Fiat suspende produção de três modelos

A resposta oficial da empresa é de que está promovendo ajustes e atualizações na linha de montagem e que a produção de Idea, Bravo e Linea seguirá na fábrica de Betim, MG, de acordo com a demanda. Ou seja, a produção dos modelos está suspensa apenas por certo período. No entanto, até mesmo as paredes da pioneira planta da Fiat, que completou exatos 40 anos no último dia 9, sabem que os três modelos chegaram ao fim de suas carreiras no fim do primeiro semestre.

Não sem motivo. Os três modelos há muito acusam o peso da idade, em especial no caso do Idea, lançado em 2005, e vinham sucumbindo no mercado diante da chegada de concorrentes bem mais modernos.

Prova disso são os emplacamentos acumulados de cada um deles no primeiro semestre. Dados da Fenabrave mostram que de janeiro a junho somente 948 unidades do sedã Linea foram licenciadas, contra 2,4 mil no mesmo período do ano passado. Do Idea, foram 1, 9 mil no período – 4,8 mil um ano antes.

A situação do Bravo, o modelo mais novo dos três, no mercado nacional desde 2010, era ainda pior. O hatch médio teve apenas 2,8 mil unidades negociadas ao longo de todo o ano passado e a Fenabrave aponta apenas 311 em janeiro e somente noventa em fevereiro. A partir de março o relatório mensal da entidade não registra mais emplacamentos do Bravo.

A Fiat não esconde que pretende renovar toda a sua linha no Brasil até 2018, conforme antecipou o próprio presidente da FCA na América Latina, Stefan Ketter. Será natural, portanto, que outros modelos deixem de ser fabricados nos próximos meses.

A planta de Betim ainda produz, além do recém-lançado compacto Mobi, outros nove modelos: Uno, Weekend, Palio, Punto, Siena, Grand Siena e os comerciais leves Fiorino, Strada e Dobló. A montadora não admite, mas deve apresentar até o próximo Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro, o veículo hoje conhecido pelo nome código X6H, um hatch que pode de uma só vez aposentar Palio e Punto.

Um sedã derivado dele, conhecido como X6S, será fabricado em 2017, mas exclusivamente na Argentina e importado para o Brasil, colocando fim também à carreira do Grand Siena.

Os melhores em qualidade de 2015

Os portões da fábrica da General Motors em São Caetano do Sul, SP, já estão acostumados a serem abertos nos finais de semana para os tradicionais feirões de carros novos que a empresa tem realizado ao longo dos últimos anos. Na tarde de quarta-feira, 13, porém, eles foram excepcionalmente abertos para os dirigentes dos 46 melhores fornecedores da montadora que, de janeiro a dezembro de 2015, conseguiram se manter dentro dos rígidos padrões de atendimento e qualidade exigidos pela empresa e, por isso, merecedores do título de Supplier Quality Excellence Award.

O evento, de premiação global, é realizado todos os anos pela GM em todos os continentes e contempla vários parâmetros específicos de qualidade. Para serem selecionados, os ganhadores de cada ano tem de atingir os objetivos de treze critérios específicos de qualidade, como ter certificações ISO TS e QSB, prover componentes e ou subsistemas sempre dentro das métricas de qualidade estabelecidas pela montadora, trabalhar com PPM – partes por milhão – zero no período, não causar eventuais interrupções na linha de montagem, garantir regularidade de entrega durante todo o tempo e atuar com um sistema adequado de gerenciamento de programas.

Em virtude dos rígidos parâmetros de avaliação e por não permitir nenhum tipo de falha ao longo do período de doze meses, o Supplier Quality Excellence Award da General Motors pode ser considerado como verdadeiro atestado de competência e qualidade dos vencedores para as demais montadoras do setor automotivo instaladas no País.

No Brasil o evento marca seu quarto ano consecutivo. Segundo Manoel Rego, diretor de qualidade e desenvolvimento fabricante, foi instituído com o objetivo de criar um importante incentivo para que as empresas fornecedoras tenham a gestão da qualidade como um dos seus principais elementos de administração das suas atividades.

“Para a General Motors, mais que uma necessidade, a qualidade é uma cultura e um dos nossos atuais principais pilares”, observou o diretor de qualidade da GM. “Junto conosco queremos que os nossos fornecedores tenham total consciência de que investir em gestão da qualidade pode gerar resultados positivos.”

