Jim Hackett é o novo presidente da Ford

A Ford informou na segunda-feira, 22, que Jim Hackett será o novo presidente da companhia a partir de 1º de junho. Ele sucederá a Mark Fields, que estava há 28 anos na empresa e anunciou ontem sua aposentadoria, informou o site Automotive News. O executivo vivia um momento de pressão à frente da Ford nos últimos meses, sobretudo quando a empresa perdeu valor de mercado ficando atrás da Tesla.

Bill Ford, presidente executivo da companhia, disse por meio de comunicado que Hackett “é o CEO certo para liderar a Ford neste período de transformação da indústria automobilística”. A afirmação de Ford, herdeiro de Henry Ford, é análoga ao fato de o novo presidente ter liderado a subsidiária da empresa na área de mobilidade, a Ford Smart Mobility.

Mark Fields, 56 anos, estava sofrendo pressão dos acionistas por causa da queda no preço das ações da empresa e a queda nos lucros registrados no ano passado. Os integrantes do conselho questionaram sua estratégia para o futuro da empresa, de investimentos pesados na tecnologia de veículos autônomos e elétricos.

Desde que Fields assumiu como CEO da empresa, em julho de 2014, o preço das ações caiu quase 40%. Na semana passada a Ford anunciou que reduzirá 1,4 mil postos de trabalho assalariado na América do Norte e na Ásia como medida de redução de custos. A expectativa é cortar US$ 3 bilhões em sua folha de pagamento.

Se Fields passou 28 anos na Ford Hackett está na empresa há pouco mais de um ano. Antes foi CEO da empresa de móveis Steelcase, de Michigan, por quase duas décadas antes de abandonar o cargo no início de 2014.

Além do cargo de presidente a Ford anunciou mudanças também em outras áreas: Jim Farley foi nomeado vice-presidente executivo e presidente de mercados globais. Anteriormente, serviu como presidente da Ford Europa, Oriente Médio e África. Farley retornará à sede da Ford nos Estados Unidos. Entre suas novas funções, Farley vai presidir a marca de luxo Lincoln.

Joe Hinrichs, que antes era presidente para a região das Américas, foi nomeado vice-presidente executivo e presidente de operações globais. Raj Nair continuará a atuar como chefe de desenvolvimento de produtos da Ford. Marcy Klevorn foi nomeado para presidente da Ford Mobility. Paul Ballew também foi nomeado vice-presidente do departamento de dados. Mark Truby substitui Ray Day como chefe de comunicações.

Toyota já exporta Etios para o Caribe

A Toyota exportará o modelo compacto Etios para a região do Caribe, ela informou na segunda-feira, 22, por meio de comunicado. O modelo sedã, com câmbio manual e motor 1.5 a gasolina, será embarcado para a Costa Rica – e a versão dotada de câmbio automático para o mercado de Honduras. Estes mercados até então eram abastecidos por fábricas da Europa e dos Estados Unidos, e passar a atender a região faz parte da estratégia Toyota de aumentar as exportações a partir daqui, como informou o presidente da empresa, Rafael Chang, em março, durante lançamento do Corolla 2018.

Com a adição destes dois mercados o Etios passa a ser comercializado em sete países, incluindo Argentina, Brasil, Paraguai, Peru e Uruguai. A Toyota do Brasil registrou, nos quatro primeiros meses, crescimento de 16% no total de unidades exportadas, com 15 mil 681 veículos ante 13 mil 473 em igual período de 2016. Do total 10 mil 441 unidades correspondem ao modelo Etios, aumento de 29% com relação às 8 mil 46 exportadas no acumulado de janeiro a abril do ano passado.

Estratégia – A expectativa da empresa é a de aumentar as exportações na América Latina em 6,4%. Rafael Chang disse, em março, que o objetivo para este ano é manter a base de crescimento, e que a empresa estuda a viabilidade de novas oportunidades de negócios no Chile, na Colômbia e no Peru, mercados que, juntos, teriam um potencial de vendas de 3 mil unidades por ano.

Em 2016 saíram das fábricas de Indaiatuba e Sorocaba, SP, para Argentina, Paraguai e Uruguai e 43,5 mil unidades, contra 39,8 mil em 2015. Desse total o Etios, modelo de entrada da empresa na América Latina, representa o maior volume, 25 mil unidades.

