Aço brasileiro sofre pressão nos Estados Unidos

Alerta amarelo: os Estados Unidos devem adotar mecanismo de proteção com relação às suas importações de aço brasileiro, o que motivou reunião do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, na terça-feira, 27, com o secretário de Comércio daquele país. As principais usinas que beneficiam aço aqui enfrentam forte concorrência do material importado, situação que provocou a diminuição das suas vendas internas e o redirecionamento da produção para o Exterior. O cenário fez com que as empresas produtoras do insumo buscassem proteção aumentando o preço internamente, o que deixou o mercado consumidor, sobretudo o setor automotivo, apreensivo diante do que, certamente, refletirá em aumento do seu custo de produção.

 

Acontece que o mesmo mecanismo de proteção deve ser adotado nos Estados Unidos, um dos principais destino das exportações do aço brasileiro, e o cenário novamente exerce pressão sobre as usinas brasileiras e sobre toda a cadeia produtiva.

 

A pauta central do encontro foi a possibilidade, estudada pelo governo, de sobretaxar as importações de aço estadunidense. O ministro considerou importante a complementaridade do comércio bilateral e disse que o aço brasileiro não ameaça os Estados Unidos. O Brasil foi o segundo maior fornecedor de produtos siderúrgicos para os Estados Unidos em 2016, atrás apenas do Canadá, e importa de lá carvão e outros insumos. O Brasil fornece cerca de 50% de semiacabados de ferro e aço utilizados como insumos pela indústria de transformação do país.

 

A medida, se confirmada, afetará produtores brasileiros que já lidam com a queda da demanda interna e buscam no Exterior oportunidades de negócios. Muitos deles tentam reverter prejuízos acumulados nos últimos anos em função da situação do setor no mercado interno, mas o caminho pode se tornar mais desafiador caso o aço nacional se depare com entraves no Exterior.

 

A Gerdau, uma das principais fabricantes de aço, sofreu descompasso da produção com a comercialização durante o quarto trimestre do ano passado por causa da queda dos volumes vendidos no Brasil e na América do Sul, conforme balanço divulgado na quarta-feira, 28. De outubro e dezembro foram fabricadas 3 milhões 950 mil toneladas de aço bruto por todo o grupo, 18,7% acima do mesmo período de 2016. Já as vendas caíram 0,7% na mesma comparação, para 3 milhões 770 mil toneladas.

 

No último trimestre do ano a operação local vendeu 4,8% a menos, ou 1 milhão e 460 mil toneladas, por causa da redução das exportações em 15,8%. No mercado interno as vendas cresceram 3,5%, para 908 mil toneladas. Pela unidade América do Sul a Gerdau vendeu 383 mil toneladas de aço, 28,4% de queda na comparação anual. Em 2017 a produção subiu 2,8%, para 16 milhões 120 mil toneladas, e as vendas recuaram 4%, para 14 milhões 940 mil toneladas.

 

Na América do Norte a companhia elevou as vendas em 9,7%, para 1 milhão 570 mil toneladas. Mesmo assim a alta foi bem menos intensa do que a da produção, aumentada em 29%, para 1 milhão 640 mil toneladas.

 

A Usiminas é outro fornecedor de aço que pretende reverter prejuízos. Reportou no quarto trimestre do ano passado um prejuízo líquido de R$ 45 milhões, 76% menor do que no mesmo período de 2016. No entanto, se comparado ao terceiro trimestre, a Usiminas saiu de lucro de R$ 76 milhões e voltou para o vermelho. No ano a siderúrgica mineira reverteu prejuízo de R$ 577 milhões em 2016 para um lucro líquido de R$ 315 milhões em 2017.

 

A produção de aço bruto na usina de Ipatinga, no quarto trimestre do ano passado, atingiu 747 mil toneladas, ligeiramente inferior àquela registrada no mesmo trimestre de 2016. Já a produção de laminados, aços usados na construção de veículos, totalizou 1,1 milhão de toneladas no quarto trimestre, a maior dos últimos oito trimestres, e de 4 milhões de toneladas no consolidado do ano, crescimento de 11,8% com relação a 2016, de 3,6 milhões de toneladas.