Para Santiago Chamorro, presidente da General Motors do Brasil,“O evento demonstra claramente a evolução da indústria automobilística como um todo e o foco da GM e seus parceiros fornecedores na satisfação total do consumidor final”.

“Estamos atravessando um período de grandes desafios. Mercado em baixa, consumidores exigentes e legislações rígidas são somente alguns dos obstáculos a serem vencidos”, disse Manoel Rego. “Tudo isto demanda um esforço cada vez maior tanto de montadoras quanto dos fornecedores na busca pela excelência em qualidade. E este prêmio ressalta a nossa cultura de zero tolerância em relação à qualidade.”

Abrahy busca novos parceiros para atender a rede

A Abrahy, Associação Brasileira dos Concessionários Hyundai, está ampliando o número de parceiros contratados por meio do seu braço comercial para atender a rede de forma coletiva e, assim, propiciar maior rentabilidade aos negócios de seus associados. Em um ano a entidade ampliou de cinco para catorze o número de parceiros, incluindo fornecedores de acessórios, de mobiliário, de uniformes e de cartão de crédito.

“O objetivo é usar o poder da rede para garantir a todos os concessionários, pequenos, médios ou grandes, preços mais acessíveis, praticados apenas para pedidos de grandes quantidades”, explica o presidente da Abrahy, Daniel Kelemen. “Estamos com as portas abertas para quem tiver produtos de interesse da rede.”

Recentemente a associação fechou acordo com uma bandeira de cartão de crédito e já há outra interessada em atender a rede. No momento a Abrahy faz contatos com fornecedores de pneus e acessórios em geral para incrementar o atendimento.

O braço comercial da Abrahy foi criado em 2008 oferecendo inicialmente o Seguro Nacional Hyundai. Agora também conta com o Consórcio Nacional Hyundai, comercializado em toda a rede, seja de produtos nacionais – linha HB20 – como também de importados.

De acordo com Kelemen, a rede tem buscado maior equilíbrio entre os negócios com 0 Km e o pós-venda e, nesse sentido, a atuação da Abrahy na área comercial tem sido importante para garantir maior rentabilidade aos concessionários. A entidade tem buscado até parcerias bancárias para financiamento do estoque de carros usados.

“As concessionárias hoje estão começando a reter o carro usado para ter em suas dependências o espaço dos seminovos, segmento no qual a maioria ainda não atua. E esse é um negócio importante dentro do contexto de equilibrar receitas.”

A rede Hyundai conta hoje com trezentos pontos de venda, dos quais 91 de importados e os demais representantes da linha HB20, produzida em Piracicaba, no Interior paulista.

Mercado – Diante da crise atual do mercado brasileiro, com queda de 25% nas vendas de veículos no acumulado do primeiro semestre, a rede Hyundai está em situação mais confortável do que a maioria das concorrentes, com retração de apenas 4,4% no período.

Com isso conseguiu ampliar a sua participação no mercado de 7,9% no primeiro semestre de 2015 para 10,1% no mesmo período deste ano, conquistando a quarta colocação no ranking nacional de marcas, atrás apenas das líderes GM, Fiat e VW e à frente de Toyota e Ford.

O presidente da Abrahy acredita que a marca deverá manter fatia de 10% do mercado até o fim do ano. A marca acabou de colocar no mercado a linha 2017 e a Abrahy negocia com a fabricante condições especiais para desovar o estoque das versões 2016.

“Nossa grande vantagem hoje é que temos um produto desejado pelo consumidor. A fábrica de Piracicaba continua operando em três turnos, a plena capacidade, o que significa uma produção de 180 mil unidades este ano”, comenta Kemelen.

O relacionamento da Abrahy com a Hyundai Motors do Brasil, afirma o presidente da associação, é bastante positivo: “Estamos sempre alinhados com relação às estratégias de mercado e a fabricante participa das promoções de varejo, com taxas especiais de financiamento e outras ações do gênero para movimentar os negócios neste período de retração”.

Para evitar vendas predatórias a Abrahy mantém acordo com a Hyundai, via convenção de marca, que limita as vendas diretas da fabricante. “Hoje elas estão na faixa de 9%”, informa Kemelen

A rede Hyundai opera atualmente com estoque na faixa de 35 dias e para Kemelen o pior da crise já passou. “Se pegarmos as vendas dos últimos quatro meses constatamos estabilidade no mercado. Acredito que já atingimos o fundo do poço. Apesar dos problemas político-econômicos do momento, acreditamos no potencial do País e achamos que o Brasil sairá fortalecido de toda esta crise.”

