MAN vende 70 caminhões à transportadora de MG

A MAN Latin America anunciou na quarta-feira, 25, a venda de setenta caminhões TGX 28.440 para a transportadora Lenarge, de Sabará, MG. Quarenta veículos já estão em operação para transportar insumos siderúrgicos nas regiões sudeste e centro-oeste. A empresa decidiu expandir a frota após observar crescimento do faturamento nos últimos três anos.

 

De acordo com Marcio Afonso de Moraes, sócio-proprietário da transportadora, a decisão pelo investimento se deve aos resultados atingidos com os modelos TGX em sua frota ao longo dos últimos anos. Hoje com 300 mil quilômetros rodados, as unidades mantém o desempenho, sem paradas para manutenções corretivas, afirmou o executivo.

 

Os veículos carregam cerca de 35 toneladas de granéis para insumos siderúrgicos e de mineração, mas também para a indústria de celulose. São de 200 a 1,5 mil quilômetros por viagem. O contrato firmado com a Lenarge contempla os serviços MAN Service Prev e a ferramenta de telemetria MANGuard.

 

Foto: Divulgação

Abre as portas espaço dedicado à história do jornalismo automotivo

Um espaço dedicado exclusivamente ao jornalismo. Mais especificamente ao jornalismo automotivo. Este é o MIAU, sigla sugestiva para Museu da Imprensa Automotiva, uma realização do jornalista Marcos Rozen, ex-editor e colaborador frequente de AutoData, que se tornou verdadeira na quarta-feira, 25. Aberto ao público o MIAU tem a humilde pretensão de reunir uma história que estava perdida nos porões das editoras, nas casas de jornalistas especializados e de entusiastas pelo mundo automóvel, todos doadores do seu acervo.

 

O primeiro, e histórico, apoio é da Audi.

 

Organizado em dois andares na Vila Romana [rua Marcelina, 108], em São Paulo, a visita é uma viagem no tempo da indústria automotiva retratada por diversos veículos de comunicação. Ali estão a primeira revista automotiva do País, a Revista de Automóveis, lançada no Rio de Janeiro, RJ, em 1911, a primeira edição de Quatro Rodas, de agosto de 1960, o primeiro exemplar de AutoData, de outubro de 1992, dentre muitas outras raridades.

 

O museu reúne grande acervo de fotos e conteúdos produzidos por jornalistas em rádio e TV e veículos impressos, além de campanhas publicitárias de veículos das principais marcas, com destaque para o Chevrolet Opala. Aliás, um Opala – que está em perfeitas condições – é usado como cinema apresentando os vídeos deste que foi um dos ícones da indústria automotiva nacional: o visitante senta-se no banco do motorista e assiste a filme de pouco mais de 20 minutos.

 

Há espaço para fazer consultas dos modelos lançados no Brasil por meio dos press releases utilizados pelos jornalistas na apresentação desses produtos. Máquinas de escrever, vídeos e câmeras do século passado e diversos objetos como canetas, bonés e presentinhos oferecidos pelas fabricantes aos jornalistas durante eventos também compõem o acervo do MIAU.

 

Rozen sintetiza bem o espírito desse espaço em um post no Facebook no momento da inauguração para a imprensa, na terça-feira, 24 – claro, os próprios jornalistas automotivos tiveram o privilégio, assim como é nos lançamentos dos veículos, de ser os primeiros a visitar o espaço:

 

“Só o que podemos fazer é humildemente agradecer a todos que ajudaram e ajudam essa ideia a se concretizar. Ao contrário do que possa parecer o MIAU não é uma iniciativa individual, mas sim uma conjunção de iniciativas de quem se preocupou em preservar a história e a contar essa história. 75% do nosso acervo vieram de doações, de jornalistas e não jornalistas, e sem elas o MIAU sequer sonharia em existir. E a isso se soma as doações de tempo, energia, esforços e trabalho de todos, um pouquinho de cada um, que transbordaram nessa realidade. O MIAU é de todos os que atuam, atuaram ou admiram o jornalismo automotivo, que justamente fizeram e ainda fazem a história que hoje temos a honra de contar e mostrar”.

 

Fotos: MIAU

Copom reduz 0,75 ponto da Selic para 7,5% ao ano

O Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central, decidiu por unanimidade a redução da taxa Selic em 0,75 ponto porcentual, caindo de 8,25% ao ano para 7,5%. A decisão considerou o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis.

 

O Comitê destaca que o processo de reformas e ajustes necessários para a economia nacional ajudaram na queda da sua taxa de juros estrutural. As estimativas dessas taxas serão continuamente reavaliadas.

BMW mostra versão final do inédito X2

A BMW divulgou na quarta-feira, 25, a versão final do seu modelo X2, carro que deverá chegar ao mercado em março. A empresa não informou versões, nem seus preços, elegíveis para o Brasil. Conceito do X2 foi mostrado no Salão do Automóvel de São Paulo no ano passado.

 

O X2 tem motor turbo movido a gasolina de 192 cv e diesel de 190 cv e 231 cv, conectados a transmissões de sete ou oito marchas e está sendo tratado pela BMW como um Sport Activity Coupé, SAC.