 

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São 12,7 milhões os desempregados do trimestre

A taxa de desemprego no trimestre móvel de novembro a janeiro foi de 12,2%, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE. Na comparação com o trimestre anterior a taxa se manteve estável e com relação ao mesmo período de 2016 houve redução de 0,4 ponto porcentual. O estudo mostrou que no trimestre que se encerrou em janeiro os desempregados somaram 12,7 milhões de pessoas, o que representa estabilidade na comparação com o trimestre anterior e com relação ao mesmo trimestre de 2016, com 200 mil pessoas a menos sem emprego.

 

Mesmo com a estabilidade na comparação com o trimestre anterior e a queda no número de desempregados com relação ao período igual de 2016 o número de trabalhadores com carteira foi de 33,3 milhões de novembro a janeiro, que se manteve estável ante o trimestre anterior. Mas na comparação com trimestre igual de 2016 houve queda de 1,7%, menos 562 mil pessoas com carteira assinada.

 

Essa queda mostra que mesmo com a redução do número de desempregados as vagas que estão surgindo são informais, sem registro em carteira, como comprova o número de trabalhadores sem carteira assinada, 11 milhões de pessoas, alta de 5,6%, mais 581 mil pessoas, na comparação com o mesmo trimestre de 2016.

 

O número de trabalhadores por conta própria também está aumentando e chegou a 23,2 milhões de pessoas no trimestre encerrado em janeiro e, na comparação com período igual de 2016, houve alta de 4,4%, mais 986 mil pessoas.

 

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Cidades alemãs já podem proibir veículos a diesel

Um tribunal de Justiça da Alemanha decidiu na terça-feira, 27, que as cidades podem restringir a circulação de veículos a diesel. A medida tem como objetivo melhorar a qualidade do ar, mas terá grande impacto na indústria automotiva. Avalia-se que cerca de 15 milhões de veículos a diesel circulam no país.

 

De acordo com a decisão as cidades podem restringir a circulação desses modelos em dias com níveis de emissões muito altos. Caso a decisão seja mantida em tribunais superiores as fabricantes terão que investir pesado em mudanças nos veículos.

 

Outras cidades da Europa também pretendem banir os veículos a diesel, assim como o Reino Unido, que estipulou o prazo de 2040 para banir os modelos de circulação. A estimativa é a de que veículos a diesel representam perto de 40% da frota da Europa. 

 

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MAN investe em economia operacional por clientes fieis

A MAN intensificará seus cursos customizados de condução econômica e expandira a iniciativa para outros mercados e, também, para mais clientes. O objetivo é preparar motoristas para atingirem a melhor rentabilidade na operação com seus produtos. Em 2017 foram mais de 1,5 mil profissionais capacitados e a meta é ampliar esse público.

 

Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da MAN Latin America, disse que “todo caminhão ou ônibus Volkswagen e MAN é desenvolvido para entregar o menor custo operacional, mas o resultado depende substancialmente de como o profissional vai conduzi-lo nas estradas e ruas”.

 

Antes de cada treinamento é feito um levantamento prévio da aplicação, do modelo adotado, rota e carga para tornar mais comum todo o conteúdo e orientar a melhor rentabilidade do cliente.

Bosch desiste de produzir baterias para elétricos

A Bosch surpreendeu o mercado ao informar, por meio de comunicado divulgado na quarta-feira, 28, que considera um investimento de alto risco a produção de baterias para veículos elétricos, declinando de uma eventual fabricação do componente. A decisão é um golpe para governos da Europa e fabricantes de veículos que pediram para que empresas se juntassem para criar um produtor regional de células de bateria para competir com fornecedores asiáticos.

 

A Bosch, no passado, considerou produzir suas próprias baterias. Em 2017, porém, mostrou-se em dúvida: disse que a decisão dependeria da possibilidade de desenvolver “um produto melhor e mais barato do que o dos rivais, como Samsung e Panasonic”. Para Rolf Bulander, presidente da divisão de mobilidade da Bosch, “o importante para a empresa é entender a célula tecnicamente, não fabricá-la”.