Intenção de compra de caminhão se mantém

O atual mercado de caminhões atravessa uma das suas mais graves crises de sua história no País, com quedas sucessivas nas vendas nos últimos três anos, encerrando o primeiro semestre do ano com retração de 31% na comparação com o mesmo do ano passado. Mas segundo recente pesquisa encabeçada pelo Mercado Livre Classificados em parceria com a Nicequest, o interesse pela compra do caminhão se mantém em alta.

De acordo com o levantamento, de 727 internautas ouvidos em todo o Brasil, 49% pretende comprar um caminhão. Desses 42% pretendem adquirir o veículo nos próximos dozes meses.

O chamado modelo seminovo é o preferido dos caminhoneiros, 89% dos respondentes procuram este tipo de caminhões, o restante diz que comprará um veículo 0 km. Não sem razão, o estado geral do caminhão é considerado o item mais importante no momento da escolha, seguido pela disponibilidade de peças no mercado.

No estudo chama atenção o uso da internet no processo de compra, especialmente para comparar preços, como avaliaram 64% dos que responderam a pesquisa. A conectividade, aliás, já faz parte da rotina do caminhoneiro. Segundo o levantamento, 84% deles estão conectados à internet via smartphone, com o uso intensivo de aplicativos como Google Maps, 62% dos respondentes utilizam, GPS tradicional, 33% e Waze, 25%.

Ainda de acordo com a pesquisa, 71% dos respondentes irão investir de R$ 51 mil a R$ 100 mil para trocar ou comprar um caminhão. 23% desembolsarão de R$ 101 mil a R$ 200 mil e 4% entre R$ 201 mil a R$ 300 mil. Para 34% deles o investimento será feito por financiamento, mesma parcela dos que ainda não se decidiram pela forma de pagamento.

A pesquisa também determina a marca preferida dos caminhoneiros na busca para trocar ou comprar o próximo veículo. Em primeiro lugar está a Mercedes-Benz, indicada por 28% dos internautas. A Scania surge em segundo, com 23% das menções; seguida pela Volvo,18%, e Volkswagen,16%.

Civic tem nova geração e muito mais ambição

O Civic Geração 10, com chamado pela montadora, chega ao Brasil. E já era passada a hora, pelo menos do ponto de vista de mercado. Afinal, o modelo, o primeiro e principal da montadora desde que começou a produzir aqui, em 1997, vinha perdendo espaço para seus principais e renovados concorrentes.

A Honda apresentou a nova geração na quarta-feira, 20, em São Paulo, em avant-première. As vendas, de fato, começam em 25 de agosto, mas a partir de 30 de julho o consumidor poderá fazer sua reserva ou mesmo fazer um test drive virtual nas revendas da fabricante. A montadora reservou 1,5 mil unidades para a pré-venda. A versão de entrada, EX, custa R$ 98,4 mil reais e a Touring, tpo de linha, sai por R$ 124,9 mil.

A fabricante afirma que o novo projeto procurou colocar o Civic em outro patamar, tanto que teve como parâmetros aspectos de modelos de marcas premium europeias desde a concepção da plataforma. O carro, sim, mudou muito!

Esteticamente, não guarda qualquer semelhança com a nona geração e, como as anteriores, também é fabricado no complexo industrial de Sumaré, SP. O sedã passou por transformação total, “a maior e mais extensa em toda sua história”, como define a própria montadora. É agora mais baixo e largo, de perfil bem mais esportivo.

Com a nova geração a Honda alterou até mesmo a estrutura de versões oferecida. Além das tradicionais EX e EXL, o modelo conta agora com a Touring, que a exemplo das duas primeiras tem câmbio CVT com opção de acionamento por meio de borboletas atrás do volante, e Sport, com transmissão automática. O motor 2.0 FlexOne, de 155 cv com etanol, equipa EX, EXL e Sport, e a Touring, a mais sofisticada, tem um 1.5 turbo gasolina de 173 cv, injeção direta e também câmbio CVT.

Dentre os muitos itens de série, todas as versões saem de fábrica com ar-condicionado digital, freio de estacionamento eletrônico com função brake-hold, piloto automático e câmera de ré. EXL e Touring têm ainda nova tela sensível ao toque que agrega as funções multimídia, navegação, dentre outras, compatível com as interfaces Apple CarPlay e Android.

Há ainda, para todas as versões, airbags frontais, laterais e de cortina, controle de tração e estabilidade, sistema de partida em aclive, ABS e sistema Isofix para fixação de cadeirinhas.

