Esportivo Audi RS completa 25 anos de mercado

São Paulo – A Audi rememorou na quarta-feira, 17, que há 25 anos lançava no mercado o modelo esportivo RS. Segundo Oliver Hoffmann, presidente da Audi Sport, todo modelo RS “expressa a paixão que colocamos no desenvolvimento de nossos veículos de alto desempenho”.

 

Para celebrar os 25 anos a empresa organizou exposição no Audi Fórum em Neckarsulm, Alemanha. Estão à mostra no espaço catorze unidades raras do RS, dentre elas o RS 4 Sedan pintado pelo artista brasileiro Romero Britto.

 

Também estão em exposição o Audi TT RS de 2011, desenvolvido na fábrica de Nürburgring, o RS 5 classe turismo da categoria DTM que foi vencedor na temporada de 2013 e um protótipo do Audi RS 8 que não entrou em produção.

 

Foto: Divulgação.

Cresce 1% a venda de pneus no primeiro semestre

São Paulo, SP – As vendas de pneus no primeiro semestre cresceram 1% na comparação com o mesmo período de 2018, com 29 milhões 162 mil 887 unidades, de acordo com dados divulgados pela Anip, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, na quarta-feira, 17.

 

O pequeno crescimento no semestre foi puxado pelas vendas para montadoras, mais 8,2% no período, e chegaram a 8 milhões 183 mil e 84 pneus. No mercado de reposição o segmento registrou queda de 1,5% no primeiro semestre, com 20 milhões 979 mil 803 unidades vendidas.

 

Klaus Curt Müller, presidente executivo da Anip, disse que o pequeno crescimento é resultado da baixa expectativa de alta do PIB brasileiro: “Essa pequena expansão reflete a projeção do PIB nacional, que foi reduzida novamente e fixada em 0,8%”.

M-B passará por maior mudança no seu modelo de negócios

São Paulo, SP – A Mercedes-Benz apresentou no ano passado, durante o Salão do Automóvel, o seu conceito CASE para Brasil e América Latina, que é baseado em quatro pilares: Conectado, Autônomo, Serviços e Compartilhamento e Eletrificação. Segundo Rogerio Montagner, responsável pela adoção do CASE na região, esse conceito fará a principal mudança no modelo de negócios da companhia em toda a sua história, que não será mais focado apenas no desenvolvimento, produção e venda de veículos.

 

Montagner disse que os quatro pilares virão para região, ainda sem data definida para a chegada, até porque precisará avaliar os mercados para ver em quais deles será viável entrar com os novos serviços desenvolvidos: “Trabalhamos nesse conceito há dois anos e algumas tecnologias que fazem parte do CASE já estão sendo usadas até no Brasil, caso da nova central multimídia MBUX, que conecta o carro a uma nuvem que armazena as informações geradas pelo veículo e compartilha com outros veículos da empresa”.

 

Outra tecnologia que faz parte do conceito e que deve chegar aqui é o Mercedes Me, que conecta todos os veículos da companhia e transmite as informações direto de um carro para o outro, sem o uso da nuvem: “Não posso confirmar quando essa tecnologia estará disponível no Brasil, mas posso adiantar que estamos cada vez mais perto do futuro e a Mercedes-Benz trará novidades para o mercado em breve”.

 

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No caso do pilar de compartilhamento e serviços ele significa mais uma grande mudança no modelo de negócios da companhia, que se uniu a um dos seus principais concorrentes, o Grupo BMW, para desenvolver as novas tecnologias dessa área, com investimento de 1 bilhão de euros: “Essa nova empresa tem uma projeção de faturamento muito grande. Uniremos o máximo de conhecimento das companhias em cada área para acelerar o desenvolvimento e a chegada desses serviços ao mercado”.

