Em comunicado divulgado na quarta-feira, 20, no qual adianta alguns dos seus resultados financeiros no primeiro semestre, o Grupo Volkswagen diz que reservou mais € 2,2 bilhões para as despesas que terá em virtude do escândalo no controle de emissões de seus motores diesel.
Para arcar com os custos da fraude as provisões da montadora chegam agora a € 18 bilhões ou US$ 19,8 bilhões. Analistas, no entanto, acreditam que a conta pode ficar ainda maior.
Apesar do impacto econômico na questão do diesel, a companhia informa que apurou crescimento de 7% no lucro operacional no primeiro semestre para € 7,5 bilhões. Com a reserva dos € 2,2 bilhões anunciados agora, porém, o lucro cai para €5,3 bilhões, representando queda de 22% em relação ao mesmo período do ano passado.
A companhia destaca que o resultado positivo foi influenciado pela melhoria dos mercados europeus, especialmente no segundo trimestre, a volta de encomendas de frotistas, além dos esforços em corte de custos e programa de eficiência.
O comunicado adianta que a empresa persegue meta de obter retorno operacional de 5% a 6% sobre as vendas em 2016. As condições econômicas difíceis – particularmente América do Sul e Rússia -, a volatilidade do câmbio e os desdobramentos da questão do diesel continuam sendo desafios. A empresa espera, assim, apurar queda de até 5% sobre faturamento das vendas em relação ao ano passado.
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