A Honda não esconde que a missão da nova geração é colocar novamente o Civic na disputa pela liderança do segmento, inclusive roubando consumidores de modelos de faixas superiores de preço, e elevar a Honda no ranking das marcas mais vendidas do mercado interno – hoje na oitava posição, com 6,6% de participação, atrás da Renault, que fechou o semestre com 7,3%.

Abismo – Não será tarefa das mais fáceis, a julgar pelo desempenho do primeiro semestre. O modelo cedeu espaço – até demais – para o Toyota Corolla, seu principal concorrente, que, sozinho, responde por mais de 46% dos emplacamentos de sedãs médios, disputado ainda por outros dezenove veículos, segundo a Fenabrave.

De janeiro a junho, o Civic, o terceiro carro mais vendido da marca no Brasil, somou perto de 8,6 mil unidades emplacadas, 12,5% do segmento. Já o modelo da Toyota cravou 31,9 mil unidades. Quase quatro vezes mais.

Essa enorme diferença não pode ser atribuída nem mesmo à perspectiva da chegada da décima geração, que eventualmente poderia ter freado o fluxo de consumidores pela antiga geração. Já em 2015 o sedã da Toyota esbanjou invejável tranquilidade na liderança. Vendeu mais de 67 mil unidades contra 31,2 mil do Civic.

VW reserva mais recursos para custos da fraude

Em comunicado divulgado na quarta-feira, 20, no qual adianta alguns dos seus resultados financeiros no primeiro semestre, o Grupo Volkswagen diz que reservou mais € 2,2 bilhões para as despesas que terá em virtude do escândalo no controle de emissões de seus motores diesel.

Para arcar com os custos da fraude as provisões da montadora chegam agora a € 18 bilhões ou US$ 19,8 bilhões. Analistas, no entanto, acreditam que a conta pode ficar ainda maior.

Apesar do impacto econômico na questão do diesel, a companhia informa que apurou crescimento de 7% no lucro operacional no primeiro semestre para € 7,5 bilhões. Com a reserva dos € 2,2 bilhões anunciados agora, porém, o lucro cai para €5,3 bilhões, representando queda de 22% em relação ao mesmo período do ano passado.

A companhia destaca que o resultado positivo foi influenciado pela melhoria dos mercados europeus, especialmente no segundo trimestre, a volta de encomendas de frotistas, além dos esforços em corte de custos e programa de eficiência.

O comunicado adianta que a empresa persegue meta de obter retorno operacional de 5% a 6% sobre as vendas em 2016. As condições econômicas difíceis – particularmente América do Sul e Rússia -, a volatilidade do câmbio e os desdobramentos da questão do diesel continuam sendo desafios. A empresa espera, assim, apurar queda de até 5% sobre faturamento das vendas em relação ao ano passado.

Truckvan desenvolve carro-forte

Diz a sabedoria popular para nunca colocar todos os ovos em uma única cesta, especialmente em tempos bicudos. Afinal, em um eventual acidente há outros balaios para dispor. A fabricante de implementos rodoviários Truckvan, de São Paulo, decidiu criar mais uma cesta no seu portfólio de negócios e produtos com a oferta de carro-forte para o transporte de valores ou cargas preciosas.

O primeiro veículo já foi produzido e, de acordo com Luiz Carlos Cunha Jr., gerente comercial da empresa, demandou pouco mais de R$ 1 milhão de investimento e em torno de um ano de desenvolvimento. “É um tipo de produto que exige uma série de autorizações e documentos, como também não existem demandas da noite para o dia.”

O gerente prefere não especular sobre o potencial de venda para o novo produto, mas que a empresa fica pronta para atender o segmento com um veículo diferenciado do restante da oferta do mercado.

“Desenvolvemos um veículo mais leve e compacto, com cabine avançada que oferece melhor ângulo de visão ao motorista. Também o compartimento traseiro, de carga no caso, tem capacidade para dois pallets, oferecendo maiores possibilidades de transporte, não só de dinheiro, mas também de cargas valiosas.”

Segundo Cunha Jr., o veículo foi desenvolvido com aços nobres, o que proporciona maior resistência balística, além de leveza. Também o revestimento externo é preso por fixadores de aço especial, possibilitando manutenção mais rápida e de menor custo. O carro-forte da Truckvan pode ser montado sobre chassi da Mercedes-Benz e da Volkswagen Caminhões e Ônibus

O gerente comercial adianta ainda que além do mercado doméstico, a empresa também pretende exportar o novo veículo para países da América Latina e África.

