John Sahs é o novo chefe de design da Nissan no Brasil

São Paulo – John Sahs foi designado o novo chefe do Estúdio Satélite de Design da Nissan no Brasil. Ele tem mais de vinte anos de experiência na indústria automotiva e já liderou outros projetos da Nissan e da Infiniti, segundo comunicado divulgado pela companhia.

 

No estúdio brasileiro, inaugurado em 2014, Sahs conduzirá projetos para o País e para América Latina, com o objetivo de aproximar o gosto de brasileiros e latino-americanos aos projetos da empresa.

 

Sahs terminou, em 1992, seu curso no Art Center College of Design de Pasadena, Califórnia, e depois morou vinte anos no Japão, onde começou a trabalhar para a Nissan global e atuou em projetos como o GT-R Concept, de 2001, e o conceito Denki Cube, de 2008.

 

Fotos: Divulgação.

CR 7 gera protesto de funcionários da Fiat em Turim

São Paulo – Funcionários da Fiat protestaram em Turim, Itália, após o clube Juventus, de propriedade da família dona da montadora, os Agnelli, anunciar a contratação do jogador Cristiano Ronaldo por 100 milhões de euro. A informação é do site Flash de Motor, de Caracas, Venezuela.

 

Os trabalhadores questionaram a empresa alegando que há tempos não recebem reajuste salarial. E lembraram que a FCA, controladora da Fiat, reserva mais recursos à publicidade e ao clube de futebol do que às necessidades salariais dos funcionários.

 

Gerardo Giannone, que trabalha na empresa há dezoito anos, disse que “com o salário de Cristiano eles poderiam dar um aumento de 200 euro a todos os funcionários”.

 

 

Filosa quer chegar chegando

São Paulo – O napolitano Antonio Filosa, 44 anos, assumiu há pouco a presidência da Fiat Chrysler Automobiles, ou simplesmente FCA, para a América Latina, sucedendo a Stefan Ketter – com quem trabalhou diretamente na concepção e construção da fábrica de Goiana, PE. E já chegou chegando, expressão que ele mesmo usou durante entrevista exclusiva a AutoData concedida na ala da presidência, em Betim, MG, onde ficará baseado.

 

Antonio, como prefere ser chamado, é legítimo alfisti – o que por si só configura excelente atributo. Além disso formou-se engenheiro pelo Instituto Politécnico de Milão e gestor pela Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte, MG. Chegou ao Grupo Fiat em 1999 e acumula passagens por unidades da empresa na Espanha, Estados Unidos, Itália, Argentina e, claro, Brasil.

 

Em Betim foi gerente de logística interna, de planejamento estratégico e de compras, além de diretor adjunto de manufatura. Foi diretor de compras para a América Latina e diretor geral da FCA Argentina.

 

Representou, como principal executivo da região, a América Latina no FCA Capital Markets Day, sentado na primeira fileira dos executivos que assistiram à divulgação do plano estratégico da FCA para os próximos cinco anos pelo próprio Sergio Marchionne.

 

Nessa entrevista para a seção From the Top da edição 346 de AutoData ele pormenoriza as ações para a região dentro desse universo, que representa aporte de R$ 14 bilhões. A revista, já no ar em sua versão digital, traz tudo sobre o Yaris, mais novo modelo da Toyota, os vencedores do Ranking AutoData Qualidade e Parceria, um perfil do mercado brasileiro de veículos, a cobertura do Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2018 e mais. Para acessar a versão digital clique aqui.

 

Foto: Leo Lara-Studio Cerri 

Vice-líder VW cresceu 33% no semestre

São Paulo – A Volkswagen aproveitou a retomada do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves, que cresceu 13,7% no primeiro semestre sobre o mesmo período do ano passado, para 1,1 milhão de unidades, de acordo com dados divulgados pela Anfavea na sexta-feira, 6: com 33,1% de crescimento no semestre conquistou 14,7% de participação de mercado e tirou da Fiat a vice-liderança do segmento.

