Puig é o novo VP para RH da VW

Marcellus Puig assumiu a vice-presidência de recursos humanos da Volkswagen para a Região da América do Sul e Brasil, na quarta-feira, 1, em sucessão a Nilton Junior, que trabalha há mais de 30 anos na empresa e assumirá outra posição no grupo. Em seu novo cargo, Puig fará a gestão de recursos humanos de mais de 21 mil colaboradores em seis unidades da empresa no Brasil e na Argentina.

 

Puig começou sua carreira na empresa em 1998 e de 2013 a fevereiro deste ano foi vice-presidente da área de recursos humanos na Argentina. O executivo também trabalhou em diferentes áreas de recursos humanos no Brasil até 2007, quando foi transferido para a matriz, em Wolfsburg, Alemanha, para atuar no mesmo setor.

Volare fecha parceira com financeira do Bradesco

A Volare e o Bradesco Financiamento estabelecem acordo para oferecer, aos transportadores, melhores condições para a compra de miniônibus. A instituição colocou à disposição dos clientes linhas de crédito CDC, crédito direto ao consumidor, e leasing para financiamento de veículos novos e usados com taxas a partir de 1,02% ao mês, índice inferior às taxas do Finame.

João Paulo Ledur, chefe de negócios Volare, considera que a participação do financiamento nas vendas de miniônibus e dos veículos comerciais de maneira geral cresceu muito no Brasil nos últimos anos: “Por isso oferecer condições com taxas menores é fundamental para proporcionar segurança na tomada de decisão dos clientes. A parceria com o Bradesco Financiamento está alinhada com nosso plano de estar mais próximos dos clientes, entender suas necessidades e colaborar com a sua rentabilidade”.

Além das taxas mais baixas as linhas de crédito para os clientes Volare possibilitam o financiamento de até 90% do valor do bem, prazos de pagamento de doze a 48 meses, opção de parcelas com valores fixos e TAC de R$ 1,1 mil, que pode ser incluído no valor total do financiamento.

Foto: Divulgação/Gélson Mello da Costa

Lifan confirma chegada do SUV X80

A Lifan Motors confirmou a chegada do SUV X80 ao mercado brasileiro e deve anunciar, em breve, a apresentação de um outro SUV. Ambos se juntarão ao novo X60 para aumentar a linha de produtos e impulsionar a retomada do crescimento Lifan aqui.

 

A Lifan completa, já, cinco anos de atuação no mercado brasileiro.

 

Com o recente lançamento do X60 2018, agora com a versão com câmbio automático CVT, e a chegada, a partir do ano que vem, de novos veículos seus executivos projetam crescimento mais vigoroso no Brasil.

 

Jair Leite de Oliveira, diretor comercial da Lifan, participou da Quarta Convenção Global de Distribuidores Lifan Motors, que foi realizada em Lijiang, China, quando a empresa apresentou seus planos para os próximos anos: “Nossas prioridades são o desenvolvimento de plataformas para novas famílias de produtos, com foco na qualidade de processos de fabricação, e busca continua de soluções em energia alternativa”.

 

Os novos carros anunciados para o Brasil são os primeiros frutos deste novo plano, que representa a terceira geração de automóveis Lifan e inclui catorze novos produtos nos próximos cinco anos. O Lifan X80 é o primeiro deles a chegar. Os próximos lançamentos ainda estão em fase final para apresentação na China para depois serem mostrados no Brasil. 

 

Foto: Divulgação

 

Funcionários GM de SJ dos Campos retornam do lay-off

Parte dos metalúrgicos da fábrica da General Motors de São José dos Campos, SP, que estava em lay-off desde 5 de junho, retornará ao trabalho a partir de segunda-feira, 6. A empresa confirmou ao sindicato, na terça-feira, 31, que não prorrogará o período de suspensão dos contratos, previsto para terminar na sexta-feira, 4. A GM estima que de duzentos a 250 trabalhadores retomem o trabalho.

 

Do início do lay-off até aterça-feira, 31, cerca de 130 trabalhadores já haviam retornado, de maneira antecipada, à GM. Ao todo 980 funcionários entraram em lay-off em junho. Aqueles que não retornarem de imediato permanecerão em licença remunerada, recebendo salários e benefícios normalmente. Durante o período os trabalhadores receberam o salário integral, sendo parte pago pela GM e parte por meio do FAT, o Fundo de Amparo ao Trabalhador.

