Organização comum de compras aprimora desempenho do Groupe PSA

A partir de janeiro o Groupe PSA terá uma organização comum para gerir as suas compras. O objetivo, de acordo com comunicado divulgado na segunda-feira, 18, é o de aumentar a eficiência e a capacidade de compra do Groupe PSA graças à obtenção de economias de escala e à criação de valor em prol da melhoria da competitividade:

 

“A longo prazo as compras representarão 30% das sinergias esperadas da integração da Opel/Vauxhall ao Groupe PSA”.

 

Os relacionamentos com os fornecedores serão simplificados, com o estabelecimento de pontos de contato únicos para fornecedores com um volume significativo de atividades. A nova entidade representará um volume anual de compras de € 38,8 bilhões na Europa.

VW Caminhões e Ônibus estreia no site mundial do grupo

Seguindo sua rota de internacionalização, a Volkswagen Caminhões e Ônibus estreou no novo site corporativo do grupo VW Truck & Bus, que reúne as empresas com foco na união de forças nos mercados regionais mundo afora, com intuito de expandir as empresas globalmente por meio de inovações, segundo o grupo VW.

 

O site é www.vwtb.com/en, já está online e oferece informações como relatórios, gráficos e endereço de todas as redes sociais das marcas do grupo. A longo prazo, a empresa pretende tornar o site um plataforma de informação e diálogo para questões em torno da indústria.

André Beer recebe homenagem da AutoData

André Beer, ex-presidente da Anfavea e ex-vice-presidente da General Motors, recebeu na sexta-feira, 15, o Tributo Especial Personalidade do Ano 2017 homenagem especial pela passagem dos 25 anos da AutoData Editora.

 

O prêmio é um reconhecimento em razão de ele ter sido um dos primeiros apoiadores da revista e ter contribuído para viabilizar a AutoData, como um dos principais veículos de comunicação do setor automotivo do País.

 

O troféu foi entregue na sexta-feira por Vicente Alessi Filho, um dos fundadores da AutoData, porque na ocasião da entrega da premiação em 22 de novembro o homenageado não pode comparecer à solenidade por motivos de saúde. 

 

Foto: Divulgação.

Ford mostra tendência para 2018

A Ford publicou o seu Relatório de Tendências 2018, destacando como as mudanças globais da sociedade vão afetar os comportamentos e atitudes dos consumidores no ano que vem e nos demais anos. A sexta edição do estudo anual da Ford mostra que dois terços dos adultos estão surpresos com as mudanças ao seu redor, três quartos acreditam poder influenciar mudanças positivas e cerca da metade espera que as empresas assumam uma posição em questões sociais.

 

Os consumidores estão focados no sofrimento mundial, no hiato crescente entre ricos e pobres e no bem-estar emocional. Muitos estão céticos quanto à inteligência artificial, mas acreditam no futuro dos veículos autônomos.

 

Para Sheryl Connelly, gerente de tendências globais de consumo e futuro da Ford, vivemos tempos interessantes: “Mudanças nas prioridades globais, a agitação política desenfreada e o foco na desigualdade social deixaram muitos desorientados. Mas do caos e do conflito surge uma nova energia e criatividade que estão motivando as pessoas como nunca. A maioria dos adultos acredita que suas ações podem influenciar mudanças positivas”.

 

 

Raízen fornece combustível na fábrica da Mercedes-Benz

A Raízen, licenciada da marca Shell no Brasil, e a Mercedes-Benz inauguraram na semana passada um posto Shell dentro das instalações da companhia em São Bernardo do Campo, SP. 

 

O combustível também passa a ser recomendado oficialmente pela fabricante aos seus clientes. A Raízen já indica a compra de veículos Mercedes-Benz aos seus fornecedores na área de logística e transporte.

 

Para Antonio Cardoso, diretor de B2B da Raízen, a parceria é um motivo de orgulho. “Podemos aproveitar as sinergias das empresas tanto de clientes Raízen que não trabalham com a Mercedes e vice-versa. Vamos consolidar esta colaboração para maximizar seus potenciais. São muitas oportunidades de uma parceria que renderá muitos frutos”.

 

Especificamente para o projeto do posto, a Raízen forneceu consultoria em saúde, segurança e meio ambiente e também está colaborando com o desenvolvimento do serviço de automação em controle de consumo.

 

De acordo com Ari de Carvalho, diretor de vendas e marketing caminhões da Mercedes-Benz do Brasil, “essa parceria ganha relevância, uma vez que estamos falando de duas marcas que têm forte atuação no transporte do País, buscando sempre sua eficiência para melhor atender os clientes”.

 

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Goodyear e Sandia: 25 anos de cooperação técnica.

A fabricante de pneus Goodyear e o Laboratório Nacional Sandia, instituição de alta tecnologia mantida pelo Departamento Nacional de Segurança da Energia Nuclear dos Estados Unidos, acabam de completar 25 anos de uma inusitada parceria.

