Governo e Toyota discutem futuro de Guaíba

São Paulo – Toyota e o governo do Rio Grande do Sul mantêm negociações para a expansão da operação da empresa em Guaíba, onde está instalado um de seus três centros de distribuição no Brasil. A companhia estaria interessada em incorporar mais fornecedores locais e mais processos produtivos no local, onde recebe os veículos importados e aqueles que seguem para exportação para a América do Sul.

 

A expansão das atividades no Estado estaria condicionada à prorrogação de acordo que a Toyota fechou com o governo gaúcho para se instalar na região, o que inclui contrapartidas dos dois lados. Segundo Ricardo Bastos, diretor de assuntos governamentais da montadora, o pleito é de extensão por doze anos a partir de 2020, quando expira o atual acordo: “Buscamos segurança jurídica e estabilidade para investimentos no longo prazo”.

 

O representante da empresa disse, ainda, que a movimentação não está ligada à chegada de um novo modelo, nem transformação do espaço em fábrica.

 

Na terça-feira, 5, mantiveram reunião Thiago Sugahara, chefe de relações públicas e governamentais, e Marcio Machado, secretário adjunto de desenvolvimento econômico e turismo, para dar andamento às tratativas relacionadas ao acordo de intenções assinado em julho do ano passado por Rafael Chang, presidente da montadora.

 

A empresa poderia ter acesso a isenções fiscais oferecidas pelo Estado caso resolva ampliar os processos produtivos em Guaíba, inclusive com formação de cadeia produtiva local. Há discussão e estudo nesse sentido pela Fazenda local, revelou uma fonte do governo gaúcho a Agência AutoData.

 

Há interesse por parte do governo de que haja a prorrogação, disse a fonte, uma vez que existe planejamento para transformar a região em polo automotivo por meio de projetos de atração de investimento. Hoje a Toyota representa a segunda maior fonte de arrecadação do município, atrás apenas da CMPC Celulose Riograndense, companhia que atua no ramo de papel e celulose.

 

À época da assinatura do acordo de intenções, disse o presidente da montadora: “Assinamos um compromisso para aumentar nossas atividades. Queremos um projeto de ampliação, gerar mais empregos e incluir fornecedores de peças”. Ainda não está definido o valor do investimento necessário na expansão da operação – o assunto é discutido atualmente com a matriz, mas há a expectativa de que em março o projeto ganhe os primeiros contornos no mundo real.

 

Afora o centro de distribuição do RS, a Toyota mantém outros dois no Brasil: em Vitória, ES, e em Suape, PE. A instalação representa importante plataforma logística para a companhia no contexto da América Latina.

 

Modelos produzidos na Argentina, como a picape Hilux e o SUV SW4, por exemplo, são recebidos ali para que sejam feitas as adaptações ao mercado brasileiro antes de seguirem para as concessionárias. O mesmo acontece com os modelos produzidos aqui, que passam pelo centro antes de serem exportados. Hoje, segundo Bastos, há dois fornecedores locais para a picape Hilux: um deles de capota marítima para a picape.

 

Na reunião Sugahara também afirmou que a Toyota busca parcerias com universidades gaúchas para desenvolver um veículo híbrido nacional. O objetivo é utilizar os recursos de fundo para pesquisa e desenvolvimento do programa Rota 2030. O dinheiro virá dos 2% de ex-tarifário cobrado pela União sobre a importação de peças para o setor que, com a nova política automotiva, será direcionado para projetos voltados à indústria automotiva.

 

Foto: Divulgação.

Grupo PSA compra TravelCar

São Paulo – Dois anos depois de investir no capital da TravelCar, o Grupo PSA anunciou a aquisição da startup, com a intenção de fortalecer conhecimento e estratégia em novas soluções de mobilidade.

 

A TravelCar oferece soluções de estacionamento e aluguel de carros, com mais de um milhão de usuários em mais de sessenta países. Após a aquisição a empresa poderá acelerar a ampliação e a melhoria de seus serviços.

