Randon projeta faturar R$ 3,6 bilhões este ano

São Paulo – As empresas do Grupo Randon registraram crescimento de 48,1% em sua receita líquida no primeiro semestre diante de resultado de igual período no ano passado, chegando a R$ 1 bilhão 940 milhões. A projeção para o ano todo é a de ultrapassar os R$ 3 bilhões, de acordo com o diretor de finanças e de relação com investidores, Geraldo Santa Catharina:

 

“A expectativa é a de que a nossa receita líquida possa chegar a R$ 3,6 bilhões esse ano. Com o desempenho do primeiro semestre e a carteira de pedidos que temos para o segundo semestre essa projeção será mais fácil de ser atingida do que imaginamos no começo do ano. Como o Brasil é o país das surpresas, tudo pode mudar, mas até o momento acreditamos que isso não acontecerá”.

 

A companhia não faz projeções de lucro, pois esse valor pode ser afetado por uma série de questões, como aumento de custos e mudanças do mercado. No primeiro semestre a Randon lucrou R$ 74,6 milhões, expansão de 263% na comparação com o mesmo período do ano passado.  

 

“Nosso crescimento foi puxado, principalmente, por três fatores: o crescimento nas vendas de implementos rodoviários, no caso os semirreboques, que registraram alta de 82% no semestre, expansão bem maior do que o setor de caminhões no período. A produção de componentes para caminhões também foi responsável pela alta, pois o maior segmento em que atuamos é o dos pesados, que está puxando o crescimento do setor. Por último, mas não menos importante, o crescimento do mercado de ônibus também nos ajudou.”

 

No caso das exportações, que a empresa trata como receitas no Exterior, chegaram a US$ 130 milhões no primeiro semestre — e o segundo deverá ser melhor: “Nossa expectativa para o ano é chegar a US$ 300 milhões com receitas geradas no Exterior. A alta do dólar acabou nos beneficiando pois a média do dólar que fizemos no começo do ano era R$ 3,20 e agora está em R$ 3,60”.

 

Fras-Le – A Fras-Le, uma das empresas do Grupo Randon que produz lonas e pastilhas de freio, apurou receita líquida no primeiro semestre de R$ 592,2 milhões, alta de 34,8% ante igual período do ano passado. De acordo com Hemerson Fernando de Souza, gerente executivo de relações com investidores, o resultado é um pouco acima da metade do que foi projetado para o ano: “A projeção de receita líquida para o ano é de R$ 1,1 bilhão e, pouco mais da metade já foi conquistada até junho. Esse valor, contudo, não considera a aquisição da Fremax, pois estamos aguardando a aprovação do Cade”.

 

A companhia anunciou essa semana a aquisição da catarinense Jofund, produtora da marca Fremax.

 

Segundo Souza, o crescimento no primeiro semestre foi impulsionado por dois fatores principais: o primeiro, o grande volume de negócios realizados fora do Brasil, com as exportações sendo beneficiadas pelo dólar mais alto. Junto com isso, existe o projeto de expansão da empresa com a aquisição de outras companhias, como a compra das operações da Armetal na Argentina e das joint ventures com a Jurid no Brasil e com a SK na Índia.

 

Em valor, as exportações e as operações da empresa fora do Brasil somaram R$ 289,4 milhões no primeiro semestre, alta de 42,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

Fotos: Divulgação.

Cresce receita das empresas de autopeças

São Paulo – As empresas produtoras de autopeças registraram crescimento de 19,3% no seu faturamento ao longo do primeiro semestre do ano sobre o resultado do mesmo período do ano passado, informou o Sindipeças. A entidade creditou o desempenho ao aumento das vendas de veículos no País, até junho. O mercado OEM respondeu por mais de 60% das vendas no período.

 

Houve alta também nas receitas como as de exportações, 28,4%, em reais — em dólares o crescimento avançou 19,6%. As vendas ao aftermarket tiveram expansão de 15,7% e as intrassetoriais 9%. O emprego no setor também cresceu, 9%, e a utilização da capacidade instalada em junho chegou a 70%.