 

Os novos serviços serão focados em cinco áreas: Reach Now, para serviços multimodais, Charge Now, para cobrar a recarga dos veículos elétricos, Free Now, que servirá para buscar táxis disponíveis e próximos do cliente, Park Now, sistema que mostrará o estacionamento mais próximo, e o Share Now, que compartilhará veículos.

 

Segundo o executivo esse pilar do conceito Case também virá para América Latina, mas as empresas avaliarão cada mercado, porque determinados serviços terão espaços em alguns mercados e não em outros: “Como exemplo podemos usar o sistema que buscará táxis próximos aos clientes, mas esse segmento, no Brasil, já tem uma grande empresa em plena atuação e talvez não seja interessante trazer o serviço para cá. Mas tudo isso é muito recente e ainda está em processo de desenvolvimento e estudos e, até o momento, temos mais perguntas do que respostas”.

 

Os carros elétricos também são uma aposta da companhia para a região e o primeiro modelo 100% elétrico, aqui, será o EQC, ainda sem preço confirmado, mas que chegará em 2020: “Teremos uma série de outros lançamentos dessa família nos próximos anos e também investiremos em modelos híbridos e híbridos plug-in, com a meta de ter 130 versões eletrificadas até 2023”.

 

Com relação aos autônomos Montagner disse que a Mercedes-Benz já possui o nível 2 da tecnologia, que vai até o 5, e se prepara para entrar no nível 3, e que a expectativa é chegar ao veículo 100% autônomo até 2023. Mas isso não significa que veremos esses carros nas ruas em quatro anos: “A questão dos autônomos vai muito além do desenvolvimento da tecnologia porque envolve questões como legislação, infraestrutura de cada país, padronização de placas e cores usadas nelas, pois o veículo tem que ser capaz de reconhecer e interagir com todo o ambiente em sua volta e essa é uma das questões mais complicadas”.

 

Fotos: Divulgação.

Toyota: mudança em assuntos governamentais.

São Paulo – Ricardo Bastos deixou a diretoria de assuntos governamentais e regulatórios da Toyota do Brasil na terça-feira, 16, seu último dia na companhia. Ele estava há doze anos na Toyota e deverá passar até os próximos seis meses, por conveniência, em período sabático.

 

Quem assume as funções de Bastos na companhia é Celso Simomura, até que, eventualmente, a Toyota designe outro profissional para o cargo. Simomura é o regional officer de compras e de pesquisa e desenvolvimento e já dirigiu as atividades de assuntos governamentais e regulatórios da companhia.

 

Ricardo Bastos foi porta-voz da Toyota nas negociações do Rota 2030 e, ultimamente, articulava a expansão dos centros de distribuição da montadora no País.

 

Foto: Divulgação.

Vendas na União Europeia recuam 3% no primeiro semestre

São Paulo – As vendas de veículos na União Europeia apresentaram queda no primeiro semestre do ano, informou a Acea, a associação das montadoras instaladas na região, na quarta-feira, 17. Até junho foram emplacados 8,2 milhões de veículos, volume que representa recuo de 3% na comparação com os licenciamentos realizados no janeiro-junho do ano passado.

 

Apenas em junho os emplacamentos somaram 1 milhão 446 mil 183 unidades, 7,8% a menos na comparação com o desempenho comercial visto em junho de 2018. A entidade ressaltou como fatores “quedas mais bruscas” nas vendas na França e na Espanha.

 

Por empresa as vendas do Grupo Volkswagen foram 4% menores no acumulado do ano na comparação com o primeiro semestre de 2018, as do Grupo PSA recuaram 1,2%, as do Grupo Renault 1,1%, as da Hyundai 1%, as da FCA 9,5%, as da BMW 1,2%, as da Ford 7,8% e as da Nissan 24%.

 

As vendas da Toyota apresentaram alta de 0,3% e as da Volvo 2,4%.

 

Foto: Divulgação.

FCA: autonomia em testes de segurança no Brasil.

