Galhotra é o novo presidente da Ford América do Norte

A Ford Motor Company anunciou na quinta-feira, 22, por meio de comunicado, que Kumar Galhotra será o novo presidente da companhia nas suas operações na América do Norte. Ele substituirá a Raj Nair, afastado na quarta-feira, 21, após uma investigação interna que identificou um seu “comportamento inadequado”.

 

De acordo com o presidente e CEO da Ford, Jim Hackett, a decisão do afastamento foi tomada porque comportamentos de Nair tornaram-se incompatíveis com o código de conduta da empresa: “A Ford está profundamente empenhada em fornecer e nutrir uma cultura segura e respeitosa e esperamos que nossos líderes mantenham plenamente esses valores”.

 

A despedida de Nair também foi feita por meio de comunicado: “Lamento sinceramente que tenha havido casos em que não exibi comportamentos de liderança consistentes com os princípios que a companhia e eu sempre defendemos”.

 

Nair era presidente da Ford América do Norte desde 1º de junho. Antes disso atuou como diretor de desenvolvimento global de produtos e como diretor técnico da Ford.

 

Galhotra, que será responsável por liderar todos os aspectos do negócio estadunidense da Ford, assumirá o cargo em 1º de março.

 

Foto: Divulgação.

OnStar tem parceria com Rede Ipiranga

A Chevrolet OnStar e a rede de postos Ipiranga anunciaram na quinta-feira, 22, parceria que traz benefícios para os clientes que fizerem uso do aplicativo Abastece Aí. O OnStar direciona o cliente a um posto mais próximo e, caso seja um Ipiranga, os clientes Chevrolet OnStar pessoa física dispõem de desconto extra no abastecimento desde que utilize o Abastece Aí como forma de pagamento.

 

De acordo com comunicado da empresa Péricles Mosca, diretor do OnStar e do Maven para a GM América do Sul, disse que “essa é mais uma iniciativa que gera vantagem e conveniência exclusiva aos clientes Chevrolet OnStar, na qual os benefícios poderão ser usufruídos em todos os mais de 7,8 mil postos da rede Ipiranga. Estamos oferecendo um diferencial para os nossos clientes e não pararemos por aí: novos benefícios serão anunciados em breve”.

 

Jerônimo Santos, diretor de varejo da Ipiranga, também citado no comunicado, disse que “o motorista não precisará nem rodar à procura do posto Ipiranga, nem tirar a carteira do bolso para pagar”.

 

O OnStar é a tecnologia de telemática avançada da Chevrolet que permite oferecer diversas funcionalidades ao motorista como serviços de segurança, emergência, APP, navegação, concierge e diagnóstico.

 

Foto: Divulgação.

Nissan já exporta Kicks para Argentina

O Nissan Kicks, primeiro modelo Nissan inspirado e desenvolvido para mercados da América Latina, muda agora sua origem no mercado argentino: com o objetivo de atender à sua crescente demanda o modelo produzido no México sai de cena e dá lugar àquele fabricado no Complexo Industrial da Nissan em Resende, RJ. O primeiro lote, de mais de novecentas unidades, já está disponível em toda a rede de concessionárias argentinas da Nissan.

 

De acordo com comunicado da empresa “esta primeira importação do Kicks proveniente da planta de Resende é um marco importante para a Nissan na Região da América Latina, onde o modelo é o mais vendido”.

 

O Nissan Kicks produzido no Brasil chega à Argentina em quatro versões: Exclusive CVT, Advance CVT, Advance MT e o Kicks Special Edition, apresentado recentemente.

 

A previsão é a de que aproximadamente 4 mil unidades cheguem à Argentina durante os próximos seis meses. O México os exportava à Argentina desde junho do ano passado.

 

Foto: Divulgação.

Volvo quer 30% dos novos ônibus de SP

A Volvo espera com ansiedade pela abertura da licitação de ônibus que renovará a frota da cidade de São Paulo, o que deve ocorrer em abril. Será a escolha dos fornecedores dos cerca de 13 mil veículos que atenderão ao sistema de transporte do município. Deste total a Volvo pretende atender a pelo menos 30% do total da demanda.

