Grupo Voges tem falência decretada

Caxias do Sul, RS — Em processo de recuperação desde 2013 o Grupo Voges teve a sua falência decretada na quinta-feira, 8, pelo juiz da 3ª Vara Cível de Caxias do Sul, RS, Clóvis Moacyr Mattana Ramos. A decisão antecipa-se à nova assembleia de credores que estava programada para ocorrer até 15 de outubro.

 

Conforme a sentença, passados seis anos de tramitação do processo “absolutamente nada de positivo ocorreu”. Ao contrário, cita o juiz, houve crescimento nas dívidas, fraudes e mais vítimas, sem que o grupo apresentasse plano efetivo de recuperação. Uma das empresas do grupo amanheceu fechada na sexta-feira, 9: a Metalcorte Fundição, que tinha a maior parte de seus negócios dedicados à indústria automotiva. Ainda cabe recurso à decisão do juiz.

 

Atendendo ao pedido feito pelo Ministério Público, acompanhado pelo administrador judicial Nélson Sperotto, o juiz ressalta na sentença que não existe solução plausível para o problema do grupo.

 

“É preciso que o Judiciário se convença de que, no presente caso, nunca será realizada uma assembleia geral de credores séria e respeitável, porque são conflitantes os interesses em jogo com o fato de o Grupo Voges estar quebrado e ao mesmo tempo ser ‘uma máquina de fazer dinheiro’. Quebrada e rentável. Quebrado para o Fisco e para os trabalhadores, rentável para Osvaldo Voges [proprietário do grupo] e para alguns credores. Rentável é modo de dizer, porque não existe a menor possibilidade de recuperação das empresas. O passivo é estratosférico, as fraudes vêm se avolumando e há informações de que será interrompido o fornecimento de energia elétrica da Metalcorte Fundição por falta de pagamento e de que os trabalhadores não estão recebendo seus salários;”

 

De acordo com a advogada do escritório do administrador judicial do grupo, Daiane Branchini, o decreto de falência foi a melhor alternativa, pois, após seis anos de tramitação do processo de recuperação, sem a definição de um plano de pagamento exequível e sem a contenção do passivo, não há mais condições para esperar: “Some-se a isso o fato de a Metalcorte ter que desocupar, imediatamente, o antigo prédio da Metalúrgica Abramo Eberle [que pertence à Prefeitura], sem que tenha lugar para ir e recursos para construir uma nova sede”.

 

Embora reconheça que a decisão não era a esperada o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região, Assis Melo, entende ser a decretação da falência a única alternativa que restava. Também atende às expectativas dos ex-trabalhadores, em torno de 2,5 mil, que há anos lutam para receber suas verbas rescisórias. Em assembleia realizada em fevereiro os trabalhadores aprovaram proposta de decretação da falência.

 

“Ninguém fica contente com o fechamento de uma empresa”, disse Assis Melo. “Ainda mais em tempos de recessão, em que lutamos para fomentar a abertura de novos postos de trabalho. Mas creio que não existia outra opção, dadas às dificuldades que foram surgindo ao longo deste percurso.”

 

Foto: Divulgação.

América do Norte sustenta operação da Cummins no trimestre

São Paulo – A Cummins apresentou na sexta-feira, 9, seu balanço referente ao segundo trimestre. Por meio de comunicado a companhia informou que a receita global obtida no período foi de US$ 6,2 bilhões, o que significa crescimento de 1% ante igual período em 2018. A empresa creditou o resultado ao aumento na produção de caminhões na América do Norte e à demanda aquecida por geradores de energia na região.

 

As vendas do segundo trimestre, naquele mercado, aumentaram em 7% sobre o volume vendido no segundo trimestre do ano passado. A empresa não informou o volume vendido por unidade de negócio no balanço. Sobre as vendas nos demais mercados a empresa informou que houve recuo de 6% na comparação com o resultado comercial registrado em 2018.

 

O que derrubou as vendas da Cummins no resto do mundo foi a menor demanda por caminhões na China, Europa, Brasil e Índia, segundo o balanço divulgado.

 

O Ebitda, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, no segundo trimestre, foi de US$ 1,1 bilhão — no ano passado, no mesmo período, foi de US$ 897 milhões. O lucro líquido somou US$ 675 milhões, e era de US$ 545 milhões no segundo trimestre de 2018.

 

A projeção da empresa para a ano é de estabilidade no quadro, ou seja, redução da demanda de caminhões nos mercados internacionais, mercado estadunidense aquecido e dólar valorizado. A empresa espera um Ebitda na faixa de 16,25%.