 

O trabalho das empresas neste período levou à criação de um software de engenharia mecânica que é usado no desenvolvimento de pneus de alta qualidade. A parceria, conforme informações das empresas, resultou em prêmios para pneus de passeio, descobertas baseadas em dados científicos e avanços tecnológicos em design 3D e simulação.

 

Susan Seestrom, diretora do departamento de pesquisa do Sandia, falou sobre a importância da parceria: “Alguém poderia perguntar o que os sistemas de defesa nacional têm a ver com engenharia de pneus. Pneus são sistemas complexos e, sem dúvida, representam um dos maiores desafios para a mecânica computacional. E isso é algo que conhecemos bem no Sandia”.

 

Essa cooperação tem permitido ao Sandia aprimorar suas ferramentas de software e aperfeiçoar competências para aplicação em suas missões e, ao mesmo tempo, tem ajudado a resolver desafios relacionados ao design de pneus da Goodyear.

 

Chris Helsel, diretor de tecnologia da Goodyear, falou sobre a importância da simulação de desempenho: “A modelagem e a simulação do desempenho dos pneus são muito complexas, ainda mais sob condições diversas de temperatura, pressão e uso”.

 

A Goodyear reconhece que, por conta da colaboração com o Sandia, tem reduzido o tempo de desenvolvimento de novos produtos, aprimorado processos de fabricação e poupado custos operacionais e técnicos. Isso se traduz em vantagens competitivas em um setor de atividade bem complexo.

 

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Rota 2030: 15 dias para o fim do ano e muitas incertezas

Faltam 15 dias para o fim do ano e para acabar também o Inovar-Auto, com um cenário de incertezas cercando o setor automotivo, que não sabe se terá o Rota 2030 em vigência a partir de 1 de janeiro, como foi falado ao longo do ano. Caso o programa não seja aprovado este ano, a indústria automotiva voltará a trabalhar como era em 2012, sem taxações para importados e sem incentivos para empresas que investem em suas fábricas e centros de pesquisa e desenvolvimento no Brasil.

 

Dentro de tantas incertezas há quem garanta que o Rota 2030 estará aprovado até o dia 31 de dezembro, caso de Antonio Megale, presidente da Anfavea, que acompanha de perto grande parte das reuniões para discutir o programa: “Não há motivo para pânico. Tenho convicção de que um novo marco regulatório para o setor sairá. O próprio presidente da República nos garantiu isso”, disse o executivo durante a cerimônia de entrega do Prêmio AutoData. Megale também fez afirmação parecida na última coletiva da Anfavea, no dia 6.

 

A AEA, Associação de Engenharia Automotiva, foi convidada para ser o braço de apoio técnico ao Rota 2030 e não costuma opinar sobre temas que não sejam técnicos, porém, acompanha a situação de aprovação do programa de perto e, fontes ligadas à associação, também afirmam que as conversas que acontecem em Brasília indicam que o Rota 2030 será aprovado este ano, nem que seja uma medida provisória como marco regulatório.

 

O outro lado – Do lado de quem acredita que a aprovação do Rota 2030 ficará para o próximo ano estão os importadores, sendo que a Abeifa, associação que representa as empresas importadoras, já declarou que está preparada para trabalhar sem se preocupar com as taxas extras de IPI a partir do dia 1º de janeiro do ano que vem, demonstrando pouca preocupação com uma possível aprovação do programa até o fim deste ano.

 

O diretor de uma das empresas associadas a Abeifa garante que o programa não sairá este ano, pois o Ministério da Fazenda deu como prazo máximo o dia 10 de dezembro para que o Rota 2030 estivesse pronto para ser aprovadao na Fazenda, o que não aconteceu e, com isso, ficaria para 2018.

 

Para Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, a aprovação até o fim do ano não é o mais importante: “O bom é fazer algo bem feito, independente do tempo”. Na visão do executivo, o ideal seria crédito tributário para quem investir em P&D, sem excluir as empresas de autopeças desses incentivos, o que na visão dele não é correto.

 

Foto: Divulgação.

JadLog investirá R$ 50 milhões em 2018

A JadLog, transportadora de cargas expressas fracionadas e operadora logística do comércio eletrônico, investirá R$ 50 milhões em 2018 para ampliar a eficiência de sua operação e criar novos serviços. O investimento não prevê a ampliação da frota da empresa, que conta com dois mil carros e 300 caminhões.

 

Olivier Establet, presidente do conselho de administração da JadLog, disse que a está em estudo a melhor maneira de ampliar a frota, se por meio de agregados ou pela compra de veículos próprios. “Hoje os agregados representam cerca de 15% da nossa frota”.

 

A projeção da empresa é encerrar o ano com crescimento de 20%. Este é o primeiro ano sob a gestão e controle do grupo GeoPost — rede de distribuição de encomendas na Europa, através de sua rede internacional DPDgroup.

