Ritmo das fábricas mexicanas segue superior ao das brasileiras

Em outubro foram produzidos 330,2 mil veículos leves no México, resultado 15,8% superior ao do mesmo mês do ano passado e recorde mensal para aquele país. Os dados divulgados pela Amia, associação das fabricantes locais, indicam que o ritmo das fábricas mexicanas novamente ficou bem superior ao das brasileiras, que entregaram 278,2 mil unidades no último mês, de acordo com números da Anfavea.

No acumulado do ano a produção mexicana soma 2,7 milhões de unidades, crescimento de 8,5% ante os primeiros dez meses de 2013. Por aqui a produção ficou em 2,5 milhões de unidades, em baixa de 16% na mesma base de comparação.

O que sustenta a forte alta da indústria mexicana são as exportações: em outubro foram 257,4 mil unidades embarcadas, alta de 7,1% ante o mesmo período de 2013 e recorde para o mês. No acumulado do ano o crescimento chegou a 8,5%, para 2,2 milhões de unidades.

O bom desempenho do mercado estadunidense, principal cliente dos automóveis e comerciais leves mexicanos, contribuiu positivamente para os embarques. As vendas lá cresceram 5,4% de janeiro a outubro, para 13,6 milhões de unidades – das quais 1,6 milhão produzidas no México, em alta de 15% ante os primeiros dez meses do ano passado.

Os Estados Unidos responderam por 71,2% das exportações mexicanas do período. O Brasil, terceiro principal cliente, reduziu o volume de compras: foram 88,2 mil unidades de janeiro a outubro, queda de 25,7% e 4% do total exportado.

Também recorde para outubro foi o desempenho do mercado doméstico mexicano, que fechou em 100,9 mil unidades, em alta de 14,3% ante igual mês do ano passado. No acumulado de janeiro a outubro foram comercializados 890,5 mil veículos, crescimento de 5,6%.

Fras-le avalia compra da Duroline, do Grupo Vipal

Por meio de comunicado divulgado pela Bolsa de Valores de São Paulo a Fras-le informou ao mercado que adquiriu, a título de investimento, 1% do controle acionário da Duroline, empresa de Caxias do Sul, RS, que também atua no segmento de materiais de fricção.

O memorando de entendimentos, no entanto, vai além.

De acordo com Vanderlei Novello, novo diretor de relações com investidores, a Fras-le tem a opção de compra de mais 93% de participação na Duroline, atualmente controlada pelo Grupo Vipal, de Nova Prata, RS, e pelo fundador da empresa, Carlos Mazzochi. Informa que, ao longo dos próximos meses, ocorrerão análises mais apuradas sobre os números financeiros e de participação da Duroline no mercado. Somente depois é que se iniciarão tratativas sobre gestão e parceria visando acordo.

A conclusão da operação também dependerá de deliberação do Conselho de Administração da Fras-le e de aprovação prévia do Cade, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica. O memorando, assinado em caráter não vinculante, constitui documento preliminar, que permitirá às partes a realização de diligência legal e preparação dos contratos definitivos.

Com 26 anos de presença no mercado a Duroline produz lonas de freios para caminhões, veículos rebocados e ônibus urbanos e interurbanos, com presença no mercado de reposição. Além do Brasil atua em mais de cinquenta países das Américas, Oceania, Europa e África. Além da operação fabril em Caxias do Sul mantém filial nos Estados Unidos.

Mudanças – Ainda no Grupo Randon, Vanderlei Novello foi nomeado diretor de relações com investidores da Fras-le em outubro em substituição a Daniel Randon, que acumulava a função com a de diretor-presidente da empresa. Novello também será responsável pela operação dos Estados Unidos.

A transferência de Novello para a Fras-le mexeu na estrutura das Empresas Randon. Com a extinção da diretoria corporativa de recursos humanos e administração, que estava sob seu comando, foram criadas duas gerências.

Daniel Ely, que estava na Castertech, fundição do Grupo, assume a área de recursos humanos. Carlos Roberto Arins do Nascimento, que era gerente de tecnologia da informação, responderá pelo Centro de Serviços Compartilhados.

