Grupo Volkswagen cresce no ano

O Grupo Volkswagen divulgou na sexta-feira, 27, balanço financeiro do terceiro trimestre, registrando alta de 7,7% nas vendas de carros de passeio, com 2 milhões 642 mil unidades emplacadas, na comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano o crescimento é de 3,4% e 7 milhões 913 mil unidades vendidas.

 

Acompanhando o crescimento das vendas, o lucro operacional antes dos itens especiais chegou a € 4,3 bilhões, ante € 3,7 bilhões no mesmo período de 2016, crescendo 15,1%. Nos nove meses do ano o lucro operacional foi de € 13,2 bilhões, alta de 17,4%.

 

O lucro depois dos impostos teve queda de 51,2%, com € 1,1 bilhão registrado, ante € 2,3 bilhões no mesmo período de 2016. O Grupo VW justifica essa queda pelos gastos com o caso dieselgate. Porém, no acumulado do ano os números são positivos, com crescimento de 30,8% e lucro de € 7,7 bilhões.

 

No terceiro trimestre, o resultado das operações aponta queda de 48%, com € 1,7 bilhão, ante € 3,3 bilhões de julho a setembro de 2016, também por causa do dieselgate. Mas no acumulado do ano a alta é de 23% e € 10,6 bilhões que vieram do resultado das operações.

 

Por fim, o resultado líquido no acumulado do ano, mesmo com os gastos do dieselgate, é de € 25,4 bilhões, queda de 18,2%, pois no mesmo período do ano passado o resultado foi de € 31,1 bilhões. Frank Witter, membro do conselho de administração responsável por finanças e controle, destacou que o impacto do dieselgate ainda não acabou: “Podemos ficar satisfeitos com o que conseguimos até agora, mas já gastamos € 14,5 milhões de euros com esse problema e ele não está do fim”.

 

A geração de empregos do Grupo Volkswagen também registrou alta de 1,6%, com 636,7 mil colaboradores em todo o mundo. A expectativa de crescimento dos lucros operacionais do Grupo para 2017 pode ser um pouco maior do que o objetivo traçado no começo do ano.

 

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Eaton: mais oportunidades com câmbio automatizado.

Ainda que a Eaton espere por aumento de 13% na produção de veículos em 2018, há fatores que propagam incertezas no mercado e fazem a empresa ser menos ousada em sua estratégia comercial. Sem contar com a previsão de melhoras nas vendas internas, a escolha feita trata de concentrar esforços no desenvolvimento do mercado de câmbios automatizados no País, nicho no qual visualiza oportunidades no médio prazo.

 

A Eaton já estudava o mercado nacional no ano passado para viabilizar a produção do componente em suas fábricas instaladas aqui e decidiu levar o projeto adiante em 2017 após constatar que havia demanda para a automatização nos segmentos abaixo dos pesados. A partir da análise, concluiu que veículos dotados de transmissão automatizada dividirão o mercado com os equipados com câmbios manuais até 2022.

 

A projeção se confirmou com os anúncios de produção das primeiras versões automatizadas da Ford, com seu motor torqshift, e, mais recentemente, da Iveco, com a nova linha Tector Auto-Shift. Antecipar a produção e decidir apostar na criação de um mercado para caixas automatizadas foi determinante para que a empresa se tornasse fornecedora dos primeiros modelos. “As montadoras anteviram o mesmo cenário e, quando abriram concorrência, já tínhamos um produto desenvolvido e testado”, disse Amaury Rossi, diretor de negócios de powertrain para veículos comerciais.

 

Dado o primeiro passo dentro deste novo mercado, a empresa executa hoje uma espécie de segunda fase do plano de negócios para suas caixas automatizadas. A Eaton tem boas chances de crescer nesse nicho por meio do fornecimento do componente para a nova linha Delivery, os caminhões leves da MAN Latin America, anunciados oficialmente ao mercado na edição deste ano da Fenatran. “A linha de leves da MAN pode abrir as portas definitivamente para as caixas automatizadas porque é uma das líderes do mercado no segmento”, comentou o executivo.

 

Segundo Rossi, a empresa usará táticas agressivas para ganhar participação na faixa de caminhões até 13 toneladas com o fornecimento de caixas automatizadas. Isso envolve buscar contratos de longa duração: “Temos clientes com contratos de fornecimento mais extensos e outros nem tanto. Sem citar qual é nosso maior mix, posso dizer que vamos intensificar a fidelização nas empresas com quem temos contratos de duração menor”.

