Daimler se dividirá em três unidades de negócios

A indústria automotiva mundial vive um momento de transformações, fusões e alianças. A Daimler, dona da Mercedes-Benz, não ficará de fora. A empresa estuda modificar a sua estrutura corporativa para dividi-la em três unidades de negócios independentes: Mercedes-Benz automóveis e furgões, Mercedes-Benz caminhões e ônibus e Mercedes-Benz serviços financeiros, o que facilitaria os novos projetos de mobilidade, como o car sharing. Este plano poderá ser apresentado durante a reunião do Conselho de Acionistas em 2019, informou o Flash de Motor, da Venezuela.

 

Bodo Uebber, diretor financeiro da Daimler, disse que a empresa está estudando como ficará mais competitiva nesse mercado em constante modificação: “Daimler está revisando continuamente seu posicionamento estratégico e sua estrutura para ser competitiva e poder responder a um mercado em transformação”. Assim, o próprio Uebber seria o executivo responsável pela nova estrutura, posto ocupado por Dieter Zetsche, de 64 anos, que estaria perto de se aposentar.

 

Este movimento da Daimler facilitaria a entrada de outras marcas dentro de uma das divisões do grupo. E há cerca de duas semanas fechou a aliança com a Bosch para desenvolver conjuntamente carros autônomos totalmente automatizados, de nível 4, e sem condutor, de nível 5. Com este acordo será possível a criação de uma frota de taxis e carros compartilhados para que circulem a partir de 2020 sem a necessidade de que um condutor.

 

No início de 2017, a Daimler já havia anunciado um acordo para colocar no futuro seus carros autônomos na frota do Uber. O modelo escolhido foi o novo Mercedes-Benz Classe E, que deverá ser o primeiro automóvel com licença para condução automatizada nos Estados Unidos, graças a seu sistema Highway Pilot. Travis Kalanick, diretor do Uber, afirmou que as cidades para serem mais seguras, limpas e acessíveis, não podem trabalhar sozinhas: “Por isso decidimos abrir uma plataforma com a Daimler”.    

 

Não há dúvida de que o futuro passa pela condução autônoma e o governo da Alemanha aprovou na semana passada um código de ética para os carros sem condutor. Esse documento foi elaborado por 14 especialistas. No código se estabelece a responsabilidade em casos de acidente. Segundo o documento, deve ser “claramente” definido quem está ao volante, se um motorista ou um computador, e esses dados devem ser armazenados para eliminar a responsabilidade em caso de acidente.

 

A divisão em três áreas e a aposta pela condução autônoma não são as únicas novidades em que a Daimler trabalha. Segundo informações do site hybridcars, o consórcio está próximo de fechar um acordo com a BMW para estabelecer uma parceria no negócio de car sharing, e consolidar o mercado de carros compartilhados na Alemanha.

 

As duas companhias somam 3,5 milhões de usuários nos Estados Unidos, Europa e China. Na Europa, as cidades que mais demandam carros compartilhados são Londres, na Inglaterra, Berlim e Frankfurt, na Alemanha, Milão, na Itália e Helsinque, na Finlândia.

GM anuncia R$ 4,5 bilhões para três fábricas no Brasil

A General Motors investirá R$ 4,5 bilhões nas suas fábricas de São Caetano do Sul, SP, Joinville, SC, e Gravataí, RS. O anúncio foi feito na sexta-feira, 25, por Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul, ao Presidente da República. Zarlenga informou que a empresa continuará acelerando seus investimentos no Brasil. O montante é parte do plano de aportar R$ 13 bilhões às operações no País de 2014 a 2020.

 

De acordo com o plano, serão aplicados recursos da ordem de R$ 1,2 bilhão em São Caetano do Sul e R$ 1,9 bilhão na fábrica de Joinville. Em Gravataí, a será investido R$ 1,4 bilhão, conforme anunciado no mês passado.  Segundo comunicado da GM, o aporte tem como objetivo fortalecer o seu negócio por meio do desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e novos conceitos de manufatura. Também cria a oportunidade para desenvolver novos fornecedores e gerar empregos.

 

Zarlenga disse, ainda, que a GM tem um compromisso histórico com o Brasil, onde está presente com sua marca Chevrolet há mais de 92 anos: “Estamos realizando o maior plano de investimentos da indústria no país, o que reforça nossa confiança no potencial de crescimento do mercado. O novo aporte às operações em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul vai permitir ampliar a linha de produtos da Chevrolet, oferecendo mais tecnologia, com foco em conectividade total, segurança e eficiência energética”.