 

O processo de licitação passa por consulta pública, e é o maior do mundo no segmento. Os contratos devem somar R$ 66 bilhões e a frota deve ser reduzida dos atuais  14 mil 444 veículos para 13 mil 603. Segundo Fabiano Todeschini, presidente da divisão de ônibus da Volvo, há a possibilidade de a empresa atingir a meta porque tem clientes históricos que atuam no transporte de São Paulo: “Tradicionalmente eles seguem comprando veículos da mesma fabricante em cada licitação, e por isso temos trabalhado forte junto aos operadores”.

 

O exectuvo disse na quarta-feira, 21, que a empresa deve concorrer com o modelo B250R, introduzido no mercado no ano passado e que tem como principais características menor consumo de diesel, cerca de 7% a menos, e ferramentas de conectividade. A primeira venda do modelo foi feita este ano para Campinas, SP, onde entrará em circulação em março.

 

Foto: Divulgação.

Volvo reabre segundo turno por exportações

O volume crescente de exportações, registrado ano passado, motivou a Volvo a reabrir o segundo turno na fábrica de Curitiba, PR, que operava com apenas um desde o segundo semestre de 2015. Para atender à demanda da região da América Latina, e também a interna, a empresa anunciou na quarta-feira, 21, a contratação de 250 funcionários temporários, já alocados na produção desde início do mês.

 

Segundo Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina, a empresa recupera agora parte do quadro de funcionários que teve de ser reduzido por causa da crise nas vendas: “A queda do mercado nos levou a diminuir em 20% o número de funcionários desde 2015. Estas contratações representam um aumento de quadro de 8%”.

 

Incorporadas as novas vagas o número de funcionários em Curitiba é de 3,4 mil.

 

A empresa calcula que o mercado de caminhões pesados crescerá 30% este ano, e por isso desenhou um cenário favorável à reabertura do segundo turno. A expectativa está acima da traçada pela Anfavea para o segmento em 2018, coisa de 24%: “Os indicadores da economia mostram que haverá maior demanda interna por caminhões. No Exterior temos aumentado nossa participação nos principais mercados”.

 

Na Argentina a empresa detém participação de 10% do mercado, no Peru de 26% e de 13% no Chile: “São economias que adotaram agenda positiva nos últimos anos, com regras favoráveis aos novos negócios. No Chile, particularmente, existe um mercado de extração de cobre crescente, um segmento que produz reflexos nas vendas de caminhões”.

 

No ano passado a companhia obteve crescimento de 27,6% na comparação com o volume exportado em 2016, com 4 mil 637 unidades enviadas para Argentina, Chile e Peru, volume próximo às vendas internas de 2017, quando foram emplacadas, aqui, 5 mil 953 unidades. O mercado argentino foi o principal destino dos caminhões Volvo, 1 mil 825, e 1 mil 450 para o Peru e 1 mil 12 para o Chile.

 

No segmento de ônibus a empresa não forneceu todos os dados, mas afirmou que houve crescimento, no ano passado, com relação a 2016 em termos de volume. A empresa entregou 1 mil 55 chassis em 2017, sendo que destes 791 foram exportados. A produção de ônibus está cada vez mais voltada ao mercado externo: em 2017 75% dos veículos que saíram das linhas de Curitiba foram destinados à exportação. Desde 2015 mais da metade da produção segue para mercados vizinhos.

 

Aporte – O presidente da companhia disse, também, que o pacote de R$ 1 bilhão em investimentos, anunciado no ano passado e que que será aplicado na região até 2019, segue mantido. Até agora, afirmou, um terço do total foi usado para ampliar a rede de concessionários no Chile e na atualização de tecnologia da linha de Curitiba. Os dois terços restantes serão usados em processos de pesquisa e desenvolvimento.

 

Foto: Divulgação.

Bosch aposta ainda mais em conectividade sustentável

A Bosch pretende impulsionar ainda mais sua transformação em provedora de serviços de mobilidade com a formação de uma nova divisão, de soluções para a mobilidade conectada, que reunirá mais de seiscentos associados para desenvolver e vender serviços de mobilidade digital, que incluem compartilhamento de veículos, passeios e serviços baseados em conectividade para os motoristas.

 

Volkmar Denner, presidente do conselho de administração da Bosch, disse, durante a conferência Bosch Connected World 2018, em Berlim, Alemanha, que “a conectividade mudará fundamentalmente a forma como vamos de A para B e, no processo, ajudará a resolver os problemas de tráfego de hoje. Estamos usando-a para realizar a nossa visão da mobilidade livre de emissões de  poluentes, livre de estresse e livre de acidentes”. 