VW escolhe Amvian para fornecer bancos para o Polo

A Amvian, fabricante de estruturas de bancos automotivos, iniciou em março a produção de componentes para a pré-série do modelo Volkswagen Polo, que tem lançamento marcado para outubro. Para atender à demanda inicial a fornecedora investiu em equipamentos de soldagem para acelerar a entrega. Mais: sua fábrica, em Atibaia, SP, por exemplo, inaugurada em janeiro, foi construída às pressas por causa do contrato firmado com a VW em agosto.

Para aumentar sua produção a Amvian recorreu ao mercado em busca de parceiros na área de automação. Em março foi contratada a Motoman para desenvolver, aqui, sistema de soldagem que já havia sido entregue à Volkswagen na África do Sul. Para Icaru Sakuyoshi, diretor da Motoman, ter participado de projeto semelhante ajudou a empresa a conquistar o contrato com a Amvian:

“Trouxemos ao Brasil equipamento que já havíamos utilizado no Exterior para demanda semelhante. Sua tecnologia torna o processo de soldagem quatro vezes mais rápido do que o método convencional, por arco elétrico. Essa característica foi determinante porque a Amvian tinha urgência em atender à Volkswagen com peças para o Polo, que será construído sobre a nova plataforma MQB”.

Foram investidos R$ 80 milhões na fábrica da Amvian, que possui 57 robôs e sistema de solda desenvolvido pela Motoman. De origem familiar a Amvian foi fundada em 1996 pelo empresário Arvind Pradhan, de origem indiana, que juntou as iniciais dos nomes dos três filhos para batizar a empresa: Amar, Vishal e Anne. A Motoman, braço de robótica da Yaskawa Electric, atende também globalmente ao segmento automotivo.

A Amvian foi escolhida pela Volkswagen em meio a uma crise de fornecimento instaurada em 2015, quando seu contrato com o Grupo Prevent após longa disputa comercial. Sem bancos a montadora teve de paralisar as linhas de montagem por várias semanas em três fábricas de automóveis – São Bernardo do Campo e Taubaté, SP, e São José dos Pinhais, PR – ao longo do ano passado. Ao todo 150 mil veículos deixaram de ser produzidos em razão das paradas, segundo a montadora.

Daimler investirá 500 milhões de euros em fábrica de baterias para carros elétricos e híbridos

A Daimler anunciou nesta terça-feira, 23, investimento de € 500 milhões em uma fábrica de baterias, em Kamenz, na Alemanha. O empreendimento faz parte da estratégia traçada para viabilizar os modelos elétricos e híbridos, como o Concept EQ, no portfólio até 2022. Será a segunda fábrica da empresa designada para produção de células de energia elétrica.

A nova unidade, que ficará sob o controle da subsidiária Accumotive, será construída em área de 20 hectares e começa a operar em 2018. Segundo a Daimler, serão contratadas 500 pessoas, totalizando mil funcionários no quadro de colaboradores da fábrica. O projeto, que foi apresentado à chanceler alemã Angela Merkel, conta com geração interna de energia solar e produção nos padrões da Indústria 4.0.

Para Markus Schäfer, diretor da divisão de carros da Mercedes-Benz, outra subsidiária da Daimler, a produção local se dá em um momento em que a indústria busca formas de viabilizar a eletrificação no setor automotivo de maneira massificada: “A produção local de baterias é um importante fator de sucesso em nossa ofensiva elétrica e um elemento crucial para atender de forma flexível e eficiente a demanda global de veículos elétricos.”

O Concept EQ é o primeiro de uma frota de mais de dez novos veículos elétricos que a Mercedes-Benz quer inserir até 2022, um movimento que vai demandar € 10 bilhões em investimentos nos próximos anos. Os novos veículos eléctricos, que podem ter configuração hatch e SUV.

A divisão de veículos comerciais da Daimler é a que vem impulsionando a eletrificação dentro da companhia já há algum tempo. Depois do lançamento da linha elétrica E-Cell para o furgão Vito, em 2011, todos comerciais leves da Mercedes-Benz passaram a sair de fábrica com baterias elétricas. A divisão de caminhões lançará uma pequena série do eCanter Fuso ainda este ano, a terceira geração do primeiro caminhão leve puramente eletricamente do mundo. A Mercedes-Benz está testando seu modelo de caminhão pesado eTruck Urbano. A unidade de ônibus, por sua vez, lançará em 2018 o modelo urbano 100% elétrico.

Revenda – Outro anúncio feito pela Daimler nesta terça-feira foi a compra de 15% da Lei Shing Hong, um dos maiores revendedores dos automóveis da Mercedes-Benz no mundo. A operação foi concluída após a aprovação das autoridades antitruste. Localizada na China, a LSH, como também é chamada, opera com cerca de 200 centros de vendas e serviços com foco na Ásia e na Austrália. Desde 2015, o LSH tem expandido sua presença internacional e agora também está presente na Europa com instalações na Alemanha e na Inglaterra.