 

60 anos – As transmissões da Eaton são montadas na fábrica da divisão automotiva instalada em Valinhos, SP. De lá, abastassem o mercado interno e também países da América Latina e os Estados Unidos. Os componentes são fabricados na unidade de Mogi Mirim, SP, onde são forjadas e usinadas as engrenagens e eixos que formam as caixas de transmissão da companhia.

 

Esta fábrica é considerada estratégica pela empresa, cuja atuação completa 60 anos em 2017. Produzir lá os componentes representa para a Eaton uma oportunidade de não expor a operação brasileira às oscilações do câmbio, segundo Rossi: “É uma forma de proteger a operação, que pode ser prejudicada por uma eventual disparada do dólar ou valorização do real. Produzindo peças aqui ajudamos a operação global como um todo, contribuindo para desafogar produções em outros países que estejam operando na sua capacidade máxima”.

 

O espaço, inaugurado em 1998, é basicamente uma indústria de usinagem de peças e tratamento térmico comportados em uma área construída de 20 mil m². Há mais 40 mil² ocupados apenas pela grama do solo terraplanado e que podem ser destinados para uma possível expansão. A fábrica tem a produção dividida em dois prédios: um destinado à produção para caixas de veículos e outro, para o de veículos comerciais. A operação atualmente é feita em dois turnos e sua capacidade está em 60%.

 

A Eaton chegou ao Brasil em 1957 com uma fábrica em São José dos Campos, SP, na onda do progresso instaurada no País pela política desenvolvimentista do então presidente Juscelino Kubitschek. Foi a época em que as primeiras fabricantes de veículos desembarcaram aqui trazendo seus fornecedores. No caso da Eaton, a empresa afirma ter chegado em função de um mercado que se desenhava crescente. Seu primeiro grande contrato foi com a Ford.

 

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Produção industrial cai em setembro

A Confederação Nacional da Indústria, CNI, divulgou na quinta-feira, 26, o índice de evolução da produção industrial de setembro, que chegou a 48,1 pontos, na pesquisa mensal chamada Sondagem Industrial. O balanço registra queda com relação a agosto, quando o índice registrou 54,8 pontos.

 

A CNI destacou que a queda registrada em setembro de 2017 foi menor do que a registrada em outros anos. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve crescimento, pois o índice registrado foi de 45,8 pontos.  

Vendas da PSA crescem na América Latina

Balanço do Grupo PSA divulgado na quarta-feira, 25, apontou, no período janeiro-setembro, crescimento do seu faturamento global em 12,7% na comparação com o mesmo período no ano passado, que chegou a € 44 bilhões 153 milhões, desempenho positivo creditado às vendas de veículos Peugeot, Citroën e DS na Índia, Eurásia e América Latina.

 

Com o desempenho obtido até setembro o grupo mantém a expectativa de crescimento projetado para o mercado latino-americano em 2017, 7%, em função do aquecido mercado argentino, que emplacou 700 mil 348 veículos até setembro, segundo dados da Adefa, entidade que, lá, reúne e representa as empresas concessionárias. E também a expectativa de crescimento de 10% n faturamento do grupo de 2015 a 2018, visando a 15% suplementares até 2021.

 

Na América Latina foram vendidos 89,5 mil veículos Peugeot de janeiro a setembro, 8,9% a mais do que nos nove meses do ano passado, os Citroën somaram 50,3 mil unidades, volume 16% maior., e os DS foram exatamente 1 mil — totalizando 148,8 mil, ou 11,3% mais unidades emplacadas do que a quantidade registrada no ano passado.

 

Na Índia foram comercializados 16,6 mil veículos das três marcas do Grupo PSA, alta de 14,3%, e 9,9 mil na região chamada de Eurásia, composta de países do Leste europeu, crescimento de 33,8%. No mercado europeu, o principal da companhia em termos de vendas e receita, a divisão automotiva do grupo vendeu, até setembro, 1 milhão 418 mil 4 unidades, queda de 0,4% na comparação com o volume registrado nos nove primeiros meses do ano passado.

 

Trimestre. O faturamento da divisão automotiva do grupo, isoladamente, alcançou € 8 bilhões 418 milhões no terceiro trimestre, 11,6% a mais do que o obtido em idêntico trimestre de 2016. O faturamento global do grupo foi de € 14 bilhões 988 milhões ante € 11 bilhões 404 milhões no terceiro trimestre de 2016.