 

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John Deere recebe placa do Prêmio AutoData

São Paulo – A John Deere, uma das indicadas ao Prêmio AutoData, Melhores do Setor Automotivo 2018, recebeu a placa referente à sua indicação na categoria Montadoras de Máquinas Agrícolas e de Construção. Por inaugurar nova linha de produção em Indaiatuba, SP, onde nacionaliza três modelos de tratores de esteira, a empresa foi uma das vencedoras da categoria.

 

A placa foi recebida por Roberto Marques, diretor de vendas da divisão de construção da John Deere.

 

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Montadoras consomem mais energia elétrica

São Paulo – O consumo de energia elétrica pelas empresas do setor automotivo cresceu no primeiro semestre na comparação com os seis primeiros meses do ano passado, possível pelo aumento da atividade industrial no período: até junho 13,6% a mais do que no ano passado, cenário que elevou a aplicação média de energia.

 

De acordo com dados da CCEE, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, até junho foram consumidos pelo setor automotivo 759 megawatts/hora médios, volume que representa crescimento de 6,2% no consumo de energia frente o volume consumido em janeiro-junho de 2017.

 

O pico do consumo da indústria foi em abril, quando se consumiu 16% mais energia do que em abril do ano passado. No mês as fábricas produziram 40,4% mais veículos que no mesmo mês em 2017. A queda do consumo veio em maio, menos 4,7%, ocorrida em função da greve dos caminhoneiros que parou a produção de todas as fabricantes.

 

Se o consumo de energia serve de termômetro da atividade das linhas de produção instaladas no País, o que se deve esperar para 2019 é um cenário de produção similar ao que existe este ano. Isso porque as empresas compram energia no mercado livre, ambiente onde é possível às grandes empresas adquirir das geradoras ou vender lotes de eletricidade de forma antecipada.

 

Segundo Marcelo Ávila, vice-presidente de operações da Comerc Energia, empresa que opera transações no mercado livre, praticamente todas as grandes companhias do setor automotivo já reservaram energia para garantir o abastecimento no longo prazo:

 

“As empresas geralmente têm uma postura conservadora e contrataram energia com base no ritmo de produção atual. Se percebem na frente a possibilidade de alta da demanda, contratam mais. Como a maioria já contratou para os próximos anos, um panorama que se pode traçar é o de produção estável, ao nível de 2018”.

 

A indústria projeta aumento da produção de 11,9% este ano, apontam dados da  Anfavea, sinal que a retomada que vem desde o ano passado deve diminuir o ritmo por causa de volumes menores de exportação e o próprio desempenho do segundo semestre do ano passado, que foi mais forte do que o primeiro. Este quadro, somado às incertezas geradas pelas eleições de outubro, ajudou as empresas a manter postura pragmática a respeito da produção de veículos nos próximos anos, o que configura contratar energia sem arriscar demais.

 

Antecipar a compra de energia no mercado livre, afora garantir o abastecimento futuro, é uma forma que a indústria encontrou para não se submeter às oscilações do preço da energia no mercado cativo, que atende às cidades: “Se as empresas usassem energia da rede, como as residências, a situação de estiagem nos reservatórios tornaria a produção muito cara”.

 

Apesar da proteção do mercado livre, no entanto, a companhia que experimentar um eventual pico de produção nos próximos meses se deparará com preços mais altos. A compra de energia complementar aos volume contratados é mais cara: “O preço spot, hoje, encontra-se elevado por causa dos reservatórios mais baixos. Um erro de cálculo no volume que se deve contratar resulta em operações mais onerosas”.

 

Produzir mais veículos, segundo Ávila, não significa necessariamente consumir mais energia: se as fábricas possuem alto nível de eficiência energética, há redução no consumo. Ele disse também que é cada vez maior o número de empresas que produzem a própria energia, o sistema de cogeração, e isso tem reduzido o consumo e, por consequência, o custo para manter a produção.

 

Até junho, informam os números da CCEE, a fábrica da FCA instalada em Goiana, PE, foi a que consumiu mais energia dentre as companias do setor. Mahle, SP, thyssenkrupp, SP, Volkswagen Anchieta, SP,  e FCA Betim, MG, formam o grupo dos cinco maiores volumes de eletricidade consumidos no semestre.

 

Na sequência vêm Honda Manaus, AM, a fundição WHB, de Curitiba, PR, Ford Camaçari, BA, General Motors São Caetano do Sul, SP,  e Renault de São José dos Pinhais, PR.