Divisão de caminhões VW no Chile inaugura área de usados

Inspirada pela experiência brasileira, a divisão de caminhões e ônibus da Volkswagen no Chile tem agora uma área especializada na venda de caminhões usados. Esse negócio já funciona no Brasil há seis anos, com troca de usados nas concessionárias. Desde 2015 a modalidade passou a ser feita em vendas diretas com grandes clientes.

No Chile, Patrick Petitjean, gerente geral da Holding Porsche, que controla as operações de diversas marcas no país, disse que a área foi formalizada para dar mais opção ao cliente local: “O objetivo desta divisão é entregar veículos que possam ser imediatamente integrados às frotas”.

Segundo ele, o mercado de caminhões no Chile é muito dinâmico: “e por essa razão a Porsche Chile decidiu oferecer mais uma alternativa a clientes que buscam um produto que atenda às necessidades tanto em termos de desempenho, quanto custo”.

No entanto, a holding chilena não informou quais os objetivos de vendas dessa nova modalidade de negócios. Mas espera ter futuro promissor, assim como mostram os resultados obtidos no Brasil.

Por aqui, a MAN observou no usado uma alternativa para recuperar margens, com a venda de caminhões novos em queda. Até abril, a MAN comercializou 109 caminhões novos no País, segundo dados da Anfavea.

Antonio Cammarosano, diretor de vendas de caminhões para o mercado nacional, disse que o segmento de usados tem crescido até oito vezes mais do que o mercado total de caminhões novos este ano. Em 2014 esse segmento crescia três vezes mais, na mesma comparação:

“De 10% a 15% dos nossos negócios com grandes frotistas envolvem caminhões usados. A estratégia dessas grandes empresas é a renovação de frota e não a ampliação, como aconteceu em 2011 e 2012”.
Em 2016 a MAN recebeu 541 veículos seminovos, originários de negociações envolvendo a troca de caminhões novos. O volume é 80% superior ao de 2015.

De acordo com o relatório da Fenabrave, Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, em 2016 foram comercializados 332 mil 144 caminhões usados, uma média de 6,8 unidades para cada zero-quilômetro. A média é superior à registrada no ano anterior, de cinco usados vendidos para cada caminhão novo.

Cammarosano afirmou que essa tendência de aumento na venda de caminhões seminovos deve permanecer nos próximos anos. Segundo ele, com a economia “andando de lado” as empresas preferem reduzir os custos na compra de veículos novos utilizando a sua frota: “São necessidades de mercado. A compra e venda de usados também é interessante, principalmente nesse momento econômico”.

Scania abre 500 vagas temporárias na fábrica do ABC Paulista

O recorde histórico nas exportações de veículos registrado no quadrimestre refletiu na estratégia da Scania, que contratatará 500 funcionários temporários. O aumento do efetivo da fábrica de São Bernardo do Campo, SP, é para atender à demanda dos países da América Latina, África e Oriente Médio, destino de 60% da produção. Até o momento foram contratados 400 empregados e os 100 restantes estão em processo de seleção e homologação. Os funcionários serão alocados nas áreas de montagem, logística e produção.

Com as contratações, o quadro de empregados da Scania vai saltar de 3,2 mil para 3,7 mil. Marcelo Gallão, vice-presidente de logística, disse, por comunicado, que a demanda por cabines na Holanda também determinou a expansão da força de trabalho dentro da empresa: “Pela primeira vez vamos exportar cabinas para nossa fábrica na Holanda. É o tipo de atividade que tem uma interdependência muito grande com infraestrutura e processos externos, o que exige previsibilidade da operação brasileira.”

Segundo dados da Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, foram exportados de janeiro a abril 8 mil 313 caminhões, 43,3% a mais do que no primeiro quadrimestre de 2016. Do total, considerando os segmentos em que a Scania atua, foram embarcados 2 mil 925 unidades de pesados, alta de 23,8%, e 2 mil 855 semipesados, mais 63%. Os licenciamentos da empresa no Brasil no mesmo período foram de 1 mil 408 unidades.

A Scania informou que as contratações são pontuais em áreas de produção, não havendo, portanto, relação com contratações para as novas instalações que estão em construção – como a fábrica de soldagem, em obra desde junho de 2015 e ainda não foi finalizada. A nova unidade conta no plano de investimentos anunciados em 2016, de R$ 400 milhões. Afora este aporte, foi divulgado para este ano, período em que empresa comemora seus 60 anos no Brasil, R$ 2,6 bilhões em recursos para modernização da fábrica e expansão de sua rede de concessionários até 2020.

