Pouco muda no Toro 2020, que tem catálogo ampliado

Reserva do Paiva, PE — Líder em vendas de picapes no País, a Fiat não apenas inaugurou um novo segmento com o Toro: criou uma referência para esse tipo de veículo, um meio-termo das picapes derivadas de plataformas de automóveis compactos às picapes tradicionais, cuja vocação para o trabalho é seu maior atributo. E como é um desafio “mudar em time que está vencendo”, segundo os porta-vozes da empresa, o Toro 2020 mudou pouco. Muito pouco.

 

As novidades relevantes são duas versões que ocupam lacunas de mercado ainda pouco exploradas pela Fiat. Em realidade, a Fiat faz com a Toro 2020 o que a Fiat faz de melhor: encontrar oportunidades de aumentar o market share com novas opções do mesmo produto.

 

No total são oito versões do Toro 2020 com a oferta das novas Endurance Flex manual a R$ 93 mil e da Endurance diesel com transmissão automática de nove velocidades, tração 4X4 e preço sugerido de R$ 130 mil.

 

“Quatro em dez picapes vendidas no Brasil são Fiat”, diz Rafael Filon, gerente de marketing para as picapes. Essa conta considera também as vendas da Strada, líder isolada no mercado nacional de acordo com os dados da Fenabrave. O Toro vem em segundo lugar nesse ranking.

 

O pulo do gato do Toro é oferecer ao consumidor preços mais competitivos que as picapes tradicionais. Inclui-se nesse pacote um design bem interessante e muitos equipamentos. A receita continua a mesma na linha 2020: um quebra-mato de plástico integrado no pára-choque dianteiro e alguns itens de estilo como adesivos, santantonio, novas cores, dentre outros pormenores estéticos valorizados pelo consumidor, segundo a Fiat, além de uma tela multimídia de 7 polegadas de série – este, opcional nas versões de entrada – são as principais alterações nesta atualização de meia-vida do produto.

 

Durante a apresentação do produto em Pernambuco a Fiat não falou sobre seus objetivos de vendas, afirmando tão somente que as alterações são suficientes para manter a liderança das picapes. O que parece óbvio, pois as duas representantes da marca no mercado foram responsáveis por mais de 40% das vendas deste segmento no País no primeiro semestre. Também não abordou um ponto bastante questionados pelos clientes: o consumo dos motores 1.8 e 2.4 a gasolina e 2.0 a diesel, que foram mantidos.

 

Mas a empresa promete mais novidades: até o fim do ano a família vai aumentar com a chegada do Toro Ultra, uma versão com motorização diesel e uma proteção de caçamba rígida, integrada ao desenho e na mesma cor da carroceria. “É um item desejado pelo consumidor que traremos de série nessa versão”.

 

Além de oferecer mais segurança para transportar coisas na caçamba, o Toro Ultra também utilizará um adesivo na sua lateral evidenciando o nome da versão. O preço desse modelo ainda não foi divulgado, mas espera-se algo a mais que os R$ 160 mil da versão Ranch, topo de linha.

 

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Fotos: Divulgação.

Indústria de motocicletas segue rumo ao 1 milhão

São Paulo – A produção de motocicletas encerrou o primeiro semestre com alta de 8,4% ante os seis primeiros meses de 2018. Segundo balanço divulgado pela Abraciclo na quarta-feira, 10, o volume produzido na Zona Franca de Manaus, AM, chegou a 563 mil 955 unidades. O ritmo positivo de produção, segundo o presidente Marcos Fermanian, é reflexo do crescimento da demanda no varejo no janeiro-junho: “As vendas fortes no primeiro semestre surpreenderam as fabricantes em termos de volumes, que tiveram de reprogramar as linhas para atender aos pedidos, sobretudo no Sudeste e no Nordeste”.

 

Até junho as vendas internas chegaram a 528 mil 720, o que representa volume 17,2% maior do que o verificado nos primeiros seis meses de 2018. O resultado levou as fabricantes a manterem a projeção para o ano em 1 milhão 20 mil unidades ou crescimento de 8,5% sobre o total produzido em 2018.

 

A entidade também manteve as projeções para produção, mais 6%, e para as exportações, menos 41%.

 

A Abraciclo acredita que as vendas serão crescentes no segundo semestre em função de datas consideradas importantes pelo varejo em termos de vendas, como é o caso da Black Friday, Dia das Crianças e o Natal. Em dezembro, disse Fermanian, ainda há o efeito verão, que aquece a venda de bicicletas, por exemplo.

