Grupo Pioneiro projeta crescimento de 20%

São Paulo – Fabricante de baterias para automóveis e motocicletas, escapamentos e catalisadores, o Grupo Pioneiro projeta fechar 2019 com crescimento de 20% em volume – que não revela, por, segundo sua diretora industrial Emely Barbieri, tratar-se de informação sigilosa.

 

Operando no mercado nacional desde 1989, o Pioneiro participa da Automec 2019, feira de autopeças aberta na terça-feira, 23, e que receberá público até o sábado, 27. Segundo Barbieri o crescimento esperado virá do mercado de reposição, no qual o grupo tem forte presença e quer se consolidar: “Para montadoras  fornecemos apenas para as motos Dafra. Por isto nosso foco é no aftermarket”.

 

Na área de baterias sua participação de mercado é de 5,8% no segmento de quatro rodas e de 6% no de duas rodas.

 

As cinco fábricas do grupo estão na região Meio-oeste de Santa Catarina e a planta que produz as baterias tem capacidade para 220 mil unidades por mês, sendo 135 mil para automóveis e 85 mil para motos. Mas esta capacidade aumentará nos próximos meses: “Estamos terminando as obras de expansão e dobraremos a capacidade produtiva de baterias para 440 mil unidades por mês, para acompanharmos o crescimento que esperamos nos próximos anos”.

 

O grupo exporta 15% da sua produção para Argentina, Paraguai e Uruguai e trabalha para conquistar novos mercado na região: “Temos uma área específica só para fortalecer nossas vendas para outros países e conquistar novos mercados. Queremos expandir nossos negócios para a República Dominicana e usaremos a Automec para buscar possíveis clientes no país e em outros mercados por causa da expressiva presença de compradores estrangeiros”.

 

No futuro, mesmo com a chegada de carros híbridos e elétricos, Ernely Barbieri acredita que a empresa terá vida longa, pois esses carros continuarão precisando de baterias de chumbo ácido para dar a partida no veículo e, por isto, não existe a preocupação com a mudança na propulsão dos automóveis.

 

A empresa aproveitará a Automec para mostrar novas baterias com tecnologia EFB, dedicada a veículos com tecnologia start-stop, que precisam de uma bateria diferente, e baterias estacionárias junto com o resto do portfólio da companhia.

 

Foto: Caio Bednarski.

Base do setor está longe da inovação

São Paulo – O Sindipeças realizou pesquisa sobre o nível de adoção de tecnologia nas empresas associadas e o quadro desenhado a partir dos dados mostra um universo de pequenas e médias empresas, situadas dos tier 2 para os tier 3, distantes da indústria 4.0, conceito que vem se tornando realidade dentro das montadoras. A notícia é ruim porque são estas empresas que, afinal, representam a base da cadeia de fornecedores no País e pode representar um gargalo no futuro.

 

A entidade que reúne as empresas produtoras de autopeças entrevistou 61 companhias, 13% de sua base, nacionais e de capital estrangeiro, e constatou que o uso de software e sistemas de produção avançados está aos poucos se fazendo presente na gestão das PMEs do setor, mas ainda falta muito para que elas alcancem o padrão visto nas empresas para as quais fornecem peças e partes.

 

O sistema ERP, que integra todos os dados da empresa, da produção ao administrativo, é realidade dentro das empresas entrevistadas pelo levantamento do Sindipeças. O sistema Lean Manufacturing, por sua vez, foi adotado por 66% das companhias que integram o estudo. 90% das companhia não dispõem de processos digitais de produção e 81% não têm orçamento para investir em equipamentos digitais necessários para o patamar 4.0.

 

De acordo com George Rugitsky, presidente da Freudenberg do Brasil e conselheiro do Sindipeças, o setor sofreu com a crise que derrubou as vendas de veículos nos últimos anos e ainda não conseguiu se recuperar a ponto de elevar seu nível tecnológico ao das fabricantes sistemistas: “Quem sobreviveu ao baixo volume e às dívidas hoje está concentrado em manter os contratos que tem. São poucas as que têm caixa para investir em inovação”.

 

Para o executivo, que participou do Encontro da Indústria de Autopeças, realizado no segunda-feira, 22, no São Paulo Expo, a indústria precisa criar meios para resgatar o segmento das autopeças nos aspectos financeiro e tecnológico. Não é consenso, ainda, o caminho para chegar até a ajuda necessária. O tema é polêmico e divide opiniões: a, digamos, mão que puxará as pequenas e médias companhias do fundo do vale serão mãos públicas ou privadas?