 

Não há confirmação sobre se o retorno dos funcionários está ligado a um eventual aumento do volume de produção. Em Gravataí, RS, onde a empresa produz os Chevrolet Onix e Prisma, no entanto, um aumento da demanda pelos veículos no Brasil e na América Latina fez a empresa contratar setecentos funcionários e abrir o terceiro turno.

 

A GM produz em São José dos Campos os modelos Chevrolet S10 e Trailblazer, motores e transmissões. Procurada por AutoData a GM informou por meio de sua assessoria de imprensa que não pretendia comentar o assunto.

 

Foto: Divulgação

JAC Motors triplica vendas em outubro

A JAC Motors informou na quarta-feira, 1 de novembro, que triplicou suas vendas, em outubro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, alta de 234,8%, chegando a 298 unidades — contra 89 vendidas em outubro de 2016. No acumulado do ano a empresa anotou alta de 36,8%.

 

Segundo Sérgio Habib, presidente da JAC Motors do Brasil, já é possível sentir a retomada da confiança do brasileiro no futuro e também as sucessivas quedas na taxa de juros, que explicitam a recuperação do mercado este ano: “Estamos caminhando para um crescimento de dois dígitos. As vendas de janeiro a março de 2017 mantiveram-se estáveis com relação ao ano passado. O mercado só decolou a partir de abril”.

 

Ele projeta média diária de 700 unidades vendidas/mês no último bimestre deste ano: “Melhoraremos ainda mais no último bimestre do ano, pois não havíamos conseguido equilibrar até agora os desembarques de T40 com a demanda gerada pelas lojas. Estimo que tenhamos dois ótimos meses para fechar 2017”.

 

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Setor automotivo impulsiona a produção industrial

Seguindo o movimento de retomada da economia nacional, a produção industrial cresceu 2,6% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pelo IBGE na quarta-feira, 1. Com relação ao mês anterior o incremento foi de 0,2% e no acumulado chegou a 1,6%.

 

O setor de veículos automotores, reboques e carroceria registrou alta de 20,9% em relação a igual mês do ano passado: “O aquecimento do setor fez com que ele fosse o principal influenciador para o crescimento da produção nacional e as exportações são um fator importante para esse incremento. Mas é necessário ressaltar que a base de comparação ainda é baixa, pois a crise trouxe grandes perdas que ainda não foram recuperadas”, disse André Macedo, gerente de coordenação da indústria do instituto.

 

Outros setores também sentirão os reflexos positivos da expansão da produção automotiva: “O setor tem bastante importância na estrutura industrial brasileira e outras áreas que são ligadas a ele já mostram comportamento positivo, como a produção de borracha, plástico e a metalurgia.”

 

O IBGE separa a produção em seis grandes categorias da economia, com automóveis e comerciais leves posicionados na de bens duráveis e com grande participação na alta de 16,2% se compararmos com igual mês do ano passado e 11,7% no acumulado do ano. Com relação ao mês de agosto houve crescimento de 2,1%.

 

No segmento de bens de capital o aumento foi de 5,7% na comparação com setembro de 2016 e de 4,5% no acumulado do ano, sendo que a produção maior de caminhões, carrocerias, ônibus, reboques e máquinas agrícolas foi o principal fator para esse aumento. Na comparação com o passado houve uma queda pontual de 0,3%.

 

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Vendas de veículos crescem 27% em outubro

Em outubro foram emplacados 202 mil 873 veículos no País, volume 27,5% maior que o registrado em outubro do ano passado, quando o setor vendeu 159 mil 37 unidades, segundo dados do Renavam obtidos por AutoData. Considerando o número de dias úteis do período, 20, a média diária de licenciamentos ficou acima das 10 mil unidades e está alinhada com as expectativas da Anfavea para o último trimestre.

 

O volume alcançado posiciona outubro como segundo melhor mês do ano em vendas, atrás apenas do desempenho de agosto, quando o setor vendeu 210 mil 142 unidades. Na terça-feira, 31, último dia do mês, as entregas estiveram próximas das 15 mil unidades. É comum nos últimos dois dias do mês o setor acelerar as vendas para bater as metas estipuladas para o mês.

 

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Scania: vendas crescem na América Latina.

A Scania registrou crescimento no volume de caminhões e ônibus vendidos no mundo todo, de janeiro a setembro, puxado pelo desempenho nos mercados da Ásia e da América Latina: foram 63 mil 959 veículos, alta de 9% sobre as vendas registradas nos primeiros nove meses do ano passado. O desempenho comercial gerou faturamento 15% maior do que o registrado em 2016: 86 milhões 403 mil coroas suecas, ou cerca de € 8 bilhões 974 milhões. No terceiro trimestre as entregas totais de caminhões da Scania aumentaram 14%, chegando a 18 mil 282 unidades.