 

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Hyundai oferece descontos para peças trocadas em revisões

São Paulo – A Hyundai lançou a campanha Desconto de Manutenção, que oferecerá vouchers de desconto nas peças trocadas durante as revisões programadas nas concessionárias para os proprietários dos modelos HB20 e Creta.

 

Para participar os clientes devem se cadastrar no programa de fidelidade Hyundai Sempre pelo site ou pelo aplicativo e emitir o voucher. Os descontos começam a valer na terceira revisão, de 5% no valor das peças, 7,5% na quinta revisão e, na sexta, o preço dos itens fica 10% menor. A promoção é válida até dezembro.

Produção de motocicletas cresce 6% até julho

São Paulo – A produção de motocicletas cresceu 6,3% até julho na comparação com igual período de 2018, com 628 mil 818 unidades, segundo os dados divulgados pela Abraciclo, entidade que representa os fabricantes, na sexta-feira, 9. Em julho foram produzidas 91 mil 713 motocicletas no PIM, Polo Industrial de Manaus, expansão de 34,6% ante julho do ano passado e retração de 4,8% com relação a junho.

 

Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, disse que a alta do setor foi impulsionada pela renovação de frota e pela maior oferta de crédito: “Isso gera impacto direto na cadeia produtiva. Hoje cerca de 70% das vendas de motocicletas são financiadas via CDC, crédito direto ao consumidor, e pelo consórcio”.

 

As vendas no varejo somaram 620 mil 62 motocicletas até julho, volume 16,3% maior do que o registrado no mesmo período de 2018. Em julho houve aumento de 18,1% nos emplacamentos na mesma base de comparação, com 90 mil 48 unidades, e, com relação a junho, o crescimento foi de 12,5%.

 

Com 23 dias úteis a média diária de vendas de julho ficou em 3 mil 915 unidades, o melhor resultado para o mês desde 2015 e superando em 13% a média de julho do ano passado.

 

Foi a maior demanda do mercado interno que sustentou o crescimento da produção, porque no acumulado do ano os embarques para o Exterior estão em queda. Foram exportadas 23 mil 180 motocicletas até julho, queda de 49,9% com relação ao mesmo período de 2018. De acordo com a Abraciclo a crise econômica na Argentina é a principal causa da retração, porque o país é o principal parceiro comercial do setor e representa quase 50% das exportações.

 

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Onix representa mais da metade das vendas da líder do mercado brasileiro.

São Paulo – Caso o Chevrolet Onix fosse uma marca que concorresse no mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves estaria, até julho, em uma hipotética quarta posição do ranking, atrás apenas de Chevrolet, Volkswagen e Fiat. Suas 136 mil 974 unidades comercializadas no período representam mais da metade das vendas da General Motors, líder com 262 mil 558 emplacamentos.

 

O volume de Onix licenciados supera o da Renault, quarta do ranking com 131 mil 502 unidades, da Toyota, quinta com 123 mil 113 emplacamentos, e da Ford, que caiu para a sexta posição com 122 mil 111 unidades comercializadas. A Ford já enxerga no retrovisor a Hyundai, sétima do ranking com 117 mil 814 modelos licenciados de janeiro a julho – e que, no mês que vem, lança a nova geração do HB20, o segundo carro mais vendido do mercado brasileiro.

 

Ainda no campo da hipótese, sem o Onix a Chevrolet estaria na quarta posição do ranking. Superaria, ainda, a Renault, mas ficaria atrás da Volkswagen, da Fiat e do Onix.

 

As três primeiras do ranking respondem por 46,6% de todo o volume de automóveis e comerciais leves vendidos no mercado brasileiro de janeiro a julho. Apesar de a Anfavea destacar em sua última entrevista coletiva à imprensa a alta concorrência no mercado local, com diversas marcas competindo em vendas, os emplacamentos ainda estão muito concentrados nas três marcas tradicionais.

 

Ranking de licenciamentos por marca – janeiro a julho

 

  1 Chevrolet     262 mil 558
  2 Volkswagen  223 mil 649
  3 Fiat             203 mil 882
  4 Renault       131 mil 502
  5 Toyota        123 mil 113
  6 Ford           122 mil 111
  7 Hyundai     118 mil 814
  8 Honda         75 mil 633
  9 Jeep           73 mil 275
10 Nissan        52 mil 932

 

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PPG completa 45 anos aqui e projeta crescimento de 10%

São Paulo – No ano em que comemora 45 anos de sua operação no Brasil a PPG, fornecedora de tintas para o setor automotivo, acredita em expansão de 10% nas vendas para as montadoras. Até julho, segundo o diretor automotivo OEM para a América Latina, Rafael Torezan, as vendas para o setor avançaram 6% na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

“Acompanhamos os números projetados pela Anfavea, até porque o nosso desempenho nesse setor costuma ser próximo ao da produção de veículos. Se a expectativa da Anfavea for atingida o setor registrará alta de 9%, enquanto nós poderemos crescer um pouco mais, chegando a 10%.”