 

Na avaliação da empresa a conectividade oferece um grande potencial de negócios. Até 2025 acredita que haverá mais de 470 milhões de veículos conectados nas estradas do mundo. Daqui a quatro anos o mercado de serviços de mobilidade e de serviços digitais associados valerá € 140 bilhões, segundo dados da consultoria PwC: “A condução conectada é uma área importante para a Bosch, que pretende ter um crescimento significativo de dois dígitos com as soluções que oferece”.

 

O plano é que a nova divisão amplie ainda mais o portfólio de serviços existente. Por exemplo: os serviços de mobilidade da Bosch enviam alertas sobre direções erradas e transformam os smartphones em chaves de carro. Os serviços conectados para eletromobilidade estão destinados a aumentar ainda mais a adequação de carros elétricos para o mercado de massa.

 

Foto: Divulgação.

Bridgestone Camaçari completa onze anos

A fabricante de pneus Bridgestone comemora, este mês, os primeiros onze anos de operação de sua unidade localizada no Polo Industrial de Camaçari, BA. A planta de Camaçari foi estabelecida com maquinário moderno e tecnologia de ponta, permitindo a produção de pneus para carros de passeio e caminhonetes nas categorias HP, High Performance, e UHP, Ultra High Performance.

 

Marcelo Araújo, diretor industrial da unidade de Camaçari, citado por comunicado, disse que “nossas instalações na Bahia equiparam-se às plantas mais modernas e eficientes da companhia, e os investimentos recentes em tecnologia traduzem nosso compromisso em manter esta planta sempre atualizada e com altos índices de produtividade”.

 

A unidade recebeu investimento, recente, de R$ 250 milhões, ampliando sua capacidade produtiva de 8 mil para 10 mil pneus por dia.

 

Nesses onze anos a unidade produziu mais de 23 milhões de unidades. Sua localização estratégica permite abastecer as regiões Norte e Nordeste do País, melhorando o tempo de entrega e fazendo baixar os custos de logística. Os produtos fabricados na unidade também são exportados para a América do Sul e do Norte.

Bajoun 100 é o primeiro elétrico GM na China

Há seis meses a Saic GM Wuling, que representa na China as operações da General Motors, colocou à venda seu primeiro veículo totalmente elétrico e iniciou a produção em massa, e vendas, de veículos sem emissões. É comercializado sob a marca Bajoun, pertencente à GM. De acordo com o Flash de Motor, site especializado de Caracas, Venezuela, nesse período já vendeu 11 mil 446 unidades.

 

Com o modelo a empresa pretende propor novos padrões para a venda de carros sem emissões na China.

 

O alcance de autonomia padrão é de cerca de 155 km e pode ser recarregado parcial ou totalmente por meio de uma tomada de 110V, mas as especificações não determinam o tempo necessário para recarregar ou outros dados sobre este processo.

 

No momento a oferta do Bajoun 100 é limitada a certas regiões da China. Sua exportação para o Ocidente não é considerada.

 

Foto: Divulgação.

YPF Brasil anuncia o seu novo CEO

Pablo Luchetta, anteriormente seu gerente de vendas, é o novo CEO da YPF Brasil. Ele sucede a Ramiro Ferrari, que retorna à matriz, na Argentina. Em comunicado a empresa conta que Luchetta foi um dos principais responsáveis pela reestrututação de seus canais de venda e, consequentemente, pelo aumento de volume registrado nos últimos dois anos.

 

A mudança faz parte de uma reestruturação interna e o novo CEO, sobre o futuro da empresa, disse que “a reação da economia brasileira, no nosso caso, alavancada pelas montadoras, traz um cenário extremamente competitivo para o qual estamos bem preparados. Para isso seguiremos investindo na nossa planta e em ferramentas de marketing e de vendas que fortaleçam a ação dos nossos distribuidores. Com o apoio, agora, mais direto da nossa matriz, estou seguro de que repetiremos os resultados dos últimos anos”.