 

O desempenho trimestral, segundo a PSA, decorre essencialmente da melhoria do mix de produtos associado ao sucesso dos novos modelos Peugeot 3008, 5008, Expert e Traveller, Citroën C3, C3 Aircross, C5 Aircross, Jumpy e SpaceTourer.

 

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Mau resultado do Ka em teste do Latin NCAP

O Ford Ka foi reprovado em testes de segurança realizados pelo Latin NCAP, cujos resultados foram apresentados na quarta-feira, 25: não conquistou nenhuma estrela no quesito segurança para adultos, em uma escala de 0 a 5, e no quesito proteção para crianças atingiu três estrelas, índice considerado baixo. As versões hatch e sedã tiveram a mesma nota. Para o Latin NCAP esse resultado foi “extremamente desapontador”.

 

No teste de impacto lateral o Ka mostrou rendimento abaixo do esperado, sendo o motivo principal para o resultado de seus testes, segundo o novo protocolo do Latin NCAP, vigente desde 2016. Em 2015, antes das mudanças, o modelo recebeu quatro estrelas para os ocupantes adultos e as mesmas três para crianças.

Renault cria divisão focada apenas em energia elétrica

O Grupo Renault criou uma nova subsidiária, a Renault Energy Services, com foco exclusivo no setor de energia e smart grids, componente que considera fundamental para a mobilidade elétrica. O informe foi feito na quarta-feira, 25.

 

A empresa investirá em projetos com foco básico e exclusivo em redes elétricas inteligentes, que são smart grids, com a intenção de estabelecer parcerias ainda mais estreitas com outras empresas igualmente desenvolvedoras do setor de energia para criar projetos de recarga inteligente e de segunda vida para as suas baterias.

 

Gilles Normand, diretor mundial de veículos elétricos da Renault, disse que “com a criação da Renault Energy Services estamos dando um grande passo hoje. Investir em smart grids é um fator determinante para fortalecer nossa liderança em veículos elétricos na Europa e acelerar a mudança de escala deste segmento”.

Fras-le anuncia venda de peças pela internet

A fabricante de autopeças Fras-le anunciou na quinta-feira, 26, que venderá componentes pelo Canal da Peça, uma plataforma digital de comercialização de peças automotivas com quem a fabricante costurou parceria. A empresa informou que decidiu investir numa solução digital mais completa para estreitar o relacionamento com o cliente por meio de informações sobre manutenção. Segundo Felipe de Carvalho, gerente de marketing da empresa, a plataforma possibilitará o reforço da imagem da marca e o compartilhamento de informações sobre a empresa e os produtos. Por meio dela poderá ser acessado o catálogo eletrônico dos componentes.

Grupo Renault cresce no Brasil e no mundo

O Grupo Renault divulgou na quarta-feira, 25, balanço de vendas e resultados no terceiro trimestre, no qual as vendas globais cresceram 9,4%, para 866 mil 233 unidades, assim como sua participação de mercado avançou para 3,8%, com crescimento de 0,2% na comparação com o mesmo período de 2016. O faturamento também cresceu, com avanço de 9,8%, para 11,6 milhões de euro. Na região das Américas, que engloba o Brasil, as vendas cresceram 14%, enquanto o mercado total cresceu 7,1%, e sua participação de mercado cresceu 0,4 ponto porcentual, para 7,3%.

 

O grupo destaca que está aproveitando a plena recuperação do mercado brasileiro, onde as vendas cresceram 24,8% e a participação de mercado chegou a 8,5%, alta de 0,7 ponto porcentual, graças ao bom desempenho do SUV Captur e do subcompacto Kwid. O crescimento na Argentina também ajudou o grupo a aumentar as vendas em 7,7% no país.

 

Na Europa as vendas cresceram 4,9%, e o mercado progrediu 1,4% no terceiro trimestre. A participação de mercado da Renault chegou a 9,9%, aumentando 0,3 ponto porcentual: o grupo credita esse crescimento ao lançamento do Koleos e o sucesso do elétrico ZOE, que emplacou 6 mil 665 unidades e cresceu 67%.

 

A expectativa para o Brasil é de crescimento de até 8% este ano, enquanto que para o mercado mundial projeta aumento de 2% a 3%, fazendo crescer a previsão anterior, que era de 1,5% a 2,5%. Avaliando apenas a Europa o crescimento poderá chegar a 3%, com previsão anterior de 2%.

Grupo JSL investe R$ 11 milhões em revenda MAN

A MAN Latin America inaugurou concessionária, em Caxias do Sul, RS, para atender ao polo metalmecânico e aos setores moveleiro e de logística da região. A Transrio, que tem 4 mil m² de área construída e está localizada às margens da rodovia RSC-453, demandou investimento de R$ 11 milhões, informou a fabricante na quinta-feira, 26.

