JCB inaugura filial em Chapecó

São Paulo – A JCB inaugurou na terça-feira, 16, uma nova filial em Chapecó, SC, em parceria com a distribuidora Engepeças. A escolha pelo município foi feita diante de sua importância industrial, segundo Antonio Gilberto Guia, diretor da Engepeças: “Chapecó é uma das quatro principais cidades do Estado de Santa Catarina e também é considerada a capital da agroindústria”.

 

Alisson Brandes, diretor de vendas e marketing da JCB, produtora de equipamentos para a indústria de construção, disse que a nova unidade reforça a presença da companhia na região Sul do País e ajuda a aumentar sua cobertura do território nacional.

Toyota lança a tecnologia híbrido flex com o Corolla

São Paulo – A Toyota anunciou na quarta-feira, 17, que o primeiro modelo híbrido flex do mundo chegará às suas concessionárias brasileiras no último trimestre de 2019 – e será o Corolla montado sobre a plataforma TNGA, Toyota New Global Architecture, em Indaiatuba, SP. A informação foi revelada pelo presidente Rafael Chang ao governador de São Paulo, João Dória, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes.

 

Apesar de há mais de um ano usar o Prius, seu modelo híbrido mais vendido no mundo, como protótipo nos testes com a tecnologia, a Toyota brasileira optou por inaugurar a operação comercial de modelos com motor elétrico aliado a um flex fuel com o Corolla, o Toyota mais vendido no mercado brasileiro – já são mais de 1 milhão de unidades do sedã rodando por aqui.

 

A tecnologia híbrido flex foi desenvolvida em conjunto pelas engenharias do Japão e do Brasil, em um projeto que começou há quase quatro anos, em meados de 2015. Do lado japonês veio o conhecimento da tecnologia híbrida, enquanto o time brasileiro colaborou, especialmente, com os conhecimentos do flex. O Prius protótipo rodou em diversos tipos de estradas e climas para avaliar o funcionamento da tecnologia elétrica aliada especialmente com o etanol.

 

Para produzir o Corolla hibrido flex — o primeiro modelo híbrido made in Brazil — da décima-segunda geração do modelo, a companhia investe R$ 1 bilhão na fábrica de Indaiatuba – valor que a credenciaria, em tese, a receber os benefícios do IncentivAuto, programa de fomento à indústria automotiva do governo paulista cuja regulamentação está para ser publicada.

 

A nova plataforma, TNGA, é a mesma usada para a montagem do Prius, do SUV compacto C-HR e do sedã Camry lá fora. É a mais moderna do Grupo Toyota no mundo.

 

Além de atender ao mercado brasileiro, o Corolla será exportado para Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Peru e Colômbia a partir do primeiro semestre do ano que vem.

 

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Diminuiu o tempo de entrega à rede Volvo

Itu, SP – Diminuiu o tempo de espera para entrega de caminhões novos à rede Volvo, informou Alcides Cavalcanti, diretor comercial da companhia. Com a retomada das vendas após período de crise, muitos fornecedores, segundo o executivo, se depararam com dificuldades para acompanhar o ritmo das vendas da empresa, o que provocou os atrasos. No ano passado, houve casos em que o tempo de espera por um caminhão novo foi de oito meses. Hoje, contudo, o tempo caiu para até dois meses.

 

O diretor disse na terça-feira, 16, durante lançamento da linha 2020 do semipesado FH, em Itu, SP, que a empresa chegou a socorrer os fornecedores que estavam em situação mais grave para garantir a entrega de componentes, sem citar se o apoio foi financeiro ou tecnológico. A situação fez com que a companhia, hoje, pudesse ter uma margem de manobra importante com a cadeia: “As empresas que ajudamos lá atrás, e que conseguiram se reerguer, hoje conseguem manter margens de negociação que também nos ajudam”.

 

Após o período de crise, foi comum no setor automotivo as montadoras de veículos estenderem as mãos para a cadeia de fornecedores, que viu os volumes de pedidos diminuirem conforme as vendas internas diminuiam. Quando o mercado voltou a demandar veículos, nem todas dispuseram de recursos e musculatura para acompanhar a retomada nas linhas de montagem. No setor de caminhões, o último a se recuperar, o cenário perdurou por mais tempo na comparação com a indústria de automóveis.