 

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Mercado de caminhões turbina produção da Cummins

São Paulo – A recuperação da indústria brasileira de caminhões e chassis de ônibus ajudou a alavancar o ritmo de produção da unidade da Cummins de Guarulhos, SP. De janeiro a junho saíram das linhas de montagem 22 mil motores, volume 60% superior ao do primeiro semestre do ano passado. A Cummins ganhou participação ao equipar novos produtos como o Ford Cargo Power, com o motor ISB 6.7 e o turbo Holset, e os Volkswagen Delivery com os motores ISF 2.8 e 3.8, turbos, filtro e o sistema pós-tratamento.

 

“A cada três caminhões vendidos no Brasil um tem motor Cummins”, disse Luís Pasquotto, presidente da Cummins do Brasil. “Em ônibus temos 25% das vendas”.

 

O presidente lembrou porém, que não bastou apenas a aceleração das linhas das fábricas, que ainda operam abaixo da metade do ritmo de 2011: todo o dever de casa praticado pela empresa nos últimos anos, que consumiram R$ 400 milhões em investimento para, dentre outras coisas, aprimorar a produtividade, fez com que a operação brasileira conseguisse caminhar bem mesmo com a nova realidade do mercado, de menor tamanho.

 

“Precisamos apertar o cinto, mas sem perder o cliente. Estamos com 100% do fornecimento de motores para caminhões e ônibus da Agrale, que usam tecnologia Euro 5, tanto no Brasil quanto na Argentina”.

 

Como o segundo semestre do ano passado foi mais acelerado do que o primeiro a perspectiva de crescimento da produção para este ano é de 40% a 45%. Outras novidades em termos de produtos deverão ser divulgadas, segundo Luís Pasquotto, que não forneceu pormenores.

 

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Wings busca parceria com concessionárias

São Paulo – A Wings, fabricante de acessórios automotivos eletroeletrônicos com sede em Recife, PE, aposta em parcerias com redes de concessionárias para alavancar negócios com seu novo produto, o VAI, sigla de Vehicle Artificial Intelligence. Trata-se de um aparelho que, conectado à porta de diagnóstico do veículo, fornece informações como rastreamento em tempo real, quilometragem percorrida e consequente gasto com combustível, análise de falhas mecânicas, desgaste de componentes.

 

O VAI tem um chip de telefonia embutido, o que evita a necessidade de o veículo estar conectado à internet via smartphone para seu funcionamento.

 

Os dados transmitidos pelo VAI podem ser acessados pelo smartphone ou por computadores tradicionais, e caso o proprietário autorize podem ser compartilhados com terceiros – e é aí que a coisa começa a ficar mais interessante.

 

Por intermédio da tecnologia do aparelho uma concessionária pode saber quando o carro de um cliente atingiu a quilometragem estabelecida para revisões e até monitorar a saúde do veículo, antecipando a necessidade de uma eventual manutenção não programada. Isso facilita as coisas em termos de custo e prazo do conserto para o cliente, evitando que uma pequena falha se transforme, com o passar do tempo, em defeito mais grave.

 

“O cliente pode escolher visualizar os dados e compartilhá-los com o revendedor ou deixar a análise inteiramente a cargo da concessionária”, contou João Marceço Barros, diretor da Wings. “Nos dois casos o acesso às informações relativas ao rastreamento em tempo real é bloqueada.”

 

A empresa acredita que, com isso, possa fechar acordos com redes de concessionárias para o VAI, deixando à escolha destas a forma de oferecer o produto ao consumidor: ou arcando inteiramente com o custo ou rachando a conta com o comprador. O aparelho será oferecido em três pacotes: R$ 444 por doze meses do serviço, R$ 528 por 24 meses e R$ 648 por 36 meses. Não há cobrança de taxa mensal de utilização.

 

Barros acredita que o sistema possa ser também especialmente útil para frotistas, que com ele podem controlar melhor a utilização de seus veículos e suas necessidades de manutenção.

 

O VAI está disponível também para venda direta a pessoas físicas, que podem adquirir o produto por meio do site www.vai.com.vc e utilizá-lo inclusive em modelos seminovos. Pelos cálculos da Wings 98% dos modelos pós-2008 dispõem da porta de diagnóstico que permite o uso do aparelho.