 

A estima é de fechar o ano com um faturamento de R$ 480 milhões. A JadLog entregou mais de 12,5 milhões de encomendas até novembro, com mais de 76 mil encomendas entregues na Black Friday.

 

O plano da empresa para os próximos anos é atingir R$ 1 bilhão de faturamento. Para isso, a empresa incorporará novos serviços na área das expedições internacionais, um novo produto voltado ao e-commerce, a criação de um portal de devoluções e um aplicativo para destinatários, além de investir em sistemas para facilitar a integração com os websites dos clientes e a automatização da operação.

 

“Temos um plano estratégico que vai nortear a empresa nos próximos anos e nos tornará a referência nos mercados B2B e B2C para encomendas até 30 quilos”.

 

Foto: Divulgação

 

Setor automotivo crescerá dois dígitos em 2018

O mercado automotivo brasileiro voltará crescer dois dígitos a partir do ano que vem. A avalição é de Fabio Braga, diretor de operações da consultoria especializada em pesquisas sobre o setor industrial, J.D.Power do Brasil: “Chegamos ao fundo do poço em 2016, com queda expressiva na produção e vendas. Este ano iniciamos a retomada da recuperação e devemos crescer de 9% a 10%. A previsão é que no ano que vem teremos expansão acima de 10%”.

 

A projeção da consultoria vai ao encontro das previsões feitas pelo próprio setor automotivo. No balanço divulgado na semana passada, a Anfavea mostrou que a produção de veículos teve alta de 27,1% de janeiro a novembro na comparação com o mesmo período do ano passado, com 2 milhões 486 mil unidades saindo das linhas de produção — contra 1 milhão 956 mil no mesmo período de 2016.

 

O crescimento nas vendas nos onze meses deste ano superou as projeções da entidade. A média diária, de 6 mil 680 unidades, verificada em janeiro levou o setor a projetar crescimento de 4% até o fim do ano. Com a melhoria de alguns indicadores econômicos, como queda dos juros e aumento da confiança do consumidor, a média foi aumentando e a entidade reviu sua projeção para 7,3%, o que já era visto como positivo para um ano pós-fundo do poço. Mas a partir de agosto o desempenho levou as vendas a ultrapassar as 200 mil unidades mensais, e o setor, com um mês de vendas ainda pela frente, admite que as vendas de 2017 superarão as 2,2 milhões unidades antevistas.

 

Para Fabio Braga, o segmento de SUV continuará sendo a menina dos olhos do setor, como já ocorreu neste ano, com os modelos representando 22% das vendas de veículos contra 18% do ano passado, conforme dados da Fenabrave. “Este é um segmento que tem sido cada vez mais competitivo”.

 

Os modelos compactos pequenos, que representam cerca de 27% do mercado e que se manteve estável em relação ao ano passado, deverá continuar com um bom volume de vendas. “Os compactos pequenos vão continuar com um bom volume, provavelmente liderando, mas com participação menor”.

 

Foto: Fotos públicas/Juca Varella.

Brasil quer estreitar comércio exterior

O Brasil aproveitou mais uma conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio para estreitar sua relação de comércio com Austrália, Equador, Espanha, Índia, México e Reino Unido, com reuniões organizadas pelo ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em Buenos Aires, Argentina, na quarta-feira, 13.

 

Novos acordos comerciais podem contribuir para as exportações de veículos. É o caso, por exemplo, da Austrália, que não tem, mais, produção local. Durante as conversas com o ministro de Comércio e Investimento da Australia, que também foi acompanhada pelo ministro de Relações Exteriores, buscou-se fortalecer o diálogo para ampliar trocas comerciais e facilitar aportes.

 

A reportagem de AutoData inquiriu o MDIC sobre a possibilidade de vendas de veículos à Austrália, mas o ministério não confirmou a informação até a publicação desta reportagem. Já o ministro australiano disse que “entendemos que há muitas oportunidades no Mercosul”, demonstrando que existe um interesse em avançar com as negociações, segundo o MDIC.

 

Com o Reino Unido as conversas foram feitas com o ministro do Comércio, que concordou sobre a necessidade de direcionar esforços para facilitar a ampliação das trocas comerciais. A conversa com a secretária de Comércio da Espanha, foi em torno do acordo do Mercosul com a União Europeia, com o ministro brasileiro destacando que muitos esforços estão sendo feitos para melhorar a oferta à UE, deixando claro que agora depende dos europeus para que o acordo seja assinado em 2018.

 

Com o representante do Equador o ministro brasileiro coordenou discussões referentes aos entraves ao comércio bilateral, questionando o posição a respeito de medidas aplicadas contra as exportações de mais de cem produtos nacionais. O ministro equatoriano, do Comércio Exterior, ponderou sobre a importação de alguns produtos de seu país, como camarão e bananas. Ambos os lados se comprometeram a avaliar internamente as questões discutidas.

 

Foto: MDIC.