Etiquetagem de pneus aumentará competitividade do setor

As empresas fabricantes de pneus já tratam de se adequar às novas regras de etiquetagem a partir de abril, quando os produtos chegarão às lojas com etiquetas que os classificarão com notas de A a G, de acordo com as exigências do Inmetro, Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. As notas são baseadas em diversos testes realizados pelo instituto, como frenagem, rodagem em pista seca e molhada, resistência ao rolamento, ruídos e dinamômetro. As adaptações para atender às novas exigências começaram em 2015. 

 

Para Thiago Assad, engenheiro da Cobli, startup especializada em controle de frotas, telemetria e roteirização, a etiquetagem aumentará a competitividade do setor, que buscará melhores notas, e isso poderá refletir em melhor volume de vendas. Ele considera, ainda, que os maiores beneficiados serão os consumidores, pois verão a nota de cada pneu que pretendem comprar e assim decidir qual o melhor custo-benefício.

 

“Os frotistas também terão ganhos relevantes, pois pela etiqueta poderão saber sobre a durabilidade e comportamento de determinado pneu sob chuva, por exemplo.”

 

A etiquetagem segue parâmetros já utilizados na Europa, por meio de avaliação de itens como conforto, que avalia o nível de ruído do pneu, eficiência energética, baseada em resistência à rolagem, e índices de consumo e segurança, avaliando a aderência em superfície molhada e impactos ambientais — tudo isso com selo do Conpet, que mostra que o pneu atende às normas do Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural.

 

Anip – A Anip, que representa as fabricantes de pneus, informou que, até setembro do ano passado, último dado disponível, foram produzidos 19,4 milhões de pneus no País, alta de 8,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

 

O segmento de reposição apresentou alta de 5,8% de janeiro a setembro do ano passado, com relação a 2016, o fornecimento às montadoras cresceu 16,3% e as exportações aumentaram 9,9%, na mesma base de comparação.

 

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Rodrigo Soares é o novo gerente de comunicações da Porsche

A Porsche Brasil anunciou na terça-feira, 27, Rodrigo Soares como seu novo responsável pela área de imprensa e de relações públicas. Segundo comunicado divulgado pela empresa ele assumiu a nova função em fevereiro, após “desempenhar papel importante no desenvolvimento da área de vendas”.

 

Graduado em administração com MBA em marketing Soares “iniciou sua carreira no setor automotivo em 2004, com experiência nas áreas de planejamento, exportação e vendas”.

 

Em agosto de 2015 “foi convidado a assumir o cargo de gerente de vendas da Porsche Brasil, área em que atuou por mais de dois anos e meio”.

Nissan e DeNA em testes de mobilidade autônoma

A Nissan e a DeNA iniciarão testes de serviços de mobilidade autônoma com veículos-robôs a partir de 5 de março. A informação foi divulgada pela Nissan na sexta-feira, 23. Durante os testes de rodagem em via pública, que serão realizados em Minato Mirai, um distrito de Yokohama, Província de Kanagawa, os participantes serão transportados em veículos equipados com tecnologia de condução autônoma por um itinerário pré-determinado, cerca de 4,5 km — da sede mundial da Nissan e o shopping center Yokohama World Porters.

 

As empresas também testarão as funções exclusivas do serviço Easy Ride, aplicativo para uso em smartphones que reconhece as instruções tanto por meio de texto como de fala: os passageiros informam para onde desejam ir escolhendo um dos destinos sugeridos em lista. Dentro do veículo a tela de um tablet apresenta cerca de quinhentas opções, incluindo pontos de interesse e eventos nas proximidades. 

 

Numa primeira fase as empresas pretendem lançar o serviço Easy Ride em perímetro restrito, prevendo que a fase final ocorrerá no início dos anos 2020.

 

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Recalls são obrigação das empresas

No Brasil e no mundo os recalls se tornaram comuns, sendo as fabricantes de automóveis as pioneiras neste assunto no Brasil. O principal objetivo de um chamado de recall é garantir a segurança dos consumidores. Para a Anfavea, entidade que representa as empresas fabricantes de veículos, “o recall é uma iniciativa positiva e reflete a atitude madura das empresas, que buscam a solução de eventuais falhas com o objetivo de preservar a segurança de motoristas e passageiros. A indústria automobilística é pioneira na realização de recalls no mundo e no Brasil”.

 

Mas para Hélio da Fonseca Cardoso, perito judicial e engenheiro mecânico, o processo de recalls implica cuidados para não arranhar a imagem da empresa: “Um problema que pode desgastar sua imagem é não ter estoque de peças suficiente para o recall. Caso o cliente vá até uma concessionária e tenha que esperar muito tempo para resolver o problema, isso pode danificar a imagem da montadora”.