Motores 1.0 ensaiam reação

Ainda que muito distante de seus áureos tempos os veículos dotados de motor 1.0 ensaiam reação no mercado nacional, puxados por novos modelos dotados da motorização porém com tecnologia mais avançada, como a de três cilindros.

Em outubro a participação dos modelos 1.0 no total geral de automóveis vendidos no País atingiu de longe seu melhor patamar no ano, de 42%. Índice semelhante fora registrado apenas em janeiro de 2013. Ainda assim no acumulado do ano o porcentual é de apenas 39,6%, abaixo do fechamento de 2013, 39,9%, que já fora o menor em vinte anos.

Os números são da Anfavea.

O índice de outubro para os 1.0 supera com folga o melhor para 2014 até então, o de julho, com 40,7%. Em fevereiro a participação deste tipo de veículo nas vendas alcançara nível extremamente reduzido, de 36,7%.

A razão para esta aparente virada está centrada em especial nos recentes lançamentos, que deram novo fôlego aos um dia já denominados populares: além do VW Up!, oferecido exclusivamente com motor 1.0 três cilindros, estão na lista os novos Ford Ka, Fiat Uno, Renault Sandero, Nissan March e outros.

Ainda que possuam na gama outras versões com motores mais potentes, 1.4 no caso do Uno e 1.5 para o novo Ka, o Fiat e o Ford retomaram justamente em outubro suas presenças no top 10 dos modelos mais vendidos no País, na quinta e oitava colocações, respectivamente. Além disso o Chevrolet Onix, segundo mais vendido no mês passado, também conta com versão com motor 1.0.

Caso o cenário permaneça até dezembro os motores também chamados apenas como Mil poderão ao menos empatar seu volume de participação em 2014 com 2013, bem próximos de 40%. Em se confirmando este quadro estancaria tendência de queda observada nos últimos cinco anos: em 2009 os 1.0 responderam por 52,7% dos automóveis licenciados no País, índice que caiu para 50,8% em 2010, para 45,2% em 2011 e 41,7% em 2012, até chegar aos 39,9% de 2013.

Ainda assim os 1.0 abocanhariam neste 2014, diante da série histórica, porcentual próximo apenas ao de 1994 – ou seja, vinte anos antes –, quando este tipo de modelo começava de fato a se fazer presente nos números de venda no País.

Marcopolo registra 10% de recuo na receita

A desaceleração no mercado interno impactou o desempenho econômico-financeiro da Marcopolo, de Caxias do Sul, RS, no acumulado dos nove primeiros meses do ano. A fabricante de carrocerias de ônibus consolidou receita líquida de R$ 2 bilhões 465 milhões, declínio de 9,9% sobre igual período do ano passado, de acordo com dados revelados pela empresa na segunda-feira, 10.

As receitas no Brasil caíram 15%, para R$ 1 bilhão 706 milhões, enquanto as de exportação e as provenientes das unidades do Exterior avançaram 4,3%, somando perto de R$ 759 milhões. O valor corresponde a 30% do total, crescimento de 3,5 pontos sobre os nove meses do ano passado.

A receita tem origem na venda de 13 mil 316 carrocerias, declínio de 15,5% sobre o mesmo período de 2013. O mercado interno absorveu 10 mil 636 unidades, em queda de 18,7%. As exportações físicas, a partir do Brasil, também caíram: 6,5%, totalizando 1 mil 205 carrocerias.

Nas fábricas localizadas no Exterior que entram no relatório foram comercializadas 1 mil 726 unidades, alta de 18%. Destaques para o México e África do Sul: no primeiro crescimento de 22,5%, somando 876 carrocerias, e, no segundo, 39% e 302 unidades. Na Austrália foi registrado recuo de 6%, para 349 unidades.

Incluindo as fábricas no Exterior em que a Marcopolo não tem controle acima de 50% foram vendidas 20 mil 380 unidades, declínio de 15%. Na Argentina houve queda de 41,5% e, na Índia, de 16,5%. Colômbia apurou crescimento de 29% e Egito de 42%. Estas operações participaram com 6 mil 29 carrocerias, das quais 73% na Índia. Na comparação com o acumulado do ano passado, o recuo é de 14%.