 

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Volkswagen negocia redução da rede de concessionários

São Paulo – A Volkswagen pretende aumentar a rentabilidade de sua rede de concessionários e estuda maneiras para chegar a esta situação. Um primeiro movimento diz respeito à diminuição da rede, desenvolvida em torno de um mercado que demandou 3,8 milhões veículos em 2012 — volume bem superior ao atual. A companhia já tentara reduzir o tamanho da rede tão logo as vendas internas começaram a cair e os desafios que a fizeram adiar seus planos são os mesmos a serem enfrentados desta vez.

 

Dentre eles estão a escolha dos critérios que definirão quem mantém e quem deve entregar a concessão. Revendedores da marca ouvidos por AutoData disseram que a Volkswagen não tem em mãos planejamento claro a esse respeito. No entanto, o que deverá conduzir o processo será o desempenho de vendas: as lojas com histórico negativo ou abaixo das metas estipuladas pela concedente serão chamadas à mesa.

 

“A rede Volkswagen diminuiu nos últimos anos, mas foi em função da retração do mercado”, contou uma fonte. “Os pequenos fecharam e os grandes grupos reduziram o número de lojas. O que a fabricante espera é poder desenhar uma rede que possa ser mais rentável, focada em serviços e pós-vendas. Um movimento, aliás, que deve ser seguido pelas demais fabricantes.”

 

Até julho a rede VW tinha 508 pontos de venda, cerca de cem a menos do que em 2016. Segundo a fonte a empresa também discute qual seria o número ideal de revendas adequada à demanda atual.

 

O discurso está alinhado ao que dissera o vice-presidente de vendas da Volkswagen, Gustavo Schmidt, durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2018, em junho: “Teremos que cortar o número de lojas de forma a buscar a eficiência de toda a operação. Numerosa como estava [a rede] eram menores as margens aos concessionários”.

 

Em nota enviada à AutoData, a Volkswagen afirmou que “está em meio à maior ofensiva de produtos de sua história, com 20 lançamentos até 2020. A empresa está ainda mais próxima de seus parceiros de negócios, que envolvem os concessionários, e que exercem o importante papel de contato direto com os consumidores. Juntos, estamos construindo uma Nova Volkswagen, que busca ser uma empresa ainda mais moderna, enxuta e eficiente. Com essa reestruturação, que permeia toda a empresa, o desenho da rede também está sendo repensado, visando uma distribuição mais estratégica e eficiente”.

 

Negociar com as concessionárias que se enquadram na métrica de corte da VW, contudo, será uma tarefa complexa por questões financeiras. Os contratos de concessão estipulam indenizações em caso de distrato, e dependendo do tamanho da redução de lojas, o dispêndio da companhia será grande. Fonte ouvida pela reportagem informou que “a área de desenvolvimento de rede estudará caso a caso com o objetivo de negociar os valores”.

 

Neste ponto a Volkswagen tem certa vantagem por causa das vendas diretas. O contrato de concessão estipula multa calculada com base no volume de vendas da revenda: “Se a revenda tem um porcentual maior de venda direta, a indenização é menor, porque é feita com base nos negócios fechados pela revendedora”.

 

Segundo dados do Renavam 43% das vendas da VW são feitas de forma direta.

 

Há quem prometa fazer jogo duro. Como o mercado caiu nos últimos anos, muitas concessionárias passaram a vender menos, o que, em tese, complicaria a escolha de quem deve deixar a rede. Afora isso muitos dos grupos que gereciam revendas apostaram na manutenção do patamar de vendas de 2012 e investiram em lojas e expansão da capilaridade. Sair da rede significaria, nesses casos, perder a oportunidade de recuperar o investimento feito:

 

“Muitos concessionários, hoje, têm a esperança de que podem recuperar seus negócios diante do cenário de retomada das vendas e, principalmente, pelo fato de a Volkswagen ter feitos recentes lançamentos importantes no País, que a fizeram ganhar participação novamente. A sensação é a de que eles não querem ficar de fora desse momento de crescimento da companhia”.

