Exportações da Volkswagen crescem 76% em setembro

A Volkswagen anunciou na quinta-feira, 5, que as exportações a partir do Brasil para países da América Latina cresceram 76% de janeiro a setembro deste ano, na comparação com o mesmo período ano passado. Foram exportados 124 mil 913 veículos.

 

Os mercados que mais receberam os veículos produzidos pela Volkswagen do Brasil foram Argentina, onde a marca tem sido líder de vendas há 14 anos, consecutivos, México, Colômbia, Chile, Uruguai e Peru.

 

Entre os modelos mais exportados da marca entre janeiro e setembro de 2017, o Gol continua sendo o líder, com 60 mil 801 unidades embarcadas, o que representa um aumento de 101% nos embarques no período, seguido pela picape Saveiro, com 19 mil 141 unidades, o Voyage, com 18 mil 652 unidades, e o up!, com 18 mil 354 unidades.

 

Foto: Divulgação

Iveco vende vinte ônibus rodoviários à Litoral Norte

A Iveco anunciou a venda de vinte unidades de ônibus rodiviários à Litoral Norte, empresa de fretamentos que atua no transporte de passageiros do polo petroquímico de Camaçari, BA.

 

Os veículos – carroceria Comil, chassi 170S28 da Iveco e motor FPT N67 – comportam 46 passageiros e foram projetados, segundo a empresa, para dar resistência extra nas aplicações, facilitando a manutenção e diminuindo o tempo de treinamento dos funcionários que farão a revisão dos ônibus.

 

A Litoral Norte faz parte do grupo Gevan, onde se destaca no segmento de fretamento para as principais empresas do polo petroquímico baiano. O Grupo Gevan também é um dos principais operadores de transporte de passageiros no segmento urbano e metropolitano na grande Salvador.

 

Foto: Divulgação

Takao cria área de relações institucionais

A Takao, fabricante de peças para o mercado de reposição, anunciou a criação da área de relações institucionais e reestruturação em sua diretoria. Cassiano Braccialli assume o novo departamento e a gestão da área de marketing. Vinícius Borges deixa a área de novos negócios e marketing para assumir a direção nacional de vendas da empresa. Ambos já eram funcionários da Takao antes das indicações aos cargos.

 

Braccialli possui mais de dez anos de experiência na área de marketing nas indústrias química, cosmética, farmacêutica, alimentos, bebidas e agronegócio, como a Monsanto. Vinicius Borges atuou por seis anos na Procter & Gamble, onde ocupou cargos na área comercial, desde a supervisão de vendas, até a gerência nacional de vendas.

Ford mostra caminhão semi-autônomo e boné “mágico”

No ano em que comemora 60 anos do inicio da produção do F600, seu primeiro veículo no Brasil, a Ford mostra duas tecnologias que antecipam o futuro do segmento dos veículos pesados. A empresa revelou nesta sexta-feira, 6, que em seu estande na Fenatran estará exposto um boné que conversa com o motorista e o protótipo Cargo Connect 2429 com tração 8×2.

 

Trata-se do primeiro caminhão da empresa com este tipo de tração. O veículo é tratado pela Ford como o caminhão que vai levar a empresa ao nível máximo de automação. Na parte de segurança e assistentes de condução, o caminhão tem sistema autônomo de frenagem, alerta de ponto cego, alerta de permanência em faixa, piloto automático adaptativo, alerta de fadiga e monitoramento 360º por câmeras conectadas a uma central.

 

Na parte de produtividade, o Cargo Connect tem gerenciamento inteligente de carga, que informa por meio de sensores a quantidade de carga enquanto o caminhão está sendo carregado. É possível controlar o peso por eixo e acompanhar estas informações a distância. A ideia é controlar a carga e evitar problemas na hora da pesagem. Com relação à conectividade, uma central multimídia com tela de 7 polegadas equipa o caminhão.

 

João Pimentel, diretor de operações de caminhões da Ford América do Sul, falou sobre as tecnologias: “O prazo para todas as tecnologias do Cargo Connect chegarem ao mercado é de até três anos, sendo que algumas chegarão em seis meses e outras já estão disponíveis, como as câmeras e o controlador de velocidade de cruzeiro. O monitoramento de faixas ainda está sendo testada para os caminhões, pois não é a mesma dos carros”.

