Venda de pneus cai 3% no primeiro trimestre

São Paulo – As vendas de pneus ao mercado interno brasileiro caíram 3,1% no primeiro trimestre, na comparação com iguais meses do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Anip, entidade que representa as fabricantes nacionais. De janeiro a março foram vendidos 11,7 milhões de pneus.

Segundo a entidade a queda foi puxada pelas vendas 9,2% menores para o segmento de reposição, que consumiu 8 milhões 646 mil unidades. As vendas OEM cresceram 17,4% no mesmo período, somando 3 milhões 264 mil. 

As vendas de pneus para veículos de passeio caíram 8,5% no primeiro trimestre, somando 5,8 milhões de unidades. No segmento de veículos de carga as vendas foram 5,3% menores, com 1,6 milhão.

O segmento de motocicletas também registrou queda de 7,8% de janeiro a março, com 2,2 milhões.

VW Caminhões e Ônibus chega a 30 mil ônibus entregues para o Caminho da Escola

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus chegou à marca de 30 mil ônibus entregues para o programa Caminho da Escola. O marco foi atingido com a entrega de oito unidades do Volksbus para o transporte de crianças e adolescentes em Canhotinho, PE.

Alguns modelos já foram fornecidos pela montadora para o programa mas o Volksbus ORE1, da categoria micro-ônibus rural, preparado para encarar trajetos fora de estrada, foi o mais comercializado.

Marcopolo busca startups para solucionar desafios operacionais

São Paulo — A Marcopolo, por meio do programa de inovação aberta, o GO³ Open, executado pela Marcopolo Next, busca startups com o objetivo de solucionar desafios de produção no dia a dia da companhia. A ação está sendo realizada em parceria com a Innoscience, consultoria de inovação corporativa.

O primeiro passo foi a divisão dos funcionários da companhia em equipes a fim de levantar os principais problemas relacionados à segurança ativa para os empregados, otimização do uso de materiais, qualidade na produção industrial e produção adaptativa e flexível.  Na segunda fase do projeto eles terão a oportunidade de se conectarem com startups para resolver os problemas.

A GO³ Open recebeu 93 propostas de desafios para avaliação e os cinco escolhidos como temas prioritários foram gestão inteligente de estoque, ajustes de inventário de materiais fabricados, rastreabilidade e geolocalização de veículos produzidos, otimização da produção e inspeção de chicotes elétricos, e otimização do controle de peças na linha de produção.

Os contatos com possíveis startups que possam resolver as questões começaram durante a Web Summit Rio, realizada de 27 a 30 de abril, no Rio de Janeiro. Após a seleção, os projetos-piloto serão colocados em prática a partir de junho, na fase de experimento das soluções. E no fim de outubro será realizada a avaliação dos resultados obtidos.

Elétrico GWM Ora 03 ganha novo logo e versões na linha 2026

São Paulo – A GWM anunciou a chegada da linha 2026 do elétrico Ora 03 ao mercado brasileiro com mudanças nos nomes das versões e no logotipo: agora está estampado GWM na tampa do porta-malas, seguindo o padrão visual do Haval. O nome do Ora 03 também segue na tampa traseira, mas com tamanho reduzido.

As versões agora foram batizadas de Ora 03 Skin BEV48 e Ora 03 GT BEV63, indicando o tamanho da bateria de cada um deles. Esta mudança alinha as configurações do hatch com as do SUV Haval.

A lista de itens de série foi expandida na versão Skin BEV48 com a adição do teto solar. Na configuração GT BEV63 a novidade fica por conta do novo tom de cinza disponível para a carroceria.

Veja abaixo o preço de cada versão do GWM Ora 03:
Ora 03 Skin BEV48 – R$ 169 mil
Ora 03 GT BEV63 – R$ 199 mil

Volvo supera a marca de 5 mil caminhões elétricos vendidos

São Paulo – A Volvo atingiu a marca de mais de 5 mil caminhões elétricos vendidos em cinquenta países após iniciar a comercialização do seu caminhão elétrico FM na Europa em 2019. Somando os trajetos de todos os veículos vendidos já foram mais de 170 milhões de quilômetros rodados sem a emissão de CO2 em todo o mundo.