Cresce faturamento da FCA na América Latina

A FCA registrou faturamento de € 2 bilhões 115 milhões na América Latina no terceiro trimestre, crescimento de 42% frente ao realizado em igual período ano passado. O desempenho positivo na região, segundo a fabricante, se deu em função do volume de exportações dos automóveis fabricados no Brasil para a Argentina e e pelo crescimento das vendas internas ali, onde a empresa deteve 12% do mercado no trimestre. Foram vendidos na região 140 mil veículos Fiat e Jeep, 26% a mais do que no trimestre do ano passado.

 

Na região denominada Nafta, que engloba Canadá, Estados Unidos e México, a receita de julho a setembro chegou a € 16,1 bilhões, a maior receita regional da empresa, ainda que o valor seja menor do que o obtido no mesmo período do ano passado, € 16,8 bilhões. Lá a fabricante atua no mercado com veículos Chrysler, Dodge, Jeep e RAM. Na região foram vendidos 592 mil veículos, volume 6% menor do que o registrado nos mesmos três meses de 2016.

 

No mercado europeu, o segundo mais importante em termos de receita, o faturamento chegou a € 4,9 bilhões, queda de 2%. Lá foram vendidos 285 mil unidades, 3% a menos do que em idêntico período do ano passado.

 

De acordo com balanço divulgado na terça-feira, 24, o desempenho obtido nas principais regiões onde a companhia atua manteve as projeções para sua operação global em 2017. O cenário traçado é de receita de € 115 bilhões a € 120 bilhões e de lucro líquido de cerca de € 3 bilhões. O faturamento total no terceiro trimestre foi de € 26,4 bilhões, queda de 2% na comparação com o obtido no mesmo trimestre de 2016. As vendas totais foram de 1 milhão 51 mil unidades. 

 

Com o fechamento dos números do terceiro trimestre o desempenho da FCA de janeiro a setembro foi positivo em receita e vendas. Nos nove meses a empresa registrou faturamento de € 82 bilhões 58 milhões, crescimento de 1% frente ao obtido no janeiro-setembro de 2016. Nas vendas a alta foi de 2%: 3 milhões 267 mil veículos.

 

Foto: Rafael Neddermeyer

Mercedes-Benz contrata em Juiz de Fora

Depois de anunciar investimento de R$ 2,4 bilhões no Brasil de 2018 a 2022 a Mercedes-Benz providencia o aumento de seu quadro de funcionários: quarenta novos trabalhadores, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora e Região, para a linha de produção do caminhão Actros. Na semana passada, durante a Fenatran, o presidente Philipp Schiemer, já antecipava essas contratações: “Já estamos contratando trabalhadores para a fábrica de Juiz de Fora”.

 

Schiemer não confirmou o número de vagas, o que foi feito pelo presidente do sindicato, João César da Silva: “Contrataram quarenta funcionários para trabalhar na linha de produção do Actros, com prioridade para quem participou do curso do Senai dentro da fábrica e para ex-funcionários que têm interesse em voltar. Também existe a possibilidade de serem abertas mais vagas em 2019, mas a empresa ainda não confirmou”.

 

A Mercedes-Benz mantém uma unidade do Senai dentro da fábrica de Juiz de Fora, MG, onde o curso dura um ano com a possibilidade de os alunos, depois, trabalharem mais um ano como aprendizes e serem contratados.

 

Mas para a fábrica de São Bernardo do Camnpo, SP, não existe a expectativa de novos empregos, contou Schiemer: “Estamos trabalhando, lá, com quadro de funcionários muito bem ajustado, produzindo em um turno e com a possibilidade de abrir o segundo sem precisar de novas contratações. Mas se o mercado requerer nós contrataremos”.

 

Atualmente 740 funcionários estão empregados na fábrica de Juiz de Fora, que produz apenas caminhões, operando em turno único, enquanto a de São Bernardo do Campo tem 7,7 mil, produzindo chassis de ônibus e caminhões. A maior parte do investimento anunciado para 2018-2022 será usada na fábrica de São Bernardo — mas as duas serão modernizadas, assim como suas linhas de produtos. A Mercedes-Benz também se prepara para aumentar a conectividade de seus veículos e para se adequar às futuras mudanças nas normas de emissões de poluentes.

Mitsubishi: funcionários aceitam proposta e encerram greve

Funcionários da fábrica da Mitsubishi de Catalão, GO, encerraram na terça-feira, 24, a greve que paralisou a produção da empresa desde o dia 16. A proposta oferecida pela companhia e aprovada pelos funcionários oferece R$ 5,56 mil de PLR e R$ 2,5 mil de abono, vale alimentação de R$ 380, cesta de natal de R$ 800 e reajuste salarial de 2% a partir de janeiro, percentual superior à previsão de inflação para o período da data-base, em novembro.

 

O plano de cargos e salários da empresa, que atualmente está suspenso, será retomado a partir de junho de 2018. Todos os funcionários também terão estabilidade de emprego até o dia 31 de dezembro deste ano. Do total de dias parados, os trabalhadores vão repor apenas três. Além disso, o acordo fechado garante que a montadora deve discutir com o Sindicato de Catalão toda e qualquer mudança viabilizada pela reforma trabalhista antes de ser aplicada.