 

Apesar da óbvia importância do recall não é incomum o caso de clientes que não atendem ao chamado, algumas vezes por desconhecimento e outras por simplesmente não considerarem o reparo importante. Nestes casos as concessionárias costumam avisar ao cliente da necessidade do reparo quando ele comparece para fazer revisão ou algum outro serviço. Nessas situações o serviço é realizado independente dadata do recall.

 

Da montadora para o concessionário – Ao descobrir a necessidade de um recall a área técnica ou de engenharia da montadora entra em contato com a área correlata das concessionárias para instruir como a rede deve atender aos clientes e proceder com a verificação e, se necessário, substituição da peça.

 

Se a troca do componente for necessária a montadora assume o custo da peça que o concessionário trocou para o cliente. Já o custo da mão de obra do funcionário da concessionária é definido por montadora e concessionário.

 

Balanço de recalls no Brasil em 2017 – De acordo com dados divulgados pelo Procon SP 1 milhão 965 mil 253 veículos foram envolvidos em recalls no ano passado — 846 mil 103 unidades foram chamadas exclusivamente por causa dos problemas nos airbags fornecidos pela Takata.

 

Com relação ao comparecimento dos clientes não existem dados que analisem quantos levam o carro para verificação e quantos nem sabem que seu carro está envolvido em um recall.

 

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Scania persegue 30% de crescimento

Cerca de 30% é o tamanho do crescimento que as fabricantes de caminhões escolheram como meta para 2018, um nível acima das expectativas da Anfavea para o ano, coisa de 24,7%. Na semana passada a Volvo foi a primeira a manifestar otimismo com relação às vendas para o ano. Na segunda-feira, 26, foi a vez da Scania seguir o mesmo caminho, e os números das vendas recentes sinalizam para a possibilidade de alcançar o resultado que pretende.

 

Animam a companhia os negócios fechados desde a Fenatran, em outubro. Segundo Roberto Barral, diretor geral da Scania Brasil, foram 1 mil 350 veículos vendidos no período que compreende o início da feira e dezembro: “Parte do volume é fruto de negócios fechados na Fenatran, outra parte surgiram de conversas que se iniciaram durante o evento”.

 

Ele revelou que transportadores avaliaram a possibilidade de aumento da demanda nos setores de grãos e de cargas industriais e enxergaram panorama favoravel à renovação de suas frotas de forma antecipada: “Havia uma demanda reprimida no passado causada pelo fraco comportamento de vários setores da economia. Com a possibilidade de mais negócios em 2018 veio também a necessidade de investir”.

 

Do total vendido a partir da Fenatran, por volta de 1 mil veículos foram comprados por seis empresas que atuam nos segmentos apontados como os mais promissores em termos de negócios para o ano, agro e cargas industriais: G10, 1500, Jolivan, Kothe, Tombini, Trans Maroni e Cavalinho. Os caminhões começaram a ser entregues em janeiro e o processo deve durar até dezembro: saem de fábrica com os novos motores de 450 cv e 510 cv, lançados no ano passado.

 

Diante do volume de emplacamentos já feitos este ano o planejamento de crescer 30% se torna ideia razoável, uma vez que a essa quantidade representa cerca de um terço do volume de caminhões pesados que a empresa vendeu no acumulado do ano passado: 3 mil 542 unidades.

 

O setor de mineração também é visto como outro que pode alavancar as vendas da empresa no País, embora proporcione negócios de menor volume. De acordo com Ricardo Vitorasso, diretor de vendas de caminhões da companhia, o modelo Heavy Tipper, lançado em 2017, tem sido procurado por grandes mineradoras que precisam renovar frota: “O setor de mineração busca veículos que ofereçam menor custo operacional, e as empresas entram em contato buscando informações sobre os modelos da linha”.

 

Preços – A Scania exerceu uma certa elevação de preços de seus veículos este ano em função do preço do aço e de outros insumos que exercem pressão principalmente na operação dos fornecedores: “O preço dos produtos acabados exerce pressão sobre o preço do nossos caminhões. Os laminados de aço são outros exemplos de insumos que devem elevar os custos de produção”.

 

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Fábrica 56: nova produtora de carros. By Mercedes-Benz.

A Mercedes-Benz anunciou a construção da Factory 56, uma instalação “que se caracterizará pela digitalização, flexibilidade e respeito ao meio ambiente”, de acordo com informações divulgadas na segunda-feira, 26, pelo Flash de Motor, site especializado de Caracas, Venezuela. A Fábrica 56, ou  “fábrica de carros do futuro”, estará localizada em Sindelfingen, perto de Stuttgart, Alemanha, e começará a produção em 2020.

 

De suas linhas surgirá a nova geração do Classe S e o primeiro veículo elétrico da nova marca EQ — o EQC, que será apresentado no Salão de Genebra. 

 

De acordo com a Mercedes-Benz a estrutura modular na Fábrica 56 foi projetada de forma a poupar energia e por ser ecológica. A montagem dos veículos utilizará energias renováveis âEUR<âEUR

 

Um sistema fotovoltaico localizado no telhado alimentará o fornecimento de energia e reduzirá o seu consumo em 5 mil MWh/ano. 

