Novos modelos e híbridos: os planos da Caoa Chery.

São Paulo – Dois novos modelos serão produzidos pela Caoa Chery no Brasil em 2020, um em cada fábrica. De Anápolis, GO, sairá o SUV Tiggo 8, mostrado no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo no ano passado, e de Jacareí, SP, o sedã Arrizo 6, revelou seu presidente, Marcio Alfonso, no lançamento do Arrizo 5E, na terça-feira, 1º.

 

Faz parte do planejamento, também, a produção local de modelos híbridos em ambas as unidades. Alfonso não forneceu pormenores, mas garantiu que, assim como uma eventual produção local de elétrico, não seriam necessários grandes investimentos para montar modelos híbridos nas fábricas brasileiras – o plano atual, inclusive, já prevê a produção destes modelos no Brasil.

 

“Há essa necessidade, pois o Rota 2030 [a política industrial desenhada pelo governo federal para o setor automotivo] tem metas ousadas de eficiência energética que só serão possíveis de serem alcançadas com modelos híbridos ou elétricos.”

 

Alfonso admitiu que a meta de vendas traçada no ano passado para a empresa, 35 mil unidades, não será alcançada: “Revimos esses volumes para 27 mil. No ano passado vendemos cerca de 9 mil veículos”.

 

Segundo ele o mercado nacional vem sendo sustentado pelas vendas diretas, segmento no qual a Caoa Chery possui baixa atuação: “Dos 1 mil 850 modelos licenciados no mês passado, 140 foram por meio de venda direta, e a maior parte para PcD. Como estamos em fase de construção da marca no mercado brasileiro damos prioridade ao varejo”.

 

O presidente da Caoa Chery acredita que as vendas a pessoas físicas crescerão no último trimestre, impulsionadas pela liberação do dinheiro do FGTS, décimo-terceiro salário e a aproximação das festas de fim de ano. Em paralelo segue em curso a expansão da rede de concessionários: as 81 revendas ganharão a companhia de ao menos mais dezenove até o fim do ano:

 

“Queremos chegar ao fim de dezembro com mais de cem concessionárias”.

 

Foto: Divulgação.

Caoa Chery dá seu primeiro passo rumo à eletrificação

São Paulo – Ao iniciar a importação do Arrizo 5E, sedã elétrico produzido em Wuhu, China, a Caoa Chery dá o primeiro passo em direção à eletrificação de seu portfólio. O plano, segundo o presidente Marcio Alfonso, é começar a trazer modelos aos poucos, primeiro para frotistas, depois para o consumidor, e sentir como será a resposta. Depois, quem sabe, pode até produzir carros elétricos em Jacareí, SP.

 

“O investimento para a produção local não é tão elevado”, afirmou o executivo. “Está nos nossos planos produzir aqui, caso a demanda seja boa. Não temos um número mágico de unidades, e dependendo da resposta do consumidor podemos produzir não só esse como outros modelos elétricos do nosso portfólio no Brasil”.

 

Segundo Alfonso o grosso do investimento seria aplicado no fim da linha de montagem, na qual as baterias seriam acopladas aos veículos: “Precisa mexer muito na segurança, pois são equipamentos com alta voltagem”.

 

Nessa primeira etapa foram importados 130 Arrizo 5E, que serão direcionados para vendas a frotistas, locadoras e, especialmente, taxistas: “A demanda dos motoristas de táxi fez com que começássemos por um modelo sedã, mais adequado para o negócio. Mas, dependendo da procura, podemos trazer também o Tiggo 2, Tiggo 5X e o EQ1 de Wuhu. Faz parte do nosso plano de eletrificação”.

 

Por R$ 159,9 mil o Arrizo 5E será oferecido a partir de janeiro em seis concessionárias: São Paulo, Curitiba, PR, Rio de Janeiro, RJ, Belo Horizonte, MG, Porto Alegre, RS, e Brasília, DF. Nelas serão instaladas as oficinas especializadas em elétricos, mas a Caoa Chery garante assistência 24 horas em todo o Brasil.

