Brasil terá 90 dias para suspender subsídios à indústria

A OMC, Organização Mundial do Comércio, deu prazo de noventa dias para que o Brasil suspenda sete programas de apoio à indústria questionados pelo Japão e pela União Europeia e considerados subsídios ilegais na decisão do painel que analisou os casos. As informações são da Agência Reuters. O governo brasileiro recorrerá pelo menos de parte da decisão tomada pelo painel da OMC, informou o subsecretário de assuntos econômicos e financeiros do Itamaraty, Carlos Márcio Cozendey.

 

A decisão deve estender o prazo para o Brasil ser obrigado a implementar as medidas até pelo menos metade de 2018. A apelação só pode ser feita a partir de 19 de setembro, e o Brasil tem sessenta dias para apresentá-la. O órgão de apelação leva em média noventa dias para tomar uma decisão mas, com processos atrasados, a resposta tem sido mais demorada. É tempo suficiente para que alguns programas sejam modificados ou até mesmo acabem, como o regime automotivo Inovar-Auto, que vale apenas até dezembro: 

 

“Há uma consciência muito clara e um esforço para que programas que eventualmente substituam os existentes não tenham os problemas mencionados. Uma das razões para fazer a apelação é definir melhor os espaços que existem nesses instrumentos”.

 

Alguns pontos, disse o embaixador, nem mesmo valem ser citados na apelação, “pois reforçam legislação já tradicional da OMC”.

 

De acordo com o relatório os programas estabelecidos pelo Brasil taxam excessivamente produtos importados na comparação com os nacionais, usando subsídios proibidos por darem vantagens competitivas a empresas tendo como base regras de uso de conteúdo local ou desempenho em exportações.

 

Segundo o embaixador o documento reconhece que a OMC permite concessão de benefícios para produtores locais. O que está em questão é a forma como está feito:

 

“Todos os programas oferecem algum tipo de redução de impostos que incidem diretamente sobre produtos. Na análise temos duas dimensões do incentivo: as reduções e, por outro lado, os requisitos que as empresas têm que cumprir”.

 

Esse formato de incentivo traria condições desiguais de competição. Cozendey esclareceu que a exigência de conteúdo local, prevista em alguns dos programas, são proibidas por normas da OMC.

 

A OMC analisou sete programas de incentivos fiscais e a redução do imposto sobre produtos indistrializados,  nas áreas de telecomunicações, automóveis, informática e de ajuda a exportadores em geral. O Inovar-Auto e a Lei de Informática foram programas questionados na organização.

 

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Siemens compra empresa de software

A Siemens anunciou a compra da empresa Tass, que atua na área de simulação digital. A estratégia por trás da aquisição é a de fortalecer o desenvolvimento no campo da direção autônoma.

 

A empresa vai combinar o software da Tass, que é capaz de simular tráfego de automóveis, com seus próprios sistemas de simulação desenvolvidos pela unidade de negócio Siemens PLM Software. A conclusão do processo de compra está prevista para setembro deste ano.

 

Foram investidos US$ 6 bilhões em fusões e aquisições nos últimos quatro anos pela PLM. Em 2013, a LMS se fundiu à Siemens. Em 2016, a CD-Adapco foi incorporada. Por último a Mentor Graphics, empresa de automação de design eletrônico.

 

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Mercedes-Benz convoca recall

A Mercedes-Benz anunciou na quinta-feira, 30, recall de 1 mil 538 unidades dos modelos Classe A 200, Classe B 200 e CLA 200, fabricados de outubro de 2012 a agosto de 2013, por causa de uma falha que compromete a frenagem dos veículos.

 

O defeito apontado pela montadora nos veículos é a possibilidade da tubulação de vácuo auxiliar do freio se romper. Caso ocorra, poderá diminuir a capacidade de frenagem e até incapacitar todo o sistema de freios.