 

A CNH Industrial, por exemplo, passou a negociar aço em uma espécie de pool com fornecedores da Iveco. Não foi o caso na Volvo, mas a empresa teve de articular medidas com seus fornecedores para entregar os veículos produzidos em Curtitiba, PR. Afora a união com os fabricantes de partes e peças, a empresa abriu segundo turno para diminuir o tempo de entrega dos caminhão à rede. Queda nas exportações para Europa, Estados Unidos e Argentina, também aliviaram as linhas para que a empresa pudesse se focar na produção para o mercado interno.

 

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VM: batalha dura nos semipesados.

Itu, SP – A Volvo apresentou na terça-feira, 16, a linha 2020 do modelo semipesado VM com a cabine renovada e novos itens para tentar atrair as atenções de um mercado no qual passa longe do protagonismo, um universo dominado, no quesito vendas, por Mercedes-Benz e Volkswagen Caminhões e Ônibus. Há a expectativa de que este ano apareçam oportunidades na distribuição urbana, o que levou a empresa a projetar alta de 20% do volume de vendas na categoria até dezembro na comparação com o volume de 2018.

 

Aumentar a participação é tido como uma tarefa complexa — mas possível. O segmento de semipesados é daqueles em que preço é um fator sensível e altamente explorado pela concorrência: a distribuição urbana, para a qual fora desenhado o Volvo VM, em geral demanda viagens mais curtas, o que leva o frotista a apostar em veículos mais simples do ponto de vista tecnológico. O veículo da Volvo, no entanto, segue para outro lado, segundo Alcides Cavalcanti, diretor comercial de caminhões: “Miramos um público acima do de entrada com este lançamento”.

 

Mas o que poderia ajudar a companhia a chegar em dezembro com vendas positivas na comparação anual? Cavalcanti explicou: “As vendas no segmento, por si só, estão aumentando gradativamente. Os setores que consomem este tipo de caminhão estão atrelados ao avanço do PIB, mas não como acontece no agronegócio, onde está tudo bem. O PIB está sendo revisto mensalmente, para baixo, mas o crédito está disponível. O que pode nos ajudar a crescer é a saída recente de um concorrente do mercado”.

 

O executivo se refere à Ford, que anunciou em fevereiro saída do negócio caminhão na América do Sul, e que é – ou era – competidor importante nos semipesados com a linha Cargo. Cavalcanti diz que a Volvo trabalha com a possibilidade de conquistar até 20% dos volumes da Ford com o recém-lançado VM modelo 2020: “Nosso veículo pode ser atrativo onde a Ford atuava com a linha Cargo nas configurações 6×2 e 6×4”.

 

De acordo com dados da Anfavea referentes ao mercado no primeiro trimestre, a Ford registrou 771 unidades emplacadas no segmento de semipesados, alta de 67,6%. A Volvo, por sua vez, registrou no mesmo período 320 unidades, 89% a mais. Somados os dois volumes de vendas, ainda falta para chegar ao patamar de vendas das líderes VWCO e M-B. A Mercedes-Benz emplacou no janeiro-março 1 mil 630 unidades do Atego, enquanto que a VWCO licenciou 1 mil 572 unidades dos modelos VW 24, 17 e 15 toneladas.

 

Caso consiga aumentar sua participação no mercado, os Volvo VM voltam a ganhar mais espaço dentro do mix de vendas da companhia. No passado, contou Cavalcanti, os veículo da categoria dividiam o volume total de caminhões vendidos com os modelos pesados, mercado onde a Volvo é uma das protagonistas. Atualmente, a proporção dentro do mix de vendas está dividido em 65% de pesados – com os modelos F, FH e FHX – e os 35% com os semipesados.

O novo VM está disponível na rede Volvo. A empresa fez modificações na cabine, como sistema de segurança frontal chamado FUPS, luzes de posicionamento, defletores aerodinâmicos, novos para-choque e para-lamas e a empresa criou novos acessos do motorista aos farois e reservatório de água, para facilitar a manutenção rápida feita pelo motorista durante a operação de transporte. A caixa de câmbio automatizada, I-shift, segue a mesma utilizada pelo modelo anterior ao 2020. Há também versões com câmbio manual de seis, nove e catorze marchas.

