São Paulo – A Mini comemorou na segunda-feira, 26, 60 anos no mercado de veículos. Em 1959 a BMC, British Motor Corporation, apresentou os dois primeiros modelos da marca, o Morris Mini-Minor e o Austin Seven, criados pelo engenheiro automotivo e designer Alec Issigonis. Os veículos ganharam fama ao longo desses anos justamente por seu desenho e, à época, pelo seu preço popular: media 3 m de comprimento, o que agradou ao público britânico preocupado com vagas de estacionamento, e era vendido por 496 libras, o equivalente a R$ 2,5 mil na cotação atual.
Mercedes-Benz premia operação brasileira da Dana
São Paulo – As operações brasileiras de cardans da Dana em Gravataí, RS, e Sorocaba, SP, foram premiadas pela Mercedes-Benz do México. Nos quesitos avaliados pela montadora a Dana obteve excelente desempenho em qualidade e entrega no fornecimento de cardans para os ônibus fabricados na unidade de García, na Região Metropolitana de Monterrey. A Dana iniciou no ano passado a exportação de cardans para atender à demanda da Mercedes-Benz no México.
Fiat Uno completa 35 anos de Brasil
São Paulo – O Fiat mais vendido no Brasil comemora 35 anos de lançamento, com cerca de 4 milhões de unidades produzidas no Polo Automotivo Fiat em Betim, MG, desde agosto de 1984. Desenhado por Giorgetto Giugiaro, o Uno surgiu um ano antes na Itália, mas caiu mesmo foi no gosto do brasileiro pelo seu apelo popular.
O sucesso no Brasil foi tanto que a Itália chegou a receber modelos produzidos em Betim. Por aqui ajudou a popularizar itens como ar-condicionado e quatro portas no segmento de entrada, antes só adotados em segmentos superiores. Em 2010 chegou à segunda geração, que até hoje é encontrada nas concessionárias Fiat – e por alguns anos conviveu com a anterior, a Mille, que despediu-se em 2013 com a série especial Grazie Mille.
A geração atual é vendida também na Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Bolívia, Guatemala, México, Peru e Uruguai. Por aqui registrou, de janeiro a junho, 9,5 mil licenciamentos, impressionante crescimento de 101,2% com relação ao mesmo período do ano passado.
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Franceses testarão escavadeira compacta elétrica da Volvo CE
São Paulo – A Volvo CE anunciou na segunda-feira, 26, que a empreiteira Spac, com sede na França, fará testes com a escavadeira compacta elétrica ECR25 Eletric. A companhia está usando o veículo de 2,5 toneladas para escavar valetas no campo de golfe de Saint-Nom-la Bretèche, em Paris. De acordo com Elodie Guyot, gerente do projeto, “é uma área muito calma e tranquila, onde os moradores querem que o silêncio e a tranquilidade sejam respeitados. É importante ter uma máquina que atenda a essa necessidade”.
Um leque de opções para motores de veículos comerciais
Piracicaba, SP – O segmento de veículos comerciais terá, nos próximos dez anos, diversas opções de motorização que poderão se adequar à operação do seu proprietário. Na visão de Darwin Viegas, diretor de inovação para veículos comerciais da Iveco, elas chegarão inclusive ao mercado brasileiro. O executivo falou sobre o assunto no CNH Industrial Day, evento focado em debater o futuro do setor agrícola e automotivo, realizado na terça-feira, 20, em Piracicaba, SP.
“Veículos que circulam em perímetros urbanos, tanto caminhões quanto ônibus, têm como alternativa a motorização elétrica, pelas distâncias curtas e a necessidade de redução de emissão de poluentes.”
Nas grandes distâncias, porém, crescem as opções – incluindo o diesel: “O GNV é uma boa alternativa para grandes distâncias. Fizemos testes com um caminhão que demonstrou ser capaz de rodar até 1,6 mil quilômetros com apenas um tanque. Outra boa opção pode ser o biometano”.
Para Viegas tudo dependerá da aplicação do veículo – rotas curtas, viagens longas – para definir a melhor alternativa. No curto prazo ele vê a necessidade de aprimorar a eficiência energética dos motores atuais – mas não será suficiente para suportar todas as mudanças do setor. Por isso, a Iveco trabalha em soluções: em outros mercados, por exemplo, já são vendidos ônibus elétricos para perímetros urbanos.
Outra exemplo, ainda em teste, é o furgão Daily equipado com painel solar fotovoltaico orgânico no capô. Ele capta a energia solar e envia para a bateria – mas a intenção da montadora é outra, segundo Viegas:
“Por enquanto a energia gerada é armazenada por uma bateria que a passa para o veículo. No futuro poderemos usar esse sistema como um micro-híbrido e a energia gerada a partir do painel será usada para alimentar algum componente do veículo, como o sistema de ar-condicionado”.
Por enquanto o projeto está em fase de testes. A companhia está analisando as regiões em que o painel pode ser aplicado e onde ele capta mais energia solar. Outra questão que está em estudo é como gerenciar essa energia – segundo Viegas, a Iveco está trabalhando no desenvolvimento desse sistema.
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Volkswagen terá novo logo e identidade visual
São Paulo – A Volkswagen fará no Salão do Automóvel de Frankfurt, Alemanha, em setembro, duas importantes apresentações que, na opinião da empresa, representam sua entrada em uma nova era: além do elétrico ID.3, que já começou a receber pré-reservas na Europa, um novo logotipo e identidade visual serão revelados ao público na abertura do evento.