 

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O Arrizo 5 elétrico tem dimensões semelhantes ao seu equivalente flex fuel produzido em Jacareí, SP. No design difere principalmente pelas grades dianteiras, onde, no emblema da Caoa Chery, foram instaladas as tomadas para recarga da bateria – que garante 322 quilômetros de autonomia segundo as medições do Inmetro, e pode receber 80% da carga em uma hora em um eletroposto, ou em oito horas em um Wallbox, vendido separadamente. Há ainda a possibilidade de carregamento na tomada comum, 220v, que chega a 80% em vinte horas.

 

Das 1 mil 288 peças do Arrizo 5E, 974 – em torno de 75% – são intercambiáveis com a versão flex fuel. 187 quilos mais pesado, desenvolve até 90Kw de potência, o que, de acordo com a Caoa Chery, equivale a 122 cavalos. Sua velocidade máxima, porém, é limitada a 100 km/h no modo de condução econômica e 152 km/h no esportivo.

 

Por segurança o Arrizo 5E emite um alerta sonoro ao se aproximar de pedestres.

 

Além de taxistas Alfonso disse que há procura por grandes empresas, em especial aquelas que têm metas de redução de emissões de CO2 no País, e órgãos públicos. Há negociações em curso com diversos potenciais clientes mas, por enquanto, nenhuma unidade foi comercializada.

 

Foto: Divulgação.

BMW completa cinco anos de Araquari

São Paulo – O Grupo BMW comemorou na segunda-feira, 30, os primeiros cinco anos da inauguração de sua fábrica brasileira, em Araquari, SC. Com seiscentos funcionários a unidade já produziu, desde 2014, quase 60 mil automóveis BMW Série 3 – o primeiro a sair das linhas –, Série 1, X1, X3 e Mini Countryman.

 

A trigésima unidade fabril do grupo no mundo recebeu mais de R$ 1,1 bilhão em investimento de 2014 a 2019, dos quais R$ 132 milhões aplicados recentemente para a produção do novo BMW Série 3 e dos SUVs X5 e X4. 

 

Mathias Hofmann, diretor geral da fábrica, destacou, em nota, a data: “A fábrica do Grupo BMW de Araquari completa 5 anos com qualidade, flexibilidade e tecnologias globais. Estamos capacitados para produzir vários produtos BMW e dar escolhas ao cliente brasileiro. Já produzimos mais de 55 mil unidades e vamos seguir acelerando”.

 

Foto: Divulgação.

Fistarol: desafio é retornar ao lucro.

Curitiba, PR – Embora ainda tema a possibilidade de bolha no mercado brasileiro de caminhões o presidente da CNH Industrial para a América Latina, Vilmar Fistarol, demonstra confiança na recuperação das vendas do setor, que sofreu nos últimos anos com a crise econômica. Ele nota, porém, uma redução no ritmo do crescimento – o que é natural, pois a base comparativa também está subindo mês a mês.

 

Segundo ele a grande questão da indústria, agora, é voltar a ganhar dinheiro: “Temos excesso de capacidade, bem superior à demanda atual. O resultado é que todo mundo está perdendo dinheiro às vésperas da necessidade de grandes investimentos em tecnologia, pois teremos novas regulações de emissões”.

 

Prevista para entrar em vigor a partir de 2022 a fase 8 do Proconve, Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores, exigirá investimentos, em muitos casos bilionários, para motores mais eficientes. Será um desafio para a indústria brasileira, que há anos opera no vermelho, embora os volumes estejam em recuperação.

 

O presidente da CNH Industrial disse também que a recuperação do setor está muito concentrada no segmento extrapesado, puxado pelo agronegócio: “É um indício de que não há linearidade no crescimento do PIB. Os segmentos leves e médios, que dependem mais da indústria, não acompanham a pujança das linhas pesadas, puxadas pelo agronegócio. Há também movimento de reconstrução de frota por operadores privados”.

 

Fistarol evitou dar projeções para 2020: “Ainda está muito longe. Há muita coisa, ainda, a ser definida”.

 

Durante o CNH Innovation Day, realizado na fábrica do grupo em Curitiba, PR, o executivo falou sobre as outras unidades de negócio da empresa – máquinas agrícolas e rodoviárias. Para ambas projetou crescimento este ano, mas ainda em ritmo inferior ao desejado pela indústria.

