Argentina: vendas caem 41,5% em outubro na comparação anual.

As vendas de veículos no mercado argentino voltaram a registrar queda em outubro, mesmo com plano local de estímulo à comercialização de 0 KM, com preços menores e condições de financiamento especiais. Segundo a Adefa, associação que representa as fabricantes instaladas na Argentina, no mês passado foram vendidas no atacado 47,6 mil unidades, queda de 41,5% ante as 81,3 mil unidades de um ano antes.

Na comparação mensal a retração foi de 21%, vez que em setembro foram vendidos 60,3 mil veículos naquele país.

No acumulado do ano a queda das vendas ao atacado no mercado vizinho chega a 35%. São 519,7 mil veículos de janeiro a outubro ante 799,7 mil há um ano.

A produção teve recuo de 19,5% em outubro na comparação anual. Saíram das linhas de montagem argentinas 60,8 mil unidades, o que, segundo os números da Adefa, representam acréscimo de 5,3% ante setembro, quando foram fabricadas 57,7 mil unidades.

No acumulado do ano o recuo da produção argentina chega a 23,7%. De janeiro a outubro foram fabricados 522,1 mil veículos ante 683,9 mil no mesmo período de 2013.

Também de acordo com a Adefa as exportações registraram redução anual de 14,4% em outubro, quando foram enviados 36,7 mil veículos ao Exterior. Na comparação com setembro, alta de 22%.

No acumulado do ano a queda nas exportações argentinas de veículos chega a 23%.

Frota brasileira crescerá 140% em vinte anos

Estudo realizado pela Anfavea para o mercado automotivo brasileiro nos próximos vinte anos estima que a frota de veículos crescerá 140% no período. De acordo com a pesquisa a frota circulante saltará dos atuais 40 milhões de veículos para 95,2 milhões até 2034.

Segundo Luiz Moan, presidente da associação, “a previsão foi baseada no crescimento da população do País e da evolução do PIB prevista para o período. A maior parte da frota adicional será alocada nas cidades do Interior do Brasil”.

A Anfavea já havia apresentado estudo sobre a interiorização das vendas em meados de outubro. Na ocasião Moan destacou que o potencial de vendas de veículos em municípios brasileiros com até 500 mil habitantes supera a média nacional nos últimos cinco anos, vez que cresceu 73% de 2007 a 2013 enquanto a média nacional foi de 53%.

O aumento da população brasileira, de acordo com os dados apresentados, registrará crescimento médio de 0,5% ao ano e saltará dos atuais 201 milhões de habitantes para 226 milhões em 2034. Ao mesmo tempo a projeção para o PIB é de crescimento médio de 3% ao ano, passando de US$ 2,2 trilhões em 2013 para US$ 4 trilhões em 2034, o que resultará em elevação do PIB per capita de US$ 11,2 mil em 2013 para US$ 17,9 mil em 2034.

A equação composta por mais pessoas e mais renda leva a Anfavea a acreditar que haverá uma importante evolução da taxa de motorização: segundo o estudo esta sairá dos atuais 5,1 habitantes por veículo em 2013 para 2,4 em mais vinte anos.

“Ainda assim nossa taxa de motorização será maior do que países como Coreia do Sul, que atualmente é de 2,3, e Estados Unidos, que é de 1,3 habitantes por veículo. Isso demonstra que há potencial para crescimento por muito anos do mercado brasileiro.”

Caso o cenário se confirme, aponta a pesquisa, o licenciamento de veículos em 2034 chegará à faixa de 7,4 milhões de unidades por ano, o que corresponde a crescimento médio de 3,7% ao ano no período.

Moan conclui que “as previsões justificam o nível de investimento das montadoras no Brasil, comprovam que o mercado vive de ciclos e que o futuro é promissor”.

Para acessar a pesquisa completa clique aqui (a partir do slide 13).

MWM elege seus melhores fornecedores

A MWM International premiou seus melhores fornecedores na quinta-feira, 6, durante cerimônia na unidade industrial da companhia em São Paulo. Oito empresas foram contempladas com o Supplier Award 2014.

