Uber já usa caminhões autônomos nos EUA

A Uber, por meio da subsidiária Advanced Technologies Group, opera caminhões autônomos nas estradas do Arizona, Estados Unidos, desde novembro, disse o grupo, sem especificar quantas viagens realizou ou quantos caminhões estavam em circulação. A informação foi divulgada na quarta-feira, 7, pelo portal Flash de Motor, da Venezuela.

 

Um “operador” humano está presente no banco do motorista da cabine do caminhão, disse a empresa, que atualmente limita essas viagens ao Arizona. 

 

O caminhão autônomo é usado para transportar mercadorias durante a maior parte da estrada, na rodovia. Em seguida, o caminhão sai da rota para chegar a uma área de transferência, onde o trailer é acoplado a um táxi de caminhão tradicional, com motorista, que faz os últimos quilômetros até o ponto de entrega.

 

O grupo começou a testar os caminhões autônomos em 2016 e fez a primeira entrega no centro do Colorado em outubro daquele ano. O veículo percorreu cerca de 200 km e entregou duas mil caixas de cerveja.

 

Como a maioria dos grandes grupos de carros e muitas empresas de tecnologia, Uber está trabalhando na condução autônoma.

 

Para os seus apoiadores, a condução autônoma permite viagens mais longas, reduz o número de acidentes e aumenta as possibilidades de transporte em áreas isoladas.

 

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Venda de implementos cresceu 61% no bimestre

A venda de implementos rodoviários cresceu 61,09% no primeiro bimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Em janeiro e fevereiro foram vendidos 10 mil 687 produtos ante 6 mil 634 unidades no mesmo período de 2017. Os dados foram divulgados na quarta-feira, 7, pela Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários.

 

Para o presidente da entidade, Alcides Braga, os reflexos da recuperação da economia estão sendo sentidos pelo setor: “O fim da recessão de dois anos, apontado pelo IBGE, deve melhorar o ânimo geral da economia reforçando ainda mais essa espiral positiva de resultados”.

 

O segmento de reboques e semirreboques registrou crescimento de 87,8%. Em dois meses foram emplacados 5 mil 179 produtos contra 2 mil 753 unidades no primeiro bimestre de 2017. Já no setor de carroceria sobre chassis distribuiu ao mercado interno 5 mil 517 unidades. No mesmo período de 2017 o segmento entregou 3 mil 881 produtos o que representa crescimento de 42,15%. 

 

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Aumenta a participação feminina no setor industrial

Levantamento da ABDI, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, revela que de cada quatro pessoas empregadas da indústria, uma é do sexo feminino. São 2,5 milhões de mulheres nos diferentes ramos da indústria e da construção civil.

 

Em relação as 20 milhões de trabalhadoras no mercado, 12,29% estão nas fábricas. A proporção delas em relação aos homens vem aumentando, ainda que de maneira tímida. Em 2010, o índice de trabalhadoras era de 24,8%. Na última Rais, Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho, com dados de 2016, o número subiu para 26,63%, segundo a ABDI.

 

“As mulheres ocupam cada vez mais postos de liderança e são determinantes para o desenvolvimento da indústria, por serem extremamente qualificadas e dedicadas”, disse o presidente da ABDI, Guto Ferreira.

Reajuste do preço da gasolina faz aumentar a venda de veículos GNV

O volume de vendas de veículos GNV, Gás Natural Veicular, em 2017 na plataforma de compra e venda de usados e seminovos OLX aumentou 25% no comparativo com 2016. Uma das razões do crescimento pode ter sido os reajustes dos combustíveis no ano passado. Segundo a ANP, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o valor médio da gasolina para o consumidor final subiu 9,16%. O diesel aumentou 9,01% e o etanol subiu 2,39% em 2017 frente ao ano anterior.

 

O número de carros GNV comercializados no último trimestre de 2017 chegou a 23 mil, crescimento de 44% em relação aos últimos três meses de 2016.

 

 

Renault aguarda Rota 2030 para definir novos investimentos

Com a inauguração da fábrica de injeção de alumínio na terça-feira, 6, a Renault concluiu mais uma etapa de um ciclo de investimentos de R$ 3 bilhões faltando apenas R$ 400 milhões que serão aplicados ainda este ano na ampliação da planta de motores. Um novo ciclo de investimentos da fabricante no Brasil poderia já ser anunciado, no entanto, a empresa aguarda definição do Rota 2030 para fazer novos aportes nos próximos anos. Luiz Pedrucci, presidente da Renault do Brasil, falou sobre o impacto da falta de clareza nas regras para o setor automotivo:

 

“Encerramos um ciclo de investimentos, mas hoje não temos clareza quanto às regras e, por isso, temos que ser prudentes para definir os novos investimentos e o melhor caminho. Sem o Rota 2030, há risco de fazer investimento na direção errada”. 

