Peugeot 208 é o carro mais econômico do País

O Peugeot 208 é o carro mais econômico do País, de acordo com o ranking do PBE, Programa Brasileiro de Etiquetagem, realizado pelo Inmetro. Roda 14,8 km com 1 litro de gasolina na cidade e 15,8 km na estrada. Já o seu consumo energético é de 1,39 megajoule por quilômetro, MJ/km. Esse é o indicador, de acordo com o Inmetro, que revela a eficiência energética dos veículos e as emissões de gases poluentes.

O Volkswagen up! TSI, cuja eficiência energética é de 1,4 megajoule por quilômetro, roda 14,3 km/l de gasolina na cidade e na estrada o seu consumo é de 16,3 km/l. Com esse resultado ficou em segundo lugar de acordo com a aferição do Inmetro. O Citroën C3, que tem eficiência energética de 1,42 MJ/km, com 1 litro de gasolina percorre 14,3 km na cidade e 15,6 km na estrada.

No Inovar-Auto as empresas fabricantes se comprometeram a aumentar a eficiência energética de seus carros em, no mínimo, 13% e, consequentemente, diminuir a emissão de poluentes. Nissan, Audi e Ford já atingiram as metas acordadas em 2012, no início do programa que terminará em dezembro. Ao fim do programa será lançado um balanço, segundo Alexandre Novgorodcev, coordenador do PBE:

“Algumas montadoras estão correndo contra o tempo para cumprir a meta do Inovar Auto. A Renault lançará o Kwid, um carro bastante econômico. Ele roda 15,5 quilômetros com 1 litro de gasolina na estrada e 10,7 km na cidade. Outro exemplo é o Captur, com motor 1.6 equipado com câmbio CVT, que roda 10,7 quilômetros na estrada e 7,34 km na cidade com 1 litro de gasolina”.

No outro extremo do ranking estão os veículos que mais consomem combustível, os superesportivos. O Mercedes-Benz AMG G 63 tem consumo energético de 4,42 MJ/km e roda 4,8 km com 1 litro de gasolina na cidade e 5,5 km na estrada. Na sequência estão o Ferrari F12tdf, com consumo energético de 4,31 MJ/km e com gasto de combustível de 4,9 km/l na cidade e 5,8 km/l na estrada. O Ferrari F12 Berlinetta tem eficiência de 4,24 MJ/km e roda 4,7 quilômetros com 1 litro de gasolina nas ruas e 6,5 km/l na estrada.

Híbridos – Os veículos híbridos dominam o pódio dos veículos mais econômicos por combinar motores a combustão e elétricos, segundo o Inmetro. Na liderança da economia está o Toyota Prius, cuja eficiência energética é 1,15 MJ/km, que roda 18,9 quilômetros com 1 litro de gasolina na cidade e 17 quilômetros na estrada. Ele é seguido pelo Ford Fusion, com eficiência energética de 1,31 MJ/km, e pelo Volvo XC 90 T8, com 1,36 MJ/km.

Novgorodcev contou que o órgão já testou os carros elétricos que devem desembarcar no País até dezembro:

“Já testamos Nissan Leaf e os modelos Renault Twizy e Roen. Quando se fala em eficiência enérgica esses são os melhores”.

O ranking do Inmetro avalia o consumo de combustível e emissões de poluentes de 983 modelos de veículos de 35 marcas.

Ônix mantém liderança. Em vendas e nos financiamentos.

O Top 3 dos automóveis mais financiados no primeiro semestre do ano permanece o mesmo na comparação com o ano passado, de acordo com levantamento da B3, empresa que combina as atividades da BM&FBovespa e da Cetip. O Chevrolet Onix, com 47 mil 86 veículos, mantém a liderança na preferência dos financiamentos desde o fim de 2015. Na sequência vêm Hyundai HB20, com 30 mil 408 unidades, e o Ford Ka, com 25 mil 985 unidades. A novidade do levantamento são os SUVs Jeep Renegade e Hyundai Creta, e as picapes Toyota Hilux e Chevrolet S10, conforme destacou Marcus Lavorato, superintendente de relações institucionais da B3:

“O segmento de SUV está sendo o preferido do consumidor, com as montadoras lançando modelos desta categoria que têm o preço mais elevado”.

Segundo o levantamento as fabricantes mais tradicionais dominam o topo do ranking dos financiamentos de automóveis: General Motors com 97 mil 826 unidades, Volkswagen com 70 mil 281, Fiat com 63 mil 729 e Ford com 57 mil 926.