 

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Hyundai para produção na China

A Hyundai suspendeu a produção de quatro fábricas na China após parada do fornecimento de tanques de combustível. O fornecedor do componente alegou falta de pagamento da montadora como motivo para suspender o envio dos tanques.

 

A fabricante e seu único sócio local, a Baic Motor, possuem capacidade instalada para produzir mais de 1,6 milhões de veículos por ano. São produzidos no país mais de dez modelos incluindo o sedã Elantra e o SUV Santa Fe.

 

O ano de 2017 tem sido desafiador para a Hyundai. Afora essa crise de abastecimento, a companhia viu suas vendas diminuírem no primeiro semestre deste ano em 42% na comparação com o semestre do ano passado.

 

A batalha por preço com outros competidores no mercado chinês tem sido desfavorável à companhia. 

 

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Aston Martin produzirá veículo elétrico

A Aston Martin confirmou que produzirá carros elétricos em 2019. O modelo, que deverá se chamar Rapid-e, surge como indicador de que a empresa, assim como outras fabricantes europeias, apostará na eletrificação como forma de reduzir emissões. O Reino Unido, terra natal da Aston Martin, anunciou que pretende proibir a venda e novos veículos que são movidos a gasolina ou a diesel, e isso deve acontecer a partir do ano de 2040. Além disso, o país quer retirar das ruas todos os carros com essas características a partir do ano de 2050.

Ambev renova sua frota com caminhões VW

A MAN Latin America vendeu 417 caminhões para a Ambev. Essa foi uma das maiores vendas da montadora nos últimos anos, segundo Marcos Saltini, diretor de relações governamentais e institucionais. As entregas já começaram para preparar as transportadoras parceiras da Ambev para o final do ano, o melhor período de vendas de bebidas.

 

Segundo a MAN, os modelos escolhidos pela Ambev foram Delivery 13.160, Worker 17.190 e Worker 23.230, caminhões vocacionados para esse tipo de transporte. Para Saltini, o negócio confirma a parceira com a fabricante de bebidas que já dura há 20 anos: “Vender mais 400 veículos nesse mercado, devemos sim comemorar”.

 

Roberto Cortes, presidente da MAN, disse que a montadora foi a primeira a desenvolver caminhões vocacionais, com especificidade para o transporte de bebidas no País: “Graças à nossa parceria de cerca de vinte anos, fomos a primeira montadora a desenvolver veículos vocacionais para a distribuição de bebidas, fato que nos motiva e desafia a buscar a excelência e estar sempre na frente”.

 

Guilherme Gaia, diretor de Procurement da Ambev, disse que com o negócio a companhia poderá dar início à renovação de sua frota: “A parceria com VW Caminhões também reforça o nosso compromisso com sustentabilidade”. A cervejaria, que já tem uma das mais modernas frotas terceirizadas em circulação do país, tem entre as suas metas públicas de meio ambiente a redução de 15% das emissões de carbono das operações de logística até o fim de 2017.

 

O contrato com a Ambev prevê também manutenção sob medida para a aplicação, com o objetivo de proporcionar o melhor TCO, ou Custo Total de Operação, na tradução: “A VW é um antigo parceiro nosso e extremamente estratégico. Nossa parceira nos permite alcançar nossos desafios, com um caminhão em constante desenvolvimento”.

 

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FCA inicia exportação do Mobi para o Uruguai

A FCA começou a exportar o Fiat Mobi para o Uruguai. O modelo terá duas versões no país, a Easy, ao preço de US$ 11 mil 690, e a Easy On, ao valor de US$ 12 mil 890. E terá quatro cores à venda. A garantia será de dois anos ou 50 mil quilômetros rodados. Segundo a FCA, o modelo já é exportado para a Argentina, Paraguai e México. Para este último país, os embarques começaram em janeiro.

 

O Mobi foi lançado no Brasil no ano passado e chegou para ser uma das armas da Fiat para voltar ao topo no ranking de vendas. Hoje, no País, ele ocupa a 8ª posição, com vendas de 29 mil 993 unidades, de acordo com dados da Fenabrave.

