Hyundai Piracicaba já produziu 1 milhão de veículos

São Paulo – A fábrica da Hyundai em Piracicaba, SP, alcançou, na quinta-feira, 2, a marca de 1 milhão de veículos produzidos, cinco anos e dez meses após o início da sua produção – o que, segundo afirmou a empresa em comunicado, é um novo recorde para a indústria automotiva nacional. 

 

A família HB20, formada por versões hatch, sedã e aventureira, correspondeu a 935 mil dessas unidades. O SUV Creta, lançado no ano passado, foi o responsável pelas 65 mil unidades restantes. Deste 1 milhão 995 mil foram unidades comercializadas no mercado interno e 5 mil foram exportadas para Paraguai e Uruguai.

 

Em nota o presidente, Eduardo Jin, celebrou terem alcançado o marco em tempo recorde: “Isso comprova a excelente aceitação de nossos produtos e a forte ocupação de nossa capacidade produtiva nesses quase seis anos de operação. A Hyundai foi a única empresa a permanecer com os três turnos funcionando sem interrupção, mesmo durante a crise econômica”.

 

Em comemoração a Hyundai lança uma série especial para o HB20 e o Creta limitada a 4,5 mil unidades, que começará a ser vendida na segunda quinzena deste mês. Bancos de couro inéditos em bege, soleiras personalizadas e um emblema alusivo à Edição Comemorativa 1 Million são algumas das exclusividades dessa versão, que ainda oferecerá, no Creta, uma chave presencial em forma de pulseira, que se conecta ao smartphone e ainda funciona como relógio.

 

Até o fim do ano a empresa deverá inaugurar o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, seu primeiro no Hemisfério Sul. Os laboratórios terão foco no aprimoramento da tecnologia flex.

 

Foto: Divulgação.

NGK Mogi das Cruzes comemora 59 anos

São Paulo – A unidade de Mogi das Cruzes, SP, primeira fábrica da NGK fora do Japão, está comemorando 59 anos com investimento de R$ 210 milhões, que será aplicado nos próximos três anos. Lá são produzidos velas e cabos de ignição para empresas fabricantes de veículos e para mercados de reposição no Brasil e América do Sul.

 

Em nota o diretor geral de vendas, e integrante do conselho diretor da NGK do Brasil, Pedro Rodrigues, destacou as quase seis décadas de história da empresa no Brasil:

 

“A NGK tem muito orgulho de ter acompanhado de perto o crescimento da indústria do País e colaborado para o seu desenvolvimento. Os investimentos anunciados este ano são a prova da confiança da empresa no potencial do mercado brasileiro”.

 

Foto: Divulgação.

Conectividade e digitalização avançam primeiro

São Paulo – O Simea, organizado pela AEA, a prestigiosa Associação de Engenharia Automotiva, debateu na quinta-feira, 2, segundo dia do evento, as tecnologias para o veículo do futuro e um dos palestrantes foi Rodrigo Custódio, diretor da Roland Berger, que falou sobre inovações de conectividade e digitalização, veículos autônomos e elétricos e mobilidade. Para ele o futuro da indústria automotiva passará por esses quatro pilares, sendo que conectividade e digitalização são as mais promissoras para as empresas no Brasil:

 

“Desses quatro pilares acredito que conectividade e digitalização serão os primeiros a crescer no Brasil e podem ser uma grande oportunidade de negócios, pois o brasileiro gosta de conectividade e não tem muito problema com o compartilhamento de dados pessoais, o que é mais complicado em outros mercados. Com isso pode ser viável para algumas empresas investir nessa área nos próximos anos”.

 

Custódio também destacou as novas oportunidades de negócios que as montadoras terão para investir com as mudanças que já acontecem, caso da Daimler, General Motors, Toyota e Volkswagen, que investem em novas áreas de negócios ligadas à mobilidade e aos carros autônomos, junto com empresas que já oferecem os novos serviços de mobilidade, caso da Didi, Lyft e Uber: “Essas empresas têm muito dinheiro para investir em novos softwares e em novos serviços de mobilidade e conectividade. As montadoras demoraram a perceber a necessidade de entrar nesse segmento”.