 

Os novos investimentos vão contribuir para ampliar a competitividade das operações no Brasil e preparar a GM Mercosul para se tornar uma plataforma de exportação global.

 

Foto: Beto Barata

Virtus pode ser o sedã global feito no Brasil

A VW ensaia os primeiros passos de uma nova fase no País. A renovação do portfólio é parte de estratégia ousada para retomar a liderança do mercado interno e, além disso, tornar a produção no Brasil base de exportação não apenas para 29 países da América Latina, mas também, para outras regiões.

 

“O Virtus será produzido só no Brasil. Assim, já estamos estudando a oportunidade de exportação para outros mercados além da América Latina”, disse o seu presidente David Powels. Ele não adiantou quais seriam os potenciais clientes do novo sedã VW brasileiro, mas quando questionado sobre mercados importantes como alguns países europeus, desconversou.

 

É claro que ainda está muito cedo para anunciar esse tipo de definição, já que o Virtus tem seu lançamento programado no Brasil apenas no primeiro trimestre do ano que vem. Porém, quando o presidente afirma com todas as letras que o objetivo é fazer da produção nacional base de exportação global, as expectativas aumentam, sobretudo quanto aos predicados desse novo modelo, capaz de ser competitivo em mercados pouco tradicionais ao produto brasileiro.

 

Polo – O primeiro da nova safra, a sexta geração do VW Polo, que começa a ser vendido em novembro no Brasil, segundo Powels, terá uma tarefa importante na estratégia da retomada da liderança: figurar na lista dos cinco carros mais vendidos do Brasil: “O Polo precisa estar entre os cinco mais vendidos do Brasil para justificar o retorno do investimento feito nele”.

 

O presidente afirma também que o preço do novo modelo será maior que o da concorrência e que isso é uma característica dos veículos da marca alemã. Mas não será um problema para as ambições da empresa: “Os carros da VW nunca foram os mais baratos do mercado. Somos reconhecidos pelo custo-benefício ao longo do uso dos nossos produtos. O cliente paga um pouco mais no início, mas ele recebe em qualidade, baixa manutenção e prazer ao dirigir”.

 

Após a chegada no Brasil, o roteiro do Polo pelos outros países da região já está definido. Em três meses começa a ser vendido na Argentina. E logo depois vai desbravar os mercados chileno, da Colômbia, Peru e Equador. “Esses são os principais. Acreditamos que nos 29 países há um potencial para 1,6 milhão de unidades. Esse volume é relevante, pois representa as vendas totais na Argentina.”

Volkswagen convoca recall de 281 mil veículos

A Volkswagen anunciou na terça-feira, 29, campanha de recall para corrigir defeito na bomba de combustível de 281 mil veículos, informou a agência de notícias AFP. Foram atingidos os modelos CC fabricados de 2009 a 2016, e Passat e Passat Wagon produzidos de 2006 a 2010. A empresa teria descoberto o defeito após investigação de autoridades chinesas, iniciadas em 2016, ter levado a um recall ali no começo do mês. Os modelos afetados pelo defeito não são produzidos no Brasil.

Ford cria joint-venture para fabricar elétricos na China

A Ford anunciou na terça-feira, 22, a assinatura de memorando de entendimento com a Anhui Zotye Automobile, grande fabricante de veículos elétricos na China. O objetivo é a criação de joint-venture para o desenvolvimento, produção, venda e manutenção de uma nova linha de veículos elétricos de passageiros no mercado chinês.

 

Segundo a Ford essa parceria, com participação igualitária, está alinhada à sua visão de oferecer veículos elétricos eficientes e acessíveis para os consumidores e de contribuir para a sustentabilidade ambiental.

 

Peter Fleet, presidente da Ford Ásia Pacífico, disse em comunicado que veículos elétricos terão participação importante na China no futuro: “Poder lançar uma nova linha de veículos totalmente elétricos no maior mercado automotivo do mundo é um passo empolgante para a Ford na China. Queremos ser líder em novas soluções nesse segmento”.

 

A China é o mercado de veículos com energias alternativas que mais cresce no mundo. A expectativa da Ford é a de que chegue a 6 milhões de unidades por ano em 2025, sendo cerca de 4 milhões totalmente elétricos.

 

A Zotye Auto foi uma das primeiras a produzir veículos de passageiros totalmente elétricos na China, mercado que lidera no segmento de compactos. Até julho a empresa já vendeu mais de 16 mil veículos elétricos, que representam crescimento de 56% sobre o ano passado.

