Industriais estão mais confiantes, diz CNI

A CNI, Confederação Nacional da Indústria, divulgou pesquisa na sexta-feira, 23, que mostra que o empresário industrial espera aumento da demanda e das exportações para os próximos seis meses. A disposição em investir também cresceu.

 

É a primeira vez em quase quatro anos que a indústria espera ampliar o número de funcionários nos próximos seis meses. Em fevereiro, o índice de expectativa de número de empregos chegou a 51,2 pontos, superando a marca de 51 pontos, o que não ocorria desde março de 2014, e acima da linha divisória de 50 pontos, que separa o aumento da queda no emprego.

 

Pelo segundo mês consecutivo, todos os índices de expectativa apresentaram crescimento. Além do indicador de emprego, há maior otimismo em relação à demanda, às compras de matérias-primas e à quantidade exportada.

 

Segundo a pesquisa, “a expectativa é acompanhada de maior otimismo do empresário quanto à demanda, tanto interna quanto externa, e às compras de matérias-primas também nos próximos seis meses”.

 

Diante do quadro de expectativas positivas, a indústria também registra aumento na intenção de investimentos no próximo semestre. Em fevereiro, o indicador subiu 0,6 ponto e chegou à marca de 53,6 pontos.

 

Com esta alta, a oitava consecutiva, a expectativa do empresário industrial em fazer novos investimentos é a mais elevada desde maio de 2014, ficando acima da média histórica de 47,8 pontos e 6,7 pontos acima da marca de fevereiro de 2017.

Troller T4 integrará frota do governo do Ceará

A Troller vendeu 50 utilitários T4 para o governo do Ceará, destinados a equipar a frota de diversos órgãos estaduais, como o Batalhão de Policiamento Turístico, o Corpo de Bombeiros e o Detran.

 

Todas as unidades receberam equipamentos para suprir as necessidades específicas de cada órgão, incluindo acessórios como snorkel para travessia de trechos alagados, guincho para resgate de veículos atolados, luz de sinalização giroflex, protetores de carroceria e adesivagem especial. A Troller ministrou ainda um treinamento off-road para motoristas que vão trabalhar com os veículos, explicando o funcionamento do seu sistema 4×4 e técnicas de pilotagem.

 

O Troller T4 é equipado com motor 3.2 turbodiesel de 200 cv, transmissão manual de seis velocidades, comando eletrônico de tração, diferencial traseiro autoblocante, freio a disco nas quatro rodas com ABS e EBD e rodas de alumínio de 17 polegadas com pneus de uso misto, que garantem alto desempenho. A carroceria é produzida em compósito especial de alta resistência e imune à corrosão, que aumenta a durabilidade principalmente em regiões litorâneas.

 

Foto: Divulgação.

 

Ipea espera crescimento ainda maior da produção industrial em 2018

O indicador Ipea de produção industrial referente a janeiro de 2018 projeta crescimento de 5,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com os dados da análise divulgada pelo grupo de conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. No trimestre de novembro a janeiro a pesquisa projeta alta de 2,1% e na comparação com dezembro do ano passado é esperada uma queda de 1,8%.

 

No trimestre avaliado pelo indicador a produção de veículos cresceu de 0,9% e, com a recuperação do setor no ano passado, a expectativa é que ele seja ainda mais relevante para os números da produção industrial em 2018. Leonardo de Mello Carvalho, pesquisa do Ipea acredita que, com a maior disponibilidade de crédito, diminuição das taxas de desemprego e mais espaço no orçamento das famílias para compras de bens duráveis, não tem porque não ter uma expectativa ainda melhor para este ano, com aumento da demanda interna e as exportações seguindo o ritmo de 2017. Carvalho também espera bons resultados dos setores de máquinas e equipamentos, tecnologia e equipamentos de informática.

 

O pesquisador do Ipea também avaliou a produção de aço no período, um dos principais insumos da indústria automotiva: “A queda em dezembro de 4,7% e de 2,7% no primeiro mês do ano não reflete a atual situação da indústria do aço, pois em novembro houve alta de 9% e o setor acumula crescimento de 4,8% no trimestre”.

 

O Instituto do aço, que fornece os dados para pesquisa do Ipea, destacou que expectativa para 2018 é de alta de 4,9% no consumo aparente com relação ao ano passado e expansão de 4,1% nas vendas internas. Os setores com maior participação no consumo aparente são: construção civil 38,2%, bens de capital, 21,6% e o automotivo, 19,6%.

