Grupo PSA recebe placa do Prêmio AutoData

São Paulo – Indicado à categoria Gestão do Prêmio AutoData, Melhores do Setor Automotivo 2018, o Grupo PSA recebeu sua placa por meio de Fabrício Biondo, vice-presidente de comunicação, relações exteriores e digital para a América Latina.

 

O grupo, após criar estrutura que consolidou e unificou as marcas Peugeot e Citroën, prepara uma ofensiva de novos produtos para ampliar sua participação no mercado brasileiro.

 

Foto: AutoData.

JAC faz pré-venda do T50

São Paulo – As concessionárias JAC Motors começaram a vender na terça-feira, 21, o T50, novo SUV médio da marca, que começará a ser entregue aos clientes em meados de novembro. Em versão única, equipada com motor 1.6 16V DVVT com 138 cavalos e transmissão automárica CVT de seis velocidades.

 

Importado da China, o T50 traz longa lista de itens de série. Para o presidente da JAC e do Grupo SHC, representante da marca no País, Sergio Habib, será referência no segmento de SUVs médios do mercado. “Nenhum outro modelo investe tanto no espaço interno, na comodidade dos passageiros e nos recursos de conectividade, principalmente por ter um preço tão competitivo”.

 

O modelo será vendido por R$ 82 mil 990, em seis cores diferentes – no T50 a JAC não fará com suas concorrentes, que têm cobrado a mais do consumidor em determinados tons da carroceria.

 

Foto: Divulgação.

Caxias do Sul começa a superar a crise

Caxias do Sul, RS – Os fabricantes de produtos ligados ao setor automotivo de Caxias do Sul, RS, começaram a enxergar a crise no espelho retrovisor. No painel dedicado à indústria local durante o Fórum AutoData Veículos Comerciais, realizado na segunda-feira, 20, as conversas tiveram tom otimista.

 

Na Empresas Randon, por exemplo, o ritmo das linhas que produzem implementos rodoviários e autopeças foi 50% superior ao do ano passado, segundo Eduardo Dalla Nora, diretor de negócios internacionais: “O crescimento é maior em implementos do que em autopeças. De toda forma está muito além do que esperávamos”.

 

O plano de internacionalização tocado pela Marcopolo ajudou a empresa a durante a crise no mercado doméstico. Nos últimos anos a produção de carrocerias de ônibus para o Exterior cresceu, começando pelos vizinhos sul-americanos.

 

“A exportação foi a saída para a Marcopolo se manter lucrativa”, disse Rodrigo Pikussa, seu diretor do negócio Ônibus. “Ganhamos contratos grandes e importantes e o nosso objetivo, mesmo com a retomada das vendas internas, é seguir ou até crescer mais as exportações.”

 

A Eaton, que em sua unidade caxiense tem produção mais dedicada ao segmento de máquinas agrícolas e rodoviárias, pressentiu um ano mais difícil no setor e antecipou medidas para manter a fábrica local ocupada. Seu diretor industrial, Luciano Beltrame, contou: “Nós nos preparamos para atender à demanda de outras fábricas do grupo no Brasil e no Exterior, garantindo volumes complementares aqui em Caxias”.

 

Paulo Webber, da Plásticos Pisani, relatou que a fabricante de peças plásticas entrou em um projeto na Scania, em São Bernardo do Campo, SP, durante a crise, o que garantiu a produção na fábrica: “Atendemos tão bem a esse pedido que garantimos o fornecimento também para a nova geração de cabines da empresa, que será lançada em fevereiro”.

 

Mas a crise pegou a Pisani em outros mercados, segundo ele: “Fornecemos também embalagens de diversos produtos. E o consumo de cerveja do brasileiro caiu, pois nossas vendas de caixas plásticas para cervejas ficou menor”.

 

Foto: Julio Soares.

Demanda por ônibus seguirá em alta no ano que vem

Caxias do Sul, RS – A necessidade de renovação das frotas, que estão com idade média já avançada, novas licitações, normas e regulamentações são fatores que devem determinar a continuidade da retomada do mercado de ônibus no Brasil em 2019. A visão foi compartilhada por Marco Portes, gerente regional de vendas da Volvo, Alan Frizeiro, gerente de operações de vendas de ônibus da Scania, e Wilson Pereira, vice-presidente da BYD, no painel sobre o mercado de ônibus durante o Fórum de Veículos Comerciais realizado pela AutoData Editora em Caxias do Sul, RS, na segunda-feira, 20.

 

Depois de lembrar o incremento de vendas da Volvo até junho no Brasil, de 113% sobre igual período do ano passado, totalizando 174 chassis, com a ressalva quanto à base anterior muito baixa, Portes estimou que a demanda de 2019 evolua de 10% a 15%. Os modelos de maior saída foram os urbanos pesados, como padron, articulados e biarticulados, e os rodoviários 8×2 de 15 metros. Na América Latina, em seis meses, a empresa teve alta de 29% nas vendas de ônibus.