 

No caso dos autônomos, ele também acredita que é um ramo com muito dinheiro envolvido e ótimas oportunidades de negócios para todas as empresas da cadeia automotiva, pois grandes empresas já estão envolvidas, caso da Google e Uber: “Temos cinco níveis de autonomia, sendo que três já foram desenvolvidos e estão disponíveis no mercado, pois são mais simples. No caso do nível 4 acredito que estará disponível a partir de 2020 e o nível 5 emorará um pouco mais de tempo, surgindo no mercado em meados de 2030”.

 

A China é cotada, pelo executivo da Roland Berger, para mostrar ao mundo os grandes avanços nessas áreas de mobilidade por causa do capital disponível que a região tem e da própria demanda.

 

Com todas essas mudanças previstas para acontecer até 2030, Rodrigo Custódio acredita que em um cenário mais agressivo de avanços tecnológicos as vendas dos veículos tradicionais devem cair, mas isto não reduzirá o lucro das empresas fabricantes de veículos — ao contrário, fará aumentar: “Mesmo com menos carros sendo vendidos as montadoras poderão lucrar mais, pois boa parte do lucro virá de outras áreas, não exatamente da venda de um veículo”.

 

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JCB fecha negócio de R$ 1,4 milhão com Forças Armadas

São Paulo – A JCB vendeu cinco máquinas avaliadas em cerca de R$ 1,4 milhão para as Forças Armadas. Elas serão usadas em obras rodoviárias nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

 

Segundo a companhia a negociação faz parte de plano “de contribuir para o fortalecimento do setor de infraestrutura nacional”.

 

Gionas Paulo Mezzomo, gerente de vendas da Macromaq, distribuidor JCB responsável pela negociação, disse que a assistência técnica em todo o território brasileiro, oferecida junto com a venda, foi um dos principais diferenciais: “Além de garantirmos um atendimento eficaz incluímos neste contrato um plano de manutenção preventiva de 2 mil horas”.

Grupo Volkswagen fecha semestre mais lucrativo

O Grupo Volkswagen anunciou na quarta-feira, 1, o crescimento das suas vendas globais no primeiro semestre do ano. As empresas que compõem o grupo venderam um total de 5,5 milhões de veículos no período, o que significa crescimento de 7,1% na comparação com o mesmo semestre do ano passado.

 

Com o resultado as vendas do grupo, segundo o comunicado, aumentaram de 115,3 bilhões de euro para 119,4 bilhões de euro. Após os impostos o lucro semestral aumentou 2,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior, para 6,6 bilhões de euro.

 

Por marcas a receita da Volkswagen foi de 42,7 bilhões de euro, 7,7% maior do que no ano anterior.

 

A receita da Audi subiu de 30 bilhões de euro, registrada no primeiro semestre de 2017, para 31,2 bilhões de euro agora. A empresa afirmou que os aumentos de volume, os ganhos de eficiência e o câmbio fizeram com que o lucro operacional melhorasse para 2,8 bilhões de euro. Os números financeiros da Audi incluem os de Lamborghini e Ducati.

 

As vendas da Volkswagen Veículos Comerciais aumentaram 6,7%, para 6,3 bilhões de euro. O aumento foi resultado principalmente dos efeitos de volume e mix, melhores preço e custo de material, de acordo com a empresa.

 

Houve crescimento na receita de vendas da Scania, uma alta puxada principalmente pela área de serviços financeiros: de 6,3 bilhões de euro, em 2017, para 6,5 bilhões de euro.

Porto Real é uma das cinco melhores fábricas PSA

Porto Real, RJ – A fábrica brasileira da PSA, em Porto Real, RJ, foi eleita uma das cinco melhores do grupo em todo o mundo, tornando-se uma unidade de excelência, como são reconhecidas, de acordo com informações divulgadas pela empresa durante o lançamento industrial do Citroën C4 Cactus, novo SUV produzido no Brasil.

 

O reconhecimento veio por causa de algumas características da unidade, como a preservação da saúde e da segurança de seus funcionários, satisfação dos clientes que compram veículos produzidos ali, respeito ao meio ambiente, fácil adaptação às mudanças do mercado e regulagem para usar exatamente o necessário.

 

Atualmente, além do novo C4 Cactus, a companhia produz outros quatro modelos na unidade: Peugeot 208 e 2008 e Citroën C3 e Aircross.