 

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MIAU fará exposição de manuais do proprietário

São Paulo – O MIAU, Museu da Imprensa Automotiva, abre na sexta-feira, 19, uma exposição com os manuais do proprietário dos veículos em sua sede, em São Paulo. Segundo Marcos Rozen, CEO do museu, o formato tradicional do manual do proprietário está com os dias contados e a intenção do evento é mostrar ao público as unidades mais relevantes do acervo do museu.

 

A mostra traz mais de duzentos manuais do proprietário originais, dos anos 1960 a 2000, com foco principal em modelos vendidos no mercado nacional. O manual mais antigo é do Jeep Willys 1961 e o mais novo do Ford Fusion 2006, mas também há algumas unidades raras, como manuais do DKW-Vemag Fissore, Willys Itamaraty e VW SP1/SP2.

 

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Renault apresenta Kwid elétrico na China

São Paulo – A Renault apresentou o City K-ZE, versão elétrica do subcompacto Kwid, no Salão do Automóvel de Xangai, China — o sexto modelo elétrico no seu portfólio. A empresa não divulgou qual a autonomia do modelo, mas informou que 80% da bateria podem ser carregados em 50 minutos usando o sistema de recarga rápida. No modo convencional a bateria demora quatro horas para ter carga completa.  

 

O modelo foi desenvolvido pela joint-venture que a Renault mantém com a DRAC, empresa chinesa, seis meses após ser mostrado como carro conceito no Salão de Paris. Thierry Bolloré, CEO do Grupo Renault, aproveitou o evento para divulgar o plano de vendas da companhia na região, que mira a comercialização de 550 mil veículos por ano.  

 

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Arteb tem novo site

São Paulo – A Arteb modernizou seu site para melhorar a comunicação online com fornecedores, clientes e consumidores. O novo site oferece um visual mais limpo, com navegação facilitada e maior velocidade, segundo a companhia.

 

O novo site também se tornou responsivo, funcionando melhor em tablets e smartphones. Bruna Meda, coordenadora de marketing da Arteb, disse que a ideia de criar o novo site surgiu para padronizar a comunicação da empresa e ampliar a relação com os consumidores.

VW divulga recall para 114 mil Polo e Virtus

São Paulo – A Volkswagen anunciou recall para 114 mil 523 unidades do Polo e do Virtus para uma inspeção do revestimento da coluna central em ambos os lados dos veículos. O revestimento precisará ser substituído caso algum problema seja detectado.

 

Segundo a empresa existe a possibilidade de falha na fixação do revestimento das colunais centrais e isso pode afetar o funcionamento do airbag lateral em caso de colisão que demande o acionamento do componente.

 

Os proprietários dos veículos devem entrar em contato com uma concessionária VW para agendar o serviço, que começará na segunda-feira, 22.

Volvo quer ser líder outra vez

Itu, SP – A Volvo mira o posto de líder no segmento dos pesados, posição ocupada nos últimos anos pela rival Mercedes-Benz. Para isto abriu mão de mudanças mais profundas no modelo pesado FH, com o qual compete nesta parcela do mercado, e entra na briga com veículo que passou por alterações pontuais no powertrain no que diz respeito ao consumo de diesel. A escolha fez a empresa ganhar tempo e foi possível porque o FH, do jeito que está atualmente, é o modelo mais vendido no País em sua categoria.

 

Na terça-feira, 16, a companhia anunciou a nova configuração do caminhão que fora desenvolvido para países onde o Euro 5 é norma de emissões vigente. Foi aplicado em seu motor software que calcula, por meio de componentes eletrônicos, o consumo necessário de combustível na injeção de forma a usar apenas o necessário para percorrer aclives e declives. Durante testes de bancada e de campo foi observado pelos engenheiros redução de até 10% no consumo.

