Revisão das vendas desconsidera alta dos preços

São Paulo – A revisão das projeções de crescimento do mercado, divulgada pela Fenabrave na terça-feira, 3, contempla as incertezas relacionadas às eleições e à queda do nível da confiança do consumidor esperada para o segundo semestre. A entidade, no entanto, desconsidera a alta dos preços dos automóveis que a indústria projeta para breve.

 

General Motors e Volkswagen, respectivamente primeira e segunda maior montadora do País em volumes de vendas, se adiantaram em avisar ao mercado que haveria aumentos na tabela tão logo terminou a greve dos caminhoneiros, na segunda semana de junho, e após também a valorização do dólar.

 

De acordo com Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, a revisão da projeção de crescimento de 14,4%, feita em abril, alterada para 9,9%, ao fim do primeiro semestre, está ligada diretamente à confiança do consumidor, um fator considerado “mais grave e sistêmico”:

 

“Nosso sentimento maior é o de que a influência maior no mercado será o índice de confiança. Pedimos e esperamos que a questão política não produza reflexos no mercado, que haja blindagem. O ponto principal, basicamente, é confiança, algo que, de fato, tem força de reduzir o avanço das vendas”.

 

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Automóveis e caminhões puxam vendas no semestre

São Paulo – Os emplacamentos registraram crescimento no semestre — sustentado pela manutenção do ritmo nos segmento de automóveis e caminhões, de acordo com dados do Renavam divulgados pela Fenabrave na terça-feira, 3. Foram vendidos 1 milhão 127 mil 217 unidades, o que representa crescimento de 13,7% ante igual período no ano passado. Deste total os automóveis somaram 958,4 mil unidades e os comerciais leves 168 mil 812.

 

O volume de carros emplacados representou alta de 13% com relação ao resultado registrado no primeiro semestre do ano passado. Os emplacamentos de comerciais leves, por sua vez, até junho, foram 17,5% maiores do que os do primeiro semestre anterior.

 

No caso dos caminhões, embora o mercado de 2017 represente uma base de comparação considerada pequena, o mercado comemorou o crescimento no semestre: 50,7% a mais que no primeiro semestre do ano passado, ou 32 mil 338 unidades.

 

Mesmo cenário no segmento de ônibus: foram vendidas 7 mil 108 unidades de chassis no semestre, volume 9,96% maior do que o vendido no mesmo período de 2017.

 

O desempenho de vendas em junho foi positiva nos segmentos de automóveis e de comerciais leves, na comparação com junho do ano passado: 195 mil 66 unidades, alta de 3,18%.

 

Foram vendidos 5 mil 731 unidades de caminhões, o que significa 37,14% emplacamentos a mais do que em junho do ano passado. O desempenho do segmento de ônibus, no mês, foi negativo na comparação com junho de 2017: 1 mil 190 chassis vendidos, queda de 23,8%.

 

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Onix vende quase o dobro do segundo colocado

São Paulo – O Chevrolet Onix segue na liderança do ranking de vendas por modelos do mercado brasileiro: em junho foram 16 mil 218 unidades, quase o dobro do resultado do segundo colocado, o Hyundai HB20, 8 mil 292, de acordo com dados do Renavam divulgados pela Fenabrave na terça-feira, 3.

 

O terceiro modelo mais vendido em junho foi o Ford Ka, 7 mil 833, seguido por Renault Sandero, 6 mil 139 unidades. No quinto lugar aparece o primeiro comercial leve, Fiat Toro, com 5,5 mil unidades e, na sexta posição, Fiat Argo, com 5 mil 485.

 

A Fiat Strada ficou na sétima posição, 5 mil 474 unidades vendidas, com o Jeep Compass na oitava colocação, 5 mil 54 emplacamentos. Fecham o ranking do dez modelos mais vendidos o Volkswagen Gol, 5 mil 29, e o Renault Kwid, 5 mil 4 unidades.

 

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PIB menor e greve reduzem projeções da Fenabrave

São Paulo – Diante das projeções de redução do PIB e das feridas provocadas pela greve dos caminhoneiros, as concessionárias de veículos decidiram rever para baixo suas projeções de vendas de veículos para o ano, embora o a curva siga apontando para cima.

