Dunlop fornece pneus para a nova geração do Toyota Corolla

São Paulo – A Dunlop fornece os pneus SP Sport Maxx 050, na medida 225/45R17 91W, para os Toyota Corolla 2.0 e híbrido flex. O acordo amplia a parceria da marca do Grupo Sumitomo, que produz pneus em Fazenda Rio Grande, PR, com a fabricante – desde o ano passado os Yaris saem de fábrica com pneus Dunlop.

 

Leandro Baruta, gerente sênior de equipamento original da Dunlop, comemorou o fornecimento para o primeiro carro híbrido produzido no Brasil: “Este fato muito nos orgulha. A nossa expectativa é aumentar a gama de pneus Dunlop fornecidos à Toyota e, desta forma, elevar a participação e o valor da marca no mercado”.

Empresas formam parceria para inovação no alumínio

São Paulo – Catorze empresas, fabricantes e consumidoras de alumínio, assinaram na terça-feira, 1º, parceria para pesquisa, desenvolvimento e inovação com o IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, com o objetivo de buscar soluções para a aplicação do alumínio na indústria automotiva.

 

Liderada pela Abal, Associação Brasileira do Alumínio, a iniciativa conta com apoio da Embrapii, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, que designou o IPT para executar o projeto. A meta é desenvolver, em até dezoito meses, sistema para estudo comparativo de desempenho de juntas de ligas de alumínio em estruturas de veículos e implementos, incluindo simulação computacional para análise de propriedades.

 

Compõem o projeto Aehtra, CBA, Esab, FCA, Hydro Extrusion, Iochpe Maxion, Metalsa, Novelis, Prolind, Randon e ReciclaBR. Arconic, FSW Brasil e Lord são apoiadoras.

 

Segundo João Irineu Medeiros, diretor de segurança veicular e conformidade regulatória da FCA para a América Latina, o alumínio possui importantes diferenciais, como baixo peso e resistência:

 

“A participação da FCA é estratégica para o mapeamento de oportunidades de aplicação das juntas de alumínio na carroceria, juntamente com o nosso parque de fornecedores, principalmente levando-se em consideração os desafios apresentados pelo Programa Rota 2030 nas áreas de eficiência energética e de segurança veicular”.

 

Milton Rego, presidente da Abal, lembrou o consumo de alumínio pelo setor automotivo e de transportes: “É o que mais consome alumínio no mundo. O material é estratégico para termos soluções e veículos mais eficientes”.

 

Foto: Divulgação.

e-Consórcio produzirá caminhões e ônibus Volkswagen em Resende

Södertäjle, Suécia – A fábrica da Volkswagen Caminhões e Ônibus em Resende, RJ, ganhará novos parceiros no chamado e-Consórcio, sistema de produção de componentes elétricos que segue conceito do Consórcio Modular, que serviu como base para a operação de produção de caminhões e ônibus na região sul-fluminense. Oito fornecedores dividirão com a companhia a montagem dos sistemas elétricos dentro da unidade, incluindo empresas que pensarão na infraestrutura oferecida aos clientes dos veículos, para além dos portões da fábrica.

 

Toda a ofensiva elétrica da fabricante de veículos comerciais que integra o Grupo Traton está contemplada no pacote de investimentos de R$ 1,5 bilhão que será aplicado até 2021. Seis empresas colaboraram no desenvolvimento: Siemens, fornecedora de infraestrutura, carregadores e energia para os clientes, CATL e Moura, para gerenciamento, distribuição e manutenção de baterias, e Bosch, Semcon e WEG, que desenvolverão e fornecerão componentes para sistemas elétricos.

 

Esses seis fornecedores são naturais candidatos a compor o e-Consórcio – mas esses parceiros ainda estão em negociação e serão anunciados futuramente. A linha trabalhará em paralelo ao Consórcio Modular dos veículos a combustão, que montará, também, partes dos modelos elétricos.

 

Quatro modelos – três caminhões e um ônibus – começarão a ser produzidos pelo e-Consórcio a partir do fim do ano que vem. O primeiro será o caminhão VW e-Delivery, que desde o ano passado roda em testes com a fabricante de bebidas Ambev, já a primeira cliente do modelo – e que na opinião de Roberto Cortes, CEO da VWCO, opera em um segmento candidato a adotar a propulsão elétrica.

 

“O uso de caminhões elétricos crescerá muito nas atividades ligadas ao transporte urbano, inclusive no Brasil. Esse e-Delivery, desenvolvido pela nossa equipe brasileira, tem bom potencial para ser exportado, inclusive para países desenvolvidos”.