 

Brigitte Courtehoux, vice-presidente executiva de serviços de mobilidade e conectividade do Grupo PSA, disse que a compra “reforça o apoio à TravelCar e demonstra o compromisso do Grupo com o desenvolvimento de serviços de mobilidade”.

Marcopolo investe R$ 70 milhões em Ana Rech

Caxias do Sul – A área, que até setembro de 2017 abrigava a unidade de peças plásticas, destruída por incêndio, no complexo da Marcopolo de Ana Rech, em Caxias do Sul, RS, é agora ocupada pelo centro de fabricação de componentes e de subconjuntos metálicos. Com área construída superior a 19 mil m² a operação receberá investimento total de R$ 70 milhões, dos quais R$ 30 milhões já consolidados, e começou a ser ocupada em janeiro.

 

Nela será centralizada toda a produção de peças metálicas, que antes estava distribuída em vários setores das unidades fabris Ana Rech, Neobus e Planalto.

 

A nova unidade produz atualmente de 14 mil a 15 mil peças por dia. Até dezembro o volume subirá, gradualmente, para 60 mil peças diárias. Já a capacidade instalada será para 75 mil a 80 mil, o que permite atender demanda de 73 ônibus por dia. No momento o volume médio diário de produção da empresa é de 43 carrocerias.

 

Segundo o gerente de engenharia de processo Júlio Igansi dentre os principais diferenciais do novo centro de fabricação estão unificação e racionalização de recursos, fluxo contínuo de produção e logístico, e gestão visual de todo o processo produtivo: “A fábrica é extremamente segura e atende aos princípios Lean, com foco na eliminação de desperdícios, padrões de eficiência e qualidade ainda mais elevados para os clientes internos e externos”.

 

O quadro atual do centro de fabricação é de 180 funcionários. Além das novas instalações, construídas respeitando vários conceitos de sustentabilidade ambiental e segurança, a unidade é equipada com modernos equipamentos. Em março a empresa receberá máquinas de corte a laser, importadas da Itália, que dispensarão o uso de gabaritos.

 

André Matté, um dos responsáveis pelo projeto da nova unidade — resultado de trabalho iniciado, em novembro de 2017, por uma equipe multidisciplinar e que envolveu mais de duzentos colaboradores –, disse que “teremos expressivos ganhos em produtividade e também poderemos incrementar a verticalização de processos. Montamos uma maquete em escala, algo inédito na empresa, no centro esportivo da sede da Fundação Marcopolo, para que os colaboradores tivessem uma ideia geral do projeto e apresentassem sugestões de melhorias”.

 

A unidade já conta com máquinas automatizadas de conformação de tubos, células de soldas robotizadas e de montagem com o conceito de minifábricas.

 

Produção sob demanda – As obras do centro de fabricação foram iniciadas em fevereiro do ano passado e concluídas em dezembro. A primeira unidade transferida é a de tubos de aço que operava em espaço do complexo da Marcopolo. De acordo com o diretor de operações industriais, Lusuir Grochot, a unidade processará peças a partir de tubos e chapas de aço e alumínio. Contou que o projeto atende a produção iniciada a partir da demanda do cliente, com tempo takt definido, menor estoque de matéria-prima e componentes em processamento, de movimentação de materiais e pessoas e de necessidade de transporte, “tudo para ser o mais eficiente, seguro e produtivo possível”. Caso os custos se mostrem favoráveis a unidade poderá fornecer peças para outras empresas do grupo.

 

O CEO da Marcopolo, Francisco Gomes Neto, lembrou o desespero que tomou conta de toda a companhia, em setembro de 2017, quando a fábrica de plásticos foi consumida pelo fogo: “Não sabíamos o que fazer”. Mas observou que, em menos de cinco semanas, a produção de ônibus voltou à normalidade em função do empenho coletivo dos colaboradores, da comunidade e dos fornecedores e da compreensão dos clientes.