 

O cenário desenhado para o ano, em janeiro, apontava mercado de 2 milhões 503 mil 592 automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, ou 11,7% maior do que o de 2017. Mas a Fenabrave divulgou novos números na terça-feira, 3: a perspectiva de crescimento das vendas, na comparação com ano passado, recuou para 9,9%: 2 milhões 462 mil 664 automóveis, comerciais 

 

Esta é a segunda revisão feita pela entidade este ano. Ao fim do primeiro trimestre, motivado pelo ritmo dos emplacamentos no período, o crescimento esperado para o ano saltou de 11,7% para 14,4%, um mercado de 2 milhões 563 mil 590 unidades.

 

Segundo Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, a redução das projeções foi puxada especificamente pelo mercado de automóveis, que ainda não se recuperou totalmente dos efeitos da greve: “Veículos deixaram de chegar às concessionárias e as vendas diminuíram. Há o fator Copa: na medida em que o Brasil avança, as revendas perdem um dia de trabalho por causa dos jogos da seleção”.

 

Com isso, a expectativa de vendas de automóveis para o ano caiu. Se em janeiro as concessionárias esperavam um volume de vendas de 2 milhões 88 mil 792 unidades, ou crescimento de 12,5%, o cenário visto como o mais realista pelo setor indica algo menor, 2 milhões 39 mil 736 unidades, ou crescimento de 9,9% ante 2017.

 

As vendas de veículos comerciais leves, por sua vez, devem ser maiores do que as esperadas pelas associadas da Fenabrave em janeiro. Sua nova projeção sinaliza crescimento de 8,7% sobre os resultados de 2017: vendas de 343 mil 448 unidades.

 

Em caminhões, no entanto, a projeção de vendas foi revisada para cima. Se antes o setor esperava vendas de 57 mil 25 unidades, 9,5% a mais do que as registradas no ano passado, as revendas esperam um volume maior: 65 mil unidades, 24,8% a mais.

 

De acordo com Sérgio Zonta, vice-presidente da Fenabrave para caminhões, as demanda do agronegócio e condições de financiamento – sobretudo via banco das fabricantes – mais interessantes aos frotistas serão os impulsionadores das vendas neste segundo semestre: “A frota de extrapesados do País está em fase de renovação, e os juros oferecidos via CDC pelas financiadoras das empresas são mais baixos que os do Finame”.

 

O otimismo em torno das vendas de pesados para o ano contrastam com as projeções do PIB, uma vez que este índice é visto como termômetro para a vendas de caminhões: “Mesmo que o PIB tenha sido revisto para baixo as demandas da agricultura serão suficientes para sustentar o crescimento que esperamos”.

 

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Junho tem menos vendas de usados

São Paulo – As vendas de modelos seminovos e usados recuaram em junho, tanto com relação ao mês anterior como diante do mesmo mês de 2017. Dados divulgados pela Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores, apontam queda de 8,6% na comparação mensal e de 7,6% na anual – foram vendidas 1 milhão 119 mil unidades.

 

Para a entidade, a greve dos caminhoneiros gerou impacto tardio no mercado, que ainda sofre com as incertezas do ambiente político. Segundo Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto, “apesar da oscilação apresentada neste último mês o mercado vem mantendo a estabilidade de vendas com relação aos veículos 0 KM, o que garante tranquilidade e segurança maiores aos consumidores na busca por um veículo de seu interesse”.

 

No semestre o saldo segue positivo: 6,8 milhões de veículos usados e seminovos vendidos, alta de 1,1% sobre os seis primeiros meses do ano passado.

Kia Sportage foi o importado mais vendido em junho

São Paulo – O Kia Sportage segue como modelo importado que mais atrai clientes no mercado brasileiro: assim como em maio, foi o mais vendido de junho, com 488 unidades emplacadas, de acordo com dados divulgados pela Abeifa na segunda-feira, 2. Em segundo ficou o SUV T40, da Jac, 288 unidades.

 

Com 263 unidades comercializadas o Volvo XC60 foi o terceiro carro mais vendido em junho, seguido pelo Kia Bongo, que emplacou 166 unidades e ficou na quarta posição do ranking. O quinto lugar ficou com outro modelo Kia, o Cerato, 124 unidades. Dois SUVs dividiram a sexta colocação do ranking: o Land Rover Discovery 4 e o Lifan X60, com 108 emplacamentos. Em sétimo lugar ficou o Jac T5, 69 unidades e, na oitava posição, o Jaguar E-Pace, 67.