 

Para David Wong, consultor da AT Keaney, as autopeças ficaram fora do radar das grandes políticas setoriais, como é o caso do extinto Inovar-Auto e o recém-nascido Rota 2030, um quadro que, aos seus olhos, representa um erro e foi apontado como responsável pela letargia nas autopeças: “No boom do mercado houve muito investimento público no País, mas nos lugares errados. Hoje todos estão pagando o preço por terem negligenciado uma cadeia de fornecimento importante”.

 

A Bosch foi uma das grandes empresas sistemistas que tiveram de criar meios para ajudar seus fornecedores. O presidente Besaliel Botelho apontou os incentivos concedidos pelo governo federal, como a desoneração da folha de alguns componentes, como fundamentais para a geração e a manutenção do emprego no setor de autopeças, e citou exemplos internos aos quais a Bosch recorreu:

 

“Participamos há dois anos de um programa em parceria com o poder público de capacitação de 25 fornecedores da nossa cadeia que precisavam se atualizar e, assim, se adequarem ao ritmo e à qualidade da nossa produção. Hoje executamos um segundo programa dedicado à indústria 4.0. Muita coisa foi feita durante a crise para que houvesse sintonia na cadeia de fornecedores”.

 

Foto: Divulgação.

Vendas de peças Alliance crescem 25%

São Paulo – A Mercedes-Benz registrou, no primeiro trimestre do ano, crescimento de 25% na sua linha de peças para reposição, Alliance Truck Parts. Foram 30 mil peças comercializadas de janeiro a março, ante 24 mil unidades no mesmo período do ano passado.

 

Em todo 2018, de acordo com comunicado da companhia, 127 mil peças Alliance foram comercializadas no mercado nacional. Desde seu lançamento, em 2014, as vendas já superam 350 mil unidades.

 

“A linha Alliance vem crescendo sistematicamente no mercado brasileiro, conquistando a aprovação de clientes que utilizam caminhões, ônibus e veículos comerciais leves”, afirma Sílvio Renan, diretor de peças e serviços ao cliente da Mercedes-Benz do Brasil. “Isso nos motiva a sempre aumentar o portfólio, que conta hoje com mais de 430 itens de reposição e manutenção para veículos de todas as marcas, além de acessórios para caminhões e comerciais leves Mercedes-Benz”.

 

Foto: Divulgação.

Mercado de reposição olha o futuro

São Paulo – A transformação que vem mexendo com a indústria automotiva também mexe com o mercado de reposição de autopeças. Durante o Encontro da Indústria de Autopeças, realizado pelo Sindipeças, sindicato que representa as empresas fabricantes nacionais, na segunda-feira, 22, em São Paulo, Bernardo Ferreira, sócio da McKinsey, apresentou estudo com as dez maiores tendências disruptivas do mercado de pós-vendas:

 

“Acreditamos que, dentre as principais mudanças que virão, estão a digitalização dos canais de vendas, maior análise de dados de campo e dos clientes, aumento da importância dos clientes frotistas, envelhecimento da frota brasileira, veículos conectados, mobilidade compartilhada, eletrificação das transmissões, direção autônoma, chegada de novos players ao mercado e consolidação e integração da indústria”.

 

Para Ferreira as empresas precisam estar atentas às mudanças nos canais de vendas, que já migraram para a internet e para smartphones e, mais adiante, migrarão para internet das coisas, IoT – especialmente quando os veículos forem conectados e avisarem sobre a necessidade de troca de algum componente, por prazo ou por falha. O executivo também acredita que pela idade média da frota nacional as autopeças terão muito mercado para aproveitar, mas existe a necessidade de se preparar para as mudanças:

 

“No futuro as empresas do mercado de reposição precisarão adaptar seu modelo de atuação para servir frotas de veículos do mercado de mobilidade compartilhada e também deverão adaptar seu portfólio para atender ao mercado de baterias e motores elétricos”.

 

Para David Catasiner, diretor de vendas e marketing da Zen, as vendas online serão de responsabilidade dos distribuidores, com ajuda das fabricantes: “Fora do Brasil usamos uma estratégia parecida, pois estamos presentes em quinze países, mas só temos escritórios em quatro: nos outros a rede de distribuidores cuida do atendimento ao cliente e de outras questões de logística”.