Compareceram ao evento executivos da fabricante de motores e das empresas que compõem sua cadeia de suprimentos. Foi o segundo ano em que a MWM organizou o evento, que possui edição anual.

Para a escolha dos melhores fornecedores a companhia segue o protocolo global e avalia itens como postura comercial e contribuição em redução de custo, qualidade, performance de entrega e flexibilidade, capacidade tecnológica e desempenho no desenvolvimento de novos produtos.

Em nota José Eduardo Luzzi, presidente da MWM International afirmou que a premiação Supplier Award visa incentivar e fortalecer a cadeia produtiva da empresa.

“Passamos a homenagear os parceiros que tiveram o melhor desempenho no ano anterior, pois desejamos incentivá-los a buscar melhorias contínuas para atingirmos, juntos, a excelência em nossos produtos”.

Disputa pela vice-liderança deverá ser acirrada até o fim do ano

A disputa pela segunda posição no ranking de automóveis e comerciais leves promete ser acirrada até o fechamento do ano. Em agosto a Volkswagen retomou a vice-liderança, que era sua e fora roubada da General Motors em março, e em outubro viu a diferença ser reduzida a cerca de 2 mil unidades, ou 0,1 ponto porcentual.

Em comum a queda das duas marcas: a VW vendeu 14,7% menos do que nos primeiros dez meses do ano passado, ou 471,7 mil unidades. Os modelos Chevrolet apresentaram redução de 12,6% nos licenciamentos do período, com 469,4 mil veículos.

As duas, portanto, viram a líder Fiat tomar distância na dianteira, vez que suas vendas cederam 9,7% no período, em ritmo abaixo do apresentado por GM e VW. Mas as três perderam participação com relação há um ano: Fiat 0,3 ponto porcentual, VW 1,3 ponto porcentual e GM 0,8 ponto porcentual.

Boa parte desta fatia foi tomada pela Hyundai, consolidada na quinta posição – a Ford se manteve na quarta, apesar da redução de 11,9% nas vendas – com crescimento de 7% no acumulado do ano, em direção oposta ao mercado. Tomou posição da Renault, agora sexta do ranking, por 0,1 ponto porcentual.

Destacado crescimento também apresenta a Toyota, sétima do ranking com 7,9% de alta nos licenciamentos do período.

Randon tem queda de 22% na receita do 3º trimestre

A Randon S.A. Implementos e Participações encerrou o terceiro trimestre do ano com receita líquida consolidada de R$ 887 milhões, declínio de 21,8% sobre igual período de 2013. Para Geraldo Santa Catharina, diretor de relações com investidores, o desempenho reflete eventos como o Carnaval tardio, a Copa do Mundo no Brasil e as eleições.

Ele lembra que diante do quadro nacional de incertezas, o terceiro trimestre foi de quedas nos mercados de autopeças e semirreboques, afetados pela redução na produção de caminhões e demanda por veículos rebocados. O trimestre ainda teve baixa entrega de vagões ferroviários, o que levou a empresa a adequar a capacidade instalada à demanda por meio de períodos de flexibilização de jornada de trabalho. “Este quadro não deve se alterar até o governo anunciar suas prioridades para o novo mandato, restabelecendo os níveis de confiança”.

Em nove meses o grupo apura receita líquida de R$ 2,9 bilhões, em queda de 9,5%. A bruta supera R$ 4,1 bilhões, recuo de 16,5%. Na composição do valor bruto, o mercado interno participa com R$ 3,8 bilhões, declínio de 17%, e o externo com R$ 349,7 milhões, com variação negativa de 9,5%. O lucro líquido de nove meses recuou 13,3%, para R$ 162,4 milhões.

A Randon entregou, em nove meses, 12 mil 659 veículos rebocados, queda de 33%. No mercado interno ficaram 11 mil 309 unidades, recuo de 23%, e participação de 27%. O setor ferroviário segue com demanda alta e ritmo acelerado, com projeção de cerca de quinhentas unidades para este segundo semestre do ano, das quais 160 foram entregues no terceiro trimestre. Em nove meses foram entregues 994 unidades, alta de 225,9%. Já o segmento de veículos especiais acumula queda de 58%, para 436 equipamentos.