O prazo médio de financiamento do primeiro semestre permaneceu semelhante ao do mesmo período do ano passado: para veículos novos é de 36,8 meses, contra 36,6 meses, e para veículos seminovos é de 43 meses, contra 42,2 meses – com entradas maiores. São prazos distantes daqueles que chegavam a cem meses com zero de entrada durante o boom de vendas no mercado automotivo de alguns anos atrás.

Lavorato afirmou que os financiamentos longos ficaram no passado: “O número de veículos financiados está correlacionado com o nível de atividade de emprego e a confiança do consumidor. Hoje temos nível recorde de desemprego de quase 13% e um patamar muito baixo do índice de confiança do consumidor, aliados à instabilidade da conjuntura econômica”.

 

USADOS – Quando se fala em usados o Volkswagen Gol foi o carro mais financiado no primeiro semestre: manteve a primeira posição com 102 mil 982 unidades financiadas. O segundo lugar continuou com o Fiat Palio, que atingiu 69 mil 164 unidades.

O levantamento da B3 reúne os veículos comercializados por crédito direto ao consumidor, CDC, leasing e consórcio, inclusive aqueles contemplados e não quitados.

Powershift com os dias contados

Desde 2016 a Ford enfrenta a ira de seus clientes que compraram veículos com a transmissão automatizada de seis velocidades e dupla embreagem, batizada como Powershift. O caso foi parar no Procon, que notificou a companhia. Ao assumir os diversos problemas a Ford iniciou uma campanha de troca do componente, que vem se intensificando nos últimos meses.

O que disse Antônio Baltar Jr., diretor de marketing, vendas e serviços da Ford?:

“Estamos substituindo de 4 mil a 4,5 mil transmissões por mês nos modelos EcoSport, Fiesta e Focus. E estendemos a garantia de três para cinco anos ou 160 mil quilômetros. Essa política vai continuar até termos todos os clientes satisfeitos”.

Trata-se de um defeito global. A Ford sofreu ações de consumidores na Austrália e nos Estados Unidos por causa de trepidação incomum e diversos outros problemas, os mesmos relatados no Brasil. A Ford garante que tem em prateleira o componente em quantidade suficiente para uma campanha global de substituição. Diante desse cenário a Powershift começa a dar adeus.

O novo EcoSport, lançado primeiro no Brasil, já aposentou a transmissão de dupla embreagem. Uma nova caixa automática convencional passa a ser a opção. É o que deve acontecer com os outros dois modelos, Focus e Fiesta.

Vendas do Eco – Antônio Baltar considera essa uma página virada, pelo menos quando o assunto é o EcoSport. Ele acredita que a receita do novo produto, mais equipado, com um motor de três cilindros e a transmissão convencional, além dos preços que não foram significativamente alterados, vai surpreender o consumidor:

“Quando comparado com os concorrentes o EcoSport é muito mais equipado. E levando esse padrão de equipamentos para os outros SUVs a diferença de preço para o Eco aumenta em mais de R$ 5 mil. Isso pode influenciar na decisão de compra”.

A rede está começando a receber o novo SUV enquanto ainda tenta negociar as últimas 1 mil unidades do EcoSport 2017: “A normalização dos estoques virá quando tivermos 4 mil veículos na rede. Isso acontecerá até meados de agosto, quando esperamos entregar as primeiras unidades aos clientes”.

Grupo PSA conclui compra de Opel e Vauxhall

O Grupo PSA, que controla as marcas Peugeot, Citroën e DS, finalizou na terça-feira, 1º, a compra da Opel e da Vauxhall, empresas que pertenciam à General Motors. O anúncio do negócio foi feito em março. Com a aquisição o grupo tornou-se o segundo maior fabricante de automóveis europeu, com participação no mercado de 17% no primeiro semestre de 2017.

 

Equipes Opel e Vauxhall têm prazo de cem dias para elaborar plano econômico que acelere a integração das empresas ao grupo. A sinergia gerada pela nova estrutura da PSA com a participação de Opel e Vauxhall é avaliada em € 1,7 bilhão no primeiro ano, segundo comunicado da PSA. Paralelamente à operação a compra dos negócios europeus da GM Financial está em andamento, sujeita à validação de diferentes instâncias regulatórias, e deve ocorrer até dezembro.