 

O vice-presidente executivo da Arteb, Edson Brasil, acredita em um trabalho conjunto da empresa com os distribuidores: “O mercado digital já é uma realidade. Há dois anos vendemos nossas peças online, em parceria com nossos distribuidores para realizar a logística das entregas. O site também ajuda na aproximação dos canais de vendas e dos clientes com a empresa”.

 

Foto: Divulgação.

É hora de aprimorar a competitividade

São Paulo – Um dos caminhos encontrados pela Marcopolo para superar a crise foi explorar outros mercados. Seu diretor de estratégia e negócios internacionais, André Armaganijan, contou durante o Encontro da Indústria de Autopeças, organizado pelo Sindipeças no São Paulo Expo na segunda-feira, 22, que hoje a empresa vende seus produtos para mais de cem países. “Dependemos cada vez menos do mercado interno”.

 

A busca por competitividade foi o tema do painel em que Armaganijan expôs o caso da Marcopolo. Outras práticas foram adotada pela fabricante de carrocerias de ônibus nos últimos anos, como a criação de programa interno de redução de gastos e a melhora do espaço físico das fábricas:

 

Na pré-crise tínhamos uma unidade para cada marca da empresa. Agora temos espaços mais qualificados em nossas unidades e produzimos mais de uma marca por fábrica, dependendo dos modelos”.

 

Segundo o professor do Insper Sérgio Lazzarini a competitividade é cada vez mais importante para a indústria nacional. Para ele, parcerias com universidades e startups para buscar novas tecnologias podem ajudar a reduzir os custos de desenvolvimento.

 

Essa baixa competitividade da indústria afeta diretamente o crescimento do País, que, se não tiver setores produtores competitivos não conseguirá alcançar grande crescimento, avalia Nelson Gramacho, diretor do Boston Consulting Group.

 

Para ele as empresas devem melhorar sua eficiência em quatro áreas para ser mais competitivas: operacional, comercial, capital e organizacional: “Trabalhando forte nesses quatro pilares as companhias podem conquistar ganhos de até 30% por área”.

 

O executivo também acredita que esse seja o momento para a indústria de autopeças brasileira investir em modernização para ganhar competitividade: “É a hora de investir em equipamentos mais modernos, robôs e outros itens da indústria 4.0 porque eles trarão uma série de benefícios e o custo do investimento já está bem menor”.

 

Foto: Divulgação.

Consumo brasileiro de alumínio cresceu 10%

São Paulo – O consumo de alumínio no Brasil cresceu 10% no ano passado, comparado com 2017, para 1 milhão 383 mil toneladas. A produção, entretanto, caiu 17% no período, somando 659 mil toneladas.

 

Segundo a Abal, Associação Brasileira do Alumínio, a redução na produção se justifica por duas razões: a menor produção da alumina, de onde se produz o alumínio primário, por causa do corte de metade do fornecimento da unidade da Alunorte em Barcarena, PA, e questão estruturais da economia brasileira, como o elevado custo da energia elétrica.

 

O aumento no consumo mostra, segundo o presidente Milton Rego, que o setor está retomando seu dinamismo: “Crescemos apesar da greve dos caminhoneiros, da economia ter patinado e do ambiente político-eleitoral à flor da pele”.

 

O setor de transporte foi um dos que registrou maior aumento no consumo de alumínio em 2018: 12%. Só perdeu para embalagens, que avançou 14% no período.

BMW inicia pré-venda do i3

São Paulo – A BMW começou a vender, em sua rede BMW i, o novo i3 120Ah, que oferece até 440 quilômetros de autonomia quando aliado ao motor a gasolina. Suas versões de entrada, porém, são puramente elétricas – e oferecem, segundo a empresa, 335 quilômetros de autonomia.

 

O motor elétrico gera até 170 cv aliado à sua transmissão automática e a bateria pode armazenar até 120 Ah.

 

São três versões do compacto elétrico da BMW: i3 BEV, por R$ 206 mil, i3 BEV Connected, por 230 mil, e i3 REX Full – com o extensor de autonomia a combustão – por R$ 258 mil. As concessionárias BMW i estão em São Paulo, SP, Rio de Janeiro, RJ, Belo Horizonte, MG, Curitiba, PR, Joinville e Florianópolis, SC, Salvador, BA, Recife, PE, e Brasília, DF.

 

Foto: Divulgação.