Com exceção da Fras-le, que teve resultados positivos, as demais fabricantes de autopeças apresentaram recuo em seus níveis de atividade. A Master reduziu em 23% a produção de freios, a Jost em 22% a de sistemas de acoplamentos, e a Suspensys em 41% a de sistemas de suspensão e rodagem. A área de serviços tem desempenho estável na comparação com os nove meses do ano passado.

Toyota do Brasil produz mais gastando menos recursos

A Toyota do Brasil comemora resultados colhidos no campo ambiental no ano fiscal 2013-2014, encerrado em 31 de março. Na comparação anual a montadora conseguiu reduzir as emissões de CO2 em 13,7% por veículo fabricado no País e o consumo total de água em 41 mil m3, mesmo com a elevação de seus índices produtivos locais de 113,7 mil para 129,6 mil unidades no mesmo período.

Os dados constam do Relatório de Sustentabilidade 2014, lançado pela montadora na quinta-feira, 6, no Salão do Automóvel, no Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi, em São Paulo.

Pelos cálculos da fabricante a redução de emissões de CO2 no sistema produtivo no Brasil equivale a 360 toneladas, ou uso de cem veículos populares por dez mil quilômetros ao ano cada.

Uma das iniciativas foi substituição de tinta à base de solvente por base d’água e eliminação de uma etapa de estufa no processo de pintura do Etios na fábrica de Sorocaba, SP.

Para enxugar as emissões geradas por processos logísticos, como entrega de peças por fornecedores, cerca de 70% deles estão alocados no máximo a seiscentos metros da unidade. Ajustes em rotas e uso de modais alternativos ainda propiciaram redução de 9,2 toneladas de CO2 na atmosfera, pelos cálculos da montadora.

Ainda no campo da sustentabilidade a fabricante comemora 5 anos da Fundação Toyota, que patrocina e promove projetos educacionais, culturais e ambientais, com atuação nacional e nas cidades onde há operações da empresa.

Dois de seus projetos mais conhecidos são de apoio à APA Costa dos Corais, que visa preservar o ecossistema onde vive o peixe-boi marinho, em Alagoas e Pernambuco, e ao Instituto Arara Azul, que protege cerca de três mil destas aves na região do Pantanal.

MAN reajustará preço de toda sua linha em 5%

A partir de 1º de janeiro toda a linha Volkswagen Caminhões e MAN terá seu preço reajustado em 5%, em média. A informação veio de Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da MAN Latin America, em entrevista à Agência Autodata – em que reafirmou as projeções de mercado anunciadas pela empresa no Congresso AutoData Perspectivas 2015, em outubro.

“Não temos alternativa a não ser dar esse primeiro passo”, afirmou o executivo. “Esses 5% são o mínimo para o momento. A pressão de custos está forte e a situação ficou próxima do limite para não prejudicar nossos negócios”.

Alouche disse que o aumento nos custos da troca de tecnologia Euro 3 para Euro 5, aplicada no começo de 2012, ainda não foi completamente repassado no preço da linha de caminhões, que deveria ter subido 14%, em média – o reajuste ficou na metade desse índice, segundo seus cálculos. O executivo citou outros componentes, como o aumento de 5% no preço do aço, reajustes salariais da cadeia na faixa de 8%, desvalorização cambial de 15% e a inflação na casa dos 6% como exemplos de como os preços da linha estão defasados.

“Ficamos sem saída. Sabemos que na atual situação do mercado, em queda, qualquer reajuste no preço é dolorido e tem impacto nas vendas, mas precisávamos fazer isso, dar esse primeiro passo. A defasagem de preço está em 8% a 10%, mas não teríamos como repassar tudo de uma vez”.

O vice-presidente da MAN Latin America disse que o reajuste não será linear: alguns modelos subirão 4,5%, outros 5,5%, mas a média é essa. “Não haverá modelo subindo 7% e outro 2%. O reajuste será na faixa dos 5%”.

O executivo reafirmou também as projeções da MAN para o mercado em 2015, mesmo com o reajuste nos preços. Ele disse que a definição do novo governo deu as regras do jogo para os próximos anos e medidas vêm sendo tomadas para movimentar a economia. Com isso Alouche espera que o impacto do aumento nos preços seja minimizado.