 

“A expectativa é que a produção industrial continue sua trajetória de recuperação, com ritmo até mais forte este ano, pois esperamos um crescimento com relação ao ano passado. Alguns fatores colaborarão, como inflação baixa, projeção de juros baixos e maior disponibilidade de crédito”.

 

Mesmo com boas expectativas, o pesquisador destaca as eleições como um ponto de interrogação ao longo do ano: “O processo eleitoral traz algumas dúvidas para o mercado, como a votação da reforma da Previdência, e isso gera incertezas nas decisões de investimento das empresas e também nas decisões de consumo, mas o impacto mais forte é nos investimentos de capital nacional e internacional. É necessário que o Brasil passe por esse processo sem grandes abalos”.

 

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M-Benz vende 150 ônibus para empresas do Recife

A Mercedes-Benz negociou 150 chassis OF 1721 para renovação da frota do transporte coletivo urbano do Recife, PE. São 85 unidades para a empresa Caxangá e 65 unidades para a Metropolitana.

 

Os ônibus serão entregues em março e as vendas foram realizadas com financiamento do Banco Mercedes-Benz, por meio de CDC, Crédito Direto ao Consumidor.

 

Segundo Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing de ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, nos últimos dois anos, a empresa vendeu cerca de 330 chassis da marca para o Recife: 

 

“Com isso, fechamos 2017 na liderança de vendas no mercado local, com 50% de market share”.

 

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VW busca até dez novos mercados para veículos brasileiros

A Volkswagen se prepara para atacar novos mercados afora os países da América Latina. O presidente da companhia, Pablo Di Si, revelou na quinta-feira, 22, que sua principal meta no cargo que assumiu recentemente é justamente fazer os carros produzidos pela empresa aqui alcançar outras regiões: “Meu primeiro passo aqui foi aumentar o volume de vendas. Mas a principal meta é exportar para cinco ou dez novos países”.

 

Para crescer fora do País, no entanto, o executivo sinalizou que a empresa precisa ajustar sua produção de forma a acompanhar um eventual crescimento da demanda nas linhas para atender ao mercado externo. A montadora tem feito nos últimos meses uma espécie de varredura para verificar a situação de seus fornecedores, tanto em termos de capacidade de produção quanto no aspecto da saúde financeira da cadeia.

 

Di Si contou que fornecedores de vários tamanhos passaram 2017 ajustando suas operações para aumentar produção e sanar dívidas: “Muitos de nossos principais fornecedores, inclusive os grandes, conseguiram recuperar as perdas acumuladas desde que as vendas no País começaram a cair. A Volkswagen se preocupa com a cadeia produtiva e aproximamos fornecedores do BNDES para que haja um clima favorável aos financiamentos”.

 

Com a medida, a VW luta contra um mal que já se mostra presente em suas fábricas no Brasil e que impede um crescimento acelerado. Di Si projetou em outubro um crescimento de produção em torno de 15% em 2018 sobre 2017, mas viu que as expectativas de crescimento da cadeia de fornecedores da companhia eram de menores níveis. De forma que, disse o executivo, a empresa chegou a montar veículos faltando peças, o que acarretou em pátios cheios de carros aguardando componentes:

 

“Existe o temor de não crescer tanto por falta de peças. Tem fornecedor que tem dificuldade de comprar matéria-prima. Por isso estamos sendo proativos em ajudar a cadeia a ter condições de acompanhar o nosso crescimento. Em linhas gerais a cadeia está respondendo bem, conseguindo renegociar suas dívidas”.

 

Os números recentes da empresa nas vendas e embarques se mostraram em crescimento em 2017 e o ritmo de manteve em janeiro. Na exportações, um volume de 163 mil unidades, 53,2% mais que em 2016. O principal destino foi a Argentina, para onde foram embarcados 93 mil unidades.

 

No mercado interno, fechou 2017 com 217 mil 704 automóveis emplacados, 17,5% mais que no ano anterior, o que fez a empresa a conquistar mais três pontos de market share chegando a responder por 15,3% do mercado. Em janeiro, a empresa registrou crescimento de 45% nas vendas na comparação com janeiro do ano passado. A expectativa para fevereiro, considerando a quantidade menor de dias úteis na comparação com o mesmo mês em 2017, é de alta entre 18% e 20%, disse o presidente da VW.

 

O desempenho no mercado interno permitiu à companhia a subir uma colocação no ranking das empresas que mais vendem aqui, chegando a segunda colocação atrás apenas da General Motors em termos de volume. Os planos da VW é recuperar a primeira posição do mercado, um objetivo traçado ainda quando o presidente da empresa era David Powells.