A Marcopolo acumula, nos três trimestres, lucro líquido de R$ 161,2 milhões, declínio de 25,5% sobre igual período do ano passado. Na mesma base de comparação os investimentos da companhia tiveram redução de 69,5%, para pouco mais de R$ 90,5 milhões.

A empresa mantém a expectativa de receita líquida de R$ 3,4 bilhões para o ano, com a produção de 19 mil unidades no Brasil e no Exterior. Os investimentos programados deverão alcançar R$ 130 milhões.

Renault estima em 1% o mercado para elétricos no Brasil

Para mais de 35 mil motoristas brasileiros ao ano os postos de combustível poderão ser coisa do passado. Esta é a perspectiva para os veículos híbridos e elétricos no Brasil nos próximos quatro a cinco anos, estimou Vincent Carré, vice-presidente mundial de veículos elétricos da Renault.

“Em um contexto favorável estimamos que em quatro a cinco anos as vendas desses modelos representem 1% do mercado local, algo em torno de 35 mil unidades considerando-se o mercado de hoje. Creio que o País possa avançar rápido.”

Como referência a participação atual de híbridos e elétricos no mercado nacional é bem próxima de zero: de acordo com dados da Anfavea de janeiro a outubro foram vendidos 682 unidades deste segmento, em universo total de 2,8 milhões de automóveis e comerciais leves emplacados no mesmo período.

Para o executivo, que esteve no Brasil para participar do Salão do Automóvel, redução de impostos e iniciativas como compartilhamento de veículos e estacionamento gratuito podem ajudar a popularizar estes veículos nas ruas brasileiras.

“É preciso que o preço se equipare aos modelos movidos a combustão, assim como ocorre na Europa. Redução de taxas alfandegárias e de IPI são os dois pilares mais lógicos para tornar os elétricos acessíveis no Brasil. Temos certeza de que no governo há pessoas preocupadas em acompanhar o que acontece no mundo.”

No entender de Carré o interesse mundial pela tecnologia elétrica se deve à necessidade de reduzir emissões. “A China será o líder desse processo e todos os fabricantes de veículos terão ao menos um elétrico em sua gama até 2018.”

A Aliança Renault-Nissan está firme nesse propósito: mais de 200 mil elétricos das duas montadoras rodam mundialmente e a ideia é aumentar a oferta.

“Falando especificamente sobre Renault, teremos opções elétricas para todos os modelos nos próximos seis anos. Até o segmento do Fluence a opção é pelos elétricos puros e acima disso, caso do Duster, optamos por híbridos plug-in, para aumentar a autonomia.”

A Nissan lidera as vendas de elétricos no mundo, com mais de 142 mil entregas do Leaf. Nos Estados Unidos são mais de 64 mil unidades, com volume recorde de 22 mil vendas este ano.

Produção elétrica – Em razão do aumento mundial da demanda por elétricos, que nas contas de Carré deverá chegar a 10% do mercado na Europa, China e Estados Unidos até 2020, o executivo confia em forte redução no valor da produção desses modelos:

“Até lá será mais barato produzir elétricos pequenos do que modelos a combustão. Na Europa, por exemplo, fabricar o Zoe custará menos do que o Clio. Por um lado as baterias estão evoluindo tecnologicamente e ficando mais em conta, e por outro estes são veículos mais leves, com menos metais e mais plásticos”.

A produção local de elétricos nos diversos mercados é, segundo Carré, certa a partir do momento em que houver demanda mínima anual na faixa de 20 mil a 30 mil unidades – e nem mesmo o Brasil está fora desse plano:

“Com a montagem dos modelos Twizy na Itaipu Binacional nossa ideia é justamente conhecer e buscar fornecedores locais. Mas ainda é preciso desenvolver uma estrutura de veículos elétricos e seus volumes. Estudamos os impactos no fornecimento de energia e vemos que, ao programar a recarga para o período da madrugada, em que há geração de energia e o consumo é baixo, não haveria problemas.”

No Brasil setenta modelos elétricos da Renault foram vendidos em um ano, dos modelos Twizy, Zoe e Kangoo. Na sexta-feira, 7, a CPFL comprou as duas primeiras unidades do sedã Fluence elétrico no País.

