

 

Obviamente são informações confidenciais que ainda estão por detrás da cortina. Mas o próprio Watters não esconde a ansiedade para o momento de revelar os planos para o Brasil e a região nos próximos anos. “Estou muito confiante que após definir o futuro da fábrica de São Bernardo poderemos falar sobre o nascimento de uma nova Ford. Foi isso que disse aos nossos concessionários. Teremos novidades em 2020 mas, sobretudo, em 2021”.

 

A expectativa realmente é grande. Alguns diretores e concessionários que circularam na Cidade do Rock no fim de semana não esconderam a empolgação com a receptividade do público aos produtos Ford. “Muita gente perguntando sobre o Territory. Não imaginava uma interação com tantas pessoas aqui no Rock in Rio”, disse um dos executivos que preferiu não ser identificado.

 

Há expectativa nos bastidores que a Ford pode até estar considerando realizar um novo ciclo de investimentos no País, a depender do desfecho sobre o futuro da fábrica do Taboão. Do outro lado do front, uma fonte de AutoData a par das negociações afirmou esta semana: “Não se animem com a possibilidade de um acordo para a aquisição da fábrica da Ford no Taboão”.

 

Sobre o assunto, Lyle Watters prefere olhar para o futuro: “Peço apenas um pouco de paciência, inclusive para o consumidor, que terá grandes novidades em breve”.

 

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Novo Mercedes-Benz AMG A 35 4Matic chega ao Brasil

São Paulo – A Mercedes-Benz lançou no Brasil o AMG A 35 4Matic, o modelo de entrada da linha esportiva AMG, com motor 2.0 turbo de 306 cv e câmbio automático de dupla embreagem e sete marchas. O modelo é produzido em uma nova plataforma para veículos compactos da companhia, na Alemanha, e será importado.

 

O modelo chega ao mercado em duas versões, com preços de R$ 279,9 mil e R$ 285,9 mil. Holger Marquardt, diretor administrativo de marketing e de vendas de automóveis da Mercedes-Benz para América Latina e Caribe, disse que a demanda por modelos de alto desempenho está crescendo no Brasil: “Vimos um aumento na demanda desse segmento e decidimos aumentar o portfólio de superesportivos no País”.

 

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Nissan e UFSC testam baterias do Leaf em postes de iluminação

São Paulo – A Nissan e a UFSC, Universidade Federal de Santa Catarina, começaram a testar a bateria do Leaf de segunda vida em postes de luz equipados com painel solar fotovoltaico. O sistema foi instalado em cinco postes do laboratório de fotovoltaica da universidade em Florianópolis, SC, que são alimentados por uma combinação de painéis solares no topo e baterias do veículo na base.

 

Desde 2018 a Nissan e a universidade mantêm parceria para estudar alternativas para as baterias usadas de carros elétricos. O teste busca encontrar uma possível solução de iluminação limpa para áreas urbanas e até mesmo para regiões remotas do País que não são atendidas pela rede elétrica tradicional.

 

Os postes do experimento funcionam de maneira 100% independente do sistema de energia elétrica principal e dispensam cabos ou tomadas: são totalmente alimentados pela energia solar.

 

Usar a bateria do Leaf como armazenamento de energia, no entanto, não é exatamente uma novidade: parte do estande da Nissan no Salão do Automóvel de São Paulo do ano passado recebeu energia armazenada em baterias do veículo elétrico.

 

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Neo Rodas fecha parceria com Grupo A, da Colômbia

São Paulo – A Neo Rodas assinou acordo de cooperação técnico-comercial com o Grupo A, da Colômbia, que compete em diversos segmentos da indústria, inclusive o automotivo, com forte atuação nos mercados andino, latino-americano e da América do Norte. Fornece para veículos de passeio e utilitários leves, caminhões, ônibus, motos, tratores, implementos e colheitadeiras.

 

Pelo acordo as empresas do Grupo A ganham a oportunidade de explorar os mercados de rodas de alumínio e aço do Mercosul por meio da Neo Rodas. As montadoras locais têm, agora, a opção de escolher as rodas de aço Cofre e as de alumínio Madeal para seus veículos.