 

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Julho tem o maior volume de vendas do ano

São Paulo – As vendas de veículos alcançaram, em julho, o maior volume do ano, 217 mil 526 unidades emplacadas nos vinte e dois dias úteis do mês, um a mais do que em abril, quando a rede de concessionários havia registrado o então melhor desempenho comercial do ano, 217,3 mil. Os números são do Renavam, divulgados pela Fenabrave na quarta-feira, 1º.

 

O resultado do mês ficou pouco abaixo das expectativas do mercado, que esperava um volume de vendas próximo às 220 mil unidades com o fim da Copa do Mundo e mais dias úteis do que os meses anteriores.

 

Com o resultado foram vendidos 7,5% mais veículos em julho do que em junho, quando o setor emplacou 202 mil unidades. Na comparação com o desempenho comercial de julho do ano passado, quando foram vendidos 184,8 mil veículos, o crescimento foi de 17,3%.

 

A média de vendas diária chegou ao fim de julho um pouco abaixo das 10 mil unidades, 9 mil 887 emplacamentos por dia, ritmo que também tinha sido visto em junho. Segundo fonte ouvida por AutoData na terça-feira, 31, último dia do mês, o esforço de vendas da rede de concessionários conseguiu tirar 15 mil veículos de seus salões.

 

Ainda segundo a fonte a venda de 45% dos 217,5 mil veículos foi feita de forma direta.

 

Segmentos. De acordo com dados da Fenabrave foram emplacadas 208 mil 551 unidades de automóveis, volume 6,9% superior ao de junho e 16,6% a mais do que os emplacamentos de julho de 2017.

 

O mercado de caminhões manteve o forte ritmo de crescimento. Em julho o segmento somou 6 mil 666 unidades vendidas, 16,3% acima de junho e 47,4% a mais do que um ano antes.

 

As vendas de ônibus alcançaram 1 mil 190 unidades, o que representa 92,4% a mais ante junho e 56% acima de junho de 2017.

 

Foto: Divulgação.

No Simea, indústria comemora o Rota 2030

São Paulo – O tom da cerimônia de abertura do Simea, Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, na quarta-feira, 1º, em São Paulo, foi de celebração. Executivos, engenheiros e integrantes do governo comemoraram a divulgação, há cerca de um mês, do Rota 2030, programa que traz diretrizes para o futuro da indústria automotiva brasileira.

 

Até o tema da edição 2018, A Rota Para o Futuro da Mobilidade no Brasil, faz alusão ao programa, como lembrou em seu discurso Antonio Megale, presidente da Anfavea. “O Rota 2030 não é o fim, mas o começo de uma organização do setor. Ele direciona investimento e torna a indústria mais forte, com foco em pesquisa e desenvolvimento”.

 

Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, também elogiou o programa, do qual a entidade participou das discussões para seu desenho. “Nos sentimos recompensados. O Rota 2030 traz benefícios estruturantes e proporcionará a inserção competitiva nas cadeias internacionais”.

 

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Marcos Jorge, destacou que o programa convergiu para os interesses de todos os elos do setor: importadores, produtores, fornecedores e distribuidores. “Garantiu a retenção da pesquisa e desenvolvimento no Brasil”.

 

Para o titular do Mdic, o esforço conjunto de todos esses elos foi fundamental para a aprovação do programa, que trará mais segurança aos cidadãos brasileiros, por aumentar o nível de exigência desses itens nos veículos vendidos aqui, e reduzirá as emissões, pelo fato de demandar veículos mais eficientes.

 

“Nossos carros ficarão em pé de igualdade com os produzidos na Europa, Japão e Estados Unidos. Ao produzir carros mais seguros, modernos e com tecnologia, nossa indústria poderá se tornar o principal fornecedor de carros para a América Latina, pois tem capacidade instalada e mão-de-obra qualificada”.

 

O presidente do Simea e vice-presidente da Ford para a América do Sul, Rogelio Golfarb, aproveitou para cobrar os candidatos à presidência da República, aproveitando que a corrida eleitoral já começou. “Eles precisam mostrar a sua visão para a indústria automotiva, que não deve ser opcional, deve ser uma realidade”.