 

Foto: Brunno Covello/Divulgação.

Mercedes-Benz reinaugura revenda em Alphaville

São Paulo – A Mercedes-Benz reinaugurou a concessionária do Grupo Itatiaia no bairro de Alphaville, em Barueri, SP. É a primeira no Estado a dispor de  novo conceito de atendimento, agora padrão para novas unidades, tanto na área de vendas quanto no pós-vendas.

 

Holger Marquardt, diretor geral de marketing e vendas automóveis para América Latina e Caribe, disse que o novo conceito é focado no cliente como prioridade: “Queremos oferecer ao público uma experiência cada vez mais exclusiva”.

 

O local também conta com área para a venda de veículos seminovos.

 

Foto: Divulgação.

MWM fecha a fábrica da Argentina

São Paulo – A MWM Argentina anunciou na sexta-feira, 27, que encerrará sua produção na fábrica localizada em Jesús Maria, Córdoba, a partir de 1º de outubro, e fechará a unidade. De acordo com a companhia a continuidade das operações na região tornou-se inviável considerando os baixos volumes que o mercado local passou a demandar — mesmo depois que a MWM fez diversas ações para tentar alavancar a produção da unidade, sem sucesso.

 

A produção de motores e componentes da unidade será transferida para o Brasil, mas a MWM não revelou quantas unidades deverão ser produzidas a mais na fábrica de Santo Amaro, na Capital paulista, para atender ao mercado argentino a partir de outubro.

 

A MWM disse que continuará a atender clientes, fornecedores e distribuidores argentinos e que trabalhará para minimizar os impactos do fechamento da fábrica, com foco em manter o padrão da rede local de serviços, assistência técnica e distribuição de peças de reposição.

 

Foto: Divulgação.

Formtap: do Bandeirante ao Corolla híbrido.

São Paulo – Na esteira de novos modelos, como o Toyota Corolla híbrido flex lançado em setembro, cresce o número de aplicações de revestimentos mais leves e com maior poder acústico em veículos. Por trás dos componentes e materiais que fazem do sedã produzido em Indaiatuba, SP, um veículo mais silencioso está a Formtap, fornecedora que mantém produção em quatro unidades no País.

 

A empresa, subsidiária do Grupo Trambusti, é fornecedora Toyota desde a produção do jipe Bandeirante em São Bernardo do Campo, SP, e, hoje, representa, em volume, a principal demanda da fornecedora. Segundo o CEO Francisco Carlos Munhoz do icônico jipe ao Corolla a produção de revestimentos evoluiu no sentido da aplicação de materiais mais leves e sustentáveis:

 

“Se olharmos para a frente o desenvolvimento dos novos produtos terá como bases esses dois fatores, e a necessidade de reduzir peso e de melhorar a eficiência dos veículos passa pelo revestimento. Há, também, a necessidade de aplicar materiais recicláveis, o que já deixou de ser uma tendência para ser uma realidade nos projetos de veículos para o mercado brasileiro”.

 

No caso específico do Corolla a empresa desenvolveu o revestimento do assoalho com diferentes espessuras dependendo da região do piso: quanto mais fina a chapa for em determinada parte maior será, ali, a aplicação do isolante acústico. A nova tecnologia de aplicação de materiais isolantes reduz o peso do componente, segundo Munhoz.

 

A Formtap atua apenas no mercado OEM e, este ano, espera registrar faturamento 6% maior na comparação com o registrado em 2018. De acordo com o executivo o resultado deverá estar atrelado ao crescimento comum do mercado de originais com a adição de projetos especiais dos quais a companhia participa.

 

Atualmente a empresa fornece componentes para revestimento para os Hyundai produzidos pela Caoa Montadora em Anápolis, GO, Volkswagen, Honda, PSA e FCA, e Toyota. Para esse cliente a Formtap mantém produção dentro do condomínio industrial em Sorocaba, SP, onde são feitos componentes para o Etios e o Yaris, produzido ali, e para o Corolla, em Indaiatuba, SP.