No Congresso AutoData Perspectivas 2015, em outubro, o presidente da MAN, Roberto Cortes, projetou crescimento de 3% nas vendas de caminhões no ano que vem em um cenário “normal” de mercado.

MAN e Mercedes-Benz em briga acirrada pela liderança

A MAN Latin America registrou queda de 14% nas vendas no acumulado do ano. De janeiro a outubro a montadora comercializou 29 mil 563 caminhões, ante 34 mil 393 unidades um ano antes.

No mesmo período a Mercedes-Benz apresentou recuo de 7,1% nas vendas, com 29 mil 106 caminhões licenciados, e acirrou a disputa pelo primeiro lugar no ranking. A montadora tem o melhor desempenho das marcas mais tradicionais do mercado, vez que International e DAF apresentaram crescimento sobre bases baixas.

A diferença das montadoras, que já chegou a apenas 238 unidades, ficou em 457 caminhões com o fechamento das vendas de outubro. A participação de mercado das companhias esboça a competitividade e somente 0,4 pontos porcentuais separam as duas montadoras: MAN tem 26,6% e M-B tem 26,2%.

A Volvo manteve-se na terceira posição do ranking mesmo com queda de 8,4% nas vendas de janeiro a outubro. Foram 15 mil 869 caminhões, ante 17 mil 316 um ano antes. A Ford conseguiu diminuir a distância, apesar da queda de 10%, e passou a brigar pelo terceiro lugar com 15 mil 387 unidades vendidas no ano. Agora 482 caminhões separam as montadoras — no último mês a diferença foi de 838 unidades.

A Scania apresentou a maior retração no acumulado do ano, com baixa de 27,9% nas vendas, seguida pela Iveco com recuo de 23,5%. As montadoras ocupam a quinta e a sexta posição do ranking, respectivamente.

Chassis – Enquanto no acumulado do ano os licenciamentos de chassis de ônibus apresentaram resultado 15,2% menor, a M-B garantiu a primeira colocação do ranking com retração de 5,4% e 10 mil 492 unidades comercializadas. A montadora tem 45,9% de participação.

A MAN aparece na sequência com relevante queda de 25% nas vendas e 5 mi 635 chassis comercializados de janeiro a outubro. Sua participação de mercado está em 24,6%.

Apenas a Volvo teve vendas maiores no acumulado do ano. A montadora sueca comercializou 1 mil 440 chassis, em alta de 2,7% e aparece na quarta posição do ranking.

As demais marcas, a exceção da International que apresentou avanço de 68% sobre uma base mais baixa, registraram queda nas vendas.

Com Spin, GM finalmente estreia nos aventureiros

Demorou, e bastante, mas finalmente a General Motors do Brasil se rendeu à moda dos modelos com roupagem aventureira, filão de mercado exclusivo do Brasil e já explorado há bom tempo, primeiramente pela Fiat e depois pela Volkswagen.

A montadora apresenta no Salão do Automóvel a Spin Activ, versão com apelo fora-de-estrada do monovolume. E na sexta-feira, 7, no Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba, SP, realizou seu lançamento oficial.

A montadora já fez uma pequena incursão neste campo com o Celta Off Road, em 2005, mas ali tratava-se de um kit de acessórios de apelo aventureiro vendido nas concessionárias. Agora a roupagem é de fábrica.

Ante a Spin tradicional há novos parachoques, rodas maiores, de aro 16, pneus de uso misto, oito milímetros a mais de altura do solo, faróis com máscara negra e forração diferenciada dos bancos. O que mais chama a atenção é o estepe na tampa traseira, ao melhor estilo EcoSport.

Como o porta-malas abre para cima e não para o lado, a exemplo do Ford, a engenharia brasileira – responsável pela Spin desde seu primeiro traço – desenvolveu sistema que permite o deslocamento lateral do estepe, repetindo sistema aplicado em modelos como o VW CrossFox e Fiat Idea Adventure, este considerado pela GM como um dos três concorrentes diretos do Spin Activ. Os outros dois são o Citroën Aircross e o Nissan Livina X-Gear. Dos quatro só o último não carrega o estepe do lado de fora.