 

Foto: João Oliveira/AEA

Regulamentação do Rota 2030 avança no governo

São Paulo – O decreto que trará boa parte das regulamentações que ainda restam para o Rota 2030, o programa que direciona as regras para a indústria automotiva para os próximos anos, saiu do Mdic, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, há dez dias e agora está sendo analisado por integrantes do Ministério da Fazenda. A expectativa de Igor Calvet, secretário de desenvolvimento e competitividade industrial do Mdic, é que seja publicado até a próxima semana.

 

Ele não deu pormenores do conteúdo do decreto, mas adiantou que trará as equações que definirão as metas de eficiência energética, como será feita a fiscalização do cumprimento destas metas e itens de pesquisa e desenvolvimento, segurança veicular e até da própria habilitação ao Rota 2030. Calvet garantiu também que as metas não deverão ser tão ousadas como as do Inovar Auto – mas deverão ficar bem próximas às exigidas pela União Europeia.

 

Há, porém, outras etapas do processo. Da parte do Mdic, o ministro Marcos Jorge garantiu que as portarias que trarão regulamentações estarão todas publicadas até o fim do ano. Os integrantes do ministério não acreditam também que o Congresso possa comprometer a aprovação da Medida Provisória, que precisa ser votada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal até meados de novembro.

 

“O Congresso está comprometido em analisar a MP para que seja votada até novembro. Ele tem autonomia para fazer melhorias no texto, mas estamos atentos para que não existam mudanças que possam gerar impacto negativo em outro ponto”.

 

A Comissão Mista que analisará o texto já foi nomeada e deverá se apresentar nos próximos dias para escolher o presidente e o relator. Paralelamente, alguns parlamentares trabalham para incluir pontos sensíveis no texto – e alguns até de certa forma interessantes para a indústria, como a renovação do Regime Especial Automotivo que beneficia fabricantes do Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

 

Próximo de fechar – O ministro revelou que o governo tem a expectativa de fechar o acordo comercial bilateral do Mercosul com a União Europeia já na próxima reunião de representantes dos dois blocos, agendada para setembro em Montevidéu, no Uruguai. Marcos Jorge participou das últimas conversas em Bruxelas, na Bélgica, e relatou que houve avanços em diversos pontos importantes – inclusive no do setor automotivo.

 

Segundo ele equipes técnicas trocarão informações agora em agosto para avançar nos itens em que restam chegar a um consenso – Marcos Jorge deu a entender que da parte do Mercosul muita coisa foi resolvida, restando apenas concordância do lado europeu. “Falta muito pouco. Havendo vontade política na próxima reunião, em Montevidéu, poderemos chegar ao fechamento [do acordo]”.

 

O titular do Mdic garantiu ainda que, da parte da indústria, especialmente a automotiva, não há qualquer empecilho. O Rota 2030, segundo ele, preparará a indústria para a competição com os seus similares europeus e há uma grande vontade das empresas brasileiras em conquistar novos mercados dentro da União Europeia.

 

Foto: João Oliveira/AEA

Governo promete para este ano plano para elétricos

São Paulo – O governo espera colocar em operação, ainda este ano, o Plano Nacional de Eletromobilidade, nome dado à política para o segmento de veículos elétricos que vem sendo discutida pelo GT7, o grupo criado para desenhar o programa destinado ao setor. Segundo Igor Calvet, secretário de desenvolvimento e competitividade industrial do Mdic, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a expectativa é que ela seja anunciada em novembro, em paralelo à aprovação da Medida Provisória que institui o Rota 2030 – que o ministério e toda a indústria esperam também para novembro.

 

Conforme antecipado por AutoData as regras ficaram mesmo de fora do Rota 2030, uma vez que existiam questões particulares do próprio setor elétrico a serem resolvidas. O governo federal deseja também colocar em prática uma política que envolva a União, os estados e municípios.

 

Calvet disse em entrevista coletiva à imprensa durante o Simea, promovido pela AEA, Associação de Engenharia Automotiva, na quarta-feira, 1º, que uma boa parte do plano virá de conclusões tiradas a partir do Promob-e, projeto que o Mdic executa em parceria com o Ministério Alemão de Cooperação Econômica para o Desenvolvimento desde o ano passado.

 

Foto: Divulgação.