ZF firma joint venture para produção de autônomo

A ZF firmou joint venture com e.GO Mobile por meio da sua subsidiária Zukunft Ventures para entrar no segmento de veículos autônomos. A meta da nova empresa, batizada de e.GO Moove e sediada em Aachen, Alemanha, consiste em desenvolver, produzir e vender veículos de transporte autônomos. O primeiro protótipo foi apresentado recentemente no campus da RWTH Aachen University.

Stefan Sommer, CEO da ZF, disse que a joint venture colocará a companhia mais perto do objetivo de ser um player importante nesta tecnologia: “Os veículos autônomos e conectados desempenharão um papel significativo em áreas urbanas e metropolitanas”.

A ZF é um dos principais fornecedores automotivos de sistemas eletrificados e dispõe em seu portfólio tecnologias para chassis e transmissão para esse tipo de veículo. Günther Schuh, fundador e CEO da e.Go Mobile disse que com a joint venture a produção de autônomos pode dar um passo à frente: “Veículos de transporte acionados eletricamente devem ser desenvolvidos de forma a ser altamente interativos e, ao mesmo tempo, produzidos a um baixo custo”.

A e.Go Mobile já instalou uma infraestrutura dentro do conceito de Indústria 4.0 no campus da universidade de Aachen. Lá a nova companhia poderá fabricar veículos aptos à homologação, e desenvolvê-los para uma produção em larga escala.

Geely, que controla Volvo Cars, compra Lotus

A fabricante Geely, que controla a divisão de carros da Volvo, anunciou na quarta-feira, 24, a compra de 51% da Lotus. O negócio foi fechado com a Proton, que detinha o controle da companhia. Os 49% restantes foram vendidos para a Etika Automotive. A Geely também adquiriu 49% da Proton, desviando outros interessados, como o Grupo PSA Peugeot Citroën, a Renault e a Suzuki. As informações são do site Automotive News.

A Proton faz parte do conglomerado DRB-Hicom, a maior fabricante de veículos da Malásia, controlada pelo magnata Syed Mokhtar Al-Bukhary. A companhia foi criada em 1983 pelo antigo primeiro-ministro Mahathir Mohamad para integrar o plano de industrialização daquele país e, por isso, é vista como uma bandeira do crescimento econômico na Malásia.

Por detrás da compra da Lotus o plano da Geely, segundo o site Automotive News, é ter em seu portfólio marca de esportivos de luxo como acontece em outras companhias como Volkswagen, que tem Porsche, Lamborghini e Bugatti. Outro fator que pode ter motivado a compra é a conhecida tecnologia de chassi leve, que poderia ajudar a Geely a cumprir as rigorosas regras de economia de combustível que estão sendo estabelecidas em diversos mercados em todo mundo.

Com duas fábricas na Malásia, em Shah Alam e em Tanjung Malim, a Proton opera capacidade combinada de 350 mil veículos por ano. A empresa fez tentativa de venda em 2007 – mas fracassou diante da recusa do governo malaio em permitir compradores estrangeiros no seu controle.

Segurança – No Brasil a Volvo prepara o lançamento da versão mais atual do modelo XC 60, que deve chegar ao mercado no segundo semestre com tecnologias novas em segurança.

Serão três novos recursos, segundo a empresa: assistência automática em manobras, sistema City Safety atualizado com suporte à direção e o sistema anticolisão chamado de mitigação de pista oposta.

Argentina legaliza produção de ônibus elétricos

Depois de ter reduzido a burocracia para a importação de carros elétricos e híbridos o governo argentino deu outro passo para abrir o mercado de transporte para energias limpas. Segundo o Flash de Motor, da Venezuela, a CTS Auto, subsidiária da BYD, recebeu autorização para operar uma fábrica para a produção de ônibus elétricos.

Isaac Attie, porta-voz da CTS, disse que a companhia projeta investimento de US$ 100 milhões na primeira fase do projeto, valor que poderá crescer dependendo do mercado. O executivo, no entanto, não informou onde será estabelecida a fábrica. Pelo decreto divulgado pelo governo a empresa deverá iniciar as obras “em até 180 dias” e a produção de ônibus deverá começar em 2019.

