Forbal avança para o mercado externo

São Paulo – Criado em 2015, o departamento dedicado às exportações da Forbal Automotive, fabricante de peças e componentes para implementos rodoviários e agrícolas e máquinas, comemora seus resultados: no ano passado as vendas para o Exterior já representaram 12% de toda a produção da unidade fabril de Flores da Cunha, RS.

 

Contratada há pouco mais de um ano para coordenar as exportações da empresa, Morgana Piccoli Cavalli traça metas mais ousadas: “O principal objetivo é exportar 20% da nossa produção até 2022. Para este ano a expectativa é de crescimento. Se tudo der certo poderemos chegar próximos a 15%”.

 

Para expandir as vendas externas a empresa investiu na participação de feiras e eventos no Exterior. Neles, segundo Cavalli, participa-se de rodadas de negócio e pode-se conquistar novos contratos: “Estamos colocando o pé na estrada e buscando novos clientes. Recentemente fomos para o México, onde visitamos clientes na Cidade do México e depois participamos de uma feira em Monterrey”.

 

A viagem rendeu frutos: a Forbal fechou contrato para exportar componentes para uma distribuidora local com mais de vinte lojas, que atua no mercado de reposição mexicano.

 

Segundo Cavalli estão no radar regiões como Costa Rica, Estados Unidos e África – nos dois primeiros as exportações poderão começar ainda este ano: “Participaremos de uma rodada de negócios na Costa Rica em setembro, quando pretendemos fechar os primeiros contratos de vendas para o país. Já as vendas nos Estados Unidos também começarão no segundo semestre, a partir do distribuidor mexicano, que possui duas lojas”.

 

Ela ressaltou que a empresa precisa fazer algumas adaptações na produção de componentes para os Estados Unidos – o que já está em andamento, visando à melhor exploração da região.

 

Na África as vendas da Forbal devem começar a partir de 2020. A empresa está mapeando os principais mercados e buscando informações para decidir por onde começar.

 

O Chile é, hoje, o principal destino dos produtos da Forbal no mercado externo, seguido pelo Peru e a Argentina – mas a crise econômica pode fazer com que o país vizinho perca algumas posições ainda este ano. Bolívia, Uruguai e Paraguai são outros mercados importantes para a empresa e o Equador começará a receber seus componentes nos próximos meses, após a participação em uma rodada de negócios.

 

Desde que assumiu o cargo Cavalli reestruturou todo o setor de exportações, criando estratégias específicas para cada país. A medida já rendeu reconhecimento para a Forbal, eleita pelo Conselho do Prêmio Exportação RS uma das empresas vencedoras do 47º Prêmio Exportação RS, na categoria Destaque Setorial Veículos e Autopeças.

 

Os componentes produzidos pela Forbal atendem ao mercado de reposição e o OEM. Seus principais clientes são AGCO, CNH, John Deere, Librelato, Noma e Randon. Dentre os itens produzidos estão para-lamas, kits de proteção lateral, reservatórios de água, portas e caixa plásticas de extintor de fogo. 

 

Brasil – No mercado nacional a expectativa da companhia é a de aumentar seu faturamento em 40% na comparação com 2018, quando registrou crescimento de 43% ante 2017. Giuliano Santos, CEO da Forbal, disse que há muitos projetos em negociação, tanto com novos clientes quanto com os da atual carteira: “Também esperamos expansão dos mercados em que atuamos”

 

O segmento pesado responde por 45% do faturamento da empresa, mesmo porcentual que vem do agronegócio. Os 10% restantes são gerados pelo mercado de reposição.

 

A empresa já se prepara para atender à maior demanda, contratando funcionários para sua fábrica de Flores da Cunha, RS, que conta, hoje, com cem funcionários: “Não temos um número fechado de contratações, mas elas já estão sendo feitas”.

 

A fábrica opera em dois turnos, sendo o primeiro completo e o segundo incompleto, mas a expectativa do CEO é que, com o crescimento do mercado, será possível preencher completamente o segundo turno ainda esse ano e contratar mais colaboradores.

 

Foto: Divulgação.

Setor de ônibus perde mercado significativo

Caxias do Sul, RS — Depois de avançar quase 45% no ano passado sobre os dois anteriores, saindo do patamar pouco acima de 14 mil para 20 mil unidades, os fabricantes de carrocerias de ônibus esperam repetir este volume em 2019. Embora segmentos como o de urbanos estejam em franca expansão o setor deve se ressentir, no segundo semestre, de vendas para o programa Caminho da Escola, que ao longo de dez anos resultou na entrega de quase 60 mil unidades para prefeituras do Interior.