 

Para Alcides Cavalcanti, diretor comercial de caminhões, é no campo da eficiência energética que mora a competição disputada pelos principais nomes na categoria dos pesados: “A cabine atual Volvo é relativamente nova, ainda há o que explorar em suas características técnicas. Porém percebemos que os frotistas que foram ao mercado em busca de renovação de frota definem a compra em função do consumo. A partir deste parâmetro apostamos em desenvolver uma tecnologia nova e agir mais rápido nas mudanças requeridas pelo cliente”.

 

A reação rápida apontada pelo executivo surge no momento em que a Scania, parte do tripé que domina o segmento de pesados em vendas, amadurece no mercado sua nova geração de caminhões, lançada no ano passado. Cavalcanti não traça o paralelo, mas considera que quando surgem eventos como esse é importante oferecer alternativas aos frotistas: “O segmento de pesados é o que mais cresce no País em função da demanda do agronegócio. Em situação de competição acirrada, que conflui com renovação de frota, o ideal é que se tenha uma linha atualizada”.

 

Uma vez realizada a renovação a empresa espera registrar crescimento de até 30% nas vendas de caminhões pesados, ainda que a economia não tenha construído um solo firme para que as empresas fabricantes se sintam seguras em arriscar projeções. Números da Anfavea mostram que a Volvo registrou no ano passado 9 mil 138 emplacamentos, crescimento de 81%, que a fez encerrar o período na segunda colocação em vendas. No trimestre os emplacamentos chegaram a 2 mil 906 unidades de pesados, 80% a mais do que a base baixa que foi o primeiro trimeste de 2018.

 

Cavalcanti disse que a oferta de CDC e o surgimento de linhas de crédito em bancos privados melhoraram os ânimos dos investidores, mas o quadro contrasta com um câmbio considerado elevado que encarece a venda de caminhão com insumo importado e o clima de incerteza em torno da votação da reforma da Previdência: “O cenário inibe as vendas aos clientes em expansão, não as vendas para os que se prepararam para renovar a frota, empresas que chegaram a comprar caminhão à vista. Em expansão definem a venda fatores econômicos e sociais”.

 

Pesou na escolha da Volvo por manter o FH com alterações pontuais o fato de o modelo ter forte aceitação no mercado, disse Alcides Cavalcanti. Ele fechou o trimestre como o mais vendido do mercado brasileiro, apontaram os dados da Fenabrave relativos ao mercado no período: até março foram licenciadas 1 mil 431 unidades do FH 540, o que representou uma fatia de 13,4% do mercado de pesados. Os irmãos da linha, FH 460 e FH 500, também figuraram na lista dos dez mais vendidos no trimestre.

 

O novo veículo chega ao mercado com preço reajustado em mais 8% na comparação com o praticado para sua versão antecessora, na casa dos R$ 550 mil. A elevação do preço se deu em função do aumento da demanda por pesados no mercado interno, o que levou fornecedores a cobrar mais caro por peças e componentes que integram os Volvo FH. O fato não reduz as expectativas da companhia em torno das vendas para este ano: “O frotista percebeu que o reajuste pode ser compensado mais à frente na operação. O FH, por exemplo, tem um valor de revenda interessante, e há também a questão da redução do consumo de combustível”.

 

O desenvolvimento dos novos Volvo FH consumiram parte dos R$ 250 milhões anunciados pela companhia para a fábrica de Curitiba, PR. A versão atual, afora o novo sistema eletrônico, tem novas camisas nos cilindros e um novo turbocompressor. A tecnologia é diferente da utilizada pelo modelo FH produzido na Europa para atender ao mercado daquele continente e aos Estados Unidos.

 

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CNH Industrial abre quatrocentas vagas de estágio

São Paulo – A CNH Industrial abriu programa de estágio com quatrocentas vagas disponíveis na América do Sul. Estudantes de diversas áreas, como administração, direito, economia, engenharia, psicologia e relações internacionais, dentre outras, podem se inscrever  até 28 de abril.

 

O estágio no Brasil tem duração de dois anos, enquanto na Argentina os estudantes podem ficar por até um ano e meio. Há vagas para Betim, Contagem, Nova Lima e Sete Lagoas, MG, Curitiba, PR, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba, SP, e Buenos Aires e Córdoba, Argentina.