 

Carlos Tavares, presidente do Grupo PSA, afirmou que a adesão das novas marcas inicia uma nova fase do desenvolvimento do grupo:

 

“Estamos assistindo hoje ao nascimento de um verdadeiro campeão europeu. Saberemos aproveitar a oportunidade de nos fortalecer mutuamente e de conquistar novos clientes graças à execução do plano de desempenho que a Opel e a Vauxhall colocarão em prática. A aplicação do plano Push to Pass continua a ser uma prioridade”.

 

O Push to Pass é plano de gestão iniciado no ano passado e que tem como objetivo o crescimento do faturamento do grupo em 10% até 2018.

 

A PSA registrou faturamento de € 29 bilhões 165 milhões no primeiro semestre, 5% maior do que o obtido no mesmo período do ano passado. O faturamento da divisão automotiva foi de € 19 bilhões 887 milhões, também em alta, de 3,6%, com relação ao primeiro semestre de 2016, principalmente devido aos novos modelos e à disciplina em matéria de preços da companhia.

 

O desempenho no semestre levou a empresa a manter as projeções para o ano anunciadas em janeiro: projeta crescimento de cerca de 3% no mercado automotivo na Europa e de 5% na China, na América Latina e na Rússia. Na América Latina manteve fatia de 3,9% de mercado registrada em 2016 na Argentina, Brasil, Chile e México.

 

Contratações – Com a aprovação do negócio a PSA anunciou também a nova estrutura de executivos. Christian Müller sucede a William F. Bertagni na vice-presidência de engenharia, com a responsabilidade de integrar a engenharia e os grupos motopropulsores em um único departamento, e Remi Girardon deixa de ser o vice-presidente de estratégia industrial do grupo para substituir Philipp Kienle na vice-presidência industrial.

 

Mais: Philippe de Rovira é o novo diretor financeiro da Opel no lugar de Michael Lohscheller, e Michelle Wen, diretora de gestão de fornecedores da Vodafone Procurement, integrará a equipe de direção da Opel em 1º de setembro em sucessão a Katherine Worthen, atualmente vice-presidente de compras.

Vendas de veículos seguem aceleradas

As vendas de veículos, de janeiro a julho, cresceram 3,38% em comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a 1 milhão 204 mil 22 unidades, de acordo com balanço da Fenabrave divulgado na terça-feira, 1º. Em julho as vendas aumentaram 1,9% com relação a julho de 2016, totalizando 184 mil 838 unidades.

 

O desempenho no período mantém as expectativas da entidade para o segundo semestre, disse Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave:

 

“A projeções são positivas baseadas na maior oferta de crédito e na melhora dos índices de confiança”.

 

Ele também apontou os lançamentos de veículos como fatores que favorecerão os resultados até dezembro.

 

Os segmentos de automóveis e de comerciais leves apresentaram alta de 3,95% no acumulado do ano sobre o mesmo período de 2016, 1 milhão 170 mil 308 unidades ante 1 milhão 125 mil 868. Se comparados apenas os meses de julho de 2017 e de 2016 o resultado aponta alta de 2,33%.

 

As vendas de caminhões somaram 4 mil 525 unidades, o que representou queda de 3,35% em julho com relação à mesma base do ano passado. Já no acumulado o segmento continua em queda, de 13,7%, com licenciamentos de 25 mil 984 caminhões. Recuo também nas vendas de ônibus de janeiro a julho: foram emplacadas 7 mil 930 unidades, declínio de 11% no período.

Renault anuncia mais R$ 750 milhões para o Brasil

A Renault anunciou na terça-feira, 1º, investimento de R$ 750 milhões em uma nova fábrica de injeção de alumínio e na expansão da sua unidade de motores em São José dos Pinhais, PR. O protocolo de intenções foi assinado pelo governador do Estado e pelos presidentes da Renault América Latina, Olivier Murguet, e do Brasil, Luiz Pedrucci.

 

O último ciclo de investimento, de R$ 500 milhões, deveria ser aplicado até 2019 mas foi consumido com a conclusão do desenvolvimento do Kwid.

 

De acordo com a Renault a fábrica de injeção de alumínio começará a produzir em janeiro. A produção será feita a partir de uma linha para o bloco e outra para o cabeçote do motor. Do total anunciado R$ 350 milhões terão como destino a nova fábrica de injeção de alumínio, que deve gerar 150 empregos diretos em três turnos de produção. Outros R$ 400 milhões chegarão para a ampliação da unidade de motores, que terá novas linhas de usinagem de cabeçotes de alumínio. Com o investimento a Renault será beneficiada pelo programa Paraná Competitivo com o diferimento do pagamento do ICMS da fatura de energia elétrica e do gás natural da fábrica por 48 meses.