 

Para isso, o planejamento da empresa visa o crescimento no Brasil por meio das vendas de modelos SUV, segmento em que companhia chega com veículos depois dos demais concorrentes: “Nosso foco não é focar em um carro-chefe, mas focar no SUVs, e temos produtos com aderência ao mercado brasileiro”.

 

Dos 20 lançamentos programados pela companhia para acontecerem até 2020, cinco são de SUV. O primeiro, o novo Tiguan, produzido no México, chega ao mercado em abril. O segundo, o inédito T-Roc, até o final do ano. O executivo acredita que com a ampliação da oferta no segmento sairá dos atuais 70% de cobertura do mercado para 92% até 2020. O segmento de SUVs representa atualmente 20% das vendas totais da empresa aqui.

 

Flex – A exigência feita pelo governo argentino para que as montadoras instaladas no país vizinho depositem garantias por terem extrapolado contas de exportações não alterou os planos da Volkswagen que dizem respeito ao comércio bilateral. O presidente da VW disse que o desequilíbrio nos volumes embarcados pela empresa era algo esperado:

 

“O governo argentino já estipulou para nós um valor para depositar como garantia e não foi uma surpresa, já havíamos conversado com a matriz sobre isso ano passado. Estamos trabalhando para reequilibrar para que seja o menor valor possível. Estamos trabalhando para exportar mais a um mercado que cresceu 35% ano passado”.

 

O executivo afirmou que é possível alcançar o equilíbrio das exportações enviando mais veículos ao Brasil feitos na Argentina: “Temos que trazer mais modelos como o Amarok e Space Fox, que são produzidos na Argentina, e também componentes como transmissões”.

 

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Marcopolo amplia sua participação no mercado de ônibus

A Marcopolo, de Caxias do Sul, RS, aumentou em quase 7 pontos, de 41,3% em 2016 para 48,1% no ano passado, a sua participação no mercado brasileiro de encarroçamento de ônibus. O volume produzido cresceu 17,3%, e o nacional 2,2%. Este foi um dos fatores determinantes para o desempenho positivo da empresa no exercício passado. Os números foram divulgados na quinta-feira, 22, por meio de comunicado à Bolsa de Valores e da publicação do balanço em jornais.

 

Na sexta-feira, 23, a diretoria realizará teleconferência com agentes do mercado para análise mais pormenorizada dos resultados e para estabelecer projeções para este ano.

 

A receita líquida consolidada somou R$ 2 bilhões 876 milhões, incremento de 11,7% sobre 2016. O resultado é reflexo, principalmente, da receita do mercado interno, que avançou 37,8%, totalizando valor próximo a R$ 1,1 bilhão. Destaque para as vendas dos modelos rodoviários, que praticamente dobraram. O mercado local respondeu por quase 38% da receita líquida, 7 pontos de crescimento sobre o consolidado em 2016.

 

As exportações a partir do Brasil, somadas aos negócios das plantas localizadas no Exterior, atingiram receita de R$ 1 bilhão 789 milhões, queda de 5,5% sobre o registrado em 2016. Com isso houve queda de participação no total da receita da Marcopolo, de 69% para 62%. A receita de exportação teve avanço de 5,2%, para R$ 999,5 milhões. Já o resultado das operações localizadas no Exterior recuou 5,5%, para R$ 790 milhões.

 

A receita teve origem no registro de 10 mil 591 unidades, crescimento de 15% sobre o ano anterior. Destas, 5 mil 587 foram entregues no Brasil, alta de 26% e participação de 53% no total. Foram exportadas 2 mil 975 carrocerias, incremento de 13% e participação de 28% no volume. Nas plantas do Exterior foram registradas 2 mil 29 unidades, decréscimo de 0,3% e representatividade de 19%.

 

Lucro – A companhia encerrou o ano com lucro líquido de R$ 82,1 milhões, com margem de 2,9%. Na comparação com o exercício anterior houve recuo de 63% e perda de 5,7 pontos na margem.

 

O resultado, de acordo com o balanço, foi afetado por outras despesas operacionais, que somaram R$ 80,4 milhões, dos quais R$ 48,3 milhões não recorrentes. Dentre eles R$ 14,1 milhões ligados à reestruturação interna da companhia realizada no primeiro trimestre do ano, outros R$ 17,7 milhões ao impacto dos custos fixos e extraordinários decorrentes do incêndio que atingiu a fábrica de plásticos em setembro, e R$ 16,5 milhões a desvio de recursos financeiros identificados pela Marcopolo China.