 

A VW vendeu 166,4 mil carros e comerciais leves, processo puxado pelo bom desempenho dos lançamentos Polo e Virtus.

 

À frente da VW, no topo do pódio, está a General Motors, com 16,9% de participação: vendeu 190,4 mil unidades de modelos Chevrolet no primeiro semestre, superando em 8,3% seu volume do mesmo período de 2017.

 

A Fiat cresceu pouco mais do que a GM no período, 8,4%, e fechou o semestre com 13% de market share e 146,4 mil unidades vendidas. Ficou na terceira posição, seguida por Ford, 106,8 mil unidades e 14,2% de crescimento,  e por Hyundai, 4% de expansão e 96,9 mil veículos comercializados.

 

A Renault também ganhou uma posição no ranking e foi a sexta marca mais vendida, crescimento de 27,8% no primeiro semestre, 93,8 mil veículos, e superou a Toyota, que no período somou 90,6 mil unidades comercializadas, alta de 3,2%.

 

Em oitavo lugar ficou a Honda, a única dentre as dez mais bem colocadas no ranking a vender menos carros do que no ano passado: foram 64,7 mil unidades, ante 65 mil no primeiro semestre de 2017.

 

Completam o ranking das dez mais Jeep, que cresceu 23,3% e comercializou 49,8 mil SUVS, e Nissan, com 46,5 mil unidades vendidas e crescimento de 36,4%.

 

Foto: Divulgação.

Maestro Frotas capta R$ 80 milhões para expansão

São Paulo – A Maestro Frotas, estabelecida em São Paulo, na Zona Oeste da cidade, obteve recursos no mercado financeiro para renovar sua frota de veículos. Dos R$ 80 milhões captados com a emissão de debêntures, metade será investida na aquisição de ativos. Segundo seu diretor financeiro, Carlos Alves, a renovação da frota foi provocada pelo fim do ciclo útil de seus veículos, que operam serviços de gestão e locação. Sua frota, em dezembro, somava 2 mil 429 unidades.

 

Esta é a segunda vez que a Maestro Frotas recorre ao recurso da emissão de debêntures para expansão: a primeira emissão realizada pela empresa ocorreu em 2015, no valor de R$ 62 milhões.

 

Ainda é cedo para estipular o volume de veículos que serão adquridos, disse Alves: “Ainda não definimos modelos, se autompóveis ou comerciais leves. O que sabemos, por ora, é que os veículos serão entregues ao longo do segundo semestre”.

 

De acordo com o balanço de 2017 da Maestro o mix de veículos é composto, em sua maior parte, por modelos de entrada que são utilizados em categoria operacional, representando 44% do total. 25% são automóveis intermediários, os utilitários representaram 20% da frota e os caminhões 1%.

 

Por montadora os veículos da FCA correspondem a 30% da frota da Maestro, 736 unidades. Os da General Motors representam a segunda maior fatia, 18% ou 447 unidades. Nissan, Ford e Volkswagen fecham o grupo das cinco empresas cujos veículos compõem a frota da Maestro.

 

A empresa tem desempenho financeiro positivo, e encerrou o ano passado com receita líquida 18% maior do que a registrada em 2016, alcançando R$ 70,9 milhões. A receita foi composta, em sua maior parte, por negócios com locação de veículos. O lucro da companhia no ano passado foi de R$ 11,8 milhões, 17% maior do que o registrado no ano anterior.

 

O balanço aponta receita bruta com a locação, sem desconto de impostos, de R$ 42 milhões em 2017, ao passo que, com a venda de veículos, faturou R$ 32,8 milhões. Trata-se de cenário inverso ao vivido pelas grandes locadoras, como Localiza, Unidas e Movida, nas quais é a unidade de vendas de seminovos que registra maior receita.

 

Fundada em 2007 a empresa é listada na Bovespa Mais, carteira de pequenas e médias empresas que buscam recursos no mercado de capitais. Os valores obtidos na categoria são menores do que os das empresas listadas no Novo Mercado, segmento de listagem da B3 que agrupa as grandes companhias.