Segundo Juliana Fukuda, gerente de marketing, a expectativa é comercializar 800 unidades da Spin Activ ao mês – nas lojas a partir do fim deste mês. A executiva calcula que metade deste volume será de clientes que já adquiririam outra versão da Spin e a outra parte dos que vislumbravam modelo da concorrência. Ou seja: na prática a Activ deve engordar os números do modelo em cerca de 400 unidades ao mês.

A versão aventureira, assim, deverá responder por cerca de 20% a 25% da gama total do monovolume. A Activ, entretanto, será ofertada apenas na versão cinco lugares, como a LT, sem opção para sete como na LTZ. “Nossas pesquisas indicaram que o cliente desta faixa quer um porta-malas grande, e no nosso caso ele é de longe o maior da categoria.”

Os preços, porém, são bem próximos aos da LTZ sete lugares: R$ 62 mil 60 com câmbio manual de cinco marchas e R$ 65 mil 680 com automático de seis, que deve responder por 70% dos pedidos. O motor não muda perante as demais versões, o 1,8 litro EconoFlex de 108 cv com 100% de etanol.

De acordo com dados da Fenabrave a Spin acumula pouco mais de 30 mil emplacamentos até outubro, o que a faz tranquila líder do segmento.

Mercado externo sustenta receita da Fras-le

O resultado positivo das vendas externas, contemplando exportações diretas a partir do Brasil e as receitas das unidades localizadas nos Estados Unidos e na Ásia, é determinante para que a Fras-le continue mantendo índices de crescimento no ano. No acumulado de nove meses a empresa de Caxias do Sul, RS, tem receita líquida de R$ 578,2 milhões, alta de 8% na comparação com o mesmo período de 2013. O mercado nacional cresceu somente 1,5%, para R$ 307 milhões, enquanto o externo alcançou 16%, superando R$ 271 milhões. A receita externa aumentou em 3 pontos porcentuais sua participação no total, para 46,9%.

De acordo com Vanderlei Novello, novo diretor de relações com investidores da empresa, o impacto mais negativo tem origem no mercado original de veículos leves e pesados, que está retraído desde o início do ano. Mas a própria reposição interna passa por dificuldades. Novello disse que frotistas relatam decisão de manter caminhões parados por falta de cargas, principalmente pela política de muitos produtores de estocarem grãos esperando a melhora do preço. O mercado original, que representava 22,2% da receita líquida global no acumulado de nove meses, em 2013, caiu para 18,1% este ano.

Já no Exterior o diretor destacou que a empresa vem ganhando mercados na África e no Oriente Médio, quer por exportações a partir do Brasil quer por vendas diretas pela unidade chinesa. Confirmou a retomada de negócios, embora ainda lenta, nos Estados Unidos, o que tem elevado o volume de produção da fábrica lá localizada. O mercado europeu, por sua vez, não tem evoluído como o esperado. A situação mais complicada é na Argentina, com forte queda na atividade em razão da desvalorização cambial e do desequilíbrio econômico interno.

A cautela pauta a atuação da Fras-le neste último trimestre. Novello observa que não há perspectivas de reação no setor automotivo, principalmente de pesados, onde as montadoras de ônibus e caminhões estão antecipando férias já para a primeira quinzena de dezembro. Também há dúvidas com relação ao Exterior, como os Estados Unidos, onde o mercado costuma retrair no fim de ano em função do início do inverno: “Mesmo com estas dificuldades esperamos fechar o semestre com números similares ao primeiro”.

A Fras-le também definiu que concederá coletivas para todo o quadro de funcionários no período de 22 de dezembro a 5 de janeiro.

A fabricante de materiais de fricção acumula, em nove meses, lucro líquido de R$ 34,5 milhões, alta de 4,2% sobre igual período do ano passado. O terceiro trimestre, no entanto, apresentou redução de 12,5% sobre o mesmo período de 2013, para R$ 12,5 milhões. Um dos fatores causadores do recuo foi a interrupção das atividades do turno da noite da linha de pastilhas, gerando custos com a indenização de 120 trabalhadores desligados. A Fras-le também reduziu em quase 40%, para R$ 18,8 milhões, o volume de investimentos até setembro.