No Brasil a empresa já oferta o FM elétrico por meio de locação, enquanto planeja a vinda também do FH. Esses dois modelos e o VNR são os caminhões elétricos que a empresa produz atualmente. 

A Volvo tem como meta zerar a emissão de CO2 dos seus caminhões até 2040 e, para isso, aposta em elétricos movidos a bateria, elétricos movidos a célula de hidrogênio e motor a combustão abastecido com combustível renovável como HVO, biodiesel, biogás, hidrogênio verde.

Tarifaço de Trump pouco ou nada afeta competitividade da Frasle

São Paulo – Apesar de a Frasle Mobility ter exposição importante no mercado estadunidense a sobretaxação a autopeças importadas pelo governo de Donald Trump pouco ou nada afetarão a alta competitividade da companhia naquele país, segundo afirmou o seu COO, Anderson Pontalti: “Mesmo que a tarifa subisse a 30% ou 40% ainda seremos competitivos nos Estados Unidos”.

Para o executivo chefe de operações da Frasle Mobility – que tem 25 marcas de autopeças sob seu guarda-chuva no Brasil e no Exterior – e também vice-presidente da controladora Randoncorp responsável pela área internacional, o tarifaço é visto “mais como oportunidade do que risco” devido ao domínio tecnológico da empresa sobre seu principal produto, partilhas e lonas de freios, e matérias-primas relacionadas.

Pontalti foi categórico: “A produção de materiais de fricção [pastilhas e lonas de freios] praticamente inexiste nos Estados Unidos, o país não é competitivo. Também é muito fraca no México, porque depende de mineração de matérias-primas que nós temos no Brasil e eles não têm lá”.

Oportunidade de crescimento

Desde 2008 a Frasle tem fábrica nos Estados Unidos, em Prattville, Alabama, que já passou por duas ampliações e se for necessário poderá produzir mais, atestou Pontalti: “Com as tarifas maiores impostas a outros países a demanda sobre nossos produtos deve até crescer lá e poderemos aumentar a produção”.

O executivo informa que, atualmente, a exposição das receitas internacionais da Frasle ao mercado estadunidense gira em torno de US$ 180 milhões por ano, sendo US$ 90 milhões em componentes exportados do Brasil e outros US$ 90 milhões faturados no próprio país, “e isto porque o mercado está fraco: em condições normais este faturamento chega a US$ 230 milhões”.

Uma das controladas da Frasle, a fabricante de discos de freio Fremax, já está aumentando exportações para os Estados Unidos graças a um novo produto com tecnologia única e maior valor agregado: discos com revestimento especial de nanopartículas de nióbio, que aumenta em três vezes a durabilidade do componente que, naquele país, sofre com a corrosão provocada pelo sal espalhado nas ruas para derreter a neve nos meses de inverno.

Outra vantagem da Frasle naquele mercado é que o grosso do fornecimento de lonas e pastilhas é para veículos pesados, acima de 3,5 toneladas, e a sobretaxação imposta a este segmento é de 10%, subindo a 12,5% ao se somar com a tarifa tradicional já aplicada a autopeças importados nos Estados Unidos. Para veículos leves a sobretaxa, prevista para ser aplicada a partir de 3 de maio, é de 25%, subindo, portanto, para 27,5%.

“Olhando para o cenário hoje, porque há mudanças o tempo todo, ainda seremos competitivos mesmo com estas tarifas.”

Planos revisitados

Presidente da Randoncorp – e já indicado para ser o novo CEO a partir de setembro, após a aposentadoria de Sérgio Carvalho –, Daniel Randon reconheceu que, para o bem ou para o mal, o tarifaço de Trump deverá afetar alguns planos da companhia, mas salientou que os investimentos em tecnologia e a internacionalização da companhia nos últimos anos são fatores que protegem o caixa com produtos de maior valor agregado e diversificação das receitas em diversos partes do mundo – a empresa tem presença em 125 países e 36 unidades industriais, quinze delas fora do Brasil.