 

Já o boné “mágico” ainda não tem data para chegar. O acessório emite alertas ao detectar o cansaço do motorista. É um boné igual a qualquer outro, mas vem equipado com sensores capazes de interpretar os movimentos da cabeça do motorista. Dessa maneira, detecta se o motorista está “pescando” ao volante, com sono, e, portanto, precisa parar para descansar. Os alertas emitidos para o motorista são sonoros, visuais e vibratórios.

 

Para desenvolver a tecnologia, a Ford realizou um estudo para entender quais movimentos do motorista são normais e fazem parte da sua rotina e quais indicam sonolência. A base de informações geradas pelo estudo foi transferida para a unidade de processamento central do boné, que funciona conectada a um acelerômetro e a um giroscópio para identificar cada tipo de situação e alertar o motorista.

 

De acordo com Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul, a criação do boné mostra que a Ford não está preocupada apenas em desenvolver tecnologias embarcadas, mas também em acessórios: “A Ford é a primeira montadora a pensar em uma tecnologia de vestir para utilização enquanto o motorista está ao volante e que pode contribuir na prevenção de acidentes. Dessa forma, reforçamos nosso compromisso de trazer tecnologia embarcada não só nos veículos, mas também em acessórios capazes de facilitar a vida e aumentar a segurança do motorista”.

 

Pimentel também aproveitou para comentar a expectativa para o fechamento do mercado de caminhões este ano: “O ano não começou tão bem, mas esperamos que o segmento encerre no mesmo patamar de 2016 e volte a crescer em 2018”.

 

Foto: divulgação

Quase 200 mil veículos em setembro

Não fossem três dias úteis a menos setembro teria superado o desempenho de vendas de agosto, ainda o melhor mês do mercado interno este ano. A boa notícia é que a média diária nos vinte dias úteis de setembro continua acima das nove mil unidades, projetando a manutenção da recuperação para os próximos meses, de acordo com Rogelio Golfarb, vice-presidente da Anfavea, que apresentou o balanço do setor nesta quinta-feira, 5, substituindo o presidente Antonio Megale, que está na Indonésia em convenção da OICA, a organização internacional dos fabricantes de veículos.

 

“A média diária em setembro alcançou o pico dessa estatística este ano. É prematuro dizer que esse ritmo vai continuar no último trimestre. O importante é que o ritmo de recuperação continua”. Em setembro foram negociados 199,2 mil veículos, aumento de 24,5% sobre igual período do ano passado e queda de 8% com relação ao melhor mês de vendas este ano, agosto. “A comparação com setembro é distorcida porque a média diária de setembro foi a pior de 2016”.

 

De janeiro a setembro a indústria negociou 1 milhão 620 mil veículos no Brasil, crescimento de 7,4% com relação ao acumulado de igual período em 2016. O crescimento já está superior ao projetado pela Anfavea para este ano – alta de 7,3% –, porém a entidade ainda não vê motivos para revisar novamente sua expectativa.

 

Mesmo com o volume diário de vendas atingindo o pico este ano, os estoques ainda não diminuíram, de acordo com a associação. Esse indicador reforça a análise de que ainda é prematuro apostar em um crescimento ainda maior, já que as projeções para o mercado interno foram revisadas pela entidade em agosto. São 224,1 mil unidades em estoque, totalizando 34 dias de vendas.

Fiat divulga recall para 198 veículos

A FCA convocou os proprietários de oito modelos para um recall porque existe a possibilidade de quebrar a trava de segurança responsável pela fixação do pino de sustentação das engrenagens satélites no diferencial e, com isso, comprometer a dirigibilidade e estabilidade dos veículos, causando danos físicos e materiais ao condutor, passageiros e terceiros.

 

No total são 195 unidades envolvidas, dos seguintes modelos: Palio Fire 1.0, novo Palio Attractive 1.0, Palio Weekend Attractive 1.4, Uno  Way e Attractive 1.0 e Uno Sporting 1.3, Grand Siena Attractive 1.0 e 1.4, Fiorino 1.4, Strada Working 1.4 e Mobi Easy e Like  1.0. Todos são ano/modelo 2017.

 

Os proprietários dos veículos envolvidos no recall devem ligar para o 0800 707 1000 e agendar o comparecimento a uma concessionária, para trocar a caixa de marchas.

Produção mantém emprego estável em setembro

A produção de veículos mantém o ritmo para atingir as projeções que dão conta de 2,7 milhões de unidades este ano segundo a Anfavea, que divulgou os números do setor em setembro na quinta-feira, 5. Nos nove meses do ano foram fabricados 1 milhão 986 mil 654 unidades, alta de 27% no comparativo com o mesmo período do ano passado. O que puxou o desempenho foram novamente as exportações, cujo volume no acumulado do ano bateu mais um recorde este ano.