A direção da empresa considera o ID.3 um divisor de águas nos planos da companhia – o terceiro em sua história, antecedido pelos lançamentos do Fusca e do Golf.
O ID.3 já virá com o novo logotipo da autodenominada Nova Volkswagen, que será revelado dias antes no prédio da sede da companhia, em Wolfsburg, Alemanha. As concessionárias da marca, a começar pela Europa e seguidas pela China, também terão que adotar a nova identidade visual. A partir de 2020, América do Norte, América do Sul e os demais mercados – no total são 171 – seguirão a iniciativa.
O comunicado diz que a VW calcula que mais de 10 mil concessionárias e oficinas precisarão mudar, somando mais de 70 mil logos alterados: “A mudança de marca da Volkswagen será uma das maiores operações do tipo na indústria em todo o mundo”.
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Ônibus Agrale a gás entra em circulação na Argentina
Custo de manutenção do Leaf é inferior ao de um carro a combustão
São Paulo – O novo Nissan Leaf que começou a ser vendido aqui em julho tem custo de manutenção pelo menos 30% menor com relação a carros com motor a combustão do segmento médio, somando todas as revisões obrigatórias feitas em concessionárias até os 60 mil quilômetros, de acordo com a montadora.
No total das seis revisões o proprietário gastará R$ 2 mil 404, com mão de obra inclusa, mesmo com a sua manutenção diferenciada, que inclui a inspeção de entradas de carregamento, dos rotores e um relatório do uso da bateria, junto com a revisão de itens comuns para qualquer veículo como sistema de suspensão, freios e dobradiças.
A Nissan importará 200 unidades do elétrico Leaf até dezembro, que está sendo vendido em cinco dos 183 pontos de vendas da empresa, com preço de R$ 195 mil, com carregador e serviço de instalação incluídos.
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Volvo lança campanha para encontrar seus modelos mais antigos
São Paulo – A Volvo lançou, nas redes sociais, campanha para encontrar o caminhão N10 e o ônibus B58 mais antigos em circulação no Brasil. Foram os primeiros modelos produzidos pela empresa em Curitiba, PR, há quarenta anos. A busca começou esta semana e seguirá até o fim de setembro por meio dos canais da Volvo no Facebook e no Instagram.
Remessas de lucro somaram US$ 219 milhões até junho
São Paulo – As fabricantes de veículos instaladas no Brasil enviaram às suas matrizes US$ 219 milhões no primeiro semestre, menos da metade do valor enviado em todo o ano passado, US$ 516 milhões. Com a expectativa de crescimento de 11% nas vendas de veículos este ano, é possível que 2019 feche com remessas similares às de 2018.
Os dados são do Banco Central do Brasil. O fato de haver remessas de dinheiro ao Exterior no primeiro semestre não significa, no entanto, que há lucratividade no mercado brasileiro: talvez nem todas as montadoras tenham contribuído com essas remessas da primeira metade do ano.
Segundo Osmair Garcia, consultor especializado no setor automotivo da Turbay & Garcia, existe a possibilidade de que as remessas tenham sido efetuadas pelas montadoras asiáticas uma vez que, “apesar do baixo volume, possuem operações mais lucrativas” do que as montadoras do grupo denominado Big Four – FCA, Ford, General Motors e Volkswagen, que passam por processos de reestruturação em suas operações em busca de melhor resultado.
A GM, líder do mercado e com o Chevrolet Onix sendo o mais vendido do País, precisou buscar auxílio junto ao governo do Estado de São Paulo, por meio do IncentivAuto, para manter a produção no País ao alegar sucessivos prejuízos na região. Além de São Paulo a companhia ainda busca alternativas no Rio Grande do Sul, onde tem fábrica em Gravataí, e também encabeça campanha no âmbito nacional pela volta do Reintegra, como meio de alavancar as exportações do setor. A Ford, outro exemplo, fechou a fábrica do Taboão em função de prejuízos.
Estas empresas com operação mais antiga no País, disse Garcia, contribuem para o crescimento de outro indicador, no caso, o de empréstimos intracompany, quando são as matrizes que enviam recursos para suas subsidiárias instaladas aqui.
No ano passado, ainda segundo dados do Banco Central, o volume chegou a cerca de US$ 10 bilhões, 6,8% a mais do que em 2017. Até junho os desembolsos somaram US$ 4,6 bilhões, volume também próximo à metade do realizado no consolidado de 2018 pelas matrizes.
“O que existe é uma entrada de capital maior do que a saída, uma vez que as montadoras estão aplicando recursos para começar uma nova fase no mercado brasileiro, já com ajustes para uma nova realidade”, disse Antonio Jorge Martins, especialista em cadeia automotiva da FGV SP. “Manufatura 4.0 e desenvolvimento de SUVs para o mercado brasileiro, um segmento com vendas em ascensão, estão dentro deste novo contexto.”
Para Martins a tendência é a de que a lucratividade destas companhias mais consolidadas no mercado nacional venha por meio das vendas destes veículos, um movimento que deverá contracenar com as vendas diretas: “Elas vieram para ficar, é um mercado importante em termos de volume, ainda que a rentabilidade não seja tão alta”.
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