 

Durante a solenidade na fábrica de injeção de alumínio, que teve a presença de Marcos Jorge de Lima, ministro interino do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Pedrucci aproveitou para falar que “a decisão do novo ciclo de investimentos estava no aguardo do que vai ser estabelecido pelo Rota 2030”. Na sequência, Olivier Murguet, presidente da Renault para a América Latina, reforçou a necessidade de definição sobre o Rota para que o País atraia investimentos:

 

“Para definir o novo ciclo de investimentos, temos que conhecer as regras do jogo e o Rota vai dar essas definições”. 

 

De nada adiantou o apelo dos executivos. O ministro, que falou na sequência, se limitou a dizer: “Sei que vocês querem respostas, mas infelizmente não tenho respostas”.

 

No fim da cerimônia, AutoData tentou conversar com o ministro. Assessores tentaram evitar o contato dizendo que o representante do governo estaria atrasado para um voo. Caminhando rápido ao lado do ministro foi possível perguntar sobre os motivos dos adiamentos, já que ele próprio tinha afirmado a intenção da Presidência em aprovar o Rota 2030 até o fim de fevereiro. Mais uma vez o ministro Marcos Jorge foi evasivo: “Já disse tudo no meu discurso”. 

 

O fato é que sem uma definição o País corre o ricos de perder investimentos, conforme disse o presidente da Anfavea, Antonio Megale, durante seminário AutoData realizado na segunda-feira, 5.

 

Na coletiva de imprensa depois da inauguração da nova fábrica, Pedrucci não descartou que investimentos que poderiam ser feitos no Brasil podem, sim, ir para outros países, como Argentina e Colômbia:

 

“Corremos o risco de perder algum projeto para outro país”. Ele lembrou, por exemplo, que na semana passada a Colômbia começou a exportar o Duster para a Argentina. Antes os argentinos recebiam o modelo brasileiro. Isso não tem ligação com o Rota 2030, mas com competitividade daquele país em relação ao Brasil. Serve, porém, para mostrar que há uma competição também entre as plantas regionais e, sem o Rota, o Brasil pode ficar em desvantagem dentro deste cenário.

 

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Renault inaugura produção de bloco e cabeçote de alumínio

O Grupo Renault inaugurou na terça-feira, 6, a CIA, Curitiba Injeção de Alumínio, em São José dos Pinhais, PR, que vai produzir bloco e cabeçote do motor 1.6 SCe. A unidade teve investimento de R$ 350 milhões e faz parte de um ciclo de R$ 3 bilhões que começaram a ser aportados pela fabricante há sete anos. Para concluir este ciclo, outros R$ 400 milhões estão sendo investidos na ampliação da planta de motores.

 

A nova fábrica tem capacidade para produzir 500 mil peças por ano e, com isso, deixará de importar os produtos do Japão. A produção dos blocos e cabeçotes será, pelo menos por enquanto, apenas para os motores 1.6 SCe, que representam 60% dos modelos produzidos no País.

 

Além da CIA, o Complexo Ayrton Senna, conta também com unidades produtivas de veículos de passeio, comerciais leves e motores.

 

Luiz Pedrucci, presidente da Renault do Brasil, disse que a inauguração mostra a confiança da empresa no Brasil: “A Renault é uma empresa que acredita no Brasil. Por isso, mantivemos nossos investimentos no País inalterados, mesmo em períodos de instabilidade econômica, o que nos permitiu renovar e ampliar a nossa gama de produtos e fortalecer nossa estrutura”.

 

Também presente na cerimônia de inauguração, Olivier Murguet, presidente da Renault para a América Latina, falou sobre o crescimento na participação de mercado dos produtos da marca: “Saímos de uma participação de 5% para quase 8%. O Brasil é peça fundamental para nossa participação na América Latina”.

 

A fabricante fechou 2017 com 7,7% de participação de mercado e o objetivo é chegar a 10% de participação até 2022, conforme destacou Pedrucci.

 

A nova fábrica tem 14 mil m² e capacidade produtiva anual de 250 mil blocos e 250 mil cabeçotes do motor 1.6 SCe. Cerca de 100 profissionais trabalham na CIA em dois turnos. A unidade é a única linha de injeção de cabeçote no Grupo Renault.

 

O trabalho para a construção da nova planta industrial teve a participação de aproximadamente duas mil pessoas, incluindo equipes da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi de 11 países, focadas em construir uma fábrica moderna e sustentável.

 

A CIA é composta por 165 máquinas de última geração, provenientes de 11 países, como Japão, Coreia, França, Espanha, Alemanha e Brasil.

 

Os componentes produzidos na CIA têm como destino final a Curitiba Motores, onde são fabricados os propulsores que equipam os veículos da marca. Fundada em 1999, a unidade já produziu cerca de 3,8 milhões de motores, já tendo exportado aproximadamente 40% desse total.