 

Os futuros veículos da joint-venture serão vendidos sob uma nova marca local. Informações adicionais sobre produtos e volumes de produção serão anunciados após a aprovação do acordo definitivo.

 

Jin ZheYong, presidente da Anhui Zotye Automobile, disse que “a parceria com a Ford fortalece ambas as partes para que possamos ter participação importante no crescente mercado de veículos elétricos na China”.A Zotye tem sua sede em Huangshan, província de Anhui.

 

A Ford, que planeja lançar globalmente treze novos veículos elétricos nos próximos cinco anos, com investimento de US$ 4,5 bilhões, anunciou sua estratégia de eletrificação na China: até 2025 70% dos seus veículos vendidos no país terão uma opção elétrica.

 

A nova joint-venture será um grande avanço nas iniciativas de eletrificação da Ford e ampliará a sua presença na China, onde já mantém as joint-ventures Changan Ford e Jiangling Motors Corporation.

Great Wall mais longe de comprar a FCA

A Great Wall Motor informou, e o site da prestigiosa Automotive News publicou, na terça-feira, 22, que não vê perspectivas de um acordo com a FCA, Fiat Chrysler Automobiles, a respeito de assumir sua divisão Jeep. Um dia, apenas, depois de manifestar seu interesse pela divisão Jeep da FCA a Great Wall disse que existem “grandes incertezas” com relação à sua disposição de continuar a estudar um eventual acordo de compra com a FCA.

 

Esse padrão de informação consta em comunicado da fabricante chinesa de automóveis, com base em Baoding, enviado à Bolsa de Valores de Xangai. Diz, também, que “os esforços da empresa chinesa não geraram progressos concretos até agora”, e que não estabeleceu, até agora, as conversas necessárias com o conselho de administração da FCA.

 

O CEO da FCA, Sergio Marchionne, fez uma especulação sobre o acordo no mês passado, quando disse que avaliaria a oportunidade de se desfazer de algumas empresas. A marca Jeep ancora operações automotivas de mercado da FCA e tem sido foco-chave de expansão. Estudo do Morgan Stanley avalia a Jeep em cerca de US $ 24,2 bilhões, US $ 4,7 bilhões a mais do que o valor de mercado do grupo todo.

 

É improvável que a Fiat pretenda vender a apenas a marca Jeep, dissociada das marcas Dodge, Ram e Chrysler. A Great Wall também poderia encontrar dificuldades para obter a aprovação da regulamentação chinesa devido a restrições recentes sobre a saída de capital, informaram em relatório analistas do Deutsche Bank, Vincent Ha e Fei Sun. Uma aquisição também exigiria a aprovação de órgãos governamentais dos Estados Unidos, EUA, o que poderia ser complicado sob a administração atual, disseram eles em nota: “Não podemos ignorar os potenciais obstáculos políticos envolvidos em uma potencial fusão”.

 

As ações da Great Wall foram suspensas na negociação em Hong Kong e Xangai na terça-feira, 22, com as bolsas aguardando esclarecimento sobre o assunto.

ANP retifica não-conformidade de óleo da Chevron

A ANP, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, informou no boletim sobre o Programa de Monitoramento de Lubrificantes, de junho, que errou ao indicar não-conformidade no produto Havoline Sintético SAE 5W-30, como fizera em edição anterior do documento. A Chevron, detentora da marca Havoline, aguarda posição da ANP sobre outro produto da empresa, o Ursa LA 3 SAE 40, também indicado como não-conforme.

O campeão da Volvo está de volta

A Volvo Cars é diferente das outras marcas. Nessa nova fase controlada pela holding chinesa Geely, retomou identidade e postura particular. Vamos chamar de um jeito escandinavo de fazer carros, muito especial em termos de produto e de posicionamento institucional. “Fazemos carros pensando nas pessoas, para as pessoas e com as pessoas”, foi um dos mantras repetidos durante a apresentação da segunda geração do XC60, o SUV de luxo mais vendido na história da marca no Brasil.

 

Ele é o segundo dessa nova era da Volvo a desembarcar no Brasil. Chega com a missão de retomar a liderança entre os SUV de luxo, aqueles que custam mais de R$ 200 mil, como o Land Rover Discovery Sport, o Audi Q5, o Mercedes-Benz GLC e o BMW X3. O presidente da empresa, Luis Rezende, resume a importância dessa nova geração: “Já vendemos 20 mil XC60 no Brasil. Por conta do sucesso, dobramos nossa rede no País e aumentamos nosso faturamento em doze vezes”.