 

Encerram o Top 10 de vendas dos importados em junho o BMW X5, com 65 emplacamentos, e o Porsche Macan, 61.

 

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Randon e Marcopolo firmam parceria tecnológica

São Paulo – Os ônibus Marcopolo passarão a ser testados no campo de provas que a Randon mantém em Farroupilha, na região da Serra Gaúcha. As duas empresas, de Caxias do Sul, RS, assinaram termo de parceria na terça-feira, 3, para um trabalho conjunto das duas engenharias, que envolve testes funcionais, estruturais e de durabilidade.

  

O campo de provas da Randon tem 87 hectares de área e dezoito pistas a céu aberto, que somam 15 quilômetros – destes, 4 são em pista reta e totalmente plana. Nelas são reproduzidos os mais diferentes tipos de pavimentos e irregularidades, especificos para a realização de testes representativos de durabilidade acelerada.

Volkswagen divulga imagem do T-Cross

São Paulo – A Volkswagen divulgou a primeira imagem do T-Cross, utilitário esportivo compacto que será produzido em São José dos Pinhais, PR, no primeiro semestre do ano que vem para concorrer com Honda HR-V, Jeep Renegade, Nissan Kicks e Hyundai Creta, dentre outros.

 

Montado sobre a plataforma MQB, a mesma, por aqui, de Polo, Virtus, Golf e modelos Audi, o T-Cross será o SUV de entrada da VW no mercado europeu – compõem a linha T-Roc, Tiguan, Tiguan Allspace e Touareg. Na Europa o modelo deverá chegar ao mercado até o fim deste ano, segundo informou a companhia em comunicado.

 

Junto com a foto e as informações a Volkswagen divulgou vídeo mostrando alguns sketches do modelo. Veja aqui.

 

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Vendas de importados crescem 35% no semestre

São Paulo – As vendas de veículos importados fecharam o primeiro semestre com expansão de 35,1%, 17 mil 947 veículos, contra 13 mil 289 no mesmo período do ano passado, representando 1,59% do mercado total, de acordo com comunicado divulgado pela Abeifa, associação que representa os importadores, na segunda-feira, 2.

 

Em junho foram vendidas 3 mil 13 unidades, queda de 6,9% na comparação com maio e alta de 15,8% com relação ao mesmo período do ano passado. José Luiz Gandini, presidente da entidade, disse que a queda de junho na comparação com maio foi causada pela alta do dólar:

 

“Com o objetivo de recuperar consecutivas quedas de vendas nos últimos cinco anos, os importadores procuraram oferecer produtos e preços competitivos no início do ano. Mas com a persistente pressão do dólar o setor foi forçado a rever promoções e até aumentar seus preços em reais”.

 

Mesmo com a pressão do dólar e o recuo das vendas em junho, a Abeifa manteve sua projeção de vender 40 mil unidades no ano: “O mercado deve reagir, como ocorre historicamente, no segundo semestre, em especial porque este ano teremos o Salão do Automóvel, quando os importadores apresentam suas novidades”.

 

Das associadas da Abeifa, as cinco marcas que mais venderam no primeiro semestre foram Kia Motors, 6 mil 95 emplacamentos, alta de 54,8% com relação ao primeiro semestre do ano passado, seguida pela Volvo, 2 mil 668 vendas, expansão de 72% na mesma base de comparação, Jac Motors, 2 mil 202 unidades vendidas, alta de 33,1%, Lifan, 1 mil 352 veículos comercializados, expansão de 8,2%, e BMW, 1 mil 344 vendas, crescimento de 43,9%.

 

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NGK Brasil tem novo diretor de vendas

São Paulo – O engenheiro Pedro Rodrigues é o novo diretor geral de vendas da NGK Brasil. O executivo, também integrante do conselho diretor da fabricante de velas de ignição, está na empresa desde 1991 e exerceu diversos cargos.

 

Formado em engenharia mecânica industrial, com ênfase na engenharia automotiva, pela FEI, Rodrigues tem como missão seguir os processos de expansão no mercado brasileiro e sul-americano da companhia. Disse ele em nota: ”Meu objetivo como diretor geral é dar continuidade nesse trabalho, sempre focando na melhoria contínua dos nossos processos internos e no atendimento ao mercado e clientes”.

 

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