 

Os e-Delivery terão opções de PBT de 4, 11 e 14 toneladas. Todos foram apresentados no Innovation Day promovido pelo Grupo Traton em Södertäjle, na Suécia, assim como o ônibus e-Flex. Segundo Cortes o primeiro a sair da linha será o de 11 toneladas, com motor WEG. O de 4 toneladas, ainda conceito, foi mostrado com um powertrain fornecido pela Hino Motors e tem tração dianteira.

 

Tanto os caminhões como o ônibus e-flex oferecem 200 quilômetros de autonomia. No caso do ônibus, a configuração modular e flexível permite a construção de um ônibus puramente elétrico no conceito plug-in ou trabalhar aliado a um conjunto gerador alimentado por um motor VW 1.4 TSI Flex, ou gás natural, ou biometano – o que estende a sua autonomia. Apresentado no IAA do ano passado, em Hannover, o ônibus só entrará nas linhas de montagem em 2023.

 

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Toda a linha elétrica da VWCO será exposta ao público na Fenatran, que abre as portas em 14 de outubro no São Paulo Expo.

 

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Volkswagen Caminhões mira a exportação do e-Delivery

São Paulo – Os planos da Volkswagen Caminhões e Ônibus com o e-Delivery, seu primeiro caminhão elétrico nacional, são muito maiores do que apenas fornecer ao mercado interno. Segundo André Trintini, engenheiro de planejamento de produto, o foco está também nas exportações:

 

“Queremos puxar a fila da exportação de veículos elétricos produzidos no Brasil”, afirmou durante painel no 15º Veículo Elétrico Latino-Americano na terça-feira, 1º, no Transamerica Expo Center, em São Paulo: “O e-Delivery pode ser vendido para qualquer País, porque é elétrico e não esbarra em questões de emissões”.

 

Atualmente o e-Delivery opera em testes em parceria com a Ambev. A expectativa da VWCO é iniciar a produção em série do veículo até 2021, segundo o executivo, que acredita que no futuro os caminhões elétricos terão seu espaço, dependendo do tipo de aplicação, e conviverão com outras matrizes, também limpas, como hidrogênio, biodiesel e biometano.

 

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Eletrificação deve entrar na pauta de fornecedores

São Paulo – Os fornecedores brasileiros devem começar a se preparar para a chegada da eletrificação à indústria nacional – que já deu seu primeiro passo com o Toyota Corolla híbrido flex que, embora ainda tenha seu powertrain importado do Japão, sinaliza que as tecnologias estão muito próximas.

 

O assunto foi debatido em painel do primeiro dia da 15ª edição do Veículo Elétrico Latino-Americano, salão que reúne e pretende fomentar o debate da eletrificação no País. Miguel Fonseca, vice-presidente da Toyota no Brasil, alegou que ter produção nacional desse tipo de veículo é essencial para o futuro do setor:

 

“Fazer um veículo híbrido no Brasil ajuda a qualificar os fornecedores para o futuro. Temos que construir carros para fazer frente à concorrência global. É fundamental, até porque se não conseguirmos a tendência é que a indústria morra, precisamos acompanhar as mudanças”.

 

De acordo com o executivo, a indústria nacional precisa acompanhar todas as mudanças que estão acontecendo no setor automotivo, que passa pela maior transformação da sua história: “A Toyota está se transformando em uma empresa prestadora de serviços de mobilidade. Esse é o futuro, não dá mais para só vender veículos. Estamos de olho em todas essas mudanças e o Brasil já faz parte de tudo isso”.

 

Em um futuro mais distante as montadoras também precisarão entrar no segmento de armazenamento e análise de dados – o que, na visão de Fonseca, ampliará a concorrência: “Vamos concorrer com empresas como Google, Facebook, Uber e 99, que já operam nos segmentos de serviços de mobilidade e de análise de dados. As montadoras deixarão de ser os únicos concorrentes que temos no mercado”.

 

Diante desse cenário para o futuro, a Toyota focará em desenvolver serviços de mobilidade com base na sigla CASE, que em inglês significa conectado, autônomo, compartilhado e eletrificado, desenvolvendo também a tecnologia e infraestrutura necessária para chegada desses veículos no mercado.

 

Para Claudio Castro, diretor executivo de pesquisa e desenvolvimento da Schaeffler para a América do Sul, o futuro será eletrificado, independente da matriz energética de cada veículo. A fornecedora, especializada em componentes para veículos a combustão, criou uma área para desenvolvimento de produtos para modelos elétricos:

 

“Percebemos que era necessário começar a trabalhar no desenvolvimento de peças para os veículos elétricos. Já temos motores elétricos e transmissões híbridas que serão vendidos globalmente. Também desenvolveremos sistemas eletrônicos e softwares para esse segmento”.