 

Em unidade instalada em Betim, MG, a empresa produz componentes para as demandas FCA e, futuramente, para veículos Ford produzidos em Camaçari, BA. A companhia foi nomeada recentemente fornecedora de partes para revestimento interno e soluções acústicas.: “Como fomos nomeados há pouco tempo ainda devem ocorrer outros processos até que a produção passe a rodar em Minas Gerais”.

 

Afora as unidades de Sorocaba e Betim a Formtap mantém produção em Diadema, SP, e Porto Feliz, SP — essa a sua maior fábrica: nos seus 260 mil metros quadrados são produzidas mantas, feltros e outros isolantes a partir dos quais são fabricados os componentes para o mercado de OEM. Ali também funciona um centro de pesquisa e desenvolvimento de novos materiais.

 

Mantém, também, na fábrica Volkswagen de São José dos Pinhais, PR, centro de distribuição de componentes dedicado à montadora.

 

Somadas as cinco unidades produtivas a Formtap opera com quadro composto por 1,6 mil funcionários.

 

Foto: Divulgação.

Fiat Brava chegava ao Brasil há vinte anos

São Paulo — Há exatos vinte anos era lançado no mercado brasileiro o Fiat Brava. À época o modelo tinha como principal apelo comercial o desenho, com formato mais arredondado e farois e lanternas que remetiam a veículos de linha esportiva.

 

Com relação aos equipamentos, o Brava era bem servido para a época. A versão de entrada SX trazia, de série, direção hidráulica, regulagem de altura do volante, ajuste elétrico dos faróis e limpador traseiro. A configuração de topo ELX ainda incluía ar-condicionado automático, vidros elétricos dianteiros, sistema de som com toca-fitas e imobilizador.

 

Air bags frontais e laterais, faróis auxiliares, toca-CD, alarme e rodas de liga leve faziam parte do rol de quipamentos de série. O Fiat Brava inovou também no modelo de vendas: foi o primeiro Fiat brasileiro a ser vendido pela internet.

 

Em 2000 chegou ao mercado a versão esportiva HGT com motor 1.8 de 132 cv. Outros diferenciais: defletor traseiro e rodas de 15 polegadas.

 

O modelo foi produzido em Betim, MG, até 2003. Acabou, segundo a montadora para abrir caminho para o Stilo que, por sua vez, foi seguido pelo Bravo e, depois, pelo Argo.

 

Foto: Divulgação.

Produção do Onix Plus dobrará em outubro

São Paulo — A General Motors informou que a produção do Chevrolet Onix Plus na fábrica de Gravataí, RS, chegará a 10 mil unidades em outubro, o dobro do volume produzido por mês, atualmente, na unidade. A expectativa da empresa é a de que a capacidade total da linha seja atingida a partir de dezembro, uma vez que ainda passa por processo de atualização de equipamentos.

 

Segundo Carlos Zarlenga, presidente da GM América do Sul, por meio de comunicado, a procura pelo veículo “está sendo muito grande em nossos canais de vendas”, por isso o aumento da curva de produção: “Isso deve reduzir o tempo de espera dos clientes que já reservaram o carro nas concessionárias”.

 

Com a chegada dos novos modelos o sedã Joy, de entrada, passa a ser produzido na fábrica de São Caetano do Sul, SP. Sua distribuição começa nas próximas semanas.

 

Foto: Divulgação.

Começam as vendas do serviço Vivo Car

São Paulo – A Vivo iniciou na segunda-feira, 30, a operação comercial do Vivo Car, serviço que dá acesso a dados dos veículos por meio de aplicativos instalados em smartphone e fornece wi-fi ao motorista e passageiros — semelhante ao que a sua rival, Claro, fará com o Chevrolet Cruze.

 

O Vivo Car é vendido diretamente pela Vivo, para clientes novos ou já existentes. O equipamento custa R$ 718,00, podendo ser parcelado em até 12 vezes, e tem franquia de 40 GB por mês para utilizar na rede wi-fi do carro. A partir do décimo-terceiro mês passa a ser cobrada uma mensalidade de R$ 59,90 para continuar acessando o serviço. Os dados do WhatsApp e Waze não serão descontados da franquia.

 

Foto: Divulgação.