BMW X1 começa a ser produzido em Araquari

Um mês após inaugurar fábrica em Araquari, SC, onde desde 30 de setembro monta o sedã Série 3, a BMW deu início à produção do utilitário esportivo X1, seu segundo modelo nacional, na segunda-feira, 10.

As primeiras unidades Made in Brazil deverão chegar às concessionárias no primeiro trimestre de 2015, segundo informou a companhia em comunicado.

Assim como o Série 3, o X1 é produzido em um sistema parecido com CKD, vez que a fábrica de Araquari ainda não possui áreas de solda e pintura – a previsão é que esses setores sejam inaugurados em setembro do ano que vem. A unidade catarinense da BMW, a primeira da empresa na América do Sul, tem capacidade para produzir até 32 mil unidades por ano.

Em nota Gerald Degen, vice-presidente do Grupo BMW do Brasil e responsável pela fábrica, afirmou que o início da produção do X1 é mais uma conquista alcançada com o trabalho realizado em Araquari, “sempre seguindo à risca o cronograma previsto e respeitando os padrões de qualidade e tecnologia da empresa em todo o mundo”.

Até o fim de 2015 a unidade produzirá também os modelos Série 1, X3 e Mini Countryman, ainda sem ordem definida e com intervalo de três meses para cada início de produção. Para o ano que vem a projeção é entregar de 12 mil a 15 mil unidades dos modelos à rede.

O utilitário esportivo produzido em Araquari será vendido em três versões, todas com motor flex fuel. Os preços do modelo partem de R$ 135 mil – e inalterados com relação à versão importada.

Motos: produção cai 16% em outubro ante mesmo mês de 2013.

A produção de motocicletas registrou queda de 16,3% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo a Abraciclo, que divulgou os dados da indústria na segunda-feira, 10, saíram das linhas de montagem de Manaus, AM, 144 mil 596 unidades no mês passado. Com relação a setembro, porém, o setor avançou 13,1% na produção.

No acumulado do ano o declínio da produção chegou a 9%, para 1,3 milhão de unidades – de janeiro a outubro de 2013 foram produzidas 1,4 milhão de motocicletas no País.

Em outubro as vendas no atacado caíram 17,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com a associação, para 129 mil 156 unidades. O volume, entretanto, representa avanço de 10,7% com relação a setembro. No acumulado do ano as vendas para as concessionárias recuaram 11,5%, para 1 milhão 196 mil unidades: há um ano o mercado registrou 1 milhão 352 mil.

Os licenciamentos também estão abaixo do esperado: de janeiro a outubro foram emplacadas 1 milhão 190 mil unidades, queda de 5% com relação aos primeiros dez meses do ano passado. Em outubro – que registrou 120,3 mil emplacamentos – a média diária chegou a 5,2 mil unidades, abaixo das 5,4 mil unidades registradas em setembro.

Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, em nota, lamentou o volume apresentado no varejo, que ficou aquém das projeções – a associação estimava para outubro índice de 5,5 mil motocicletas vendidas por dia útil.

“Para os dois últimos meses esperamos que o acordo firmado com a Caixa Econômica Federal, Banco Pan e Fenabrave ajude o mercado a alcançar nossas projeções, que são de 5,7 mil unidades por dia em novembro e 6,4 mil em dezembro.”

Na comparação anual as exportações de motocicletas caíram 24,6% no mês passado, para 7,1 mil unidades. Com relação a setembro também houve retração, de 21,7%. No acumulado do ano a queda chega a 10%, com 78,7 mil embarques.

Argentina: vendas caem 41,5% em outubro na comparação anual.

As vendas de veículos no mercado argentino voltaram a registrar queda em outubro, mesmo com plano local de estímulo à comercialização de 0 KM, com preços menores e condições de financiamento especiais. Segundo a Adefa, associação que representa as fabricantes instaladas na Argentina, no mês passado foram vendidas no atacado 47,6 mil unidades, queda de 41,5% ante as 81,3 mil unidades de um ano antes.

Na comparação mensal a retração foi de 21%, vez que em setembro foram vendidos 60,3 mil veículos naquele país.

No acumulado do ano a queda das vendas ao atacado no mercado vizinho chega a 35%. São 519,7 mil veículos de janeiro a outubro ante 799,7 mil há um ano.

