O recorde histórico nas exportações de veículos registrado no quadrimestre refletiu na estratégia da Scania, que contratatará 500 funcionários temporários. O aumento do efetivo da fábrica de São Bernardo do Campo, SP, é para atender à demanda dos países da América Latina, África e Oriente Médio, destino de 60% da produção. Até o momento foram contratados 400 empregados e os 100 restantes estão em processo de seleção e homologação. Os funcionários serão alocados nas áreas de montagem, logística e produção.
Com as contratações, o quadro de empregados da Scania vai saltar de 3,2 mil para 3,7 mil. Marcelo Gallão, vice-presidente de logística, disse, por comunicado, que a demanda por cabines na Holanda também determinou a expansão da força de trabalho dentro da empresa: “Pela primeira vez vamos exportar cabinas para nossa fábrica na Holanda. É o tipo de atividade que tem uma interdependência muito grande com infraestrutura e processos externos, o que exige previsibilidade da operação brasileira.”
Segundo dados da Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, foram exportados de janeiro a abril 8 mil 313 caminhões, 43,3% a mais do que no primeiro quadrimestre de 2016. Do total, considerando os segmentos em que a Scania atua, foram embarcados 2 mil 925 unidades de pesados, alta de 23,8%, e 2 mil 855 semipesados, mais 63%. Os licenciamentos da empresa no Brasil no mesmo período foram de 1 mil 408 unidades.
A Scania informou que as contratações são pontuais em áreas de produção, não havendo, portanto, relação com contratações para as novas instalações que estão em construção – como a fábrica de soldagem, em obra desde junho de 2015 e ainda não foi finalizada. A nova unidade conta no plano de investimentos anunciados em 2016, de R$ 400 milhões. Afora este aporte, foi divulgado para este ano, período em que empresa comemora seus 60 anos no Brasil, R$ 2,6 bilhões em recursos para modernização da fábrica e expansão de sua rede de concessionários até 2020.
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