A Marcopolo, de Caxias do Sul, RS, prevê encerrar o ano com a venda de 2,1 mil ônibus para o Exterior, o que representará crescimento de 5% em volume e de 20% em receita, favorecida pela desvalorização do real frente ao dólar. O diretor de operações comerciais Paulo Corso revelou com exclusividade à Agência AutoData que a fabricante conquistou um novo mercado: Omã, no Oriente Médio, receberá 32 unidades da marca – e há possibilidade de negócios com países africanos.
Sem arriscar números, Corso disse serem boas as perspectivas de novo aumento dos negócios externos no ano que vem: “Como os países da América do Sul enfrentam problemas, estamos ampliando nosso leque de clientes. A África, por exemplo, pode ser um novo parceiro nosso”.
De janeiro a outubro a Marcopolo exportou 1 mil 304 ônibus e atualmente está trabalhando aos sábados em sua fábrica de Caxias do Sul, RS, para dar conta das entregas programadas para este final de ano, principalmente para Peru, Colômbia, Bolívia e Argentina.
Internamente a Marcopolo enfrenta queda nas vendas em índice similar ao do mercado de ônibus, na faixa de 30%. O importante, segundo o executivo, é que a empresa consegue manter participação no segmento em torno de 40% – de janeiro a outubro a empresa comercializou no mercado doméstico 4 mil 753 unidades.
“Tivemos de reduzir nosso quadro de mão de obra em 15% para nos ajustar aos novos números, mas acreditamos que a partir de agora o mercado não cai mais.”
Com grande parte de sua produção concentrada na Serra Gaúcha – fora Caxias do Sul a empresa tem fábrica no Rio de Janeiro, na antiga Ciferal, onde produz carrocerias de ônibus urbanos –, a Marcopolo anunciou este mês a sua associação com a L&M, controladora direta da San Marino Ônibus, dona da marca Neobus.
De acordo com Corso a L&M passou a ter ações da Marcopolo e a Neobus continuará com rede e administração próprias: “O que pode estrategicamente haver no futuro é a união em áreas como a de logística e compra de material”.
Como a intenção, segundo Corso, é manter a participação que as duas marcas detêm hoje, elas passam a ter juntas perto de 50% do mercado brasileiro.
Corso informa ainda que a partir de licitação divulgada em setembro a empresa fechou com a Prefeitura de Porto Alegre a venda de trezentos ônibus, das marcas Marcopolo e Neobus, a serem entregues até fevereiro.

A Goodyear vai elevar nos próximos meses o volume de pneus exportados para os Estados Unidos e México a partir de sua fábrica de Americana, no Interior paulista. A informação foi revelada à Agência AutoData pelo diretor presidente da operação brasileira, Henry Dumortier, durante lançamento de nova linha de pneus para veículos comerciais, em São Paulo.
Para essas duas versões, consideradas de entrada mas não menos charmosas, executivos da Citroën avaliam coisa de 30% iniciais no mix geral das cinco versões. Mas correndo o risco de chegar a 40% – se isto acontecer não apanhará nem marketing, nem vendas e nem a infraestrutura industrial da companhia de pires na mão: estão todos prontos para fazer crescer o mix de produção.
A Volare tem novo diretor geral: o administrador de empresas Gelson Zardo assumiu o lugar que antes era de Milton Susin, dando, assim, seguimento ao processo de sucessão da unidade de negócio da Marcopolo que produz veículos comerciais leves para transporte de passageiros.