Depois de iniciativas bem sucedidas nos Estados Unidos e com a Ford Brasil Cummins e Eaton decidiram unir conhecimento. As empresas formaram uma joint venture mundial para o desenvolvimento, montagem e comercialização de transmissões automatizadas para veículos comerciais médios e pesados. A parceria será chamada Eaton Cummins Tecnologias de Transmissão Automatizada.
Segundo comunicado das empresas a joint venture terá participações em igual porcentual. A parceria está sujeita a aprovações regulamentares e a outras condições habituais relacionadas à conclusão da operação. A expectativa é a de que o negócio seja concluído no terceiro trimestre deste ano.
Luís Pasquotto, presidente da Cummins Brasil e vice-presidente da Cummins Inc., disse que com a parceria mundial as empresas poderão reduzir os investimentos no desenvolvimento do conjunto de powertrain para veículos médios e pesados: “E, claro, teremos a condição de crescer em mercados onde não atuamos e onde a Eaton já tem uma presença forte. É uma parceria que começa nos Estados Unidos e deve se expandir para o mundo”.
O executivo ressaltou que a Cummins já tem cerca de 30% do mercado na região.
No Brasil, afirmou Antônio Galvão, presidente do Grupo Veículos da Eaton para América do Sul, as empresas já trabalharam em conjunto quando desenvolveram o sistema de powertrain para os caminhões médios e pesados da Ford. De acordo com ele o desenvolvimento contou com desafios nos ajustes de calibração e no software do motor para uma melhor comunicação e sincronização com a transmissão automatizada:
“Essa parceira na Ford e em outra iniciativa nos Estados Unidos foi um grande aprendizado. Poderemos desenvolver mais rapidamente as soluções para os nossos clientes. Mas é importante ressaltar que essa parceria acontecerá somente para transmissão automatizada para veículos médios e pesados. O sistema para veículos leves continua a ser oferecido como Eaton”.
Os executivos não informaram quais serão os ganhos em sinergia nos próximos anos, tanto aqui, na América do Sul, quanto no mundo. Pasquotto ressaltou, no entanto, que haverá ganho de mercado a partir da conclusão da joint venture.
“Podemos atender a todas as montadoras instaladas na região. É um ganho e tanto. Costumava dizer que éramos primos e agora viramos irmãos.”
A atual transmissão automatizada de médio porte da Eaton, a Procision, e a próxima geração de transmissões automatizadas para o segmento de veículos pesados farão parte do escopo da joint venture. Além disso, segundo Galvão, da Eaton, a parceria comercializará e apoiará a geração atual de transmissões automatizadas pesadas da Eaton para clientes OEM na América do Norte e no Brasil: “Este produto nos situará muito bem no mercado e dará condições de aumentar muito nossa participação dentro das montadoras”.
O governo brasileiro anunciou na terça-feira, 18, as primeiras diretrizes para a construção de uma nova política industrial para o setor automotivo. O nome desse ambicioso plano já está definido. Não à toa chamada de Rota 2030 a nova norma abrangerá período de quinze anos, com três ciclos de desenvolvimento. O objetivo é estabelecer visão de longo prazo, com regras claras e previsíveis, para dar segurança aos investimentos e incentivar a competitividade da indústria nacional para nível global.