 

Goodyear exporta metade de sua produção paulista

A Goodyear direciona, atualmente, 50% da produção de pneus das fábricas de Americana e Santa Barbara d’Oeste, SP, para o mercado externo, estratégia que se intensificou a partir da queda do mercado de veículos no País, em 2013. O investimento de US$ 240 milhões em expansão da capacidade de produção, finalizado em 2015, transformou a operação brasileira em plataforma de exportação para a América Latina e outros países, inclusive os Estados Unidos.

 

A redução do volume das vendas para o mercado OEM ocorreu paralelamente a um processo de busca de novos mercados vizinhos, caminho trilhado pela maioria das empresas que buscaram alternativas ao desaquecimento interno. No caso a Goodyear explorou os segmentos que apresentavam crescimento acentuado em cada país.

 

De acordo com seu gerente de qualidade e produção, Aécio Perroni, “a produção para a reposição se manteve estável na medida em que íamos avançando em outros setores fora do Brasil, onde apareceram oportunidades interessantes. Com capacidade maior de produção passamos a exportar para Chile, Estados Unidos e Peru, por exemplo”.

 

Perroni, que é o responsável pelas linhas das duas fábricas do interior paulista, contou que desde o ano passado a empresa passou a enviar, ao Chile e ao Peru, pneus da linha OTR, fora de estrada, para aplicação em mineração. Outra demanda atendida pelas unidades de São Paulo é a de pneus para light trucks produzidas nos Estados Unidos.

 

A produção voltada para o Exterior ajudou a Goodyear a manter em funcionamento os três turnos da sua produção local, quadro pouco recorrente no setor automotivo, no qual a tônica a partir de 2013 foi a de reduzir a produção como resposta à baixa demanda do mercado interno e às incertezas de um mercado externo pouco explorado. “Conseguimos segurar o número de funcionários de 2013 para cá. Foram feitas algumas mudanças em áreas pontuais, mas nada que gerasse grandes impactos.”

 

Futuro – De acordo Perroni, ainda que as exportações representem oportunidades de negócio para a empresa, a partir de 2018 o cenário da produção poderá ser favorável ao mercado interno de originais. Isso porque são esperados lançamentos de novas famílias de veículos e de novos modelos de SUVs. A Volkswagen, que anunciou recentemente a produção dos modelos Polo e Virtus, e a General Motors, que investirá na expansão de linhas nas fábricas brasileiras, são parceiras comerciais mais próximas e deverão contar com pneus Goodyear em seus carros novos.

 

A própria projeção da empresa para seus negócios este ano indica crescimento no mercado de originais e estabilidade na reposição. Nos Estados Unidos a expectativa é a de que as vendas às montadoras sejam 4% maiores no fechamento do ano, e na Europa a expectativa de crescimento é de 2%.

 

No segundo trimestre deste ano, segundo balanço divulgado em julho, foram vendidos, em todo o continente americano, 17,1 milhões de pneus Goodyear, queda de 9,2% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, em função da diminuição das vendas para reposição nos Estados Unidos.

 

De Americana, SP / Foto: Divulgação

Daimler se dividirá em três unidades de negócios

A indústria automotiva mundial vive um momento de transformações, fusões e alianças. A Daimler, dona da Mercedes-Benz, não ficará de fora. A empresa estuda modificar a sua estrutura corporativa para dividi-la em três unidades de negócios independentes: Mercedes-Benz automóveis e furgões, Mercedes-Benz caminhões e ônibus e Mercedes-Benz serviços financeiros, o que facilitaria os novos projetos de mobilidade, como o car sharing. Este plano poderá ser apresentado durante a reunião do Conselho de Acionistas em 2019, informou o Flash de Motor, da Venezuela.