A CTS Auto está na Argentina desde 2011 e Attie afirmou que seu presidente participou de encontros com autoridades do governo argentino para tornar viáveis políticas de mobilidade por meio do Ministério da Indústria e do Transporte. No ano passado o governo abriu licitação para a compra de quatrocentos ônibus elétricos, mas o processo foi cancelado: “Durante esses anos nos encarregamos de ações de promoção da empresa esperando para iniciar a produção. E homologamos o primeiro ônibus urbano elétrico do país”.

A partir de agora, segundo ele, a ideia é fabricar esses ônibus com a maior integração de peças locais possível apesar de reconhecer que grande parte dos componentes deverá ser importado, como as baterias e motores elétricos. Disse, também, que a BYD venderá sua produção a operadores privados de transportes, que servem prefeituras, governos estaduais e o federal. A produção, no futuro, tende a crescer – mas tudo dependerá do comportamento do mercado.

Pela autorização do governo a empresa poderá comercializar os ônibus no mercado interno e também em outros países. A BYD tem presença em catorze países na América Latina e dispõe, em seu portfólio, de veículos elétricos, híbridos e a combustão. Sua origem é a China e tem investidores estrangeiros, como Warren Buffet.

O anúncio da produção na Argentina se dá em um momento em que o presidente se encontra em missão oficial pela China e Japão em busca de novos investimentos e linhas de financiamentos. Attie confirmou que “o governo tem feito muitas ações na busca por novos aportes para a indústria. Isso gerou um clima mais favorável ao investimento”.

CTS Auto é a terceira empresa que consegue autorização para abertura de fábrica no país desde o atual governo assumiu, depois de Ralitor e Zanella.

Ford deve cortar 20 mil empregos

A Ford deverá cortar 10% de sua folha de pagamentos como parte de plano que prevê a retomada de seu valor de mercado, por meio de redução de custos de US$ 3 bilhões e do aumento de rentabilidade em sua operação global. Se confirmada, a medida atingirá 20 mil funcionários e deve acontecer até outubro. As informações são do The Wall Street Journal.

A Ford tem 200 mil funcionários no mundo inteiro, metade dos quais trabalhando na América do Norte.

Os cortes podem começar esta semana, disseram fontes ao jornal, sem indicar em quais fábricas e países aconteceriam. Já a agência Reuters informou que as demissões serão realizadas em unidades da América do Norte e da Ásia.

Assim que o assunto veio à tona na terça-feira, 16, a companhia emitiu comunicado no qual não aclara se, de fato, os cortes serão feitos. No documento a empresa afirma que seus esforços estão focados em oportunidades emergentes e que não comenta especulações: “Continuamos focados nas três prioridades estratégicas que incluem o fortalecimento dos pilares de lucro no nosso segmento, a transformação das áreas que tradicionalmente têm desempenho operacional menor e o investimento agressivo, mas com prudência, nas oportunidades emergentes”.

Segundo o Wall Street Journal profundos cortes de empregos nos Estados Unidos poderiam desencadear reação política, pois o presidente repetidamente disse que fabricantes de automóveis, como a Ford, são exemplos de empresas que criam postos de trabalho. Em abril Donald Trump pressionou a empresa a voltar atrás na decisão de produzir no México e de investir em fábricas no país. A Ford comprometeu-se a cancelar a construção de uma nova fábrica. Com o dinheiro economizado no México a empresa criará setecentos empregos em Michigan.

Além da pressão política há a pressão interna. Na semana passada Mark Fields, o seu presidente, foi questionado por integrantes da diretoria e por investidores sobre o fraco desempenho de ações da empresa em uma era de lucratividade recorde. A Ford lançou uma série de novos investimentos em tecnologia em sua gestão, incluindo um programa de US$ 4,5 bilhões em veículos elétricos e um projeto agressivo de automóveis autônomos.

Fields trabalhou para aliviar as tensões políticas mas não conseguiu, por outro lado, responder às preocupações dos investidores sobre a capacidade da Ford de enfrentar uma recessão ou encontrar novas fontes de receita. A fabricante registrou lucros substanciais nos últimos anos, incluindo a entrega de dois anos consecutivos de lucro recorde, mas seu valor de mercado afundou abaixo da fabricante de carros elétricos Tesla no início deste ano.

A Ford vem ampliando constantemente sua força de trabalho assalariada e sindicalizada desde a crise financeira de 2008. Embora muitos funcionários tenham sido contratados para a empresa atender à demanda externa, Fields também promoveu contratações para apoiar novos empreendimentos da empresa na área de tecnologia. Estes novos projetos incluem a unidade Ford Smart Mobility, no Vale do Silício, Califórnia, onde vários gigantes da tecnologia desenvolvem carros para compartilhamento e veículos autônomos.