 

A empresa anunciou, em março, planejamento comercial entendido como sua maior ofensiva no mercado sul-americano – serão cinco novos modelos SUV na região até 2020. Começou com os lançamentos do hatch Polo e do sedã Virtus, realizados no ano passado ao mesmo tempo do anúncio do novo presidente para a região, Pablo Di Si, responsável, dentre outras atribuições, por recuperar participação do mercado.

 

Até julho os resultados são positivos: Polo e Virtus alçaram a Volkswagen ao posto de segunda maior em termos de vendas, com fatia de 14,3% do mercado, atrás da líder, a General Motors, que detém 17,7%, segundo dados do Renavam divulgados pela Fenabrave. Antes ocupava a terceira posição, posto que incomodava muito a antiga direção da operação brasileira, principalmente o ex-presidente David Powels.

 

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VW aposta em quatro diferenciais para divulgar T-Cross

São Paulo – O T-Cross, novo SUV da Volkswagen que será produzido na plataforma modular MQB, chegará ao mercado no segundo semestre do ano que vem — e, até lá, a empresa fará diversas ações para divulgar o modelo. Uma das ações é o uso do slogan I am More para divulgar o SUV até seu lançamento, indicando que o T-Cross oferecerá mais do que seus concorrentes, mas sem cobrar mais por isso.

 

O slogan é baseado em quatro características do veículo, como mais espaço e versatilidade, desenho marcante, digital e conectado e por pretender ser um dos mais seguros da categoria.

 

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Delphi recebe a placa do Prêmio AutoData

São Paulo – O diretor presidente da Delphi, Amaury Oliveira, recebeu a placa referente à indicação da companhia ao Prêmio AutoData, Melhores do Setor Automotivo 2018. A empresa foi eleita na categoria Gestão pelo spin-off promovido em janeiro, quando criou a Aptiv, empresa responsável por negócios na área de segurança e arquitetura eletroeletrônica.

 

Foto: AutoData.

Com novos projetos Aethra fatura 30% a mais

São Paulo – Especializada na produção de componentes para veículos leves e pesados e com sua carteira de clientes formada pelas montadoras que produzem no Brasil, a Aethra registrou alta de 30% em seu faturamento no primeiro semestre, comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo o seu diretor comercial, Osias Galantine, a entrada em novos projetos, como Volkswagen Polo e Virtus, Fiat Argo e Cronos, Renault Kwid e novas versões Ford, colaboraram para o avanço na receita:

 

“Também fomos beneficiados pelo crescimento orgânico do mercado no período e pelo maior valor agregado de alguns componentes que fornecemos”.

 

Para o segundo semestre a projeção de Galantine é de um crescimento um pouco menor, em torno de 25%, uma vez que o segundo semestre do ano passado foi melhor do que o primeiro: “Com a projeção menor para o segundo semestre esperamos fechar o ano com alta de 27%, chegando a R$ 1,1 bilhão de faturamento líquido”.

 

Mesmo com a expectativa de crescer no ano, o diretor ressaltou alguns pontos que afetaram e afetarão o mercado nos próximos meses: “A paralisação dos caminhoneiros foi um problema pontual que atingiu a indústria, mas outros fatores também poderão gerar impactos, como as eleições, a alta do dólar, a situação da Argentina e o momento dos Estados Unidos”.

 

A empresa tinha a projeção de chegar a R$ 3,5 bilhões de faturamento até 2021, mas com a crise que atingiu o mercado nos últimos anos e a recuperação mais lenta do que o esperado pelas empresas, o planejamento mudou um pouco: a nova meta é atingir R$ 2,5 bilhões de faturamento até 2022 e, depois disso, estabelecer uma nova projeção.

 

A Aethra fez projeções até 2022 com base no que as montadoras já apresentaram em novos projetos e modelos. “Depois desse período é complicado saber como será o mercado e quantos lançamentos serão realizados. Mesmo assim acredito, que será possível atingir os R$ 3,5 bilhões de faturamento até 2025”.

 

Para alcançar as projeções ele observou que espera um crescimento orgânico do mercado nos próximos anos e que a empresa ganhe novos projetos: “Estamos em negociação com várias montadoras, pois elas também esperam crescimento forte nos próximos anos e nós queremos acompanhar essa alta”.

 

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