 

A nova loja foi projetada para atender a 47 municípios do Rio Grande do Sul. A empresa destacou como principais novidade do espaço o box passante para a circulação e o atendimento de caminhões tratores sem necessidade de desatrelar o implemento rodoviário.

 

A Transrio faz parte do Grupo JSL, que tem matriz no Rio de Janeiro, RJ, e filiais em catorze municípios no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo e Tocantins. No território gaúcho, além de Caxias do Sul, a rede tem operações em Eldorado do Sul, Pelotas e São Leopoldo.

 

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Compartilhamento de carros já é realidade

O mercado de compartilhamento de carros ainda está engatinhando, no Brasil, mas algumas empresas já apostam nessa prestação de serviço, caso da Urbano Car Sharing, que faz parte do LDS Group, que tem investimento programado de R$ 25 milhões até março para a compra de novos veículos. A empresa já tem o aplicativo disponível para smartphones e começou a colocar sua frota na rua este mês.

 

A tecnologia usada pela Urbano Car Sharing é da Vulog, empresa que atua no segmento de compartilhamento de veículos há mais de dez anos, na França. O sistema permite o monitoramento dos carros à distância, desde onde estão circulando até o modo de dirigir do motorista, como a velocidade. Essa tecnologia foi instalada em todos os carros da empresa, disse o diretor de marketing Vinicius Romano:

 

“Nossos veículos já foram testados por algumas empresas que fecharam pacotes de minutos e agora podem ser usados por qualquer usuário”.

 

A Urbano tem 77 carros disponíveis, sendo 67 Smart e dez BMW i3 — o primeiro é dotado de motor a combustão interna e o segundo é elétrico –, e está negociando a compra de mais cem carros elétricos com duas montadoras.

 

Para usar o serviço é necessário baixar o aplicativo, preencher cadastro, concordar com os termos de uso, enviar imagem da CNH válida e cadastrar um cartão de crédito para que a cobrança seja feita. Os usuários pagarão R$ 1,20 por minuto de uso do carro.

 

O aplicativo mostrará num mapa a localização do cliente e a dos carros mais próximos. Depois é só clicar no carro desejado e ele ficará reservado nos próximos 15 minutos, tempo que o usuário terá para chegar até o carro e, com mais um clique no aplicativo, destravá-lo. Ao entrar basta pegar a chave, que fica no porta-luvas, dar a partida e sair. Se por acaso o nível de combustível estiver baixo e o motorista se dispuser a abastecê-lo utilizará um cartão de crédito, que também fica no porta-luvas — e ganhará minutos de uso do carro como bâonus pelo serviço que prestou. A Urbano conta com equipe de rua para limpar os carros quando necessário e para levá-los ao abastececimento.

 

Depois de utilizar o carro o cliente deixa-o estacionado em uma das oito zonas de 1 km² que a empresa já tem disponível, espalhadas por bairros como Moema, Brooklin, Vila Madalena, Chácara Santo Antonio, Pinheiros, Vila Olímpia  e na avenida Paulista, com uma luz verde interna indicando que ele está dentro da zona demarcada. O carro pode ficar parado em qualquer área de Zona Azul e está fora do rodízio semanal.

 

Carro estacionado e chaves no porta-luvas, ao cliente resta finalizar a corrida no aplicativo, travando novamente o carro.

 

Para Romano esse sistema de zonas para deixar o carro é um dos diferenciais do seu projeto: “Outras empresas oferecem serviços parecidos, mas você não pode deixar em qualquer lugar, tem que pegar no ponto A e devolver no mesmo ponto A, enquanto o nosso sistema permite que o usuário deixe o carro na rua, em diversos bairros”.

 

A empresa também acredita que o Brasil tenha capacidade para receber 20 mil carros elétricos em muito pouco tempo e espera que novos concorrentes apareçam no mercado: “Novos concorrentes nos ajudarão a crescer, mostrando ao público a vantagem de sair de casa e usar todo tipo de transporte disponível, deixando o carro em casa. Para cada carro compartilhando circulando nós acreditamos que seja possível tirar das ruas de treze a quinze veículos”.

 

O LDS Group, responsável pela criação da Urbano Car Sharing, está no mercado há mais de dez anos, oferecendo serviços de locação de veículos de luxo, com e sem motorista, para consulados, embaixadas e traslado de músicos e de pilotos da Fórmula 1.