 

Rogelio Golfarb, vice-presidente da Anfavea, disse que com as exportações em alta e os licenciamentos mantendo um ritmo médio maior que nove mil unidades por dia, como vem acontecendo desde agosto, a tendência é que o mercado atenda às expectativas das fabricantes: “Nossa estimativa é de uma produção de veículos de 2,6 milhões a 2,8 milhões de unidades. Isso vai nos levar a reduzir a ociosidade na indústria. Deveremos chegar a um nível menor que 50%. Hoje, estamos em 52% de ociosidade. Mas, o volume de caminhões e ônibus ainda é preocupante”. Em média, as fabricantes de veículos pesados produzem cerca de 30% de sua capacidade.

 

Em setembro, a produção também cresceu com relação ao mesmo mês do ano passado. Foram fabricadas 236 mil 944 unidades ante 170 mil 304 veículos em setembro de 2016: “Na comparação 2016 o desempenho das fábricas foi melhor porque voltou a confiança do consumidor, e o momento se mostra propício à aquisição de veículos novos, sobretudo os de entrada e lançamentos”.

 

No mês passado, de acordo com os dados, os estoques somaram 224,1 mil unidades, o que equivale a 34 dias de vendas. Com esse volume, Golfarb disse que “o mercado está em um bom nível, os estoques estão normalizados e não há nenhum tipo de preocupação com relação a isto”. O executivo também destacou a reintegração de funcionários que estavam em lay-off ou participando de PSE, Programa Seguro Emprego:

 

“A demanda crescente nos permitiu trazer para as fábricas os funcionários que estavam afastados. É importante porque demonstra estabilidade do emprego no setor”. O nível de emprego na indústria em setembro se manteve estável na comparação com o de agosto: são 126,3 mil funcionários produzindo no setor, apontam os dados mais recentes da Anfavea, o maior nível desde julho do ano passado. O número de pessoas em lay-off foi reduzido de 3 mil 432 para 2 mil 964 de agosto para setembro, e o de trabalhadores no PSE de 2 mil 888 para 2 mil 867.

 

Na projeção revisada, a Anfavea espera produzir 2,7 milhões de veículos em 2017, o que representaria aumento de mais de 25% sobre o total fabricado no ano passado, que foi de 2,15 milhões. O volume esperado pela entidade também será maior que a média de produção dos últimos 10 anos, 2,3 milhões.

 

Foto: Divulgação

Shell apresenta nova gasolina V-Power

A Shell lançou nesta quinta-feira, 5, a nova gasolina V-Power no Brasil e em mais 25 países, com a tecnologia Dynaflex, que pode ser usada em todo tipo de carro, mas foi criada para os motores menores, como os três cilindros, que costumam usar injeção direta e turbo compressor e para os SUV’s, que são mais pesados que os carros de passeio, por causa do seu alto poder de limpeza e proteção, segundo a Raízen, representante da Shell no Brasil.

 

A tecnologia Dynaflex é exclusiva da Shell e reduz o atrito entre as peças do motor, como válvulas, anéis de pistões, bomba e bicos injetores de combustível, entregando maior limpeza e proteção do motor, segundo a empresa. A Nova Shell V-Power tem 40% mais moléculas de limpeza do que a geração anterior.

 

O uso da nova gasolina ajuda a manter por mais tempo as características originais do motor: “Com o uso contínuo da nova Shell V-Power, o motor mantém por mais tempo as características originais de desempenho, rendimento e baixas emissões”, explica Gilberto Pose, engenheiro de combustíveis da Raízen.

 

A Shell também destacou que mais de 170 técnicos e cientistas trabalharam no projeto em todo o mundo, com a meta de desenvolver a melhor gasolina V-Power da história, que levou mais de cinco anos para alcançar essa evolução tecnológica.

 

Foto: Divulgação

Tudo azul em máquinas agrícolas

Assim como em meses anteriores, a produção de máquinas e equipamentos agrícolas cresceu no acumulado do ano, puxada pelo grande aumento no volume exportado e por causa da leve alta no consumo do mercado interno motivada pela supersafra. De janeiro a setembro foram produzidas 43 mil 993 unidades, contra 36 mil 562 no mesmo período do ano passado, crescimento de 20,3%.