 

Pablo Luchetta, engenheiro industrial, é especialista em economia do petróleo e em gestão empresarial e tem MBA em marketing. Sua missão como CEO será “dar continuidade à segunda fase dos planos de expansão de negócios com aumento de volume e participação de mercado”.

 

Foto: Divulgação.

Bancos projetam mais crédito para veículos

A retomada das vendas de veículos, no País, e a possibilidade de crescimento em 2018 fizeram os bancos aumentarem o volume de crédito, no ano passado, para a aquisição de automóveis e veículos comerciais. Até dezembro o sistema financeiro registrou alta de 22,9% e atingiu a soma de R$ 101,1 bilhões. Esta foi a primeira vez, desde 2014, que o valor destinado às operações de financiamento e leasing superou a marca de R$ 100 bilhões.

 

A expectativa de um mercado mais aquecido pode fazer com que sejam reestabelecidas algumas condições, em termos de financiamentos, que marcaram o setor antes da crise econômica. Segundo Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor da Anefac, a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, a volta de maior prazo para pagamentos é uma delas:

 

“Uma tendência para este ano é a volta dos prazos mais longos, dos financiamentos de sessenta meses. A inadimplência diminuiu nos últimos meses, criando uma condição favorável aos compromissos de longo prazo. Essa condição vai atrair o consumidor de volta”.

 

Dados do Banco Central mostram que é grande o número de consumidores que honra seus compromissos financeiros. Em dezembro a taxa de inadimplência foi de 3,78% em clientes pessoa física que compraram veículos, a menor desde 2014, quando era 3,91%. A taxa de juros em dezembro também foi a menor dos últimos quatro anos: 22,23% ao ano.

 

Outra tendência é a de que os bancos das montadoras consigam oferecer condições de financiamento mais atraentes do que os bancos de varejo. Isso porque, explica o diretor da Anefac, com aumento do volume de veículos produzidos para atender à demanda interna será necessário um esforço comercial que ajude a acelerar as vendas: “Não são raras as promoções nestes momentos, e o crédito costuma ser concedido mais rapidamente”.

 

Luiz Montenegro, presidente da Anef, a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, afirma que os bancos trataram de manter a oferta de linhas de crédito da mesma forma como faziam antes da crise. Mas reconhece que o cenário mais favorável aos financiamentos em 2018 motivará as financeiras a criar produtos que facilitem a contratação de crédito:

 

“No caso do segmento de veículos leves alguns bancos de montadoras conseguiram tornar flexível o valor de entrada e das parcelas, inserindo a figura da parcela balão, uma que é paga ao fim do financiamento e possui um valor maior. Em alguns casos o valor das parcelas pode ser 40% menor do que um modelo tradional de financiamento”.

 

A expectativa da Anef para 2018 é a de que o mercado de crédito para a compra de veículos deverá manter a retomada dos negócios. A estimativa da entidade é a de que o volume de recursos liberados cresça 15,1%, passando de R$ 101,1 bilhões para R$ 116,4 bilhões.

 

No lado dos bancos de varejo há, também, a projeção de que o volume de crédito será maior este ano, muito em função do aumento da confiança do consumidor, da renda e do consequente aquecimento dos negócios no setor automotivo, segundo André Novaes, diretor do Santander Financiamento:

 

“Vejo maior demanda por crédito e vontade dos bancos em fazer negócios, e isso já está ajudando as vendas de veículos independente de maior ou menor prazo de pagamento. Houve recuperação da renda de quem está trabalhando, a taxa de juros está mais baixa. Estes são os principais alavancadores do crédito”.

 

Janeiro – As vendas financiadas de veículos novos e usados aumentou no mês passado. Foram 458 mil 522 unidades adquiridas por meio da modalidade, de acordo com dados da B3, Bolsa de Valores de São Paulo. Este volume representa aumento de 14,3% na comparação com o mesmo mês de 2017 e engloba autos leves, motos e pesados.  Do total comercializado a crédito 155,7 mil foram unidades novas e 302,7 mil usadas.

 

Em leves o financiamento de unidades zero quilômetro obteve crescimento de 24,4% com relação a janeiro do ano anterior. Esta é a primeira vez desde 2013 que o mês registra crescimento em comparação com o mesmo do período do ano anterior. Com relação aos leves usados as vendas a crédito somaram 279,7 mil unidades em janeiro,  alta de 11,7%.

 

Foto: Divulgação.