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18/04/2017

ZF exporta projeto

Por Ana Paula Machado

- 18/04/2017

Os engenheiros brasileiros da ZF têm trabalhado muito nos últimos anos, e a equipe foi líder no desenvolvimento de um novo eixo para tratores de 160 cv a 240 cv, o TSA23. Sílvio Furtado, diretor de vendas da ZF América do Sul, contou que a tecnologia já foi exportada para unidades da empresa na China e Alemanha.

“O equipamento será fabricado também nesses países, e sofrerá adaptações para as operações locais.”

Segundo ele o novo eixo chega ao mercado brasileiro ainda este ano e, melhor ainda, já há contratos com fabricantes de tratores de alta potência para o seu fornecimento.

Para este ano a expectativa de vendas, só com os contratos já firmados, é de 3 mil eixos:

“Adaptamos a nossa linha de montagem para receber o novo produto e trabalhamos com os fornecedores no desenvolvimento. Essa parceria é importante para o sucesso do produto”.

Paulo Vecchia, gerente de vendas da divisão de veículos fora de estrada, disse que o equipamento já nasce com mais de 75% de conteúdo local – e isso só foi possível com os programas que a ZF mantém com os fornecedores: “Em todos os projetos já partimos com nível de nacionalização acima de 60%. Até para que, na composição total do conteúdo local do trator, esse índice esteja enquadrado nas regras de financiamento das máquinas”.

A companhia mantém, desde 2014, um programa de capacitação de seus fornecedores. Desde então já passaram pelo curso cerca de vinte parceiros, recordou Furtado: “Investimos muito na cadeia e com isso conseguimos manter uma base forte. Verificamos, para cada projeto, qual é o processo mais adequado para cada fornecedor, e trabalhamos em conjunto. Não adianta esmagar o parceiro para ter redução nos custos, pois ele não terá capacidade financeira para nos atender com qualidade”.

Investimento – No ano passado a ZF investiu R$ 124 milhões na América do Sul, e boa parte desse dinheiro foi gasta no desenvolvimento e na preparação da linha de montagem para o novo eixo:

“Não há um valor específico para o desenvolvimento deste produto. Desenvolvemos os fornecedores para várias linhas. Um volume maior torna muito melhor o processo de produção dos nossos parceiros”.

Furtado acrescentou que os recursos representaram 3,8% do faturamento total da empresa na região no ano passado: em 2016 a ZF obteve receita de R$ 3 bilhões na América do Sul. A divisão de produtos para automóveis e comerciais leves, que inclui a TRW, foi responsável por 69% desse valor. Já o braço para veículos pesados por 24% e outros 7% foram obtidos com a divisão de equipamentos fora de estrada, que inclui máquinas agrícolas.

Em 2015, o faturamento na região, de acordo com a ZF, foi de R$ 2,3 bilhões.


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