 

Nas exportações, entretanto, o setor fechou o semestre com volume em queda mantendo a tendência predominante no janeiro-junho. A crise no mercado argentino refletiu nos embarques, que chegaram, até junho, a 20 mil 392 unidades. Esse total representa queda de 50,3% sobre o volume embarcado no primeiro semestre do ano passado.

 

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JCB anuncia investimento de R$ 100 milhões em Sorocaba

São Paulo – A JCB anunciou investimento de R$ 100 milhões para uma de suas fábricas em Sorocaba, SP, que produz a linha amarela. A unidade é uma das mais modernas da empresa no mundo, de acordo com o chairman Lord Bamford, que se encontrou com o governador de São Paulo, João Doria, na Inglaterra, matriz da companhia.

 

O valor será investido até 2021 para aumentar a capacidade produtiva da unidade, que produzirá máquinas para o mercado brasileiro e para os da América Latina.

 

Segundo Gaeme Macdonald, CEO da JCB, o Brasil é um mercado muito importante: “Temos uma fábrica de classe mundial no Brasil e o investimento anunciado enfatiza nosso compromisso com esse importante mercado. Também nos permite aproveitar todas as oportunidades de crescimento que estão à nossa frente”.

 

O executivo também apostou na tendência de expansão dos negócios no Brasil nos próximos anos, depois do crescimento registrado desde o ano passado.

 

A sede das operações da JCB no Brasil é Sorocaba desde 2001, quando sua primeira fábrica no País começou a operar. O último investimento feito pela companhia foi em 2012, para construção da fábrica que será expandida, no valor de R$ 400 milhões.

 

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Anfir revisa, para cima, sua projeção de vendas

São Paulo – Depois dos resultados consolidados referentes ao primeiro semestre a Anfir, entidade que representa os fabricantes de implementos rodoviários, revisou para cima sua projeção de vendas para o ano: da alta de 10% a 15% estimada ao fim do ano passado, passou a 20%.

 

De janeiro a junho o setor registrou 56 mil 187 unidades comercializadas, alta de 45% com relação ao mesmo período do ano passado, quando foram vendidos 38 mil 647 produtos. Norberto Fabris, presidente da Anfir, afirmou em nota que o ritmo de recuperação não foi afetado ao longo do primeiro semestre e, por isto, a entidade revisou suas projeções: “As vendas do setor até junho foram melhores do que o esperado e, com isto, o crescimento deve ficar em torno de 20%, com vendas de 106 mil a 110 mil implementos”.

 

Considerando os negócios de Reboques e Semirreboques, segmento dedicado aos veículos pesados, o crescimento foi de 59% até junho, com 30 mil 847 emplacamentos, ante os 19 mil 415 do primeiro semestre do ano passado. As vendas do segmento de Carroceria sobre Chassis, dedicado aos caminhões leves, chegaram a 25 mil 340 unidades, crescimento de 32% na mesma base comparativa.

 

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BMW bate recorde de vendas no primeiro semestre

São Paulo – As vendas do Grupo BMW cresceram 0,8% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a 1 milhão 252 mil 837 unidades, volume recorde da companhia para este período em sua série histórica. Na América Latina a companhia vendeu 25 mil 581 veículos, queda de 1,4% na mesma base de comparação.

 

Pieter Nota, do conselho de administração da BMW e responsável por clientes, marcas e vendas, disse que a alta foi puxada pelos novos veículos da empresa que foram bem aceitos pelo mercado, principalmente os modelos da linha X.

Daimler e BMW unem forças por autônomos

São Paulo – Concorrentes diretas no segmento de automóveis premium, Daimler e BMW assinaram acordo de longo prazo para desenvolver, em conjunto, tecnologias de condução autônoma e de sistemas de assistência ao motorista. A ideia, de acordo com comunicado divulgado na quarta-feira, 10, pelas duas companhias, é produzir veículos em série a partir de 2024.

 

Apesar da união para o seu desenvolvimento, as tecnologias serão adotadas de forma independente nos veículos. Mais de 1,2 mil especialistas trabalharão nos projetos, muitas vezes em equipes mistas.

 

Não é a primeira vez que os grupos se unem para desenvolvimento conjunto: joint-venture foi formada de olho em tecnologias para veículos elétricos. Esta nova parceria pode, futuramente, se estender para a aplicação de tecnologias autônomas em áreas urbanas e em grandes centros de cidade, agregando outras companhias.