“Após as notícias das tarifas revisitamos alguns projetos e esperaremos a volatilidade baixar”, afirmou Randon. “De acordo com o que acontecer poderemos acelerar a produção em nossas unidades nos Estados Unidos e reduzir na Europa, por exemplo. Mas seguimos com a estratégia de não depender de um só país, assim diluímos os riscos.”

No balanço de riscos e oportunidades Daniel Randon avaliou que os pesos estão divididos: “Se o Brasil souber fazer o jogo teremos mais oportunidades, mas também enfrentaremos o risco de a China despejar seus produtos em outros países”.

Tecfil inaugura centro de distribuição em Guarulhos 

São Paulo – A fabricante de filtros Tecfil inaugurou centro de distribuição em Guarulhos, SP, com o objetivo de unificar as operações de seus dois antigos armazéns em um único espaço, a 5 km da fábrica e, de acordo com a companhia, mais próximo das principais transportadoras.

O novo CD possui área de armazenagem de 26 mil m² e capacidade para 27 mil posições-palete, o que permite estocar cerca de 15 milhões de filtros. De acordo com a Tecfil a expedição mensal alcança cerca de 7 milhões de unidades e opera em 32 docas, com a possibilidade de expansão para mais 6 mil m².

Embora não tenha aberto valores, a Tecfil informou que investiu em tecnologia de ponta, alinhada a práticas da indústria 4.0. O armazém opera com sistema de gestão que permite movimentações 100% automatizadas por coletores de dados, sem interferência manual. 

Também foi adotado sistema de gerenciamento de transporte que melhora a gestão dos fretes e a rastreabilidade das entregas e, de acordo com a empresa, proporciona maior transparência e segurança para os clientes. 

Case IH testa máquina colhedora de cana com motor a etanol

São Paulo – A Case IH foi a marca escolhida pelo Grupo CNH Industrial para iniciar os testes em campo do novo motor movido a etanol para máquinas agrícolas. A avaliação começou no ano passado, com dez dias de operação na São Martinho, usina produtora de cana-de-açúcar, bem no fim da safra. Para 2025 a expectativa é de que a colhedora de cana-de-açúcar trabalhe do fim de abril até dezembro, dez horas por dia, somando cerca de duzentos dias de operação:

“Estamos na fase de engenharia avançada”, disse Nilson Righi, gerente de marketing tático da Case IH para América Latina. “Testaremos a máquina no campo e avaliaremos os dados, pois temos metas mínimas de consumo e eficiência para validar nos testes e iniciar o projeto de uma nova máquina movida a etanol.”

O executivo contou que a decisão de produzir uma máquina movida a etanol ainda não foi tomada e que depende dos números que serão registrados nos testes ao longo do ano. Os dados coletados em 2024 mostraram, porém, que a colhedora movida a etanol é promissora.

A expectativa é de coletar dados a partir de 2 mil horas de trabalho que a máquina realizará ao longo de 2025 e definir se ela está pronta para ser um projeto final e avançar para aprovação de verba e produção do equipamento, ou se será necessário realizar algumas mudanças no projeto. 

Righi disse que existem dois pontos chaves: o primeiro é a potência do motor, que precisa ser igual a de um motor movido a diesel, fator que a Case IH já está bem próxima de atingir, pois o motor movido a etanol está gerando cerca de 400 cv, contra 420 cv no caso do diesel. A diferença deverá ser tirada com algumas programações eletrônicas:

“O segundo ponto é a questão do consumo, pois o consumo do etanol sempre será pelo menos 70% maior do que o do diesel, por questões físicas, de propriedades de cada combustível. Desta forma estamos trabalhando para chegar o mais próximo possível desse porcentual de 70% e estamos confiantes de que será possível, mas precisamos de mais horas de teste”.

Em paralelo aos testes em campo a Case IH mantém um segundo motor movido a etanol sendo testado no dinamômetro, para identificar mudanças necessárias em hardware, software, curva do motor, injetores e outras peças. Quando a empresa considerar que está no ponto ideal aplicará as eventuais mudanças em uma segunda colhedora de cana-de-açúcar, que irá para o campo para coletar novos dados.