 

Do remanescente, R$ 32,1 milhões, metade está provisionada para indenizações de reclamações trabalhistas. O restante se divide em outras despesas, como provisões para perdas com estoques obsoletos e tributárias.

 

Em 2017 a Marcopolo investiu R$ 54,3 milhões, dos quais R$ 31,1 milhões na controladora. Nas controladas foram investidos R$ 8,7 milhões na Neobus, R$ 7 milhões na Volare Espírito Santo, R$ 2,7 milhões na Polomex, no México, R$ 2,5 milhões na Volgren, na Austrália, R$ 900 mil na Marcopolo Rio de Janeiro e R$ 1,4 milhão nas demais unidades.

 

A companhia encerrou o ano com total de 12 mil 360 funcionários, recuo de 3,5% sobre 2016. No Brasil são 8 mil 312 vagas, praticamente o mesmo patamar do ano anterior. No Exterior, somando controladas e coligadas — nestas o número é proporcional à participação societária — são 4 mil 48 vagas de trabalho, recuo de 11%. O número geral, que representa a participação total nas controladas e coligadas, é 15 mil 59 funcionários, decréscimo de 4,5% com relação a 2016.

 

Cenário positivo – A diretoria tem expectativas ainda mais positivas para 2018. A carteira de pedidos atual é, segundo o relatório da empresa, mais robusta na comparação com o mesmo período do ano anterior:

 

“O volume de negócios em andamento é superior ao verificado nos últimos anos e há boas perspectivas para licitações, especialmente no âmbito do programa Caminho da Escola, e exportações”.

 

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Banco M-Benz cresce 168% nas regiões N e NE

A regional de Recife, PE, do Banco Mercedes-Benz atingiu, em janeiro, R$ 67 milhões em novos negócios, o melhor resultado desde dezembro de 2014, de acordo com informações divulgadas pela empresa na quinta-feira, 22, por comunicado. O gerente regional de área que abrange Recife e Brasília, Áureo Vasconcelos, disse que o resultado representa crescimento de 42% com relação ao mês anterior, “mas na comparação com o mesmo período do ano passado o salto é de 168%”.

 

No primeiro mês do ano foram financiados 332 veículos, dos quais 290 por meio do CDC, crédito direto ao consumidor. O principal destaque veio do segmento de ônibus urbanos, com 224 unidades negociadas ou 67% do volume dos contratos. Na sequência vieram os caminhões, com 27%, e as vans, com 6%. 

 

A regional atende aos Estados do Norte e Nordeste do País.

A nova revista AutoData nas mãos de Pablo Di Si, da VW

Márcio Stéfani, publisher da AutoData Editora, entregou para o novo presidente e CEO da Volkswagen América do Sul, América Central e Caribe, Pablo Di Si, a edição 341, de fevereiro, da revista AutoData, que marca o seu novo projeto gráfico.

 

Pablo Di Si foi o entrevistado de uma das principais seções da revista, o From The Top, que debate mensalmente com os principais executivos os assuntos ligados à indústria automotiva do país e seu futuro.

 

Durante a entrevista Di Si falou sobre a nova Volkswagen, que visa a ser a número 1 em mobilidade sustentável, impacto do diesel e outras questões.

 

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Rentabilidade baixa na região deixa PSA vulnerável

Depois de “árduo” processo de reestruturação o Grupo PSA, sob a direção de Carlos Tavares desde 2014, comemora a recuperação dos resultados em todo o mundo — exceto no Brasil, onde a companhia ainda tem prejuízo: “Ainda temos prejuízo, mas os resultados estão melhorando”.

 

De acordo com informações da empresa suas operações na América Latina voltaram a gerar lucro em 2015, mas o último resultado positivo na operação brasileira foi registrado em 2011.

 

Outro problema enfrentado na região é a baixa rentabilidade: “Desde que comecei na PSA, há quatro, a realidade da região é de melhoria contínua no volume e no lucro, mas é uma região de fraca rentabilidade para o nosso modelo de negócio e isso nos deixa vulnerável, com risco de reorganização”.

 

Tavares enfatizou, porém, que há uma posição estratégica clara na companhia: “Estamos aqui para ficar”.

 

De acordo com ele, sua equipe está “empenhada em compensar os efeitos adversos que tornam a rentabilidade menor aqui do que em outras regiões em que a companhia atua”.

