É a avaliação que a Fenabrave faz do primeiro quadrimestre, puxado pelo segmento de veículos leves
São Paulo – Ainda que a taxa básica de juros esteja em nível elevado, em que pese sua redução, ainda que tímida, e pressione o custo dos financiamentos o mercado brasileiro de veículos encerrou o primeiro quadrimestre com 14,9% de crescimento, segundo dados divulgados pela Fenabrave na terça-feira, 5. Foram emplacados 873,4 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.
Os segmentos apresentam desempenhos distintos, porém: enquanto a venda de leves avançou 16,7%, somando 834,7 mil unidades, a de pesados recuou 14,4% até abril, com 38,7 mil.
Segundo o presidente da Fenabrave, Arcélio Júnior, o crescimento total é expressivo e mostra que o ano iniciou em ritmo consistente: “No caso de automóveis e comerciais leves os resultados do programa Carro Sustentável e as crescentes promoções das marcas demonstram que quando há redução de impostos e de preços a demanda acontece”.
Em abril foram emplacados 258,2 mil veículos leves, 20,4% acima de abril do ano passado e 8,1% abaixo de março, que teve um dia útil a mais. De automóveis foram 187,3 mil unidades, alta de 23% na comparação anual e recuo de 9,2% na mensal. Comerciais leves registraram avanço de 11,3% na anual e queda de 3,7% na mensal, somando 49,9 mil unidades.
Desde a sua criação o programa Carro Sustentável alavancou em 31,9% as vendas dos modelos que integram seu portfólio. Chevrolet, Citroën, Fiat, Hyundai, Renault e Volkswagen participam.
Nem mesmo a queda dos pesados tira o otimismo de Arcélio Jr: ele está animado com a segunda fase do programa Move Brasil, anunciada na semana passada pelo governo: “É uma boa notícia. Serão mais de R$ 21 bilhões para a renovação da frota destes veículos, o que, esperamos, possa reverter a curva de queda dos emplacamentos”.