 

“O programa acaba em julho e não tem nova licitação”, lamentou Rodrigo Pikussa, diretor do Negócio Ônibus da Marcopolo, “Este mercado fará falta no fechamento do ano.”

 

De acordo com ele o primeiro quadrimestre registrou alta de quase 40%, acima da média esperada. No entanto o índice perderá força ao longo do ano, especialmente pelo fim das entregas do Caminho da Escola. Para 2020 e 2021 a expectativa é de produzir 23,1 mil unidades e 24,8 mil, respectivamente.

 

Pikussa observou que as premissas que validaram o planejamento feito em outubro não se concretizaram. Dentre elas o PIB, que da projeção de 2,5% deve ficar na casa de 1% a 1,5%, o cenário político positivo que não se confirmou e está refletindo na demora da aprovação das medidas econômicas, a recomposição das tarifas do setor urbano que não ocorreu e o esperado crescimento da atividade industrial que segue abaixo do previsto.

 

“Precisamos aguardar os próximos noventa dias para uma termos uma visão mais definitiva do ano.”

 

Foto: Luiz Erbes/Divulgação.

Venda de tratores crescerá 5% ao ano até 2024

Caxias do Sul, RS — Mesmo com a escassez de recursos e, principalmente, a falta de previsibilidade sobre valores disponíveis e juros cobrados para financiamento da safra, o agronegócio continua sendo viável e um bom negócio no longo prazo no Brasil. De acordo com Edson Martins, diretor comercial da Agrale, o Brasil precisa de um plano plurianual de recursos para o financiamento da safra, o que daria maior segurança ao produtor para investir.

 

Para a safra 2018/2019 o valor proposto é de R$ 191 bilhões, mas apenas R$ 131 bilhões devem ser realizados, a exemplo do que tem ocorrido sistematicamente nos anos anteriores. Para o Moderfrota, linha de financiamento de máquinas e implementos, o valor estimado é de R$ 9,2 bilhões para a atual safra, enquanto o necessário chega aos R$ 14 bilhões.

 

A indústria também reivindica do governo redução do teto da taxa de juros para o crédito rural, isenção do IOF nas operações de crédito e aumento dos limites de financiamento. Segundo Martins dificilmente os dois primeiros pedidos serão atendidos.

 

Os principais riscos para o setor, segundo ele, são a redução do crédito, aumento nas taxas de juros, menor valor destinado ao programa Mais Alimentos, insegurança do agricultor, conflitos comerciais mundiais e volatilidade do dólar. As principais oportunidades são o agricultor capitalizado, a redução dos estoques médios de passagem, as 4,8 milhões de propriedades familiares no total de 5 milhões existentes no País e a relação ainda baixa de tratores por hectare.

 

A projeção de Martins é que as vendas internas de tratores alcancem 43 mil unidades em 2019, avançando gradualmente 5% ao ano até 2024, quando somará algo em torno de 59,5 mil, acima das 56 mil consolidadas em 2010, um dos melhores volumes históricos.

 

Foto: Luiz Erbes/Divulgação.

Randon adota posição de otimismo moderado

Caxias do Sul, RS — Em outubro, quando estabeleceu as estratégias para o período 2019-2023, a diretoria da Empresas Randon optou por uma visão otimista, considerando a chegada de um novo governo apoiado por mais de 57 milhões de votos e com proposta de mudanças. Também o mercado mostrava-se aquecido, o que se estendeu ao longo do primeiro bimestre deste ano.

 

A partir de março as vendas iniciaram processo de desaceleração, o que levou a diretoria a mudar sua visão para um otimismo moderado.

 

Mesmo com a estagnação dos últimos sessenta dias a empresa mantém a projeção de R$ 7 bilhões de receita bruta para o ano, em alta de 15% sobre 2018. A Divisão Implementos Rodoviários e Veículos, segundo Alexandre Gazzi, tem cinco meses de vendas consolidadas: “Mesmo com o PIB ridículo que deveremos ter, este ano, seguimos acreditando no negócio”.

 

Assim é que a organização estimou R$ 220 milhões de investimentos para este ano, dos quais 80% nas unidades localizadas em Caxias do Sul. O executivo também enfatizou a política do grupo de ampliar as receitas no Exterior.

 

Foto: Luiz Erbes/Divulgação.

Bradesco projeta segundo semestre fraco

Caxias do Sul, RS – Diante do ritmo da retomada da economia brasileira nos primeiros cinco meses do ano, inferior ao esperado, o economista do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Thiago de Angelis, alertou empresários que a transição para o segundo semestre deve ser fraca. Ele foi o palestrante convidado do Seminário Econômico 2019, promovido pelo Simecs, Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico, no auditório da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços, em Caxias do Sul, RS.