 

É um instante em que as fabricantes de veículos européias avançam em projetos de veículos elétricos e híbridos, muito em função dos prazos estipulados por alguns países para a redução ou o fim das emissões de combustíveis fósseis, e a região não conta com um fornecedor local de baterias – os blocos de construção essenciais para as baterias são atualmente fabricados na Ásia.

 

Com a decisão o negócio da Bosch de desenvolvimento de baterias passará por mudanças. A empresa de produção de tecnologia de lítio-íon, Lithium Energy & Power, será encerrada. A subsidiária Seeo, que realiza pesquisas sobre tecnologia de células sólidas, deverá ser vendida, informou a empresa. A Bosch, no entanto, afirmou que continuará a trabalhar com fornecedores de células para projetar baterias de veículos híbridos e elétricos com a finalidade de comprar seus equipamentos

 

Alto risco – A Bosch calculou que seria necessário investimento inicial de € 20 bilhões para a produção de baterias, afora outros bilhões para bancar o custo operacional. A empresa, contudo, parece ter abortado a produção muito mais em função do retorno do investimento do que pela disponibilidade de recursos.

 

Disse em comunidado que, “no que diz respeito à dinâmica [do negócio], é difícil de prever os fatores do mercado externo. Não está claro se, e quando, esse investimento seria pago. Um investimento tão arriscado, portanto, não é aceitável no interesse geral da empresa”.

 

Em outras oportunidades na história, em que veículos passaram por profundas transformações tecnológicas, a Bosch foi responsável pelo desenvolvimento de componentes considerados chave para a consolidação dos novos modelos. Foi assim com as velas de ignição, em 1902, componente vital para a massificação dos veículos. Mais recentemente, em 2003, a empresa criou o sistema flex fuel, por meio do qual motores podem funcionar com dois tipos distintos de combustível.

 

 

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Volvo Cars lança fundo de investimento para startups de tecnologia

A Volvo Cars lançou um fundo de investimento para aplicar em startups de tecnologia: com o Volvo Cars Tech Fund foca sua atenção em tendências tecnológicas que estão transformando a indústria, como inteligência artificial, eletrificação, condução autônoma e serviços de mobilidade digital. A primeira investida do fundo tecnológico é sobre empresa da Califórnia, Estados Unidos, que desenvolve sensores avançados.

 

Além da associação com a Volvo Cars as startups têm a possibilidade de validar suas tecnologias e de acelerar o ritmo de adequação de seus produtos ao mercado.

 

Zaki Fasihuddin, atual vice-presidente de parcerias estratégicas no centro de tecnologia Volvo Cars Silicon Valley, foi nomeado CEO do Volvo Cars Tech Fund: “Buscamos investir em empresas que possam nos fornecer acesso estratégico a novas tecnologias, capacidades e talentos”. 

 

 

Alice no País das Maravilhas inspira calendário Pirelli

A Pirelli acaba de lançar seu lendário calendário, versão 2018, com fotos do fotógrafo Tim Walker. A inspiração para essa edição foi a obra Alice no País das Maravilhas, um dos principais clássicos da literatura britânica, obra de Charles Lutwidge Dodgson sob o pseudônimo de Lewis Carroll. Sua primeira publicação foi em 1865.

Dezoito celebridades deram vida à interpretação de Tim Walker para o universo de Alice, como Whoopi Goldberg e Naomi Campbell. 

 

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Rede Scania vendeu 1,2 mil usados em 2017

A rede de concessionários Scania, no Brasil, vendeu, no ano passado, um total de 1,2 mil caminhões usados — dentro de um universo de 344 mil 560 unidades usadas comercializadas naquele período. Esse volume implicou crescimento de 3,74% na comparação com o resultado de 2016. O desempenho Scania nesse mercado tem evoluído e deve crescer em períodos de renovação de frota, como é o atual, segundo seu diretor geral, Roberto Barral:

 

“O que também nos ajuda é o fato de os nossos principais veículos, como o R440, terem preço de revenda competitivo para quem os negocia”.

 

Ele lembrou, na segunda-feira, 26, que em 2017 a rede de concessionários Scania evoluiu na venda de usados: “Quem conduz este tipo de negócio são as concessionárias, pois não é nosso foco centralizar esta operação”.

