Scania celebra 10 mil caminhões vendidos

Cesário Lange, SP – A Scania já recebeu mais de dez mil encomendas de seus caminhões da nova geração, lançados no Brasil em outubro do ano passado e com as entregas iniciando apenas em março deste ano. Segundo seu vice-presidente das operações comerciais para o País, Roberto Barral, ainda há espaço para que pedidos feitos este ano sejam entregues até dezembro.

 

“No ritmo atual a fábrica de São Bernardo do Campo leva, em média, de seis a oito semanas para entregar um caminhão da nova geração. Então os pedidos feitos até o final de outubro deverão ser entregues ainda neste ano”.

 

Segundo Barral um dos grandes diferenciais dessa geração é o consumo de combustível, que na comparação com a geração anterior é de, no mínimo, 12% menor. Ele afirma que na comparação com os concorrentes o índice sobe de 20% a 30%.

 

Com as vendas da nova geração acima das expectativas a Scania revisou sua projeção de crescimento no Brasil em 2019: agora projeta alta de 40% a 50%, ante os 10% a 20% de elevação anteriormente projetados. De janeiro a agosto deste ano a Scania vendeu 8 mil 308 caminhões, expansão de 55,6% com relação ao mesmo período de 2018.

 

Foto: Divulgação.

Acordo bilateral com Argentina volta à pauta

São Paulo – Voltou à tona o acordo bilateal com a Argentina no setor automotivo, tema que ganhava força nas discussões dos dois governos mas que foi deixado de lado no ínicio da crise argentina, que perdura até agora. Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, disse na quinta-feira, 5, que nos próximos dias um desfecho sobre a prorrogação do atual acordo será divulgado em Brasília, DF, por integrantes da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais.

 

A expectativa da indústria em torno da resolução de um assunto que já se arrasta há anos é a de que, junto com a prorrogação do acordo, que vence no fim do primeiro semestre do ano que vem, sejam estabelecidas tarifas menores do flex, sistema em torno do qual gira o comércio de veículos dos dois países. O presidente disse, ainda, que afora a extensão do prazo do acordo vigente, que deverá ser anunciado pelo governo nos próximos dias, existe um entendimento de que as negociações bilateriais sigam para o livre-comércio.

 

Uma vez instituído o cenário, seguiu Moraes, a indústria poderia levar a cabo planejamento de operação baseado na região do Mercosul como um ambiente mais complementar do que é hoje em termos de produção, com as fábricas convergindo montagem e fabricação de autopeças: “As montadoras não estariam amarradas a limites de exportação, o que é positivo. Outro fator importante é que no contexto do livre-comércio as empresas podem configurar as linhas para serem convergentes, e não um país disputando com outros os mesmo mercados”.

 

A Argentina está às portas das eleições presidenciais e há fortes indícios de que a oposição ao atual governo, que se mostrou inclinado às questões da indústria no país, saia vencedora. O fato não deverá interferir nas negociações sobre o acordo bilateral, disse o presidente da Anfavea: “Não há razões para acreditar que haja mudanças sobre o acordo no futuro, porque eles sabem que o Brasil é um importante parceiro comercial, assim como acreditamos que a Argentina também é”.

 

Até o fim de agosto, segundo dados divulgados pela Anfavea, foram exportados 300 mil 859 unidades de automóveis, comerciais leves, chassis de caminhão e ônibus, um volume que representa queda de 38% na comparação com o janeiro-agosto do ano passado. Os embarques para outros países, como o México, cresceram no período, mas não a ponto, segundo Moraes, de cobrir as perdas no mercado argentino no período.

 

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Do total exportado 161 mil unidades seguiram para a Argentina até agosto. No ano passado, no mesmo intervalo, foram 344 mil unidades. Para o México seguiram 44 mil unidades, um volume 203% maior do que os 14,5 mil veículos exportados em idêntico período do ano passado. Para a Colômbia as fabricantes instaladas no País exportaram 34,6 mil unidades, 33% a mais. Para o Chile, 23,8 mil unidades, queda de 22%. Ao Peru foram exportadas 13 mil unidades, alta de 22%.

 

As exportações totais de automóveis e comerciais leves nos oito meses do ano chegaram a 287 mil 250 unidades, queda de 37%. No caso dos caminhões, queda de 52,6%, chegando a 8 mil 854 unidades. As exportações de ônibus retraíram 18%, chegando a 4 mil 755 unidades até agosto.

 

Foto: APPA.

Produção de chassis de ônibus em queda no segundo semestre

São Paulo – A produção de chassis de ônibus no País alcançou 19 mil 370 unidades de janeiro a agosto, informou o balanço da Anfavea divulgado na quinta-feira, 5. O volume representa recuo de 7% ante o produzido em igual período no ano passado.

 

Até agosto saíram das linhas instaladas aqui 15 mil 442 unidades de modelos urbanos, volume 2,8% menor do que o observado no janeiro-agosto de 2018. Já os modelos rodoviários registraram produção de 3 mil 928 unidades no período, 20% a menos do que no ano passado.