A expectativa é de que os testes mostrarão os números necessários para validar o projeto ao longo de 2025, para que em 2026 comece todo o trabalho de desenvolvimento, que demorará de dois a três anos, para que a colhedora de cana-de-açúcar movida a etanol se torne um produto no portfólio a partir de 2028: “A ideia é ter as duas opções para o cliente, diesel e etanol, e aí ele escolhe qual motorização é ideal para a sua operação”.

No segmento de cana-de-açúcar a colhedora movida a etanol deverá ganhar mais espaço depois de lançada, representando a maior parte das vendas, pois para o segmento sucroalcooleiro esta máquina faz muito sentido. Ao mesmo tempo ajudará a reduzir as emissões de CO2 e os custos da operação, pois é mais barato para as usinas usarem o etanol que elas podem produzir do que comprar diesel no mercado, que representa a maior parte dos gastos, cerca de 30%:

“Depois deveremos avançar para outros motores movidos a etanol, usando como base algum motor movido a gás da FPT. Tratores com potência de 180 cv a 250 cv são muito usados pelas usinas na colheita e este segundo passo será natural, o próprio mercado irá demandar e nós teremos que desenvolver”.

Para outros segmentos além da cana-de-açúcar o executivo acredita que haverá uma demanda por máquinas movidas a etanol, pois as empresas buscam reduzir a emissão de CO2 e alguns clientes grandes já consideram isso na hora de comprar, optando por produtores que agridem menos o meio ambiente. Mas ainda haverá clientes que escolherão o diesel, pois ainda que o etanol seja popular em todo o Brasil em algumas regiões mais isoladas ele não é tão fácil de ser encontrado.

Como a PPG está tornando o processo de pintura mais sustentável para o mercado de autopeças?

O processo de pintura evoluiu significativamente ao longo dos anos, especialmente com a crescente conscientização sobre a relevância da sustentabilidade nos processos produtivos e o impacto ambiental das práticas industriais. Atualmente, ao avaliar o mercado automotivo e toda a sua cadeia, os novos desenvolvimentos têm como premissa a sustentabilidade.

Ao trazer isso para o mercado de autopeças no segmento de performance, que englobam amortecedor, freio, chassi, suspensão e roda, por exemplo, o consumo de energia e água são partes do processo de pintura. Mas a pergunta-chave é: como reduzir o uso desses recursos?

A PPG responde.

Fornecedora global de tintas e revestimentos presente em todas as montadoras e principais fabricantes de autopeças, a PPG investe continuamente em novas tecnologias que visam a economia drástica desses recursos, beneficiando toda a cadeia.

Odair Scartozzoni Junior, gerente de negócios de Revestimentos Automotivos para Autopartes da PPG, conta que “desde o pré-tratamento, etapa inicial que prepara o metal para receber a pintura, seguido pela tecnologia de eletrodeposição (E-Coat), processo de revestimento utilizado no segmento de performance em autopartes, a PPG tem implementado tecnologias que reduzem significativamente o consumo de água, energia e geração resíduos, podendo chegar em até 50%”.

Um exemplo é o PPG VERSABOND® LT, tecnologia de pré-tratamento de baixa temperatura aplicada nos substratos metálicos que receberão algum tipo de pintura. Outra solução que se destaca é o PPG POWERCRON® 10X™, tecnologia de pintura por eletrodeposição (E-Coat) de baixa cura, possibilitando a redução da temperatura da estufa.

Líder há décadas no setor de revestimentos automotivos, a PPG oferece um amplo portfólio de produtos reconhecidos por seu desempenho, durabilidade, aparência e inovação sustentável. “Atualmente, 44% das vendas totais globais da PPG são provenientes de produtos com vantagens sustentáveis. Temos o objetivo de alcançar 50% até 2030, reforçando nosso comprometimento com soluções inovadoras que beneficiam a cadeia automotiva”, conclui Scartozzoni.