 

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Montadoras não mantêm, mais, funcionários no PSE

São Paulo – O setor automotivo não tem mais nenhum funcionário no PSE, Programa Seguro Emprego. A informação foi passada pelo presidente da Anfavea, Antonio Megale, na sexta-feira, 6. Criado em agosto de 2015 como alternativa à demissão de funcionários das montadoras durante a crise que começou um ano antes, o PSE flexibiliza as leis trabalhistas, permitindo redução de 30% da carga horária de trabalho e do salário. O governo, por meio do FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador, bancava metade da redução salarial.

 

Isso não significa, porém, que o programa foi encerrado: ele apenas não está sendo usado no momento por nenhuma montadora. Mas elas podem aderir novamente, caso o mercado volte a recuar.

 

Segundo a Anfavea, em março e abril de 2016 o PSE atingiu seu pico, com 30 mil 551 funcionários incluídos no programa.

 

No caso do lay-off, que é a suspensão temporária do contrato de trabalho — outra solução utilizada pelas empresas para ajustar seu volume de funcionários à demanda do mercado –, ainda há 758 trabalhadores ativos no programa segundo Megale, número que subiu mesmo com a retomada do mercado: eram 498 em fevereiro e 599 em março. De acordo com a Anfavea esse aumento de funcionários em lay-off reflete ações isoladas de algumas empresas que ainda ajustam o número de sua mão-de-obra.

 

Mesmo com aumento dos funcionários em lay-off, os empregos cresceram 3,9% de janeiro a junho na comparação com o mesmo período do ano passado, ou 131 mil 475 vagas de empregos ativas no setor automotivo. Com relação a maio houve queda, ligeira, de 0,7%.

 

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BYD fornecerá cem ônibus elétricos para Santiago

São Paulo – A BYD fornecerá cem ônibus elétricos do modelo K9FE para Santiago, Chile, em parceria com a distribuidora local de energia, ENEL, que espera a entrega dos ônibus até o fim de novembro para começar a operação com e-buses na região. A encomenda feita pela ENEL foi a maior já registrada nas Américas, de acordo com comunicado divulgado pela BYD na segunda-feira, 9.

 

De acordo com Tâmara Berríos, porta-voz da BYD, os custos de operação poderão ser reduzidos em até 70% e as emissões de carbono também serão reduzidas, pois cada ônibus elétrico deixará de emitir a mesma quantidade que 33 carros emitem por dia. A BYD não informou o valor da negociação com a ENEL, mas Berríos disse que as cem unidades utilizarão a tecnologia de baterias mais moderna de que a empresa dispõe.

 

Mini terá desconto no mês de aniversário

São Paulo – A Mini comemora 9 anos de Brasil este mês com descontos em seus modelos, por tempo limitado. O Mini Cooper Exclusive 3P tem preço promocional é de R$ 99 mil 990, R$ 20 mil a menos do que o de tabela. O Mini Cooper Countryman será vendido promocionalmente por R$ 134 mil 990, R$ 15 mil de desconto.

 

O gerente de vendas, produto e preços, Rodrigo Novello, disse que é tradição comemorar aniversários da Mini com condições especiais para os clientes.

 

BMW – A BMW, que é a detentora da Mini, também terá condições especiais para alguns modelos este mês: o sedã 320i Sport terá desconto de R$ 20 mil para pagamento à vista, o SUV X1 de até R$ 12 mil nas mesmas condições e o X4 de até R$ 25 mil.

 

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Vendas acumuladas de ônibus crescem 13% no ano

São Paulo – O mercado de ônibus do País, no primeiro semestre do ano, absorveu 5 mil 573 unidades de chassis, volume que representa crescimento de 13,8% ante o desempenho do setor no primeiro semestre de 2017, considerado de resultado baixo.

 

A Mercedes-Benz foi a empresa que mais vendeu no período, 3 mil 218 unidades, crescimento de 41,9% ante o volume vendido em idêntico período do ano passado. MAN e Scania fecham o grupo de empresas que mais venderam ônibus no semestre.