 

A fábrica de motores será ampliada para a produção de equipamentos mais eficientes, de acordo com Olivier Murguet. Outro fator que motivou o investimento foi o crescimento das vendas na América Latina: “Nossos investimentos reforçam a importância estratégica do Brasil. No ano passado, exportamos 35% da nossa produção. No primeiro semestre aumentamos nossas exportações em 60% com relação ao ano passado. Contratamos setecentas pessoas há três meses para o terceiro turno e operamos muito próximo da nossa capacidade máxima”.

 

A Renault pode produzir 380 mil veículos/ano no Paraná.

 

O executivo disse, ainda, que a empresa aumentará o índice de nacionalização de componentes e prevê o lançamento de uma nova geração de motores. Inaugurada em 2001 a fábrica de motores já produziu aproximadamente 3,5 milhões de unidades, com cerca de 40% destinados à exportação, principalmente para Argentina. A Renault, que começou a produzir no Brasil em 1998, emprega 6,3 mil pessoas diretamente e gera aproximadamente 25 mil empregos indiretos. O complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, reúne as três fábricas da marca no Brasil: de automóveis, de comerciais leves e de motores.

 

Crédito da foto: Divulgação

Na Alemanha, VW reparará motores a diesel

A Volkswagen ajustará o software de 4 milhões de veículos movidos a diesel na Alemanha, para diminuir as emissões de gases poluentes. As informações são do Flash de Motor, da Venezuela.

 

Desde que a agência ambiental dos Estados Unidos descobriu, no fim de 2015, que a companhia colocara software em veículos movidos a diesel para burlar os testes de emissões, já foi obrigada a ajustar os motores de 12,4 milhões de veículos de todas as marcas do Grupo Volkswagen.

 

Seu CEO, Matthias Müeller, disse que a companhia fará os ajustes depois de se reunir com a ministra do Meio Ambiente da Alemanha, Bárbara Hendricks, para evitar a proibição de automóveis a diesel em várias cidades alemãs.

 

Os fabricantes de veículos se reunirão com a primeira-ministra Angela Merkel, na quarta-feira, 2, no evento Diesel Summit, no qual se discutirá o futuro dessa indústria que emprega milhares de pessoas na Alemanha.

 

Crédito da foto: Divulgação

 

Em 18 de julho a Daimler anunciou que chamou para revisão 3 milhões de veículos a diesel da Mercedes-Benz na Europa para ajustar o software e reduzir as emissões de óxido de nitrogênio, NOx. A Audi também atualizará o software de 850 mil carros. E a BMW disse que seus veículos não necessitam de nenhum ajuste no software relacionado com as emissões.

Grupo Volkswagen lucra 84% a mais no semestre

O Grupo Volkswagen aumentou seu lucro no primeiro semestre, após o crescimento em suas vendas e também por não ter pago, ainda, a multa imposta pelo governo dos Estados Unidos pelos escândalo referente ao Dieselgate.

 

De janeiro a junho, a Volkswagen lucrou € 6 bilhões 595 milhões, 84,3% a mais que o mesmo período do ano passado. O lucro operacional cresceu 67% no primeiro semestre, chegando a € 8 bilhões 916 milhões. As informações são do Flash de Motor, da Venezuela.

 

O faturamento chegou a € 115 bilhões 862 milhões, alta de 7,3% no comparativo
com o primeiro semestre de 2016. Frank Witter, diretor financeiro do grupo, disse que, apesar das condições difíceis, no primeiro semestre ocorreu um “bom trabalho de equipe”.

 

O resultado foi impulsionado pelo aumento das vendas, especialmente na América do Norte, América do Sul e na Europa. Ele destacou, ainda, que as emissões de dívida que o grupo realizou no período, teve um efeito
positivo na liquidez da área automotiva.

 

O Grupo Volkswagen vendeu 5 milhões 156 mil veículos no primeiro semestre, 0,8% a mais que no mesmo período do ano passado. Entretanto, de acordo com o balanço, no segundo trimestre o aumento foi de 2%.

 

A marca Volkswagen duplicou o resultado operacional com € 1,8 bilhão, a Audi manteve o lucro operacional do primeiro semestre do ano passado, com € 2,7 bilhões.