 

Tavares está no Brasil em viagem de três dias para acompanhar de perto a evolução nas operações brasileiras e recebeu um grupo de jornalista na noite de quarta-feira, 21, em São Paulo. A baixa participação dos produtos PSA no mercado do Brasil, pouco mais de 2%, ainda não o preocupa: “Cota de mercado não pagará os funcionários no fim do mês. Claro que gosto de ter mais participação, tanto que comprei a Opel para ter 6 pontos porcentuais a mais de cota de mercado na Europa, mas à frente disso está o lucro”.

 

A Opel, que pertencia à General Motors, foi comprada pelo Grupo PSA em agosto. Com a aquisição o grupo tornou-se o segundo maior fabricante de automóveis europeu.

 

Ele contou que, depois de chegar à beira da falência, hoje faz parte da cultura dos colaboradores da empresa só produzir e vender o que não representa prejuízo: “Hoje temos uma abordagem de negócio saudável, não fazemos vendas que dão prejuízo. O nosso primeiro ponto é segurar a viabilidade econômica do negócio”.

 

MAIS MODELOS – Sem revelar quantidade Tavares garante que até 2023 chegarão novos modelos do Grupo PSA ao mercado brasileiro: “Há muitos modelos que devem chegar aqui”.

 

Ele afirmou que a empresa programa introduzir a Opel em vários mercados e não descarta sua chegada, também, ao do Brasil.

 

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PCL terá fábrica aqui para atender GM

A fabricante de autopeças PCL, de capital indiano, confirmou investimento de R$ 96 milhões em fábrica localizada em Santa Gertrudes, SP, na Região Piracicaba-Campinas. Essa unidade, a primeira da PCL na América Latina, está sendo construída para atender à demanda da General Motors por nacionalização de comandos de válvulas para novo projeto destinado à sua fábrica de motores de Joinville, SC.

 

A produção será instalada em terreno de 6,5 mil m² de área construída, onde 250 funcionários atuarão nas linhas do componente exclusivo para a GM. Segundo Sílvia Richieri, executiva que representa a PCL no País e que foi a responsável por articular sua instalação, já foi iniciado o processo de contratação, embora seja aplicado um escalonamento para que o quadro esteja completo até 2022.

 

Desde dezembro, quando foi definida a escolha pela cidade do Interior paulista, a construção da fábrica segue em ritmo acelerado para atender ao cronograma de produção, que estipula início das operações no fim deste ano. O contrato de fornecimento do componente à GM tem validade até 2028. As contratações já estão sendo feitas e a diretoria da empresa será composta por profissionais brasileiros.

 

O aporte de R$ 96 milhões, cerca de US$ 30 milhões, em parte tem como origem recursos próprios da companhia e 30% financiados por um banco da Índia. A empresa, fundada em 1992, se especializou na fabricação de comando de válculas e cresceu com a participação acionária de um grupo britânico e duas joint-ventures na China. Suas operações são realizadas em dez fábricas no total: oito na Índia e duas na China.

 

Antes de se decidir por Santa Gertrudes a representante da PCL prospectou outras cidades em São Paulo, ainda que a produção seja voltada para abastecer uma fábrica instalada em Santa Catarina: “Conversei com representantes de dez municípios avaliando as condições fiscais, mão de obra local e terrenos. Santa Gertrudes ofereceu as melhores condições”.

 

A executiva citou Lençóis Paulista, Tatuí, Jundiaí e Mococa como exemplos de onde fez pesquisas.

 

Ainda que a demanda da GM tenha motivado sua instalação no País a empresa tem planos de prospectar outros clientes por aqui. Santa Gertrudes é próxima de Campinas, Piracicaba e Rio Claro, onde uma série de empresas do setor automotivo mantém produção, como é o caso da Honda, Mercedes-Benz e Toyota, por exemplo. Estas empresas, inclusive, são clientes da PCL fora daqui.

 

A fábrica de blocos, motores e cabeçotes da General Motors que será atendida pela PCL, instalada em Joinville, passará por processo de expansão nos próximos anos. Em fevereiro a montadora anunciou investimento de R$ 1,9 bilhão para ampliar de três para nove o número de linhas de produção. Com isso a área construída aumentará dos 15 mil m² atuais para 62 mil m². O número de funcionários também será maior: passará de 230 para 420 até 2021.

 

A GM prepara a unidade para que a produção de motores acompanhe o crescimento que a empresa tem registrado nos volumes de vendas. Afora isso deve produzir, a partir do ano que vem, novos modelos nas unidades de Gravataí, RS, São Caetano do Sul, SP, e São José dos Campos, SP.

 

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