 

As vendas totais no período chegaram a 13 mil 464 unidades, volume positivo ante o registrado no janeiro-agosto de 2018: 49,8% a mais. Apenas em agosto foram vendidas 2 mil 30 unidades, volume que, segundo a Anfavea, representa o melhor desempenho comercial desde dezembro de 2014.

 

Foto: Divulgação.

Solange Fusco, ex-Volvo, abre a 4trust

São Paulo – Com o propósito de promover mais diálogo das empresas e acionistas para a construção, fortalecimento e proteção de suas marcas, a profissional de comunicação Solange Fusco, que acumula anos de experiência à frente da diretoria de comunicação de corporativa do Grupo Volvo abriu a 4trust Comunicação Estratégica, empresa que passa a atuar no mercado de comunicação e relações públicas.

 

Além do relacionamento com a imprensa e comunicação interna, duas áreas em que Solange trabalhou fortemente na Volvo, a nova empresa nasce preparada para abordar uma relação mais abrangente na área de comunicação corporativa.

Agosto tem terceira melhor média diária do ano

São Paulo – Apesar da queda de 2,3% nos licenciamentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus em agosto, comparado com o mesmo mês de 2018, o mês passado registrou a terceira melhor média diária de emplacamentos do ano. Ficou atrás somente de maio e junho, de acordo com a Anfavea, que divulgou seu balanço mensal na quinta-feira, 5.

 

Nos 22 dias úteis de agosto foram licenciados 243 mil veículos, média de 11 mil 45 unidades por dia. Em maio essa média chegou a 11 mil 156 unidades/dia e em junho, o melhor mês do ano em ritmo diário de vendas, alcançou 11 mil 747 unidades/dia.

 

No acumulado do ano as vendas da indústria somaram 1,8 milhão de unidades, alta de 9,9% sobre o mesmo período de 2018. A Anfavea manteve sua projeção de crescimento de 11,4% para o ano, com 2 milhões 860 mil veículos comercializados.

 

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“O segundo semestre costuma ter ritmo mais acelerado do que o primeiro”, afirmou Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea. “Há também mais disponibilidade de crédito e juros mais baixos, puxados pela redução da taxa Selic. E a expectativa do mercado é a de novo corte de 0,5 ponto em setembro”.

 

Outro fator que leva a Anfavea a crer em maior movimento de consumidores em concessionárias na segunda metade do ano é a agenda de lançamentos: há muitos em curso e outros programados pelas fabricantes, incluindo modelos de grande volume de vendas, como o Chevrolet Onix e o Hyundai HB20, os dois mais licenciados do mercado brasileiro.

 

Foto: Divulgação.

Produção bate 2 milhões de unidades em agosto

São Paulo – O momento negativo da economia argentina continua refletindo no ritmo das fábricas brasileiras de veículos. Em agosto a produção brasileira de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus recuou 7,3% com relação ao mesmo mês do ano passado, para 269,8 mil unidades. Os dados foram divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 5.

 

Segundo o presidente Luiz Carlos Moraes o impacto da Argentina é fator fundamental para o desempenho: menos carros são enviados ao país vizinho e as fabricantes precisam ajustar suas linhas aos novos volumes, mais baixos. Na comparação com julho, que teve um dia útil a menos, a produção cresceu 1,1% – fato destacado pelo executivo: “No acumulado do ano seguimos com saldo positivo, alta de 2%. Foram mais de 2 milhões de veículos produzidos de janeiro a agosto”.

 

Segundo a Anfavea saíram das linhas de montagem 2 milhões 11 mil veículos no acumulado do ano. Em 2018 a marca das 2 milhões de unidades fora superada apenas em setembro. A última vez que isso ocorreu em agosto foi em 2014, com a produção de 2 milhões 84 mil unidades nos primeiros oito meses do ano.

 

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Outro fator negativo é o volume de empregos: até 31 de agosto a indústria, incluindo as fabricantes de máquinas agrícolas e rodoviárias, empregava 128,2 mil trabalhadores. São 4,1 mil a menos do que em 31 de agosto do ano passado – e quinhentas vagas perdidas de julho para agosto. Segundo Moraes o fechamento do terceiro turno da Toyota em Porto Feliz e Sorocaba, SP, explica essa redução no número de postos de trabalho do setor, que também sente o impacto do fim da produção do Fiesta e da redução no ritmo das linhas de caminhões Ford em São Bernardo do Campo, SP.

 

Foto: Divulgação.

Agrale exporta lote de Marruá para a Argentina

São Paulo – A Agrale exportou para a Argentina mais um lote do Marruá. Os veículos serão utilizados pela Gendarmeria Nacional para reforçar as patrulhas nas áreas de fronteira e em locais de difícil acesso, como terrenos lamacentos, com neve ou muito íngremes, onde carros sem preparação 4×4 não conseguem avançar.