 

Em 2017, apontam dados da Fenabrave, a venda de usados da Scania representou a quarta fatia do mercado, 8,50%, contra 8,11% em 2016.

Grupo PSA já produz Novo Citroën C4 Lounge na Argentina

O Grupo PSA informou, a partir da Argentina e por meio de comunicado, na terça-feira, 27, o início da produção do Novo Citroën C4 Lounge no centro de produção do grupo, em Palomar. Patrice Lucas, presidente para a América Latina, disse que “durante todo o projeto trabalhamos intensamente a qualidade do produto, alcançando um dos nossos objetivos principais propostos com a transformação industrial: ser referência mundial com o centro de produção de Palomar”.

 

“O Novo Citroën C4 Lounge permite à nossa fábrica produzir um veículo inovador, com alta tecnologia embarcada, para vendas para o mercado local e também para exportação. Com este veículo, que já teve mais de 30 mil unidades vendidas desde o lançamento da sua primeira geração, o Grupo PSA demonstra seu compromisso com a Argentina e com a sua indústria.”

 

De acordo com o comunicado “o lançamento representa um marco na história de Palomar pois, para a sua produção, foram adotados novos processos industriais e adaptações de outros já existentes”.

 

Pierre Alain Dufour, diretor do polo industrial de Palomar, reforçou outros pontos de importância no projeto: “Este lançamento é sinônimo do nosso compromisso com o futuro e com o desenvolvimento sustentável. Desde a sua criação este novo veículo buscou fortalecer a integração com os fornecedores locais”.

Geely é a maior acionista individual da Daimler. Berlim está alerta.

A Daimler anunciou, na sexta-feira, 23, por meio de comunicado, que o investidor Li Shufu, dono do Grupo Geely, adquiriu 9,69% de participação no capital da empresa e, com isso, tornou-se o seu maior acionista individual. A Daimler controla a Mercedes-Benz.

 

Com o negócio o bilionário chinês supera um fundo público do Kuwait, que agora detém a segunda maior fatia da Daimler, 6,8%, e também os 3,1% da Renault Nissan. A transação foi avaliada em € 7,2 bilhões, segundo comunicado da Bolsa de Frankfurt.

 

Em 2010 o investidor de 54 anos e dono da avaliada décima maior fortuna da China, segundo a revista Forbes, comprou a Volvo Cars, que estava sob o controle da Ford. O Grupo Geely, fundado em 1997, também controla uma holding que fabrica veículos usados no sistema de táxis de Londres.

 

No caso da Daimler os planos iniciais são de “cooperar com o desenvolvimento de veículos elétricos”. Em declaração emitida pela Geely Li Shufu disse que queria “acompanhar a Daimler no caminho para se tornar o principal fornecedor mundial de eletro-mobilidade” e que estava procurando um compromisso de longo prazo.

 

O negócio, contudo, deixou o governo alemão em estado de alerta. Foi emitido um comunicado que adverte que o acordo não pode ser usado como um “portal” para os interesses da política industrial chinesa.

 

O governo alemão disse, também, que não bloquearia o investimento, mas a ministra da Economia, Brigitte Zypries, contou que deverá “manter um olhar especialmente atento”. A ministra disse que a Alemanha é “uma economia aberta que acolhe investimentos desde que aconteçam de acordo com o mercado”.

 

No Brasil a Geely é representada pela Gandini Participações, do empresária José Luiz Gandini, desde junho de 2011. Em 2013 o empresa anunciou a constituição da Geely Motors do Brasil, cujo início de operações se deu em janeiro de 2014. O primeiro automóvel comercializado no País foi o sedã médio EC7, chegando depois o hatch GC2. Ambos os modelos vêm da nova linha de montagem instalada em Montevidéu, Uruguai.

 

Rival – No fim de semana que se seguiu ao anúncio de venda de participação à Geely, a Daimler informou ao mercado que investirá US$ 1,9 bilhão em uma parceria costurada com a rival da Geely na China, a BAIC, visando à modernização de unidade BAIC para a produção de carros Mercedes-Benz, incluindo veículos elétricos.

 

Daimler e BAIC formam uma joint venture desde 2013.

 

Foto: Divulgação.