 

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Rota 2030 desafia e premia montadoras

São Paulo – Ainda à espera de decreto que regulamente as metas de eficiência energética para os próximos anos, o Rota 2030, mais do que dar um norte à indústria automotiva brasileira, desafia as montadoras a investir para conseguir benefícios. Em coletiva à imprensa na sexta-feira, 6, o presidente da Anfavea, Antonio Megale, alongou-se por alguns pontos da medida provisória, publicada no mesmo dia pelo Diário Oficial da União.

 

Ou seja: o Rota 2030 já está em vigor. Segundo Megale todos os aportes em pesquisa e desenvolvimento aplicados desde o começo do ano são computados para o crédito tributário a partir do ano que vem, por meio de descontos no imposto de renda e na CSLL, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Como há empresas operando no vermelho e estes impostos são cobrados apenas em balanços lucrativos, um prazo de até quinze anos foi estipulado para esse repasse – mas, por questões legais, o texto fala em cinco anos. A expectativa, de acordo o presidente, é a de que isso seja renovado para o segundo ciclo do Rota, em 2023 e para o terceiro, cinco anos depois.

 

Mas nem todas as empresas são obrigadas a aplicar em P&D. Todas, contudo, devem cumprir as metas de eficiência energética e de segurança veicular: “Quem quiser vender carros no mercado brasileiro, nacionais ou importados, precisará atender às exigências do governo”.

 

É aí que entra o desafio das montadoras: aquelas que se habilitarem ao Rota 2030 e superarem as metas estipuladas pelo governo em eficiência energética e em segurança veicular poderão ganhar, de bônus, descontos no IPI para os veículos vendidos no mercado nacional.

 

O MDIC divulgou que as empresas deverão aumentar em 11% a eficiência energética de seus veículos até 2023, mas Megale, na coletiva à imprensa, disse que esse porcentual ainda não foi fechado — “Deverá ficar de 10% a 12%”.

 

O governo desafiou a indústria: quem superar os 11% da meta poderá ganhar 1 ponto porcentual de desconto no IPI. Uma meta ainda mais ousada, de maior eficiência, garantirá outro ponto porcentual a menos. Há ainda um terceiro ponto porcentual – que, na verdade, é opcional ao segundo de eficiência energética: quem adotar tecnologias de segurança veicular além do exigido terá direito desconto de 1 ponto porcentual no imposto.

 

“A diferença da regra [do Rota 2030] com relação ao Inovar Auto é que esse desconto do IPI será apenas no veículo que superar essas metas. Nos demais o IPI incidido permanecerá sem alteração”.

 

O presidente da Anfavea estará em Brasília, DF, já na semana que vem para novamente negociar com o governo e acelerar a publicação do decreto que regulamente essas metas. Ele adiantou, porém, que não haverá mudança na tabela do IPI, que seguirá sendo aplicado por cm³ de cilindrada: “Isso, assim como a questão da simplificação tributária, ficou para o segundo ciclo do Rota 2030. Não resolveremos tudo agora, mas demos um direcionamento para os investimentos da indústria”.

 

Veículos comerciais – Os fabricantes de caminhões e ônibus também serão desafiados pelo Rota 2030. Mas, mais uma vez, as regras ainda não foram definidas – ao menos não as de eficiência energética.

 

O que se sabe é que as montadoras de caminhões e chassis de ônibus poderão ter direito ao repasse no IRPJ e CSLL caso invistam em P&D. E poderão ter desconto no IPI se superarem os desafios de segurança veicular. Assim como no caso de veículos leves o Contran publicará, mais para frente, as regras para pesados.

 

Elétricos – Já publicada a nova tabela do IPI para veículos elétricos só entrará em vigor em noventa dias, segundo o presidente da Anfavea. A questão é, mais uma vez, a legislação, que exige uma noventena para a mudança de impostos: “Em novembro essa tabela estará em vigor, o que deverá estimular as vendas desses veículos”.

 

A aposta de Megale é que isso incentive, também, as montadoras a investir em tecnologia híbrida etanol-elétrico.

 

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