 

Em termo de vendas no segmento de caminhões a América Latina observou no período, principalmente devido à demanda do setor de negócios agrícolas no Brasil, informou a companhia em balanço divulgado na segunda-feira, 30. A demanda do mercado chileno também foi citada.

 

Na região foram entregues 6 mil 676 caminhões até setembro, 35% a mais do que no mesmo período ano passado. A expectativa da companhia para este ano é alcançar 5 mil unidades vendidas, o que representaria crescimento de 20% sobre o resultado do ano passado, 4 mil 425 unidades. No terceiro trimestre foram vendidos na região 2 mil 381 caminhões, 33% a mais do que no mesmo trimestre do ano anterior.

 

O mercado asiático também apresentou alta no volume de vendas de caminhões até setembro: foram entregues 9 mil 307 unidades, 37% a mais do que nos nove meses do ano passado. O desempenho verificado nos setores de logística e de comércio eletrônico foi apontado como determinante para o resultado. No terceiro trimestre o crescimento foi de 73% nas vendas, chegando a 3 mil 241 veículos.

 

Ônibus. No segmento de ônibus, até setembro, os resultados no mercado da América Latina também foram positivos na comparação com o desempenho de vendas de 2016. A empresa entregou 1 mil 715 veículos, 7% a mais do que no ano passado. Apesar do crescimento o terceiro trimestre teve resultado negativo no volume de vendas na comparação com o trimestre no ano passado: 587 unidades ante 739 vendidas em 2016.

 

Na Ásia o crescimento foi de 17% nas vendas até setembro: 1 mil 894 unidades. O desempenho das vendas no terceiro trimestre, no entanto, foi negativo: caíram para 670 unidades, contra 752 unidades no mesmo período do ano passado.

 

Serviços. A Scania tem buscado aumentar suas receitas com serviços em mercados fora da Europa, onde explora o segmento há mais tempo. No Brasil, especificamente, a empresa tem trabalhado para aumentar o número de veículos conectados e buscar mais receita a partir do serviço, que combina telemetria e manutenção programada.

 

Os esforços parecem ter gerado resultados. Até setembro a empresa viu crescer a receita com serviços na América Latina, para 2 milhões 276 mil coroas suecas, coisa de 233 mil euro, 16% frente ao faturamento obtido na área nos nove meses do ano passado. Na Ásia, outro mercado onde a Scania, tem apostado no sucesso dos veículos conectados, o crescimento foi de 22%.

 

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Desemprego tem pequena queda

A taxa de desemprego no Brasil terminou o terceiro trimestre em 12,4%, recuo de 0,6 ponto porcentual na comparação com o segundo trimestre, 13%, segundo dados divulgados pelo IBGE, na terça-feira, 31. Comparado o resultado ao do mesmo período do ano passado houve aumento de 0,6 ponto porcentual na taxa de desemprego.

 

Em 2017 a taxa de desemprego caiu desde o primeiro trimestre, quando o IBGE registrou 13,7% e o setor automotivo poderia ter ajudado na redução desse índice, mas segundo Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, isso não aconteceu: “A indústria tem sua participação, mas é muito pequena se compararmos com outras áreas, pois o porcentual de empregos gerados é muito pequeno com relação à queda no nível de desemprego”.

 

Os números divulgados pela Anfavea sobre o nível de empregados das montadoras associadas até setembro é de 126,3 mil, alta de 1,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, o que é pouco para impactar na queda da taxa de desemprego no País. No caso do Sindipeças, que não divulga o nível de empregos mês a mês, a expectativa para o fechamento do ano é de 164,6 mil colaboradores, com aumento de 1,5% com relação ao fechamento de 2016. Para 2018 a expectativa é que o número de vagas cresça 5%.

 

Também existe uma movimentação na geração de empregos que indica que o setor automotivo não está sendo tão participativo: “As novas vagas são voltadas para informalidade, como comércio e construção informais, que não tem registro em carteira, o que não costuma acontecer nas vagas geradas pelo setor automotivo”.

 

O IBGE destaca que, por causa da crise, 3,5 milhões de vagas com carteira assinada não estão mais disponíveis e que a expectativa para a geração de empregos em médio prazo no setor automotivo é incerta: “Viemos de uma crise econômica muito forte que também foi política, e no ano que vem teremos eleições. Por isso é muito complicado prever como será o aumento de vagas no setor automotivo”.

 

Fotos Púbicas/Camila Domingues/Palácio Piratini