 

Frizeiro, da Scania, destacou que a empresa avançou, em sete meses, 34,6% no Brasil, com total de 389 unidades, enquanto o mercado cresceu 19,8%, com 5 mil 564 emplacamentos. Para o fechamento do ano a Scania projeta alta de 32%. O gerente também citou a excelente aceitação do modelo 8×2 de 15 metros: desde o seu lançamento, em novembro de 2016, até julho, foram vendidas quase trezentas unidades. Ainda comentou a expectativa que a Scania tem com relação ao incremento dos modelos movidos com GNV e biometano, além da utilização dos serviços conectados.

 

Wilson Pereira enfatizou o trabalho que a BYD está fazendo no Brasil para a consolidação dos modelos elétricos. Instalada em Campinas, SP, onde emprega 460 pessoas, tem capacidade instalada para 350 chassis/ano. Adiantou como objetivo para o ano que vem ter planta própria e, para o período 2020/2022, atingir 70% de conteúdo nacional nos ônibus. Para este ano a projeção é vender sessenta unidades:

 

“Acreditamos em demanda crescente nos próximos dois anos, principalmente com a licitação que deve ser definida para a cidade de São Paulo”.

 

Foto: Julio Soares.

Montadoras de caminhões fecham carteira do ano

Caxias do Sul, RS – Gargalos na cadeia automotiva, em especial de componentes eletrônicos importados, têm se constituído em obstáculo para o crescimento ainda mais consistente do mercado de caminhões no Brasil. Mesmo assim montadoras como Volvo e Iveco estão com suas carteiras de pedidos praticamente fechadas para este ano e iniciando negociações para entregas no primeiro trimestre de 2019. O cenário atual e futuro foi explicitado por Alcides Cavalcanti, gerente nacional de vendas de caminhões da Volvo, e Idam Stival, gerente comercial de caminhões da Iveco, durante painel no Fórum de Veículos Comerciais, realizado pela AutoData Editora, na segunda-feira, 20, na CIC, Câmara de Indústria, Comércio e Serviços, em Caxias do Sul, RS.

 

De janeiro a julho, pelos dados da Anfavea, foram licenciados 26 mil 121 caminhões pesados e semipesados, crescimento de 70% sobre igual período do ano passado, que teve total de 32 mil 289 emplacamentos de modelos acima de 16 toneladas. Em pesados e extrapesados o incremento já é de 90% e o volume de 17 mil 91 unidades vendidas, de janeiro a julho de 2018, é apenas 9% inferior ao de todo o ano passado. Para Cavalcanti este segmento deve alcançar perto de 33 mil licenciamentos até dezembro, incremento de 75%. O gerente da Volvo destacou o desempenho do modelo FH 6×4, que foi o mais vendido em todo o mercado nacional a partir da faixa de 3,5 toneladas. O forte incremento fez com que, em fevereiro, a Volvo abrisse o segundo turno de produção em Curitiba, PR.

 

No entendimento de Cavalcanti os números devem continuar evoluindo no ano que vem, influenciados pela safra agrícola, ainda que eventualmente inferior às anteriores, expectativa do PIB em 2,5% e redução nos custos do transporte, associada a uma elevação de receita no setor, que tende a ficar mais concentrado. Dados da ANTT, Agência Nacional de Transportes Terrestres, apontam para uma redução de 25% no número de empresas transportadoras e de 40% no de motoristas autônomos. Como obstáculos citou as incertezas políticas, o câmbio, por interferir nos custos de conteúdos importados, a alta dos juros nos Estados Unidos, elevação de custos de matérias-primas e insumos e as influências climáticas sobre o desempenho da safra agrícola.

 

Idam Stival, da Iveco, estimou que todo o segmento de caminhões feche este ano com alta de 25% sobre o ano passado, alcançando em torno de 60 mil unidades. Acredita que, em 2019, no mínimo estes números serão repetidos, com tendência a serem melhores. Diante do cenário positivo disse que a empresa ainda não definiu se haverá férias na fábrica no fim de ano.

 

Também projetou que os modelos abaixo de 16 toneladas, com desempenho atual inferior aos médios e pesados, terão incrementos mais representativos em 2019: “Temos visão positiva para o fechamento deste ano e para os resultados do próximo”.

 

Ele confirmou lançamento de mais um produto Iveco este ano e de três para 2019.