 

Em um segundo momento, ainda em estudo, uma nova empresa poderá ser aberta no Brasil com o objetivo de importar e distribuir as autopeças produzidas pelo Grupo A no País. A companhia tem em seu portfólio amortecedores, pastilhas e lonas de freio, suspensão leve e pesada, embreagem, peças de aplicação agrícola.

 

Em nota a Neo Rodas afirmou que os dois grupos empresariais competem em mercados não concorrentes e complementares. Buscam, com o acordo, “aliar os pontos fortes de suas operações e serem mais competitivos, além de expandir as fronteiras comerciais e possibilitar novos negócios”.

 

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Muito além da visão

É difícil encontrar alguém que não conheça, nunca tenha visto ou não faça ideia do que seja o “Batmóvel”, o indefectível veículo imortalizado no antigo seriado “Batman e Robin”, dos anos 1960. Até porque, de 1989 até 2012 o cinema lançou sete novos filmes com o super-herói e nunca deixou de dar uma incrementada no carrão do homem-morcego.

 

Mas o carro do Batman, equipado com poderes impressionantes que muitas vezes livram o herói de grandes enrascadas, vai ficar tecnologicamente atrasado se comparado com a nova geração de veículos que chegarão ao mercado já na próxima década. Exceto pelo poder bélico e pela descomunal potência do motor, o “Batmovel”, se pudesse sentir, ficaria com inveja desses novos veículos muito mais ecológicos e, sobretudo, com mais poderes para preservar a vida do condutor, passageiros e pedestres.

 

A alta engenharia está trabalhando para dotar os veículos reais com poderes óticos muito mais interessantes e vitais. A ZF, por exemplo, desenvolveu uma tecnologia de fusão de sensores e radares que, trabalhando em conjunto com sofisticadas câmeras, permite que os carros possam ver e ter uma exata noção de tudo o que acontece em seu entorno, inclusive longe do alcance da visão humana,  independente se o tempo está ensolarado, escuro, chuvoso ou com nevoeiro.

 

O sistema alia sofisticados radares que são capazes de mensurar distância, velocidade e até condições climáticas com câmeras que enxergam e identificam objetos ao seu redor e, para aumentar ainda mais a segurança, a tecnologia de sensores LiDAR (Light Detection And Ranging) trabalha em redundância com esses sistemas.

 

Aliando câmeras, sensores e radares, a ZF oferece aos carros, veículos comerciais e até máquinas industriais como tratores e empilhadeiras um poderoso conjunto de sentidos, capaz de ampla cobertura de 720 graus (todo o entorno, inclusive em cima e embaixo, são monitorados). Em nome da segurança total e irrestrita, buscando, efetivamente, zero acidentes, os sistemas são redundantes, ou seja, um pedestre ou qualquer tipo de obstáculo é instantaneamente notado por todos equipamentos, fazendo com que estes  veículos diminuam a velocidade, desviem, sigam o da frente ou até mesmo parem dependendo da situação, tudo isso com o “olhar” atento destas tecnologias.  

 

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Funciona assim: as câmeras são capazes de distinguir precisamente pessoas, veículos, animais, placas e obstruções com alta precisão angular. Dotadas de poderosas lentes, agem como “olhos biônicos em todas as direções”. Radares , por sua vez, têm a função de enxergar a distâncias maiores,  medir velocidade, inclusive, em total escuridão ou condições climáticas desfavoráveis. Já os sensores são capazes de suprir todas as necessidades, gerando assim redobrada segurança para motoristas, passageiros e pedestres.

 

Deste modo, mais do que enxergar, os sistemas da próxima geração de carros são capazes de sentir e detectar tudo à sua volta, independente de luz e distância. São tecnologias desenvolvidas para equiparem veículos de fases mais elevadas de automação e prontos para o decisivo passo para a automação completa, fase 5, quando os carros prescindirem completamente do motorista.

 

Além disso, inovadores sensores permitem que os veículos ouçam, e interpretem, sinais de alerta, emergência e sirenes e consigam tanto orientar o motorista como, no modo automação total, executar as manobras necessárias para permitir o fluxo de veículos de socorro. Provavelmente, no próximo filme do homem morcego, para não ficar para trás, o “Batmóvel” também vai ser equipado com esses avançados sistemas.