A produção teve recuo de 19,5% em outubro na comparação anual. Saíram das linhas de montagem argentinas 60,8 mil unidades, o que, segundo os números da Adefa, representam acréscimo de 5,3% ante setembro, quando foram fabricadas 57,7 mil unidades.

No acumulado do ano o recuo da produção argentina chega a 23,7%. De janeiro a outubro foram fabricados 522,1 mil veículos ante 683,9 mil no mesmo período de 2013.

Também de acordo com a Adefa as exportações registraram redução anual de 14,4% em outubro, quando foram enviados 36,7 mil veículos ao Exterior. Na comparação com setembro, alta de 22%.

No acumulado do ano a queda nas exportações argentinas de veículos chega a 23%.

Frota brasileira crescerá 140% em vinte anos

Estudo realizado pela Anfavea para o mercado automotivo brasileiro nos próximos vinte anos estima que a frota de veículos crescerá 140% no período. De acordo com a pesquisa a frota circulante saltará dos atuais 40 milhões de veículos para 95,2 milhões até 2034.

Segundo Luiz Moan, presidente da associação, “a previsão foi baseada no crescimento da população do País e da evolução do PIB prevista para o período. A maior parte da frota adicional será alocada nas cidades do Interior do Brasil”.

A Anfavea já havia apresentado estudo sobre a interiorização das vendas em meados de outubro. Na ocasião Moan destacou que o potencial de vendas de veículos em municípios brasileiros com até 500 mil habitantes supera a média nacional nos últimos cinco anos, vez que cresceu 73% de 2007 a 2013 enquanto a média nacional foi de 53%.

O aumento da população brasileira, de acordo com os dados apresentados, registrará crescimento médio de 0,5% ao ano e saltará dos atuais 201 milhões de habitantes para 226 milhões em 2034. Ao mesmo tempo a projeção para o PIB é de crescimento médio de 3% ao ano, passando de US$ 2,2 trilhões em 2013 para US$ 4 trilhões em 2034, o que resultará em elevação do PIB per capita de US$ 11,2 mil em 2013 para US$ 17,9 mil em 2034.

A equação composta por mais pessoas e mais renda leva a Anfavea a acreditar que haverá uma importante evolução da taxa de motorização: segundo o estudo esta sairá dos atuais 5,1 habitantes por veículo em 2013 para 2,4 em mais vinte anos.

“Ainda assim nossa taxa de motorização será maior do que países como Coreia do Sul, que atualmente é de 2,3, e Estados Unidos, que é de 1,3 habitantes por veículo. Isso demonstra que há potencial para crescimento por muito anos do mercado brasileiro.”

Caso o cenário se confirme, aponta a pesquisa, o licenciamento de veículos em 2034 chegará à faixa de 7,4 milhões de unidades por ano, o que corresponde a crescimento médio de 3,7% ao ano no período.

Moan conclui que “as previsões justificam o nível de investimento das montadoras no Brasil, comprovam que o mercado vive de ciclos e que o futuro é promissor”.

Para acessar a pesquisa completa clique aqui (a partir do slide 13).

MWM elege seus melhores fornecedores

A MWM International premiou seus melhores fornecedores na quinta-feira, 6, durante cerimônia na unidade industrial da companhia em São Paulo. Oito empresas foram contempladas com o Supplier Award 2014.

Compareceram ao evento executivos da fabricante de motores e das empresas que compõem sua cadeia de suprimentos. Foi o segundo ano em que a MWM organizou o evento, que possui edição anual.

Para a escolha dos melhores fornecedores a companhia segue o protocolo global e avalia itens como postura comercial e contribuição em redução de custo, qualidade, performance de entrega e flexibilidade, capacidade tecnológica e desempenho no desenvolvimento de novos produtos.

Em nota José Eduardo Luzzi, presidente da MWM International afirmou que a premiação Supplier Award visa incentivar e fortalecer a cadeia produtiva da empresa.

“Passamos a homenagear os parceiros que tiveram o melhor desempenho no ano anterior, pois desejamos incentivá-los a buscar melhorias contínuas para atingirmos, juntos, a excelência em nossos produtos”.