Foton vendeu 458 mil caminhões na China em 2018

São Paulo – A Foton fechou o ano passado com 457,9 mil caminhões vendidos no mercado chinês que teve, no total, 3,9 milhões de unidades comercializadas. No segmento de caminhões leves, que ali engloba PBT de 1,8 até 6 toneladas e que respondeu por 1,5 milhão de vendas, a Foton entregou 328,6 mil veículos. Nos pesados, com PBT superior a 14 toneladas, foram 110,3 mil caminhões vendidos de um total de 1 milhão 120 unidades.

México e Argentina buscam abrir fronteiras automotivas

São Paulo – A expansão de mercados de exportação por meio de acordos comerciais bilaterais está na mira de Argentina e México, dois países com os quais o Brasil possui relação comercial automotiva madura. Representantes da INA, Industria Nacional de Autopartes, e da Afac, Associación de Fábricas Argentinas de Componentes, equivalentes mexicano e argentino, respectivamente, do nosso Sindipeças, traçaram o cenário das suas indústrias em painéis que abriram o Encontro da Indústria de Autopeças, na manhã de segunda-feira, 22, no São Paulo Expo.

 

Sétimo maior produtor global de veículos o México possui mais de seiscentas empresas Tier 1, que forneceram peças e componentes para mais de 3,5 milhões de veículos ali produzidos no ano passado:

 

“Somos o quinto maior produtor de peças do mundo”, afirmou Óscar Albín, presidente da INA. “Em 2018 superamos a Coreia do Sul. A indústria automotiva representa 18,5% do PIB mexicano, sendo o segundo setor mais importante, atrás apenas dos alimentos. A cadeia emprega mais de 1 milhão de pessoas”.

 

Forte exportadora – mais de 80% da produção de veículos mexicana vai para outros mercados, sobretudo os vizinhos Estados Unidos e Canadá – a indústria local sente falta de atores nos degraus mais baixos da cadeia, o que, segundo Albín, abre oportunidades para empresas brasileiras: “Temos poucos fornecedores Tier 2 e Tier 3”.

 

Além de buscar ampliar sua presença em outros mercados da América Latina e Europa as montadoras instaladas no México enxergam possibilidade de reforçar as entregas ao mercado doméstico. Albín aponta que, hoje, onze de cada cem habitantes mexicanos adquirem um veículo. Há espaço, segundo ele, para subir esse volume para dezesseis.

 

De comum com o México a Argentina só tem a vocação exportadora. Raúl Amil, presidente da Afac, afirmou que 56% do volume que sai das linhas de montagem do país vizinho tem outros mercados como o destino, e 70% destes veículos desembarcam no Brasil. Lá, porém, a indústria fornecedora é bem menor: são 450 empresas, das quais 153 fornecedores Tier 1.

 

O problema é que 43 desses fornecedores têm apenas dois clientes. 35 empresas atendem a três montadoras, outras trinta possuem apenas quatro contratos assinados e apenas 45 sistemistas possuem mais do que cinco clientes.

 

“Fechamos o ano passado com déficit de US$ 7,4 bilhões no setor automotivo, produzindo 500 mil unidades. É um valor similar ao de cinco anos atrás, quando a indústria entregou mais de 800 mil veículos. A participação de empresas locais na produção argentina não cresce há muitos anos.”

 

Atualmente a indústria argentina de autopeças representa menos de 1% do PIB local. O grande desafio – no qual acordos comerciais bilaterais seriam fundamentais para garantir mais escala de produção – é agregar mais tecnologia e elevar o preço dos componentes, para reduzir esse déficit comercial, ainda mais em um país tão carente de entrada de moeda estrangeira.

 

Foto: Ivan Bueno/APPA.

Carsharing da Toyota começa em setembro

São Paulo – A Toyota anunciará, em setembro, serviço de compartilhamento de veículos no País. Segundo o presidente Rafael Chang estão em curso testes realizados na fábrica de São Bernardo do Campo, SP, e com funcionários do Banco Toyota. Para prestar o serviço a companhia costurou parceria com a startup Moobie, sediada no Brasil.

 

O serviço é similar ao que a Renault presta aos seus funcionários de São José dos Pinhais, PR. Há oferta de automóveis e veículos comerciais para locação. A companhia chegou a anunciar expansão do serviço para os funcionários do escritório que mantém em São Paulo e também para o prédio onde está instalada o Renault Lab.

 

Foto: Divulgação.