 

Para o executivo diversas motorizações conviverão por bastante tempo no mercado, mas como fornecedora, a Schaeffler precisava estar pronta para acompanhar as mudanças.

 

Marcos Munhoz, vice-presidente da General Motors América do Sul, ressaltou uma questão positiva na produção dos veículos elétricos: eles usam uma média de quatrocentos componentes, enquanto um veículo a combustão demanda mais de duas mil peças. Esse fato torna a produção de um carro elétrico muito mais simples na visão do executivo, outro ponto positivo para ajudar esse segmento a crescer: “Você terá um veículo elétrico. E isso será mais rápido do que você espera”.

 

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São Paulo traça meta de redução de emissões da frota de ônibus

São Paulo – A Prefeitura de São Paulo pretende reduzir em 13,6% a emissão de CO2 dos ônibus que circulam diariamente na cidade até o fim do ano que vem. A meta foi divulgada por Edson Caram, secretário de Mobilidade e Transporte do município, na abertura do 15º Veículo Elétrico Latino-Americano, na terça-feira, 1º, no Transmerica Expo Center, na Capital paulista.

 

No caso de NOx e material particulado a prefeitura estipulou em 24,8% a meta de redução de sua frota urbana. Para isso, segundo Caram, ônibus mais novos, menos poluentes, e modelos 100% elétricos serão integrados ao sistema de transporte municipal.

 

“Nós próximos vinte dias teremos quinze ônibus 100% elétricos circulando em São Paulo. Eles fazem parte da iniciativa de uma das operadoras da cidade que decidiu começar a eletrificar sua frota”.

 

O secretário também divulgou as metas para 2030: redução de 90,7% na emissão de NOX e de 60,3% de CO2 diante do padrão atual. Disse que técnicos da Prefeitura se reunirão, este mês, com representantes de empresas chinesas que operam no segmento de veículos elétricos e que têm interesse em investir na cidade.

 

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Salão de elétricos espera 6 mil visitantes na 15ª edição

São Paulo – Mais de cinquenta expositores participam do décimo-quinto Veículo Elétrico Latino-Americano, salão que abriu suas portas na terça-feira, 1º. A organização espera que mais de seis mil pessoas passem pelos corredores do Transamerica Expo Center, em São Paulo, até a quinta-feira, 6 – mesmo número de visitantes registrado em 2018, que também reuniu cinquenta expositores.

 

Rodrigo Afonso, gerente do Veículo Elétrico Latino-Americano, disse que os veículos elétricos e híbridos estão ganhando cada vez mais espaço e visibilidade no Brasil: “Queremos apresentar nesta edição um panorama de todos os benefícios que a expansão do setor traz para a sociedade, que demanda por cidades mais sustentáveis e tecnológicas”.

 

Henrique Domakiski, superintendente geral de inovação do Estado do Paraná, disse que o avanço desse segmento é importante para o País, e que o seu Estado já dispõe de estudos em andamento para promover a instalação de postos de recarga: “Também temos estudos para trocar os veículos com motor a combustão da frota pública por modelos elétricos”.

 

Sergio Habib, presidente da Jac Motors no Brasil, acredita que o pontapé inicial já foi dado para a expansão do segmento elétrico, que ainda está no começo e que demandará algum tempo para ter volumes maiores. Para ele, contudo, a expectativa é a de que essa demanda seja crescente nos próximos anos.

 

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Vendas crescem 10% em setembro

São Paulo – As vendas de veículos chegaram a 234 mil 363 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus em setembro, um crescimento de 9,8% com relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData. Na comparação com agosto, porém, o volume de licenciamentos recuou 3,5%.

 

O ritmo de crescimento do mês passado foi semelhante ao registrado no acumulado do ano, comparado com os nove primeiros meses do ano passado: os 2 milhões 29 mil emplacamentos registrados até setembro representam alta de 9,9% sobre o volume vendido em igual período em 2018.

 

Com relação às vendas diárias, em setembro, o resultado mensal indica que, nos 21 dias úteis do mês, a rede de concessionários vendeu uma média de 11 mil veículos/dia.

 

O volume do mês passado também ficou abaixo das expectativas dos varejistas, que trabalhavam com a possibilidade de que os licenciamentos superassem 240 mil unidades. Na primeira quinzena foram emplacados 99 mil veículos e o resultado vinha, naquele período, maior do que o apresentado na primeira quinzena de agosto. Segundo fonte ouvida pela reportagem 223 mil unidades do total vendido no mês correspondem a automóveis.