Eleitos os Melhores do Setor Automotivo do Prêmio AutoData 2016

O corpo de jornalistas de AutoData reuniu-se na terça-feira, 19, em São Paulo, para eleger as empresas e os executivos que, por seus méritos e realizações empresariais efetivadas ao longo dos últimos doze meses, foram merecedores do título de “Melhores do Setor Automotivo 2016” e, por isto, já classificados para participar do Prêmio AutoData deste ano.

O Prêmio AutoData é hoje o principal reconhecimento empresarial do setor automotivo brasileiro e chega, neste 2016, à sua décima sétima edição consecutiva. Neste ano foram eleitas pelos jornalistas de AutoData 45 empresas em doze categorias empresariais, além dos concorrentes em quatro categorias específicas de veículos, bem como a Personalidade do ano.

A partir de agora todas estas empresas, veículos e executivos concorrerão ao reconhecimento máximo do Prêmio AutoData 2016, que será escolhido em cada categoria por meio do voto direto dos leitores da Revista AutoData, da Agência AutoData de Notícias e dos participantes do Congresso Perspectivas 2017, que ocorrerá nos dias 17 e 18 de outubro, em São Paulo. Os vencedores serão anunciados em evento que será realizado no fim de novembro, também na Capital paulista.

Os cases escolhidos para concorrer neste ano serão divulgados junto com a cédula de votação na edição de setembro da Revista AutoData e nos boletins diários da Agência AutoData de Notícias.

Os Melhores do Setor Automotivo AutoData 2016

Montadora de Automóveis e Comerciais Leves
General Motors | Hyundai | Mercedes-Benz | Toyota

Montadora de Veículos Comerciais
DAF | Iveco | MAN | Mercedes-Benz

Montadora de Máquinas Agrícolas e de Construção
AGCO | CNH Industrial | John Deere

Sistemista
Aethra | Eaton | Thyssenkrupp | ZF

Fornecedores de Peças, Partes e Componentes
Hella | Maxion Wheels | Sumitomo | TDM Friction

Produtor de Motores
Cummins | FPT | MWM Motores | Volkswagen

Encarroçador de Ônibus
Caio | Marcopolo | Mascarelo

Produtor de Implementos Rodoviários
Librelato | Noma | Randon | Truckvan

Qualidade e Parceria
Bosch | NGK | Pirelli | Schaeffler

Gestão
Audi | Caoa Hyundai | Ford Caminhões | PSA

Inovação Tecnológica
BorgWarner | Ford | Pirelli | Volvo

Exportador
Iveco | PST | Scania | Volkswagen

Veículo Automóvel
Audi A3 | Chevrolet Onix | Fiat Mobi | Volkswagen Golf Geração 7

Veículo Comercial Leve
Fiat Toro | Ford Ranger | Mercedes-Benz Vito | Renault Duster Oroch

Veículo Caminhão
Ford Cargo TorqShift | Mercedes-Benz Actros | Volkswagen Constellation 19.330 Titan | Volvo FH 6×4

Veículo Ônibus
Iveco GranClass 150S21 | Volare Cinco | Volksbus 8.160 OD Piso Baixo | Volvo B310R

Personalidade do Ano
Carlos Gomes | presidente da PSA;
Philipp Schiemer | presidente da Mercedes-Benz do Brasil;
William Lee | presidente da Hyundai Motor do Brasil;
Steve St. Angelo | CEO para América Latina e Caribe da Toyota

Mercado de duas rodas recua 27%

Se a vida dos fabricantes e revendedores de automóveis e veículos comerciais não tem andado nada fácil, os do setor de motocicletas podem dar as mãos e também reclamar da sorte. De janeiro a junho, segundo a Abraciclo, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, o chamado mercado de duas rodas chegou a apenas 469, 6 mil unidades, 26,8% a menos do que em igual período do ano passado, quando foram negociadas 641,7 mil motocicletas.

Diante desse resultado a entidade tratou de rever suas projeções para 2016. Depois de estimar, em janeiro, crescimento da produção da ordem de 2,5%, para quase 1,3 milhão de motocicletas, a entidade agora espera queda de 13,7%, com as linhas de montagem despejando não mais do que 1,1 mil unidades nas revendas até dezembro.