 

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Vendas no bimestre crescem mais que a projeção da Anfavea para 2018

Não fosse o mês mais curto do ano e o carnaval, as vendas no mercado interno registrariam um volume maior do que em janeiro de 2018. No total foram quatro dias úteis a menos em fevereiro cujas vendas totalizaram 156 mil 905 veículos, retração de 13,4%, segundo dados da Anfavea divulgados nesta terça-feira, 6.

 

Mesmo assim o presidente Antonio Megale comemorou o desempenho. “Estamos em trajetória de crescimento, e isso é o que importa”. Na comparação com fevereiro de 2017 o aumento das vendas foi de 15,7%.

 

Megale também ressaltou a média diária de 8,7 mil unidades negociadas como referência importante para projetar os próximos meses: “O mercado está girando em quase 9 mil unidades por dia, o que é um desempenho muito interessante para a indústria”.

 

Neste ritmo o presidente da Anfavea acredita que para os próximos meses as vendas tendem a chegar às 200 mil unidades/mês, considerado um volume mais adequado para as expectativas de encerrar o ano com 2 milhões 502 mil unidades:  “Este ano acredito que não vamos baixar desse patamar”.

 

As razões para a continuidade do incremento do mercado interno são os mesmos: a economia segue descolada dos temas políticos, o crédito começa a ser uma modalidade mais interessante para a aquisição de bens de alto valor agregado, como o automóvel, e até mesmo o segmento de caminhões começa a recuperar os clientes que adiaram as compras nos últimos anos. Nem mesmo as eleições no segundo semestre surgem como um fator de incertezas para as vendas domésticas, na avaliação de Megale.

 

No bimestre foram negociadas 338,2 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, crescimento de 19,5% com relação a igual período do ano passado. Importante ressaltar que o resultado acumulado até agora está acima da projeção de crescimento da Anfavea para 2018, que é de 11,7%. No momento não vamos fazer nenhuma revisão da expectativa de vendas. Mas posso dizer que estou otimista”.

 

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Produção não cai de 200 mil/mês este ano

A mesma razão que fez as vendas ficarem abaixo do desempenho de janeiro explica a produção em fevereiro: o menor número de dias úteis [18], quando foram manufaturados 213,5 mil veículos, pequena queda de 2,1% com relação ao primeiro mês do ano e aumento de 6,2% sobre igual período de 2017.

 

No entanto, a expectativa da Anfavea é que tanto as vendas internas quanto as exportações estabelecem um novo ritmo para as fábricas: “Não acredito que vamos baixar de 200 mil unidades ao mês este ano”, diz Antonio Megale, presidente da entidade.

 

No bimestre foram produzidas 432 mil unidades, volume próximo da média da indústria na última década, que é de 443 mil veículos para este período. Considerando o primeiro bimestre de 2017 o crescimento da produção este ano é de 15%.

 

Diante da expectativa positiva Antonio Megale avalia a possibilidade de haver atrasos nas entregas de peças nas linhas de montagem, que seriam pontuais. “Estamos alinhados com a visão do Sindipeças sobre esse tema. Ontem no seminário da AutoData o presidente Dan Ioschpe disse que esse não seria um gargalo, mas uma possível dificuldade pontual nos tier 3. Mas vamos trabalhar para que isso não aconteça”.

 

Outra boa notícia é a retomada de postos de trabalho, em um movimento lento, mas constante mês a mês, segundo a Anfavea. Em fevereiro a indústria utilizou 130, 4 mil trabalhadores, aumento de 1,1% com relação a janeiro, quando 129 mil pessoas ocupadas nas produção. “É uma pequena variação, vamos recuperando os quadros nas fábricas a conta-gotas”.  

 

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MWM lança site para divulgar linha Master Parts

A MWM Motores tem um novo site para sua linha Master Parts. Inaugurado em março com o intuito de ampliar o portfólio e atender diversas marcas e modelos de veículos e equipamentos.

 

Atualmente o site conta com mais de 400 itens e oferece serviços como catálogo eletrônico, informações técnicas e fotos de cada item, ordenados por categoria e com busca por geolocalização, onde o usuário digita seu endereço e o site indica automaticamente quais são os distribuidores mais próximos.

 

Para o diretor da Unidade de Negócios de Peças de Reposição e Marketing, Thomas Püschel, a criação do site Master Parts faz parte da estratégia de restruturação das marcas de peças de reposição iniciados o ano passado.

 

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Ônibus da Volkswagen no Uruguai

Os ônibus da Volkswagen serão usados para o transporte de estudantes em Montevidéu, no Uruguai, e outras cidades daquele pais, após a empresa vencer licitação pública e vender três novos modelos Volksbus 17.230 OD para a ANEP, Associação Nacional de Educação Pública.

 

A expectativa é que os ônibus rodem aproximadamente cinco mil quilômetros por mês e, de acordo com Miguel Remeseiro, gerente da Lestido, que representa a Man Latin América na região, a ANEP ficou satisfeita com o desempenho dos modelos.

 

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