 

A partir de 2020, porém, Torezan acredita em redução no ritmo de crescimento, com uma expansão alta e sustentável. Para ele esse cenário é mais importante do que uma alta grande.

 

A PPG atende a quase as todas as montadoras, com grande relevância para BMW, FCA, Hyundai, Mercedes-Benz, Nissan, Renault, Toyota e Volkswagen. A linha 2020 da picape Fiat Toro e do Jeep Renegade, assim como a do Toyota Yaris, nas versões hatch e sedã, são alguns dos modelos pintados com as tintas automotivas PPG.

 

“Também atuamos em outros segmentos, como o agrícola, em que atendemos a AGCO, a CNH e a John Deere. No ramo de implementos nós fornecemos para a Randon, maior empresa desse setor e nossa parceira há alguns anos.”

 

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A grande carteira de clientes tornou o setor automotivo o principal braço de negócios da companhia na América do Sul, representando em torno de 50% do faturamento anual. Sobre projetos futuros Torezan disse que a companhia está buscando novos contratos no mercado, mas por questões internas não pode revelar com quais empresas as negociações estão sendo realizadas.

 

Mesmo com expectativa de expansão para 2019 Torezan ressaltou que a queda nas exportações causada pela crise na Argentina afetará os números da PPG: “Não exportamos nossas tintas: nós fornecemos para as montadoras que pintam e exportam os veículos. Mas com a grande queda no volume exportado para a Argentina nós sentiremos alguns reflexos, porque a produção poderia ser maior”.

 

A maior parte das tintas vendidas no Brasil são produzidas na fábrica de Sumaré, SP, onde a companhia possui um laboratório de desenvolvimento para dar suporte aos clientes. Em alguns projetos a PPG desenvolve cores específicas para o mercado nacional e região, dependendo da estratégia de cada montadora e, em outros casos, só segue a fórmula usada no Exterior para iniciar a produção de uma nova cor: “Só importamos as tintas que serão usadas em carros de nicho, com baixo volume”.

 

Sustentabilidade – Para o diretor a busca por novos contratos e inovações deve caminhar junto com a parte sustentável, área a que a companhia dedicou grandes esforços nos últimos anos para aumentar o fornecimento e a produtividade de tintas à base de água, sem o uso de solvente:

 

“Atualmente mais de 90% das tintas que fornecemos para o setor automotivo são à base de água, mas é preciso recordar o trabalho que as montadoras também fizeram para modernizar suas áreas de pintura para abandonar as tintas a base de solvente”.

 

Fotos: Divulgação.

GM mexe no design do Cruze e acrescenta itens

Indaiatuba, SP – Além da conexão à internet a linha 2020 do Chevrolet Cruze apresentada na quinta-feira, 8, no Campo de Provas Cruz Alta, em Indaiatuba, SP, traz mudanças no visual e pacote mais generoso de itens.

 

As rodas são novas, bem como a grade frontal. O para-choque tem novo desenho e, na parte traseira, a novidade fica por conta das novas lanternas em LED.

 

As diferenças são maiores na parte interior: a GM trocou alguns materiais acabamentos – na Premier, topo de linha, é possível mesclar o tradicional preto com o marrom. A tela do kit multimídia ficou maior, agora com oito polegadas e o desenho do sistema também foi alterado. Apesar de ter colocado o Wi-Fi no modelo, a GM manteve a atualização em tempo real do GPS no sistema.

 

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No console central há um novo botão que permite ao motorista desligar o start-stop do veículo, função que, segundo a GM, era uma demanda dos clientes. Há mais entradas USB – agora são duas disponíveis no console. Fecham a lista dos novos itens de série a câmera de ré digital e o sistema de carregamento sem fio, que teve sua base aumentada, outra demanda dos clientes para suportar smartphones maiores.

 

Atualmente o Cruze é o terceiro sedã médio mais vendido no Brasil, com 10 mil 504 unidades licenciadas até julho, de acordo com a Fenabrave. As vendas da versão Premier da linha 2020 começarão em setembro, quando o preço será divulgado.