 

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Volare vende quatro ônibus elétricos

São Paulo – A Volare vendeu quatro micro-ônibus elétricos para a Shift Mobilidade Corporativa, empresa paulista que presta serviços de mobilidade corporativa, sendo a primeira companhia do setor a criar uma frota de veículos 100% elétrica para atender seus clientes.

 

As quatro unidades são do modelo Volare Access-e e, segundo Alexandre Pinto, diretor e fundador da Shift, a escolha pelo micro-ônibus elétrico faz parte do planejamento de unir tecnologia e modernidade para melhorar os serviços prestados.

 

O Volare Access-e é equipado com dois motores elétricos de 90 kW, da BYD, que entregam até 250 quilômetros de autonomia.

 

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BYD inaugura centro global de design

São Paulo – A BYD inaugurou o Global Design Center em sua sede mundial, em Shenzhen, na China. O local tem como responsabilidade criar o desenho de automóveis, trens e outras opções de sistema de transporte que a empresa desenvolverá. A expectativa é a de que o empreendimento gere quatrocentas vagas de emprego, sendo 300 de designer e 100 de designer externo.

Volkswagen testará serviço de reparo remoto na rede

São Paulo – Depois de anunciar a expansão do conceito de concessionária digital no Brasil e na Argentina, a Volkswagen aumentou a oferta no campo dos serviços digitais: entrará em teste em 25 concessionárias um sistema denominado Vídeo Suporte, por meio do qual as oficinais credenciadas poderão solicitar auxílio técnico aos engenheiros da VW.

 

Segundo Igor Arakaki, gerente de serviços técnicos para a América do Sul, o recurso permite a conexão de vídeo em tempo real com a oficina da concessionária “para sanar dúvidas e dificuldades em reparos mais complexos nos veículos da marca”.

 

Os especialistas da montadora, então, auxiliam e acompanham remotamente os passos durante o reparo. A Volkswagen planeja expandir o serviço para toda rede até o fim deste ano.

 

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Rota 2030: regulamento atual afasta as autopeças.

São Paulo – Até junho 33 empresas se habilitaram ao Rota 2030, programa setorial que virou lei no final do ano passado. Segundo consultores da KPMG o número de habilitados é considerado baixo – representa 6,6% de um universo formado por quinhentas empresas que têm condições de entrar no programa. Eles alegam que o volume de adesões não é maior porque ainda não estão claros alguns pontos da legislação em vigência há mais de seis meses.

 

De acordo com Wiliam Calegari, da área de incentivos tributários da consultoria, montadoras e grandes sistemistas integram a nova política indústrial em função da previsibilidade que os seus termos garantem aos negócios nos próximos anos. Essa previsibilidade, no entanto, não é a mesma no horizonte das autopeças que formam o grupo dos tiers 2 e 3, fator que as teria afastado da habilitação ao Rota 2030:

 

“O principal incentivo está atrelado à geração de créditos dos dispêndios com pesquisa e desenvolvimento, que serão compensados com IRPJ e CSLL devidos. O Rota 2030 permite que os créditos apurados possam ser aproveitados em períodos futuros em caso de prejuízos fiscais. Entretanto, muitas empresas não conseguem projetar cenário de lucro nos próximos anos, o que também desestimula a habilitação no programa”.

 

A habilitação exige contrapartida de investimentos mínimos em P&D proporcionais ao faturamento líquido da empresa, que devem ser gradativos de 0,75%, em 2019, ate 1,2%, em 2023. Para Ricardo Roa, diretor da área de incentivos tributários da KPMG, não estão claros os termos que dizem respeito aos mecanismos de descadastramento do programa em caso da companhia antever que não conseguirá atender aos requisitos de investimento:

 

“Pela legislação atual a empresa habilitada deverá cumprir estes porcentuais, sem previsão expressa de que poderá se desabilitar se entender que não poderá cumprir o investimento mencionado. É uma dúvida recorrente, principalmente nas autopeças, que costumam ter investimentos em desenvolvimento decorrentes de novos modelos de veículos, algo que não é garantido porque há forte concorrência na cadeia de fornecedores”.

 

Para os consultores da KMPG a tendência é a de que o governo federal atualize o texto da lei por meio de portarias nos próximos meses, o que já começou a ocorrer: na quinta-feira, 4, foi publicada portaria sobre homologação no Rota 2030 por meio de um contato de e-mail. Até então, as empresas interessadas se cadastravam via entidade de classe, seja Anfavea ou o Sindipeças.

 

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