 

Norberto Fabris, presidente da Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, projetou o licenciamento de 78 mil a 83 mil unidades, este ano, representando acréscimo de 28% a 37% sobre o volume de 2017. O maior impulso virá do segmento de reboques e semirreboques, variando de 56% a 64%, e somando de 39 mil a 41 mil unidades. O desempenho de carrocerias sobre chassis será menor, podendo ir de 10% a 18%, com vendas de 39 mil a 42 mil veículos. Até julho foram vendidos 23 mil 411 rebocados e 23 mil 263 leves.

 

Ele chamou a atenção para a inversão na participação dos setores nas vendas de implementos rodoviários. Os veículos pesados, que tinham em anos anteriores representatividade média de 35%, chegando a 40% em 2017, deverão ficar próximos dos 50%. Para 2019, Fabris aposta na continuidade do crescimento, independentemente do resultado das eleições do de outubro.

 

Foto: Julio Soares.

Toyota apresenta picape Hilux 2019

São Bernardo do Campo, SP – A Toyota apresentou na terça-feira, 21, a versão 2019 da picape Hilux, produzida em Zárate, na Argentina. A nova linha chega com modificações no desenho frontal das versões SRX, a mais luxuosa, SRV e SR — agora com rodas de 18 polegadas. Com as mudanças, a Hilux passou a ostentar grade hexagonal com acabamento cromado, o para-choque dianteiro foi remodelado e faróis de neblina passaram a ser oferecidos no catálogo — equipamento presente na versão SR.

 

A Hilux, agora, também ficou menor no comprimento: são 5 mil 315 mm de comprimento, 15 mm menos na comparação com o modelo 2018. Na altura permanecem os 1 mil 815 mm e os mesmos 1 mil 855 mm de largura, assim como a distância entre eixos, 3 mil 85 mm.

 

No acabamento interno a Hilux 2019 traz mudanças como a tonalidade escura, a fim de contrastar com os cromados. Os assentos de couro perfurado e o painel de instrumentos de iluminação na cor branca fazem contraste com o tom interno mais escuro.

 

Na versão topo de linha SRX os assentos são perfurados, o interior é preto em acabamento black piano, o espelho retrovisor interno é eletrocrômico e a luz de condução diurna vem em LED.

 

Na versão intermediária SRV o estepe também é de liga leve, há airbags laterais e de cortina e assistente eletrônico de subida. Nas versões diesel há módulo para subida automática dos quatro vidros, luz de condução diurna e retrovisor eletrocrômico.

 

Na versão SR, focada no produtor rural, há de série ar-condicionado digital e luz de condução diurna.

 

As picapes da linha 2019 da Hilux seguem equipadas com versões diesel e flex. Veículos de motorização diesel dispõem do motor Toyota D-4D 2.8L 16V turbo de 177 cv de potência a 3,4 mil rpm, todas de tração integral. As versões flexfuel trazem o motor Dual VVT-i Flex 2.7L 16V DOHC.

 

As transmissões para os modelos diesel são automática de seis velocidades sequencial para as versões SRX, SRV e SR e manual de seis velocidades para as versões Standard Power Pack, Standard Narrow, Cabine Simples e Cabine Chassi.

 

São três versões as dotadas de transmissão automática de seis velocidades sequencial: SRV 4×4 Cabine Dupla, SRV 4×2 e SR 4×2. Há ainda opção de SR 4×2 de transmissão manual de cinco velocidades.

 

O preço da nova linha da Hilux começa nos R$ 111 mil 990, da versão de entrada SR, e chega aos R$ 196 mil 990 na versão topo de linha SRX.

 

Foto: Divulgação.

Etios sustenta exportações Toyota para Argentina

São Bernardo do Campo, SP – A crise que abalou os alicerces do mercado argentino e esfriou o consumo interno reduziu as expectativas das empresas brasileiras exportadoras de veículos. A Toyota, na contramão, projeta cenário diferente e afirma que haverá crescimento dos embarques de seus veículos para lá. A confiança está depositada no modelo de entrada Etios que, já há algum tempo, é o mais vendido na Argentina.

 

A crença é a de que será ele o responsável pela alta antevista pela companhia nas suas exportações, pelo menos até o fim do ano, segundo o vice-presidente executivo no Brasil, Miguel Fonseca: “Para o ano que vem a oferta no Exterior, principalmente na Argentina, será mais robusta com o Yaris”.

 

Até julho a Toyota exportou à Argentina 31,2 mil unidades, o que representa alta de 10% sobre os sete primeiros meses do ano passado. Até o fim do ano o volume deve chegar a 57,7 mil unidades, em sua maioria do modelo compacto. A Toyota também exporta o sedã médio Corolla.