 

Em julho do ano passado a nova fábrica de peças plásticas começou a operar em pavilhão existente na unidade da Neobus. O espaço foi readequado à nova finalidade e recebeu equipamentos, a um custo total estimado em R$ 70 milhões: “Temos, agora, um processo enxuto com mais indicadores de qualidade e produtividade”.

 

Segundo Gomes Neto a unidade está praticamente pronta, restando alguns pequenos ajustes. Ele também confirmou que a unidade Planalto será desativada no fim deste ano, com a transferência de todos os equipamentos e gabaritos para Ana Rech. No momento ainda seguem em produção alguns modelos de microônibus. O destino a ser dado ao prédio construído em 1957 será definido pelos controladores e pelo conselho de administração da Marcopolo após a transferência total dos ativos. A unidade tem 38,3 mil m² de área construída sobre terreno de 48 mil m².

 

Foto: Gelson Mello da Costa/Divulgação.

Volare desenvolve novos ônibus para Costa Rica

São Paulo – A Volare desenvolveu dois novos modelos para atender às necessidade e às características específicas do setor de transportes da Costa Rica. O Volare Fly 9 Executivo foi produzido com chassi Volkswagen 10.160 e o Volare Attack 9 com chassi Mercedes-Benz OF 917.

 

Rodrigo Bisi, gerente de exportação da Volare, disse que os novos modelos permitem que a empresa atue de maneira competitiva na Costa Rica, depois de pesquisas realizadas em busca de novas configurações para o país. O Fly 9 tem capacidade para transportar trinta pessoas sentadas e o Attack 9 será exportado em duas configurações, com trinta lugares e com 26.

 

Foto: Divulgação.

Liderança do mercado segue com a GM

São Paulo – Enquanto negocia com governos, sindicatos e rede concessionária as bases para garantir um novo ciclo de investimento em suas operações brasileiras a General Motors inicia 2019 como terminou os últimos três anos: líder no ranking de automóveis e comerciais leves no mercado doméstico.

 

Com 36,2 mil unidades emplacadas, das quais mais da metade Onix, a Chevrolet fechou o primeiro mês do ano com 19% de participação de mercado, a uma distância considerável da vice-líder Volkswagen – com pouco mais de 28 mil emplacamentos, a segunda do ranking registrou 14,7% de fatia do mercado.

 

Completa o pódio a Fiat, marca da FCA, com 26 mil 166 licenciamentos e 13,7% de participação em janeiro.

 

A disputa pela quarta posição do ranking começou o ano acirrada: apenas cinquenta unidades separaram a Toyota da Renault. Um empate técnico triplo, pois a Ford, dona histórica da posição, ficou a pouco mais de cem unidades de distância, na sexta posição.

 

Confira o ranking de vendas de automóveis e comerciais leves em janeiro:

 

 1º General Motors 36 mil 215, 19,0%
 2º Volkswagen      28 mil 057,  14,7%
 3º Fiat                 26 mil 166,  13,7%
 4º Toyota             16 mil 396,   8,6%
 5º Renault           16 mil 346,   8,6%
 6º Ford               16 mil 250,   8,5%
 7º Hyundai         13 mil 591,   7,1%
 8º Honda             9 mil 888,   5,2%
 9º Jeep               8 mil 912,   4,7%
10º Nissan           6 mil 506,   3,4%

 

Fonte: Fenabrave

 

Foto: Divulgação.

GM fecha acordo com trabalhadores de SJC

São Paulo – Os trabalhadores da fábrica General Motors de São José dos Campos, SP, aprovaram, em assembleia realizada na tarde da quinta-feira, 7, a proposta da companhia para flexibilização dos direitos, considerada um dos pontos fundamentais para a aprovação do novo ciclo de investimento de R$ 10 bilhões de 2020 a 2024.

 

Em nota a companhia afirmou ser “mais um passo para a concretização do plano de viabilidade da GM. As tratativas com os fornecedores, governo e outros interessados continuam de forma diligente”.