Betim, MG – Começa a operar na fábrica da FCA de Betim, MG, o Safety Center, área onde são realizados testes de impacto de veículos. A estrutura, com pista de 130 metros de comprimento em área construída de 7,6 mil metros quadrados, recebeu investimento de R$ 40 milhões. É considerado a cereja do bolo da companhia na América Latina, segundo o que disse Márcio Tonani, diretor de desenvolvimento de produto para a América Latina, na terça-feira, 16:

 

“O Safety Center é uma importante conquista que confirma o protagonismo do grupo na região e que contribui para a melhoria e maior agilidade no desenvolvimento, mantendo os níveis de segurança exigidos internacionalmente”. 

 

Até agora os produtos desenvolvidos na região eram enviados para laboratórios da FCA na Europa ou Estados Unidos: “O deslocamento para os testes tomava dois meses do cronograma. Agora todos os testes sao feitos ao lado da sala do engenheiro responsável”.

 

O cronograma do Safety Center é realizar 72 testes dinâmicos este ano: “Dependendo do modelo e do teste dinâmico a ser realizado o custo é de R$ 200 mil a R$ 400 mil”.

 

Foto: Leandro Alves.

Randon quer recorde de vendas em 2019

São Paulo, SP – Com o resultado consolidado de vendas internas e externas do primeiro semestre a Randon, de Caxias do Sul, RS, acredita que será possível atingir o seu recorde de vendas em 2019, segundo Alexandre Gazzi, COO da divisão montadora da Empresas Randon: “Se o mercado continuar aquecido como foi até junho conseguiremos ultrapassar a marca de 26 mil implementos vendidos, o que poderá ser o maior volume da nossa história”.

 

Até junho a Randon registrou 10 mil 153 vendas, alta de 34% na comparação com o primeiro semestre do ano passado, e as exportações somaram 1 mil 98 unidades, volume estável na mesma base de comparação.

 

O agronegócio foi o segmento que mais demandou implementos da Randon no período, representado em torno de 70% das vendas, e Gazzi acredita que outros segmentos também aumentarão as demandas caso a economia volte a crescer em um ritmo mais rápido, com investimentos em construção civil e infraestrutura.

 

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Para conquistar seu recorde de vendas no ano a expectativa da Randon para o mercado no segundo semestre é a de que o agronegócio continue puxando a alta do setor e que a reforma da Previdência seja aprovada, melhorando o animo dos empresários, o que trará uma movimentação de compra maior. Mas a empresa já olha para o último trimestre do ano:

 

“Temos mais de 7 mil pedidos em carteira para entregar até setembro. Com isto estamos olhando para os negócios que fecharemos para entregar no último trimestre do ano, quando teremos uma produção menor por causa das férias coletivas de dezembro”.

 

Com relação às exportações a empresa vendeu 1 mil 98 produtos para outros países no primeiro semestre, volume estável com relação ao mesmo período de 2018, mas para atingir o seu maior volume da história precisará exportar cerca de 1,5 mil implemnetos até dezembro, meta difícil, mas que Gazzi considera viável:

 

“Acredito que será possível manter o volume de exportações do ano passado, mesmo com a crise na Argentina, porque o nosso principal mercado na região é o Chile e também exploramos outras regiões, como a África”.

 

A grande demanda do mercado interno, que consumiu cerca de 31 mil implementos no primeiro semestre, surpreendeu a Randon, que esperava crescimento menor até junho. Para Gazzi a surpresa foi boa e, se o mercado continuar assim, chegará a dezembro com volume parecidoom o registrado nos melhores anos do setor, com vendas acima de 50 mil unidades: “Se nada mudar o setor chegará a dezembro com vendas de 55 mil a 58 mil unidades, voltando ao patamar de antes da crise”.

 

Mesmo com a intenção de manter o seu volume de exportação em 2019 a projeção da companhia para as vendas externas do setor é de 3,2 mil implementos, queda de, aproximadamente, 20%, reflexo da crise econômica na Argentina e de menores vendas para outros países da América do Sul.