 

Porém, a produção de setembro foi de 4 mil 440 máquinas e equipamentos, enquanto no mesmo mês de 2016 saíram das fábricas 5 mil 174 unidades, caindo 14,2%. Na comparação com agosto deste ano, quando foram produzidas 5 mil 135 unidades, a queda é de 13,5%. Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea, está confiante para o fechamento da produção este ano: “Estamos otimistas para os últimos meses de produção, assim como o mercado está mais confiante com relação a situação geral do País”.

 

As exportações no acumulado do ano cresceram 39,4%, pois foram vendidas para outros países 9 mil 940 máquinas e equipamentos agrícolas contra 7 mil 130 nos nove primeiros meses do ano passado. “Também estamos otimistas para o fechamento do ano das exportações, já que a estabilidade política e econômica da Argentina, nosso principal mercado, estimula a compra de novos equipamentos e máquinas na região”. Depois da Argentina, os principais mercados para exportação de máquinas e equipamentos são: Chile, Peru e México.

 

Em setembro foram exportadas 1 mil 421 unidades, enquanto no mesmo período do ano passado o volume foi de 988, crescendo 43,8%. Na comparação com agosto, o crescimento foi de 15%, pois o volume vendido foi de 1 mil 236 unidades.

 

O mercado interno cresceu 8,5% no acumulado do ano, com 33 mil 594 unidades comercializadas, contra 30 mil 975 no mesmo período do ano passado. Considerando apenas o mês de setembro, foram vendidas 4 mil 358 unidades, contra 4 mil 035 em agosto, alta de 7,7%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve queda de 10,2%, com vendas de 4 mil 835 unidades.

 

Foto: Divulgação

Segmento caminhões mantém trajetória de recuperação

A redução das perdas no mercado interno de caminhões, em termos de vendas, segue em ritmo acelerado. O mercado começou o ano 33,3% menor que em janeiro de 2016. A partir daí, a diminuição se acentuou mensalmente e, em setembro, chegou a 9% menos, apontaram dados da Anfavea divulgados na quinta-feira, 5. Ainda que o ano passado constitua uma base de comparação baixa, o setor comemora a evolução e projeta um quarto trimestre de vendas maiores em função de um eventual movimento de renovação de frota até dezembro. 

 

De janeiro a setembro foram vendidos 35 mil 364 caminhões, sendo a categoria de pesados a que mais cresceu em volume no período – 12 mil 545 unidades, 5,8% maior que a vendida de janeiro a setembro do ano passado. Para Rogério Rezende, vice-presidente da Anfavea e diretor de assuntos institucionais da Scania, a demanda nesse segmento é crescente em função da melhoria do desempenho econômico em alguns setores, como o agronegócio e a mineração: “Se a economia cresce, reflete positivamente no segmento de caminhões. A projeção de safra para 2018 é interessante e empresas que atuam com mineração voltaram a investir”.

 

Outro movimento que pode permitir ainda mais a redução das perdas no mercado é a antecipação da renovação de frota por parte de empresas que procuram se blindar de uma eventual volatilidade da taxa de juros em 2018. Alguns frotistas têm esta preocupação, ainda que o número de caminhões parados no País gire em torno de 110 mil veículos, e visualizam o último trimestre do ano como favorável aos financiamentos: “O setor como um todo projeta uma taxa de juros para o ano que vem parecida com a praticada atualmente, mas o cenário pode mudar dependendo de quem esteja liderando as pesquisas de voto, por exemplo. De qualquer forma, são esperados mais financiamentos, muitas empresas se prepararam para comprar agora”, disse Rezende.

 

Com o mercado interno ainda operando no negativo, a produção segue voltada às exportações nas fábricas configuradas para serem plataformas exportadoras, como é o caso das unidades de Scania, Volvo, MAN e Mercedes-Benz. A produção de caminhões até setembro totalizou 59 mil 44 unidades, 27,3% mais que no mesmo período ano passado. Olhando para os números por segmento, a produção de veículos pesados nos nove meses do ano totalizou 22 mil 647 unidades, volume que representou alta de 41% na comparação com o mesmo período de 2016. A de semipesados chegou a 17 mil 654 unidades, 33,9% mais, e a de caminhões médios, que somou 5 mil 69 unidades, cresceu 79,9%. Nos leves, 11 mil 750, queda de 5,6%, e nos semileves, 1 mil 924 unidades, alta de 2,9%.

 

A produção de ônibus até setembro foi de 16 mil 155 unidades, alta de 11,6% na comparação com o desempenho de 2016. A produção de veículos para aplicação urbana cresceu 15,7%, ao passo que a de veículos para uso rodoviário caiu 0,3%.

 

Foto: Divulgação