 

A proposta foi desenhada após seis rodadas de negociação com o sindicato dos metalúrgicos local – conhecido por, historicamente, endurecer as conversas com a montadora.

 

“Não é o que o sindicato queria, mas respeitamos a vontade dos trabalhadores”, afirmou a Agência AutoData Renato Almeida, vice-presidente da entidade. “Agora cobraremos para que esse investimento bilionário saia do papel.”

 

Em 2013, lembrou Almeida, a GM fez um acordo com o sindicato prometendo a produção de um novo modelo ali. Passados seis anos a fábrica do Vale do Paraíba segue montando apenas a picape S10 e a SUV Traiblazer, sem receber nenhum modelo novo.

 

Segundo dirigente metalúrgico o sindicato conseguiu retirar itens sensíveis da proposta, como terceirização irrestrita e jornada de 44 horas semanais. Das 28 cláusulas apresentadas, apenas dez ficaram no texto final.

 

Almeida disse que o investimento previsto para a unidade chega a R$ 5 bilhões – metade do plano que a GM negocia com os governos e sindicatos de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Na semana passada a companhia concordou em manter o acordo coletivo vigente até março do ano que vem em Gravataí, RS, enquanto negociará novos pontos com os trabalhadores locais. Resta, agora, fechar acordo com os metalúrgicos de São Caetano do Sul, SP.

 

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Librelato dobrou suas vendas no ano passado

São Paulo – A Librelato anunciou na quinta-feira, 7, que o seu volume de vendas, no ano passado, mais do que dobrou na comparação com 2017. Por meio de comunicado a empresa afirmou que os 7,5 mil implementos vendidos em 2018 representam crescimento “acima de 100%”. Para o CEO José Carlos Sprícigo foi um dos melhores anos da história da empresa: “A Librelato encontra-se em seu melhor momento no mercado brasileiro e internacional”.

 

A Librelato exportou, no ano passado, cerca de 1 mil unidades para Paraguai, Chile, Uruguai e Bolívia, 40% a mais do que os volumes embarcados em 2017.

VWCO já entregou noventa micro-ônibus para o governo

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus já entregou noventa micro-ônibus que operarão na Região Sul do Brasil e que fazem parte de licitação de quinhentas unidades realizada para para o Ministério do Desenvolvimento Social, MDS, que agora é o Ministério da Cidadania. No Paraná já estão operando dezessete unidades, 43 no Rio Grande do Sul e trinta em Santa Catarina.

 

Os veículos serão usados para atender a regiões rurais e o modelo escolhido foi o Volksbus 8.160 ODR, com carroceria da Neobus e capacidade para transportar 25 pessoas sentadas.

 

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Brasil Central compra cem Actros 2651

São Paulo – A Mercedes-Benz vendeu cem unidades do Actros 2651 6×4 para a Transportadora Brasil Central, de Goiás, que opera na área de transporte e logística do agronegócio. Segundo Glorivan Parreira França, diretor geral da transportadora, setenta unidades são para renovação de frota e trinta para a sua ampliação — 60% de toda a frota da empresa são de modelos Mercedes-Benz.

 

Parreira também disse que as perspectivas para o agronegócio em 2019 “são muito boas” e a que renovação e ampliação da frota “ajudarão a atender ao aumento da demanda dos clientes”. O Actros foi escolhido pela transportadora “por causa da sua robustez”, após uma unidade do modelo passar um ano com a empresa em testes.

 

Foto: Divulgação.

América do Norte garante lucro global da GM

São Paulo – A General Motors anunciou lucro global de US$ 8,1 bilhões no ano passado, o que reverte prejuízo de US$ 4 bilhões em 2017. Os ganhos na América do Norte, berço da companhia, sustentaram o resultado positivo: a GM lucrou US$ 10,8 bilhões ali, ao passo que a região chamada Internacional – que nada mais é do que o resto do mundo – registrou ganhos de US$ 400 milhões.