 

Os dados divulgados até o momento indicam indústria ainda sem sinais claros de recuperação, arrefecimento da confiança de empresários e consumidores e mercado de trabalho perdendo tração. Esses itens podem limitar a expansão do comércio observada no primeiro bimestre:

 

“Seguimos entendendo que a economia brasileira reúne todas as condições para retomar o crescimento adiante. Há menor endividamento das famílias, maior propensão ao crédito, taxas de juros em patamares baixos, inflação com expectativas ancoradas e uma agenda positiva de reformas econômicas. Mesmo assim o resultado mais tímido no primeiro trimestre e os sinais iniciais do segundo comprometem a expectativa para o ano, levando-nos a revisar a expansão para 1,1%, que ainda pressupõe forte aceleração nos trimestres à frente”.

 

De acordo com De Angelis a visão do Bradesco é a de que a reforma da Previdência será aprovada, projetando definições a partir de agosto. O banco acredita que o potencial da economia oscilará de R$ 700 bilhões a R$ 800 bilhões.

 

Foto: Luiz Erbes/Divulgação.

Audi inaugura segunda concessionária em Curitiba

São Paulo – A Audi inaugurou sua segunda concessionária em Curitiba, PR, na quarta-feira, 29. Segundo  Johannes Roscheck, seu CEO no Brasil, “o Estado do Paraná é um dos pontos mais estratégicos para o crescimento da Audi no País, por causa da proximidade com a fábrica, que fica em São José dos Pinhais, e por ser uma das regiões mais representativas para o mercado de luxo”.

 

Com a inauguração da loja, que terá dezessete carros em seu showroom, Curitiba se torna a terceira cidade a ter mais de uma concessionária Audi. Os clientes que optarem por comprar um Audi na nova loja terão descontos especiais que podem chegar a R$ 20 mil.

Renault Experience divulga startups vencedoras

São Paulo – A Renault divulgou as três startups vencedoras do Renault Experience, programa que seleciona os projetos que serão acelerados pelo Instituto Renault. Nesta edição foram inscritos 338 projetos, de 21 estados. Ao longo de oito meses os participantes receberam ajuda de professores, profissionais da Renault e do mercado para estruturar uma ideia, criar um projeto e validá-lo.

 

Na categoria Desafio Twizy o vencedor foi o projeto Ornitwizy, da Universidade de Feevale, do Rio Grande do Sul. É um sistema de mobilidade urbana baseado no modelo de car-sharing, mas que inclui PCDs, pessoas com deficiência. Já na categoria Soluções de Mobilidade o vencedor foi o projeto Ride, da UFSC, de Santa Catarina, um conceito de bicicleta elétrica em alumínio, leve e dobrável.

 

Na categoria Negócios Sociais o projeto EVA, da UFES, do Espírito Santo, foi premiado pela criação de uma plataforma de capacitação em gestão de mídias sociais para mães jovens de baixa renda.

 

O Renault Experience é um programa que visa estimular o empreendedorismo e a inovação por universitários de todo o País, na busca por soluções que facilitem o dia a dia da sociedade. Criado em 2008 o programa já recebeu mais de 38 mil alunos, de 467 universidades, de 25 estados brasileiros. Em 2016 houve a reformulação do projeto e a abertura para startups.  

 

Foto: Divulgação.

Peugeot lança 508 SW na Europa

São Paulo – Os dez principais mercados da Peugeot na Europa começarão a vender, a partir de 1o de setembro, a perua 508 SW, derivada do sedã. São duas versões com motor a gasolina — sendo uma híbrida plug-in — e quatro com motor diesel.

 

O 508 SW é equipado com assistentes de condução como alerta de mudança de faixa involuntária, piloto automático adaptativo, alerta de colisão frontal e sistema de visão noturna. O preço inicial desse modelo na França é de 35 mil 650 euros.  

 

Foto: Divulgação.

Ford aposta no motor 1.0 para o Ka Freestyle

Salvador, BA – A receita de personalização que nasceu como série especial em 2006 tem dado tão certo que além do EcoSport — o pioneiro — a Ford levou para a linha Ka a configuração Freestyle. Na linha 2020, a grande novidade é o Ka Freestyle com motor 1.0 de três cilindros.

 

Itens de aparência como rodas com desenho exclusivo e uma série de pequenas alterações no visual, além do posicionamento de preço, fizeram do EcoSport Freestyle o mais vendido dentre suas versões. Em 2016, 60% das vendas do SUV foram da Freestyle. No ano seguinte, com a opção da transmissão automática, a preferência do consumidor subiu a 70%.