 

O modelo foi escolhido pela força de segurança argentina por causa da sua “robustez e bom desempenho off-road, aliados ao baixo custo operacional e de manutenção”, que de acordo com a Agrale fazem do Marruá um veículo sem concorrentes para operações militares.

Anfavea revisará sua projeção de vendas de máquinas

São Paulo – Sem recursos nas linhas subsidiadas de financiamentos do BNDES no segundo trimestre do ano, o setor de máquinas agrícolas e rodoviárias segue com vendas abaixo do esperado. Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, reconheceu que não será possível recuperar este prejuízo até o fim do ano e, por isso, a entidade deverá rever suas projeções para o setor.

 

“Por causa dessa falta de recursos notamos que o ano não será tão bom quanto esperado. Então revisaremos as nossas projeções já no mês que vem”.

 

Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea, disse que mesmo com problemas o setor conseguirá crescer até dezembro, mas não no patamar esperado: “Ainda não podemos falar qual será a nova projeção porque estamos avaliando alguns dados. Mas ela será de um dígito, até porque a atual é de crescimento de 10,9% nas vendas”.

 

Sobre novas projeções de produção e de exportação ele disse que ainda não sabe se serão revisadas: tudo dependerá das próximas notícias do mercado argentino, que até agora afetou pouco o setor nas vendas externas.

 

As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias até agosto somaram 27 mil 914 unidades, queda de 5,8% na comparação com o mesmo período de 2018. Em agosto foram licenciadas 4 mil 163 máquinas, queda de 17,4% com relação a agosto de 2018 e, ante julho, alta de 6%.

 

A produção amarga queda em todas as bases comparativas, com 36 mil 469 unidades produzidas nos oito primeiros meses do ano, retração de 9,8% com relação ao acumulado do ano passado. No mês passado saíram das linhas de montagem 5,6 mil máquinas, recuo de 17,5% com relação a agosto de 2018 e de 9,1% se comparado a julho deste ano.

 

As exportações cresceram 1,1% até agosto – o setor depende menos do mercado argentino e uma das empresas vendeu um bom volume de máquinas rodoviárias para os Estados Unidos. Foram embarcadas 8 mil 717 unidades de janeiro a agosto.

 

Em agosto foram exportadas 1 mil 205 unidades, queda de 0,1% na comparação com o mesmo mês de 2018 e de 16,3% com relação a julho deste ano.

 

Fotos: Divulgação.

Fiat Betim exporta cabeçotes para a Itália

São Paulo – A unidade de produção de powertrain do Polo Automotivo Fiat em Betim, MG, começou a exportar cabeçotes para a fábrica de Térmoli, Itália. A empresa investiu cerca de R$ 2 milhões para adequar as linhas de usinagem, que agora passarão a operar em três turnos para atender ao contrato que prevê o envio de 100 mil unidades até 2020.

 

A fábrica de powertrain de Betim tem capacidade para produzir 460 mil cabeçotes por ano. De lá saem, também, os motores Fire, Fire EVO e Firefly, além das transmissões C-510 e C-513. A unidade recebe R$ 500 milhões em investimento para começar a produzir, em 2020, os motores Firefly Turbo e tornar-se o maior polo de motores e transmissões da América Latina, com capacidade para 1,3 milhão de unidades por ano.

 

Na Itália os cabeçotes serão usados na produção dos motores 1.4 Fire EVO Tetrafuel e Benzina, que equipam os modelos Lancia Y e Fiat Panda, Qubo e 500.

 

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Vendas de caminhões têm a melhor média diária desde 2014

São Paulo – O setor de caminhões registrou, em agosto, sua melhor média diária de vendas desde dezembro de 2014, com 429 unidades/dia, de acordo com os dados divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 5. Foram vendidas 9 mil 433 unidades, crescimento de 26,5% com relação ao mesmo período de 2018. Na comparação com julho houve alta de 5,5%.

 

Gustavo Bonini, vice-presidente da Anfavea, ressaltou que, dependendo de como se portar em setembro, o segmento poderá chegar ao volume total de vendas de 2018 em nove meses, comprovando a forte retomada.

 

No acumulado do ano as vendas chegaram a 65 mil 157 emplacamentos, crescimento de 41,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, a expectativa é a de que essa retomada mais robusta do setor seja mantida até o fim do ano.

 

A produção cresceu 13,1% até agosto, na comparação com o mesmo acumulado do ano passado, chegando a 77 mil 46 unidades. Moraes disse que essa alta foi puxada pela maior demanda do mercado interno. No mês passado foram produzidos 10 mil 732 caminhões, volume 10,7% maior do que o de agosto de 2018 e, na comparação com julho, houve recuo de 1,7%.

 

No caso das exportações o setor segue em queda, com a Argentina sendo a principal razão. Nos oito primeiros meses do ano o volume exportado caiu 52,6%, com 8 mil 854 unidades vendidas para outros países. Em agosto embarcaram 1 mil 353 caminhões, retração de 37,4% com relação ao mesmo mês do ano passado e de 10,4% na comparação com julho.

 

Foto: Divulgação.