 

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eActros, caminhão elétrico M-Benz, entra em testes

A Mercedes-Benz Trucks divulgou na segunda-feira, 26, que começarão, este mês, os testes em clientes com o primeiro caminhão elétrico do segmento pesado, o eActros. Dez unidades, em duas versões, com PBT de 18 e 25 toneladas, serão entregues para transportadores europeus que avaliarão praticidade, eficiência e economia do veículo no dia a dia.

 

No longo prazo a intenção “é entregar uma condução silenciosa e livre de emissões em ambientes urbanos, com a produção em série deste tipo de veículo”. Martin Daum, que integra o board da Daimler AG e é o chefe mundial da Daimler Trucks e da Daimler Buses, acredita que a empresa está iniciando este processo com uma frota inovadora e apoiará os testes no ambiente logístico dos transportadores.

 

“Isso nos permitirá entender o que ainda precisa ser feito em termos de tecnologia, infraestrutura e serviço para tornar nosso eActros competitivo. Estamos repassando as versões de dois e três eixos de nosso caminhão elétrico pesado eActros para os clientes. Inicialmente, o foco será no transporte urbano de mercadorias e serviços de entregas. A autonomia necessária para isso está bem dentro do objetivo do eActros.”

 

O eActros tem autonomia de 200 quilômetros, fornecida por duas baterias de íons de lítio com potência de 250 kWh, carga útil e níveis de desempenho iguais aos com motores a diesel, segundo o comunicado divulgado pela Mercedes-Benz — e poderá ter produção em série a partir de 2021. É carregado por dois motores elétricos, situados junto aos cubos de roda do eixo traseiro, com refrigeração líquida, e que operam a uma voltagem nominal de 400 volts. Cada um deles gera 125 kW de potência.

 

O desenvolvimento e testes do eActros fazem parte do projeto ConceptELV², que recebe fundos do Ministério Federal do Meio-Ambiente da Alemanha, BMUD, e do Ministério Federal dos Assuntos Econômicos e Energia, BMWi, com valor total de aproximadamente 10 milhões de euro.

 

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Profissionais de marketing conhecem a Nova AutoData

Na quinta-feira, 22, a AutoData Editora realizou evento para apresentar o novo projeto visual e editorial da revista AutoData – que já se encontra em formato digital em nossa homepage. A iniciativa teve como objetivo apresentar mais um produto dessa nova fase da editora que, nos últimos doze meses, transformou seus produtos para atender às necessidades dos tempos atuais.

 

O produto mais tradicional, a revista AutoData, foi a última a receber novo tratamento visual – que em breve também estará no site. Dentre as principais mudanças destacam-se fotos e gráficos expandidos que apoiam o conteúdo analítico, novas seções e um aumento de quase 30% de texto com a adoção de nova fonte.

 

Outra novidade apresentada foi a versão da revista AutoData em inglês. Este novo produto estará ancorado em versão digital no site e refletirá mensalmente todo o conteúdo da revista para interessados que não leem em português. O publisher Márcio Stéfani disse que  “temos muitos executivos estrangeiros no Brasil, e é assim, então, que faz todo sentido compartilharmos a revista também em inglês, assim como a weekly edition, resumo das notícias da agência que já oferecemos todas as semanas”.

 

Também foi apresentado o novo editor da revista AutoData: Marcos Rozen, em sua terceira passagem por aqui, é o responsável nesta nova fase. O jornalista Henrique Skujis, que contribuiu para o desenvolvimento do novo projeto visual nos últimos doze meses, deixou a editora.

 

Depois das apresentações mais de cinquenta pessoas, representantes da cadeia automotiva, participaram de jantar, em São Paulo, SP.

 

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Mais de 27 mil unidades Hyundai Azera entram em recall

A Hyundai divulgou na sexta-feira, 23, um chamado à manutenção para 27 mil 969 unidades do Azera, produzidas de 2007 a 2010, e para duas unidades Sonata, produzidas em 2007, por causa de um possível defeito nos freios ABS.

 

No comunicado distribuído pela empresa o problema acontece por causa de uma possível falha na caixa de fusíveis instalada no compartimento do motor: alguns componentes podem apresentar alta resistência, causando anomalia elétrica no módulo do sistema de freios ABS e, em casos extremos, o ABS pode não funcionar, colocando os ocupantes em risco.

 

O chamado da Hyundai será dividido em duas partes. Na primeira os proprietários devem procurar concessionária autorizada, fazer cadastro e agendar o recall, quando será efetuado reparo intermediário preventivo com a inspeção e, se necessária, a troca dos fusíveis.

 

A segunda fase começará em 2 de julho e os proprietários devem entrar em contato com a rede de concessionárias para a troca de todas as peças envolvidas para resolver definitivamente o problema.