 

“O cliente chega na revenda pedindo o Freestyle, não diz o nome do modelo, tamanha a identificação com a proposta dessa versão” diz a gerente de produto Adriana Carradori.

 

No caso do Ka Freestyle foram adotadas outras soluções além das mudanças exclusivas no visual externo. A altura livre do solo aumentou para 188 mm — um truque da engenharia e do marketing para enquadrar o hatch na categoria SUV, de acordo com a legislação brasileira — pneus 185/60, rodas de liga leve de 15 polegadas, ajustes na suspensão, coxins e barra estabilizadora, controle de estabilidade e tração, dentre outras mudanças.

 

Outro trunfo desta versão, segundo a Ford, é o preço: R$ 56,7 mil. “Nesta faixa de preço não há oferta com as características do Freestyle” afirma Carradori.

 

No ano passado, quando passou a ser ofertado, o Ka Freestyle com motor 1.5 respondeu por 10% das vendas do modelo — a versão com essa motorização foi descontinuada na linha 2020. Como é praxe, a Ford não divulga sua expectativa de vendas do Ka Freestyle 1.0 de 85 cv.

 

Eco 2020 — Assim como o Ka, o EcoSport é temporão: a versão Freestyle modelo 2020 começa a ser vendida em junho.

 

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O SUV incorpora o visual diferenciado com peças da carroceria pintadas de preto. A maior novidade do modelo 2020 é o teto também pintado de preto.

 

Preço sugerido: R$ 87,3 mil na opção com transmissão manual e R$ 93,3 mil com caixa de marchas automática.

 

Fotos: Divulgação.

Accelo ganha, enfim, câmbio automatizado

Barueri, SP – A introdução do câmbio automatizado no Accelo, inovação anunciada pela Mercedes-Benz na última edição da Fenatran, em 2017, chegou, enfim, ao mercado no mês passado, ofertado na versão topo de linha do caminhão leve. É a última das quinze modificações que a empresa desenvolveu para o modelo já com uma nova cabine, lançada há dois anos.

 

A caixa de câmbio automatizada usada no Accelo, fabricada pela Eaton, tem seis marchas e foi projetada em parceria com a equipe de engenharia da montadora, que estipulou os testes em terreno e submeteu o conjunto a duzentas mil horas de testes. Embora a M-B possua em sua gama transmissões para o segmento leve, Roberto Leoncini, seu vice-presidente de vendas e marketing, afirmou que a empresa decidiu buscar outra opção no mercado, sem citar as razões.

 

Inserir o modelo na operação comercial neste momento, de acordo com o executivo, ocorreu em função de estudo do mercado – a companhia observou que o momento certo para um veículo com caixa automatizada era agora por causa das expectativas em torno das vendas no segmento de leves, sobretudo aquelas com origem em demandas do comércio eletrônico. “O câmbio automatizado é uma tecnologia que está sendo absorvida aos poucos pelos clientes, ainda passará por um processo de maturação no mercado brasileiro”.

 

Para mostrar a aplicação do câmbio automatizado na prática a montadora acordou com Jamef, empresa que atua na área da logística, a utilização em caráter de testes de quatro unidade do Accelo, nas versões de dez e treze toneladas. De acordo com Michael Oliveira, seu diretor de operações, há possibilidade de compra de cerca de 90 e caminhões, dentre os quais o Accelo com câmbio automatizado, ao final deste processo.

 

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A Jamef é um cliente antigo da M-B. Atualmente um terço da sua frota própria é composta por caminhões da marca. A companhia circula mercadorias pelo País com 1,2 mil caminhões, sendo destes 630 de sua propriedade e os demais controlados por frotistas agregados. Na garagem são cem unidades do Accelo 815, 26 unidades do Atego 1419, por exemplo.

 

A M-B espera aumentar sua participação no mercado de leves este ano em 36% na comparação com as vendas realizadas no ano passado no segmento. Para isso, criou uma nova versão de entrada, mais simples, para tentar ocupar o espeço deixado pela Ford Caminhões no mercado. E também pretende vender mais na esteira da novidade que o câmbio automatizado representa no mercado, segundo Roberto Leoncini: “Até 2022, 25% das vendas de Accelo será composta pelo modelo com este tipo de transmissão”.

 

O executivo disse, sem citar valores, que a versão topo de linha, na comparação com uma equipada com câmbio manual, terá um preço R$ 5 mil superior.

 

Foto: Divulgação.