 

Já a Skoda, marca pertencente ao Grupo Volkswagen, aumentou em 25% o seu resultado operacional, chegando a € 860 milhões e a Seat obteve € 130 milhões, alta de 40,9% no período.

 

A marca de luxo Bentley teve resultado operacional de € 13 milhões e a Porsche melhorou em 16,7%, chegando a € 2mi bilhões. Neste ano, o Grupo VW estima superar moderadamente as vendas no mundo e atingir uma margem operacional de 6% a 7%.

 

FCA fatura 55 bilhões de euro no mundo

A Fiat Chrysler Automobiles, FCA, registrou faturamento de € 55 bilhões 644 milhões no primeiro semestre de 2017, informou em balanço publicado na quinta-feira, 27. O valor é 2% maior do que o obtido no mesmo período do ano passado. O EBIT, lucro operacional, foi de € 3,4 bilhões, 13% maior do que o obtido de janeiro a junho de 2016. Foram vendidos 2 milhões 370 mil veículos no período.

 

No segundo trimestre, a operação da FCA na América Latina rendeu ao grupo € 2 bilhões 11 milhões. No ano passado, no mesmo período, foram € 1 bilhão 469 milhões. Apesar da alta de 36% na região, a empresa perdeu participação de mercado no Brasil, 17,6%. Na Argentina, por outro lado, a participação cresceu de 11,5% para 12,6% no segundo trimestre.

 

A empresa informou que o EBIT ajustado exclui encargos de € 93 milhões, dos quais € 40 milhões referem-se aos custos de reestruturação da força de trabalho e € 53 milhões aplicados na modernização dos ativos em função da descontinuação antecipada da produção da Fiat Novo Palio.

 

Com o desempenho, o grupo manteve as metas para 2017: receita líquida de € 115 bilhões a € 120 bilhões, EBIT ajustado acima de € 7 bilhões, lucro líquido ajustado superior a € 3 bilhões e endividamento inferior a € 2,5 bilhões. De acordo com o comunicado, o endividamento industrial está em queda, sendo que no final de junho estava em € 4,2 bilhões, com uma diminuição de € 900 milhões com relação a março de 2017.

 

Aliança Renault-Nissan assume a dianteira em vendas

A Aliança Renault-Nissan foi a fabricante de automóveis que mais vendeu no primeiro semestre de 2017. Considerando também as vendas da marca Mitsubishi, foram vendidas 5 milhões 268 mil 79 unidades, 7% mais do que o volume vendido no ano passado. O grupo Volkswagen, o que mais vendeu carros no ano passado e que, atualmente, enfrenta a crise do dieselgate, vendeu 5 milhões 115 mil 900 unidades.

 

A aliança creditou o desempenho ao incremento nas vendas dos modelos Renault Clio, Mégane e Captur. Os Nissan X-Trail, Sentra e Qashqai, e o Mitsubishi Outlander também contribuíram. O volume total de veículos vendidos também inclui a quantidade de modelos elétricos vendidos pela companhia no semestre, 481 mil 151 unidades no mundo todo.

 

Carlos Ghosn, presidente mundial da Aliança, disse que a empresa continuará a alavancar economias em escala e presença no mercado global: “Vamos oferecer valiosas sinergias para nossas empresas este ano, mantendo uma linha de produtos fortemente tecnológica e oferecendo aos clientes modelos elétricos mais inovadores”.

 

O lucro líquido da Renault foi 58,5% maior no primeiro semestre deste ano, alcançando o nível recorde de € 2,4 bilhões. Também alcançando nível recorde, o volume de negócios cresceu 17,3% no semestre, chegando a € 29,5 bilhões.

 

A Renault, isoladamente, vendeu 1 milhão 879 mil 288 unidades no primeiro semestre de 2017, crescimento de 10,4%. Os volumes e participações de mercado avançaram em todas as regiões, principalmente na que compreende a África, Oriente Médio e Índia, onde registrou-se um aumento de vendas de 19,3%, e na região da Ásia-Pacífico, com crescimento de 50,5%.

 

A Nissan, por sua vez, vendeu 2 milhões 894 mil 488 veículos em todo o mundo no primeiro semestre de 2017, registrando aumento de 5,6%. No Japão e na Europa a companhia atingiu crescimento de 22,9% e 5,7%, respectivamente. A Infiniti vendeu 125 mil, 13% a mais do que o mesmo período de 2016.