De origem norte-americana e presente em mais de 70 países, a PPG registrou faturamento de US$ 15,8 bilhões em 2024. No Brasil, a empresa aportou há mais de 50 anos. Produz tintas, revestimentos e materiais especiais para diversos segmentos, como automotivo OEM, repintura automotiva, industrial, arquitetônico, embalagens, óleo e gás, energia, mineração, aeroespacial e pavimentos.

Fotos: Divulgação/PPG

Juros altos levam Scania prever queda de 10% nas vendas na Agrishow

São Paulo – Mesmo com a projeção de safra recorde e sem o impacto da tragédia que assolou parte do Rio Grande do Sul há um ano, por enchentes, as vendas da trigésima Agrishow, principal palco de lançamentos do setor de agronegócio na América Latina, realizada em Ribeirão Preto, SP, de segunda-feira, 28, até sexta-feira, 2 de maio, deverão ficar abaixo do resultado de 2024. Ao menos no caso da Scania, que projeta redução de 10% no volume comercializado durante o evento.

Um dos principais motivos para isto é a escalada da Selic, atualmente em 14,25% ao ano, conforme o diretor de vendas da Scania Alex Nucci: “O momento é para ser realista”, afirmou, mesmo com lançamento na feira e ao exemplificar que, neste contexto, a parcela de quem financia a compra de um caminhão fica de 25% a 30% mais alta.

“Os juros em alta são inibidores de alguns negócios. O cliente que de fato precisa renovar e que tem um novo contrato comprará. Já o que puder esperar mais quatro, cinco, seis meses para ver como o cenário econômico se desenrolará e se haverá tendência de queda de taxa, esperará.”

Quem mais tem comprado é o varejo, que adquire de um a três caminhões, contou Nucci. O frotista, que demanda altos volumes, de vinte a quarenta carros de uma vez, costuma esperar os movimentos de mercado para buscar a melhor linha de crédito com a menor taxa de juros de prazo médio.

“Então quando os juros começam a cair o frotista obtém um Finame com taxa variável e começa pagando mais caro e termina pagando menos. Como é mais capitalizado, consegue esperar. O varejo, por sua vez, é mais imediato, não tem essa flexibilidade. Porém, por causa das taxas diferenciadas que conseguimos no Scania Banco, ele continua comprando.”

A seu favor tem-se o fato de que a taxa de desemprego segue em baixa e o poder de compra da população em alta. Desta forma o consumo segue aquecido e continuam sendo demandados veículos relacionados às atividades de alimentação e construção civil, por exemplo.

Ano poderá terminar em retração em comparação a 2024

Dados da Anfavea mostraram que durante o primeiro trimestre os emplacamentos de caminhões acima de 16 toneladas aumentaram 2,5% e que, neste mesmo período, os de pesados caíram 7%. O destaque ficou por conta dos semipesados, que cresceram 22%.

“Este segmento avançou porque não é o fim, é o meio. A maioria está ligada ao transporte de hortifrúti, por exemplo, são donos de supermercados e empresários da construção civil”, disse Nucci. “Sendo assim o mercado pode ficar estável este ano ou crescer um pouco frente a 2024, por causa do semipesado. Mas, para a Scania, que tem a maior parte do volume de pesados, o faturamento deverá cair e o ano poderá terminar em retração.”

Scania espera dobrar número de caminhões locados

Este cenário, por outro lado, abre oportunidades para a locação. Até hoje a Scania tem 395 carros locados, sendo que no ano passado foram alugadas trezentas unidades, doze durante a Agrishow.

Para 2025 Nucci projeta quase dobrar este número, conquistando em torno de quinhentos contratos e encerrando o ano com oitocentas a 850 unidades locadas. Mesmo assim o executivo reforça que este não é o negócio principal da montadora e, sim, a venda dos caminhões.

No Brasil o mercado de locação corresponde a 10% do mercado nacional. “A Scania deveria acompanhar o mercado mas, pelo fato de termos a locação como braço financeiro da montadora, queremos escalar as vendas. Como vendemos 20 mil unidades no ano passado por esta lógica deveríamos ter alugado 2 mil caminhões, no entanto, locamos trezentos.”