São Paulo – No ano de seu trigésimo aniversário de Brasil a BMW registrou seu melhor resultado de vendas da história e manteve, pelo sétimo ano consecutivo, a liderança dentre as marcas premium. Foram 16,9 mil emplacamentos, desempenho 4,1% superior ao registrado em 2024, segundo a presidente e CEO do Grupo BMW, Maru Escobedo.
A Mini, outra marca do Grupo BMW, registrou outros 1,6 mil licenciamentos, volume 3,4% acima. As vendas do grupo subiram 4% de 2024 para 2025: “Um de cada três carros vendidos no segmento premium foi BMW ou Mini. Em 2026 vamos para a frente. Temos lançamentos programados e alguns desafios para superar”.
Sem entrar nos pormenores dos desafios, que incluem taxa de juros elevadas e o contexto instável internacional, Escobedo procurou, em conversa com jornalistas, destacar o comprometimento do Grupo BMW com o Brasil. Descartou planos de, com o prosseguimento do acordo União Europeia-Mercosul, encerrar a produção em Araquari, SC, que no ano passado somou 11 mil veículos, e elencou oportunidades que o tratado cria:
“Ele pode trazer benefícios com relação à importação de peças para a nossa produção, pois poderíamos ampliar o ritmo daqui. Estamos avaliando todos os cenários e a intenção é fazer com que a operação brasileira cresça”.
Maior parte das vendas é produzida no País
De acordo com a presidente do Grupo BMW do Brasil a produção de Araquari responde por cerca de 60% do volume comercializado pela BMW no mercado local. De lá saem o X1, que foi o seu modelo mais vendido no ano passado, o Serie 3 e o X5 PHEV.
Escobedo descartou, no curto prazo, introduzir um veículo 100% elétrico nos planos. E também disse que, ainda, não há planos de exportar para outros países da região:. “Temos flexibilidade e poderíamos produzir mais, mas hoje o plano é continuar abastecendo apenas o mercado brasileiro”.
Na média o índice de nacionalização dos carros que saem de Araquari é de 40%.