 

A expectativa da Volvo é que a partir de setembro sejam negociadas 250 unidades do novo XC60 por mês. A meta é fechar 2017 com 1 mil unidades vendidas, mas a campanha de pré-venda pode melhorar esses números, de acordo com o diretor comercial João Oliveira: “Foram 200 unidades na pré-venda e já estamos com a produção destinada ao Brasil comprometida até outubro”. Ainda sem projetar o desempenho em 2018 para o XC60, a Volvo conta muito com um ritmo mensal um pouco acima das 250 unidades mensais.

 

Visão 2020 – Antes de apresentar o novo XC60 vamos tratar do posicionamento global da marca, que explica as razões da Volvo trazer tantos recursos interessantes em seus produtos.

 

A Volvo é conhecida pela obsessão por segurança. Essa característica vem lá de 1959, quando a empresa criou o cinto de segurança de três pontos e não patenteou a invenção para que outras pudessem usar em seus projetos. Em 2017, a Volvo coloca no centro da sua estratégia as pessoas. Não importa a tecnologia mais avançada ou o design mais bonito se não for para um bem maior: o das pessoas. Veja os vídeos Moments (http://www.volvoca.rs/01Q4uy) com o novo XC60 e o da campanha Visão 2020 (https://youtu.be/fbQ6ye2Wy2s) para compreender como a Volvo quer ser reconhecida.

 

É um jeito um tanto óbvio de encarar a missão de fazer e vender carros. Mas encanta justamente na simplicidade do conceito “para as pessoas” e, claro, pela qualidade e eficiência dos veículos.

 

O XC60 compartilha o DNA escandinavo do XC90, um SUV grande que trouxe para o Brasil em 2015 as novas soluções e tecnologias, como a plataforma modular SPA, os sistemas semiautônomo e de segurança avançada. Todos os novos produtos da marca sueca passarão por esse banho de estilo e de tecnologia até todo o portfólio global entregar, em 2020, a chance de ninguém se ferir gravemente ou vir a óbito dentro e ao redor de um Volvo.

 

Mas o campeão de vendas dos suecos no Brasil tem personalidade própria. Um design marcante, sobretudo na traseira, a principal diferença em relação ao já conhecido XC90. Na dianteira, o destaque é o conjunto ótico apelidado de martelo de Thor e a enorme grade frontal, nova identidade global da Volvo.

 

Por dentro, a qualidade dos materiais, o acabamento primoroso e o minimalismo do painel frontal contrastam com a central de entretenimento e conectividade Sensus Connect. Acessível pela tela de nove polegadas de LCD antirreflexo e sensível ao toque, é uma peça que se destaca. Por ali é possível configurar praticamente tudo, inclusive conectar o smartphone pelos sistemas Apple Car Play e Android Auto.

 

Ao volante, o motor T5 Drive-E 2.0 litros de 254 cv acoplado em transmissão automática de oito velocidades é coadjuvante. Esse powertrain entrega desempenho, eficiência e baixo nível de emissão de poluentes exigidos nesse segmento de alto padrão. Mas o pacote City Safety de segurança ativa toma as atenções do condutor. São diversos sistemas que monitoram, alertam e atuam em situações como mudança de faixa, colisão frontal e traseira, em cruzamentos, entre outras, evitando colisões contra veículos, ciclistas, pedestres e até animais de grande porte.

 

O ponto alto dessa tecnologia é o Pilot Assist, ou assistente de direção semiautônoma, capaz de conduzir sozinho o XC60 na cidade ou na estrada, até a 130 km/l. Mas para isso são necessárias pistas bem sinalizadas, condição essencial para o sistema executar as manobras sem a ajuda do condutor.

 

Com uma receita que teve avaliação positiva da crítica na Europa, o XC60 vai encarar o não menos exigente consumidor de alto luxo no Brasil. Seu posicionamento de preços nesse restrito e concorrido segmento vai mostrar se todos esses atributos farão tanto sucesso por aqui também. Nessa nova fase da Volvo no Brasil e no mundo, o jeito escandinavo de fazer carros vai mostrando como pretende superar as expectativas das pessoas. Simplesmente pensando nelas. Na Suécia eles chamam isso de luxo inteligente.

 

De Dourado, SP / fotos: divulgação Volvo Cars

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