 

Em 30 de setembro, o último dia útil do mês e quando as concessionárias costumam acelerar as vendas com promoções e as montadoras a promover vendas diretas, foram emplacadas 21 mil unidades, disse a fonte.

 

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Cummins expande oferta com dois novos motores

São Paulo – Dois novos modelos passam a integrar a gama de motores da Cummins na América Latina. A empresa anunciou na terça-feira, 1, a chegada do X13, uma a diesel de 13 litros e potência variável de 480 a 560 cv e da linha ISL G, com sete versões movidas a gás que geram potência até 400 cv. As duas famílias de motores serão produzidas em linhas mantidas na China e nos Estados Unidos a partir de 2020, respectivamente, e serão os protagonistas Cummins durante a Fenatran deste ano.

 

Os motores integram planejamento de diversificação da Cummins no mercado global, o qual também considera o mercado latinoamericano. De acordo com o presidente Luis Pasquotto ambos os modelos têm sinergia com as atuais demandas das montadoras: “No caso do motor de 13 litros, para o segmento de pesados, os veículos precisam de mais potência e menor peso. Já no caso do motor a gás vemos uma demanda crescente por redução de emissões nos próximos anos”.

 

O X13 vem de um projeto de 2017 pautado pelo downsizing para que constituísse um motor intermediário do X12 ao X15. Diminuindo o seu tamanho, e mantendo a potência alta, a empresa acredita que aumentará a sua gama de aplicações, chegando a veículos de outras categorias afora o pesado.

 

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Pasquotto disse durante evento prévio à Fenatran que o novo motor chega a ser 300 quilos mais leve do que os da concorrência: “Essa redução de peso é significativa para nós, que passamos a consumir menos material na produção, e para o cliente, que consegue aumentar a eficiência do caminhão”.

 

Já a família ISL G a gás é um projeto de 2007 para o mercado dos Estados Unidos. No total são sete plataformas diferentes para ônibus e caminhões que variam de 5,9 litros a 12 litros e potências de 195 cv a 400 cv. Para a Cummins o mercado para a aplicação desses motores se concentra em veículos para transporte urbano e vocacionais, como caminhões de coleta de lixo.

 

Estão em curso, disse Pasquotto, testes com o motor a gás na Agrale e na Marcopolo, e também são matidas conversas para a realização de testes com outras duas companhia no País. Produção local, por ora, não está nos planos. O presidente disse que a empresa espera para ver, antes, a reação do mercado aos modelos. De todo modo, segundo ele, é algo possível e demandaria um “investimento relativamente baixo”.

 

Com relação às emissões as salvaguardas do X13 atendem às exigências Euro 6 com sistema de pós-tratamento Euro 6 Single Module, outra novidade da empresa na Fenatran. Os da família ISL G, por sua vez, atendem aos padrões atuais de emissões da EPA, Agência de Proteção Ambiental, dos Estados Unidos.

 

A Cummins encerrou o primeiro semestre com 7% de market share no segmento de caminhões pesados, 66% de fatia no de médios e 53% no de leves. No mercado de ônibus, no período, a fatia foi de 25%.

 

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Pedidos pelo Toyota Corolla superam projeção em 30%

São Paulo – Em quinze dias a Toyota recebeu, em suas concessionárias, quase 6 mil encomendas por unidades da nova geração do Corolla. Em comunicado a empresa informou que a procura superou em 30% a sua expectativa – durante o lançamento projetou 4,5 mil unidades/mês, das quais 3,5 mil da versão flex e 1 mil híbrida.

 

Segundo a Toyota 65% dos pedidos foram das versões GLi, XEi e Altis 2.0 e 35% do modelo híbrido.

 

No mês passado foram registrados 2,5 mil licenciamentos do sedã, dos quais 2,1 mil da versão 2.0 e quatrocentos híbrido-flex, a grande inovação sobre a plataforma TNGA produzida em Indaiatuba, SP. Equivale a todo o volume entregue pela fábrica no período – a versão híbrida, por tratar-se de nova tecnologia, começou em ritmo mais lento, mas deverá acelerar nas próximas semanas.

 

Vladimir Centurião, diretor de marketing, vendas e pós-vendas da Toyota do Brasil, disse em nota que a empresa encarou com entusiasmo a receptividade da nova geração do sedã: “Nossa fábrica ainda está em fase de crescimento de produção da nova geração e seguiremos trabalhando para atender a todos os pedidos, seguindo a filosofia de nossa empresa: o cliente em primeiro lugar”.

 

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