 

Em Catalão são produzidos os modelos da linha L200, Lancer, ASX, Pajero e também o Suzuki Jimny. A fábrica tem capacidade instalada para 110 mil unidades por ano. Atualmente, por dia, são fabricados por volta de 140 veículos, informou o sindicato. De acordo com dados da Anfavea, de janeiro a setembro, foram emplacados 9 mil 157 veículos Mitsubishi, queda de 19,9% na comparação com o volume registrado no mesmo período do ano passado: 11 mil 442 veículos. Os emplacamentos dos veículos Suzuki chegaram a 3 mil 242 unidades nos nove meses do ano, 23,5% mais do que em 2016.

 

Fonte: Divulgação

Classe B deve pautar indústria, diz consultor

A expectativa de um crescimento econômico por classes diferente do que aconteceu no passado recente brasileiro deverá causar uma mudança no perfil do mercado automotivo. Segundo o consultor João Morais, da Tendências Consultoria, a classe B tem maior possibilidade de crescimento em médio prazo, na comparação com a classe C. “O nível de desemprego começa a cair, mas em uma velocidade mais baixa do que no passado”, diz Morais. “Isso deixará o mercado de trabalho mais competitivo, afetando diretamente a classe C, que tende a crescer menos, assim como sua renda, enquanto as classes mais altas, principalmente a B, crescerão mais”.

 

De acordo com Morais isso trará uma demanda maior por veículos que não são, especificamente, os de entrada. Essa mudança no cenário econômico mudará também a busca do consumidor brasileiro por carros novos: “Com o crescimento maior da classe B, a demanda será por carros mais bem equipados, com mais tecnologia embarcada, fazendo com que outros segmentos cresçam mais do que o de entrada”, projeta o consultor. “Com a crise, o segmento que mais caiu foi o de entrada, pois o consumidor desses carros também foi o mais afetado. Com a retomada da economia, não acredito que eles ganhem o mesmo espaço do passado, principalmente pela dificuldade de acesso ao crédito que a classe C terá – entradas maiores e prazos menores para quitar as parcelas”.

 

Morais afirma que nos últimos anos, algumas empresas sofreram mais que outras. Segundo o consultor, isso é reflexo do posicionamento errado de alguns produtos: “Fiat e Volkswagen foram as que mais perderam durante a crise. Um dos fatores para isso ter acontecido foi o preço alto dos carros de entrada, com pouca oferta de equipamentos, enquanto outras montadoras perceberam as mudanças e ofereceram carros mais completos e com preços próximos aos de entrada”.

 

Mais recentemente, Fiat e Volkswagen começaram a tentar recuperar o tempo perdido e mostraram suas armas para enfrentar a nova tendência. A Fiat trouxe o hatch Argo, com a missão de substituir o Punto e o Bravo, seus extintos modelos hatches – sendo o segundo um médio premium. O preço do Argo varia de R$ 46,8 mil a R$ 70,6 mil, conforme a versão. O carro é vendido com três opções de motor e câmbio.

 

O lançamento mais importante da Volkswagen no ano foi o Polo, que chegará ao mercado para cobrir uma faixa de mercado que vai de R$ 49 mil 990 a R$ 69 mil 190, com boa lista de equipamentos desde a versão de entrada e três opções de motorização.Como o Argo, o Polo também quer brigar no segmentos dos hatches mais bem equipados, onde estão algumas versões do HB 20 e do Onix, dois sucesso de venda no Brasil.

 

Mitsubishi quer âEURoereconstruirâEUR confiança

A Mitsubishi divulgou na terça-feira, 24, o plano Drive For Growth, que visa um crescimento sustentável e lucrativo para os próximos três anos. Considerada “ousada” pela empresa, a estratégia prevê o lançamento de 11 modelos – seis completamente novos e cinco atualizações. É a primeira grande notícia da empresa japonesa desde que entrou no grupo Renault-Nissan.

 

Os lançamentos serão voltados para o segmento de SUVs e picapes com tração 4×4. A intenção é lançar duas novidades por ano e ganhar participação em mercados como China, Estados Unidos, Japão e Oceania.

“O Drive for Growth é um novo roteiro para a Mitsubishi Motors. Vamos reconstruir a confiança em nossa empresa”, disse o presidente Osamu Masuko.

 

A Mitsubishi pretende aumentar suas vendas globais para 1,3 milhão de veículos por ano, investindo US$ 5,3 bilhões nos futuros lançamentos. A expectativa da empresa é elevar a receita em 30%, com o lucro operacional passando de 0,3%, no ano fiscal de 2016, para 6%, em 2019.

 

Para atingir essas metas, a empresa vai inaugurar uma fábrica na Indonésia e abrir novas concessionárias nos Estados Unidos, onde a empresa quer aumentar suas vendas em 30% até 2019, e na China, onde a Mitsubishi pretende dobrar o número de concessionárias e mais que dobrar o volume vendido no mesmo período. A empresa também pretende reduzir seus custos de produção na ordem de 1,3% ao ano.