 

Fotos: Divulgação.

Chevrolet Cruze oferece conexão à internet

Indaiatuba, SP – A General Motors começa a cumprir a promessa feita no último Salão do Automóvel de São Paulo, há pouco menos de um ano, de conectar os modelos Chevrolet à internet por meio de, por enquanto, rede 4G – a mesma usada para internet em smartphones, tablets e outros equipamentos eletrônicos. A versão Premier, topo de linha do Cruze 2020 hatch e sedã, sairá das linhas de montagem com possibilidade de oferecer wi-fi a motoristas e passageiros.

 

A primeira iniciativa de um carro com Wi-Fi de bordo nativo produzido no Brasil conta com parceria da Claro, operadora de telefonia que fornecerá gratuitamente 3GB de internet aos clientes Chevrolet – passado o prazo, o dono do Cruze terá que assinar um plano de dados oferecido pela operadora, com preço inicial de R$ 29,90 por mês. No Campo de Provas Cruz Alta, em Indaiatuba, SP, onde a linha 2020 foi apresentada a jornalistas, a Claro informou que oferecerá também planos de 5, 10 e 20 GB, com valores inferiores aos cobrados para smartphones.

 

Segundo Carlos Zarlenga, presidente da GM América do Sul, esse é primeiro passo da chamada “quarta era de conectividade dos modelos GM”. Os três primeiros foram a tecnologia Bluetooth, o sistema MyLink e o OnStar. “Ainda em 2019 lançaremos outros modelos com wi-fi”.

 

Com a nova tecnologia, a companhia espera promover uma grande mudança na experiência dos usuários e elevar o nível de equipamentos das versões topo de linha vendidas no Brasil em diversos segmentos.

 

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Os clientes receberão o carro com um chip da Claro instalado no módulo que controla a central multimídia e deverão ativar o funcionamento da conexão pelo próprio kit, pelo aplicativo do OnStar ou direto pelo sistema. A partir daí a conexão é automática ao ligar o carro. Como a Claro é responsável pela conexão, a internet funcionará em regiões que a empresa possui sinal.

 

O Wi-Fi é controlado pela central multimídia e o sistema funciona de forma parecida com um smartphone quando é usado para rotear o sinal de internet ou um modem 4G: basta o cliente ligar o roteador de Wi-Fi na central para que a conexão esteja disponível. Quem quiser se conectar só precisar pegar seu smartphone, acessar a rede e digitar a senha.

 

De acordo com a GM, a oscilação do sinal aumenta conforme a velocidade do veículo. Para garantir o funcionamento da conexão em rodovias, o Cruze recebeu uma nova antena que recebe o sinal e transmite o Wi-Fi para o veículo com uma capacidade doze vezes superior a de um smartphone quando é usado como roteador.

 

Quando o veículo está parado os usuários podem usar o Wi-Fi em uma distância de até 15 metros, desde que o veículo esteja ligado. A rede tem capacidade para suportar até sete aparelhos conectados.

 

O preço do novo Cruze será revelado apenas em setembro, quando a versão Premier chegará nas concessionárias. A GM não confirmou quando mostrará outras versões do modelo e nem quando suas vendas começarão.

 

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Vendas da Caoa Chery batem recorde em julho

São Paulo – A Caoa Chery registrou 1 mil 799 licenciamentos em julho, um volume, segundo a montadora, recorde para o período. As vendas no mês representam crescimento de 147% sobre os emplacamentos realizados em julho do ano passado, quando a empresa vendeu 727 unidades. Na comparação com o volume vendido em junho, o crescimento foi de 11,8%.

 

O modelo mais vendido em julho, segundo a empresa, foi o Tiggo 5X: 644 unidades emplacadas. O Tiggo 2 aparece na segunda posição, com 490 unidades comercializadas no período, seguido pelo Tiggo 7, que teve 317 modelos vendidos, e pelo Arrizo 5, com 245 veículos emplacados.

 

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Rota 2030 financiará projetos de nanotecnologia

São Paulo – Os recursos investidos em projetos de pesquisa e desenvolvimento pelas empresas inscritas no Rota 2030, a nova política industrial do setor automotivo, também serão utilizados para financiar a IBN, Iniciativa Brasileira de Nanotecnologia, uma nova política nacional instituída pelo governo federal em julho. Segundo portaria publicada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, no Diário Oficial da União, a iniciativa abrange onze temas, dentre eles a mobilidade.