 

Bodo Uebber, diretor financeiro da Daimler, disse que a empresa está estudando como ficará mais competitiva nesse mercado em constante modificação: “Daimler está revisando continuamente seu posicionamento estratégico e sua estrutura para ser competitiva e poder responder a um mercado em transformação”. Assim, o próprio Uebber seria o executivo responsável pela nova estrutura, posto ocupado por Dieter Zetsche, de 64 anos, que estaria perto de se aposentar.

 

Este movimento da Daimler facilitaria a entrada de outras marcas dentro de uma das divisões do grupo. E há cerca de duas semanas fechou a aliança com a Bosch para desenvolver conjuntamente carros autônomos totalmente automatizados, de nível 4, e sem condutor, de nível 5. Com este acordo será possível a criação de uma frota de taxis e carros compartilhados para que circulem a partir de 2020 sem a necessidade de que um condutor.

 

No início de 2017, a Daimler já havia anunciado um acordo para colocar no futuro seus carros autônomos na frota do Uber. O modelo escolhido foi o novo Mercedes-Benz Classe E, que deverá ser o primeiro automóvel com licença para condução automatizada nos Estados Unidos, graças a seu sistema Highway Pilot. Travis Kalanick, diretor do Uber, afirmou que as cidades para serem mais seguras, limpas e acessíveis, não podem trabalhar sozinhas: “Por isso decidimos abrir uma plataforma com a Daimler”.    

 

Não há dúvida de que o futuro passa pela condução autônoma e o governo da Alemanha aprovou na semana passada um código de ética para os carros sem condutor. Esse documento foi elaborado por 14 especialistas. No código se estabelece a responsabilidade em casos de acidente. Segundo o documento, deve ser “claramente” definido quem está ao volante, se um motorista ou um computador, e esses dados devem ser armazenados para eliminar a responsabilidade em caso de acidente.

 

A divisão em três áreas e a aposta pela condução autônoma não são as únicas novidades em que a Daimler trabalha. Segundo informações do site hybridcars, o consórcio está próximo de fechar um acordo com a BMW para estabelecer uma parceria no negócio de car sharing, e consolidar o mercado de carros compartilhados na Alemanha.

 

As duas companhias somam 3,5 milhões de usuários nos Estados Unidos, Europa e China. Na Europa, as cidades que mais demandam carros compartilhados são Londres, na Inglaterra, Berlim e Frankfurt, na Alemanha, Milão, na Itália e Helsinque, na Finlândia.

GM anuncia R$ 4,5 bilhões para três fábricas no Brasil

A General Motors investirá R$ 4,5 bilhões nas suas fábricas de São Caetano do Sul, SP, Joinville, SC, e Gravataí, RS. O anúncio foi feito na sexta-feira, 25, por Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul, ao Presidente da República. Zarlenga informou que a empresa continuará acelerando seus investimentos no Brasil. O montante é parte do plano de aportar R$ 13 bilhões às operações no País de 2014 a 2020.

 

De acordo com o plano, serão aplicados recursos da ordem de R$ 1,2 bilhão em São Caetano do Sul e R$ 1,9 bilhão na fábrica de Joinville. Em Gravataí, a será investido R$ 1,4 bilhão, conforme anunciado no mês passado.  Segundo comunicado da GM, o aporte tem como objetivo fortalecer o seu negócio por meio do desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e novos conceitos de manufatura. Também cria a oportunidade para desenvolver novos fornecedores e gerar empregos.

 

Zarlenga disse, ainda, que a GM tem um compromisso histórico com o Brasil, onde está presente com sua marca Chevrolet há mais de 92 anos: “Estamos realizando o maior plano de investimentos da indústria no país, o que reforça nossa confiança no potencial de crescimento do mercado. O novo aporte às operações em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul vai permitir ampliar a linha de produtos da Chevrolet, oferecendo mais tecnologia, com foco em conectividade total, segurança e eficiência energética”.

 

Os novos investimentos vão contribuir para ampliar a competitividade das operações no Brasil e preparar a GM Mercosul para se tornar uma plataforma de exportação global.

 

Foto: Beto Barata