Marcos Fermanian, presidente da entidade, espera vendas no atacado de 1 milhão, 14,3% menores – a projeção inicial era de 1,22 milhão – e no varejo, se antes falava em 1,28 milhão, agora projeta 1,020 milhão, 16,7% a menos.

Os números de junho apenas confirmaram que o setor segue tropeçando, sobretudo, na falta de crédito e de confiança do consumidor. No mês foram emplacadas 73.343 motocicletas, 4,3% a menos do que em maio e expressivos 27,5% abaixo do resultado de junho do ano passado.

No atacado o quadro não foi muito diferente: foram negociadas 452,3 mil unidades no primeiro semestre, 31,4% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, embora as 77,5 mil negociadas em junho demonstrem evolução de 23,3% frente ao mesmo mês de 2015. Não deixa de ser um alento e algum sinal de que o fluxo de clientes deve, de fato, aumentar nas revendas nos próximos meses, até para que as projeções da Abraciclo se concretizem.

O único lado azul do setor está mesmo nas contas dos portos. Refletindo a recuperação das vendas em especial do mercado argentino, as exportações superaram 31,1 mil unidades no semestre, um salto de mais de 70% com relação ao registrado nos primeiros seis meses de 2015, período em que foram embarcadas 18,2 mil motocicletas. Somente em junho os embarques chegaram 7,7 mil unidades, crescimento de 36,6% ante aos números de maio e 39,8% na comparação com junho do ano passado.

Com um mercado interno debilitado e que historicamente responde por 90% dos negócios, as linhas de montagem naturalmente seguem em ritmo bem mais lento do que no ano passado.

De janeiro a junho saíram das linhas de montagem 464,4 mil motocicletas, 33,4% a menos do que um ano antes. Só em junho foram fabricadas 81,4 mil, retração de 30,4% sobre junho de 2015.

VW abre novas negociações com o sindicato do ABC

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informa que recebeu na terça-feira, 5, pauta da direção da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, SP, com o objetivo de gerenciar excedente de 3,6 mil trabalhadores da fábrica de Anchieta, dos quais 2,5 mil da produção e outros 1,1 mil administrativos. A quantidade de funcionários representa 34% do seu atual efetivo de 10,5 mil trabalhadores.

De acordo com o sindicato, a proposta da montadora inclui abertura de PDV, utilização de instrumentos como PPE e lay off, alterações na estrutura de remuneração, de funções, no banco de horas e na jornada de trabalho, recálculo da PLR e mudanças nos reajustes previstos na data-base, com congelamento de salários até 2019. Com isso, a nova pauta apresentada altera o acordo da fabricante com o sindicato celebrado em 2015, no qual os reajustes estariam congelados até 2017.

Nota do sindicato, no entanto, lembra que o acordo tem como base volume de produção acima de 250 mil unidades na fábrica de Anchieta, volume que não deve ser alcançado em 2016. “Por essa razão, a empresa entende que as bases de sustentaram as negociações em 2015 não atendem às necessidade de nova conjuntura”, diz Wagner Santana, secretário-geral do sindicato e trabalhador na Volkswagen. “Mas não vamos aceitar qualquer condição em troca da nossa determinação de proteger os empregos.”

“As projeções da Anfavea apontam para uma indústria de 2 milhões de veículos em 2016, uma queda de praticamente 20% comparado a 2015, e 40% comparado a 2014, quando foi estabelecido o acordo trabalhista em vigência com os empregados da Volkswagen do Brasil para a fábrica Anchieta”, justifica em comunicado a montadora. “Por esta razão a empresa retomou as discussões com o sindicato para que nas próximas semanas sejam construídas alternativas para o novo cenário que se impõe, além de outras medidas de eficiência e organização para a fábrica Anchieta.”

Na segunda-feira, 11, o sindicato decidiu apresentar a pauta da montadora para os trabalhadores antes mesmo de iniciar as negociações com a empresa. O dirigente do sindicato destaca que “A situação atual exige um processo de reflexão coletiva para que busquemos uma negociação capaz de dar soluções que interessem aos trabalhadores. Da empresa, esperamos que ela abra mão de cláusulas apresentadas nesse momento e que consigamos chegar a uma negociação que atenda as expectativas dos trabalhadores”.

As negociações entre o Sindicato e a montadora devem continuar sendo realizadas diariamente e não há prazo para ser concluída. Atualmente a Volkswagen em São Bernardo tem 8,4 mil trabalhadores sob o regime de PPE, com vencimento em 30 de setembro, e 610 trabalhadores em layoff, iniciados em março.