 

Enquanto o Yaris não chega ao mercado argentino – deve chegar no fim de novembro – o protagonista é o modelo de entrada, o Etios: até julho foram vendidas 23 mil 342 unidades, segundo dados da Acara, entidade que na Argentina corresponde à Fenabrave. Isso representou crescimento de 24% ante igual período em 2017 — o volume superou os atingidos por Ford Ka, 21 mil 635, e Chevrolet Onix, 21 mil 372 unidades.

 

Fonseca apontou as características do modelos como fatores que fizeram com que suas vendas se elevassem na Argentina: “O argentino é um consumidor que valoriza muito o desempenho mecânico, e percebemos que as vendas deram um salto importante a partir do momento em que passamos a exportar a versão com câmbio automático”.

 

Afora Argentina, Paraguai, Peru e Uruguai são os destinos do Etios, modelo lançado no segundo semestre de 2012.

 

O seu desempenho nas exportações fez com que a Toyota programasse abertura do terceiro turno na fábrica de Sorocaba, SP, onde é produzido o compacto. Ainda assim, observou Fonseca, a demanda pelo modelo no Brasil e nos mercados para onde é exportado segue maior do que a capacidade de produção instalada. Até julho a produção da companhia foi 4% maior na comparação com o mesmo período no ano passado, quadro possível pelo aumento das exportações.

 

Esta situação fez com que a empresa executasse planejamento articulado pela fábrica e revendas para que não haja desabastecimento nos mercados: “Tivemos de calcular o ritmo de produção, basicamente, uma vez que no Brasil também é crescente a demanda pelo Etios. O terceiro turno é algo que surgiu especificamente para atender às exportações”.

 

Até 2020 mais cinquenta pontos de venda devem integrar a rede de concessionários da empresa no País, totalizando 250 unidades: “O controle de estoque e a presença em regiões importantes, os dois fatores combinados, nos ajudam a equilibrar as entregas dos nossos veículos neste cenário no qual a demanda é maior do que a nossa capacidade de produzir”.

 

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BYD fornece ônibus elétricos para Volta Redonda

São Paulo – Os três primeiros ônibus 100% elétricos do Estado do Rio de Janeiro foram fornecidos pela BYD. Os veículos são do modelo D9W, com carroceria Caio, e já estão operando em Volta Redonda, de acordo com comunicado divulgado pela empresa na terça-feira, 21.

 

Os ônibus fazem parte do programa Tarifa Comercial Zero: circulam pelos quatro principais pontos comerciais do munícipio e os passageiros não pagam para utilizá-los. Antes de começar as operações, em agosto, um ônibus foi testado durante todo o mês de julho e teve quase 100% de aprovação da população.

 

Tyler Li, presidente da BYD no Brasil, disse que a tecnologia empregada no ônibus elétrico “é promissora na busca por um transporte público menos poluente e com menor custo de manutenção”.

Argentina reduz restituição para exportações no Mercosul

São Paulo – Um decreto assinado pelo presidente da Argentina retirou parte do reembolso que o governo concedia às fabricantes de veículos e autopeças pelas exportações para o Mercosul. Agora, apenas 2% dos impostos serão devolvidos pelo governo, em vez dos 6,5% que eram restituídos antes da decisão. Para os países fora dessa região o governo seguirá restituindo 6,5%, segundo informou o site local Autoblog.

 

O texto do decreto diz que a decisão foi tomada “diante do contexto internacional e a necessidade de reforçar a situação fiscal na Argentina, que precisa passar por uma revisão abrangente e pela reestruturação do sistema de restituições à exportação”. A desvalorização do peso nos últimos meses também motivou a decisão, que deverá gerar impacto nos custos das exportações para o Brasil — principal parceiro comercial da Argentina no setor automotivo, destino de mais de 70% dos embarques das montadoras daquele país.

 

As mudanças no sistema que funciona de maneira parecida com o Reintegra no Brasil, que também passou por alterações recentes e reduziu o valor devolvido às empresas, acontecem em momento em que Brasil e Argentina negociam a convergência regulatória no setor automotivo, que visa a reduzir os custos de produção das empresas em ambos os países. 

 

A equipe de reportagem da AutoData tentou falar com a Adefa, associação que representa as montadoras na Argentina, para conhecer seu ponto de vista a respeito, mas não conseguiu contato até a publicação desta reportagem.

 

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Tesla pensa em novo carro de entrada

São Paulo – A Tesla planeja lançar, em três anos, um novo carro elétrico de entrada com preço em torno de US$ 25 mil, mais barato do que o atual Model 3, segundo publicou o site Flash de Motor, de Caracas, Venezuela, na terça-feira, 21.  

 

O presidente Elon Musk disse em entrevista que “é viável desenvolver o novo modelo em três anos”, mas ressaltou que a companhia precisará trabalhar muito nesse projeto. Se for lançado, o modelo concorrerá com Nissan Leaf e Mercedes-Benz EQ.