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18/04/2017

Brasil exporta mais

Por Aline Feltrin

- 18/04/2017

As fabricantes de motocicletas exportaram 17 mil 444 unidades no primeiro trimestre, volume que representa alta de 26,9% com relação ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 13 mil 749. Os dados são da Abraciclo, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas.

Em março o aumento foi de 21,2%, 5 mil 722 unidades, ante 4 mil 721 no mesmo mês de 2016. A Honda foi a responsável por 85% do total embarcado, e a Yamaha por 15%.

A Argentina continua sendo o principal mercado das motos brasileiras, com 77% dos embarques, seguida da Colômbia, com 5,4%. O restante é dividido por outros países da América Latina e do Norte.

De acordo com o presidente Marcos Fermanian há um importante potencial de exportação para os países da América Latina. O Brasil, contudo, ainda possui baixa competitividade para brigar com a concorrência externa: “A Argentina é um mercado de 500 mil unidades por ano, mas temos, lá, apenas 10% de participação”.

Para Fermanian se todo este potencial fosse explorado as exportações poderiam ajudar a diminuir o impacto da queda das vendas domésticas nos últimos anos: “Custos altos de logística no Brasil e diferenças de normas de emissão de poluentes de um país para outro são os principais entraves”.

Na Argentina e em outros países da América Latina não há exigência de utilização de motocicleta com motores menos poluentes, e as fabricadas por aqui são equipadas com motorização Promot 4, equivalente à norma Euro 4, “e isto faz com que o nosso produto seja mais caro do que a concorrência local”.

Enquanto há esta limitação as fábricas instaladas no Brasil continuam a utilizar apenas 50% de sua capacidade de produção. No primeiro trimestre as empresas instaladas no polo industrial de Manaus, AM, produziram 231 mil 381 motocicletas, 1,6% de aumento com relação ao mesmo período de 2016, quando foram fabricadas 227 mil 626.

Os postos de trabalho, em março, eram 13,4 mil, mas “há cinco anos as empresas empregavam18 mil funcionários”.

Vendas internas – As vendas ao mercado doméstico, no varejo, continuam com volumes baixos. No período foram licenciadas 210 mil 970 motocicletas, recuo de 12,1% com relação aos três primeiros meses do ano anterior.

Segundo o presidente da Abraciclo o acordo com a CEF, Caixa Econômica Federal, assinado em março, ainda não gerou impacto no volume de licenciamentos, mas contribuirá para que a projeção de estabilidade nas vendas no ano se mantenha.

“A média diária de 3,8 mil motos por mês, que está sendo registrada desde março, contribuirá também para fechar o ano dentro das projeções.”

De acordo com a Abraciclo a estimativa é a de que em 2017 a produção atinja 910 mil unidades, aumento de 2,5% na comparação com 2016, e que as vendas cheguem a 825 mil 890 unidades, com redução de 1,1%.


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