 

Próximos anos
Caso o mercado interno continue crescendo e as vendas ultrapassem 60 mil unidades/ano a Randon já fez suas contas para aumentar a capacidade produtiva no País: “Caso o mercado demande,conseguiremos elevar a produção de 120 implementos/dia para 150/dia com um investimento pequeno, elevando a produção anual para 37 mil unidades”.

 

Fotos: Divulgação/Jefferson Bernardes.

Latin NCAP concede 3 estrelas, adultos, para Argo e Cronos

São Paulo, SP – Os Fiat Argo e o Cronos, produzidos no Brasil e na Argentina, respectivamente, passaram pelos testes de colisão do Latin NCA na terça-feira, 16, e conquistaram três estrelas, das cinco possíveis, na proteção para adultos e quatro estrelas na proteção para crianças.

 

O Argo é o automóvel mais vendido da Fiat no Brasil, com 36 mil 211 licenciamentos até junho, sendo o sétimo veículo mais vendido no País. Já o Cronos aparece na trigésima-primeira posição, com 10 mil 991 vendas.

 

Foto: Divulgação.

Financiamentos avançam 9,7% no primeiro semestre

São Paulo – O volume de financiamentos de veículos novos no País, dentre automóveis, caminhões e motocicletas, cresceu 9,7% no primeiro semestre na comparação com igual período no ano passado, apontaram dados da B3 divulgados na terça-feira, 16. Até junho, 1 milhão 62 mil 703 unidades zero quilômetro foram vendidas por meio de financiamento.

 

O volume de automóveis leves, segundo o balanço, foi de 635 mil 310 unidades, o que representa avanço de 5,3% sobre o volume de financiamentos realizados no janeiro-junho de 2018. O volume de veículos pesados, por sua vez, cresceu 40,7% sobre o primeiro semestre do ano passado, chegando a  59 mil 414 unidades.

 

Apenas em junho, 172 mil 831 unidades foram financiadas no mercado brasileiro, um crescimento de 9,7% ante o junho de 2018. Desse total, 105 mil 660 unidades foram de automóveis novos, e 10 mil 599 unidades de caminhões novos.

 

Até junho, o CDC, o Crédito Direto ao Consumidor, foi a modalidade de financiamento que representou 86% do total das vendas. Consórcio representou fatia de 12,3%.

 

Foto: Divulgação.

ABC quer seu polo de ferramentaria no Rota 2030

São Paulo – A região do ABC paulista articula inserção de seu projeto de constituição de polo de ferramentaria para o setor automotivo no texto do Rota 2030, a política industrial que se tornou lei no fim do ano passado. Na sexta-feira, 19, o Consórcio Intermunicipal Grande ABC, entidade que representa os interesses da indústria instalada na região, enviará ao Ministério da Economia documento que trata das diretrizes do polo industrial.

 

De acordo com o texto do Rota 2030, tornado lei, projetos de pesquisa e desenvolvimento que envolvam investimento das montadoras poderão gerar incentivos de R$ 1,5 bilhão por ano. O projeto do ABC paulista trata da formação de um polo de pesquisa baseado na infraestrutura das universidades, dos centros de pesquisa e das fabricantes de veículos e autopeças.

 

O projeto do ABC concorre com o de São José dos Campos, SP, município onde está instalada uma unidade da General Motors e onde fica o ITA, o Instituto Tecnológico da Aeronáutica. O governo federal, por meio do comitê gestor do Rota 2030, deverá escolher até o foim do mês qual projeto será inserido no contexto da nova política industrial.

 

Segundo Giovanni Rocco, diretor de programas e projetos do Consórcio ABC, o projeto da região é consistente uma vez que tem a maior concentração de montadoras do País, um quarto dos funcionários empregados no setor automotivo e localização privilegiada em termos logísticos.

 

Foto: Divulgação.