Rede Hyundai negocia teto de vendas diretas com a montadora

Enquanto a maior parte das grandes montadoras amplia, neste segundo semestre, seus índices de vendas diretas em busca de engordar volumes de negócios em tempos de queda do mercado, a HMB, a Hyundai brasileira, optou por seguir caminho oposto.

Atendendo pedido da Abrahy, Associação Brasileira dos Concessionários Hyundai, a montadora aceitou negociar teto para vendas diretas, iniciativa pioneira no setor: em 2015 apenas 5,5 mil veículos HB20, produzidos em Piracicaba, SP, poderão ser comercializados por meio de venda direta.

Este total equivale a apenas cerca de 3% da capacidade produtiva da unidade. Os modelos importados, gerenciados pelo representante oficial, o Grupo Caoa, estão fora do acordo.

Em entrevista exclusiva à Agência AutoData o presidente da Abrahy, Daniel Kelemen, revelou que as negociações com a montadora duraram cerca de um ano e meio, em busca de definição de índice que fosse benéfico para as duas partes. “Procuramos encontrar um meio termo que ao mesmo tempo protegesse os concessionários e não comprometesse os negócios da montadora.”

Kelemen afirmou que a rede guardava preocupações com relação ao movimento de alta das vendas diretas no mercado nacional, temendo que a iniciativa se repetisse nas revendas HB20 – que trabalham exclusivamente com o modelo. Na Volkswagen e na Fiat, por exemplo, as vendas diretas chegaram a responder, em meses recentes, por cerca de metade das vendas totais. “Sabemos que é um formato bom, porém acreditamos que ele deve ser utilizado com parcimônia.”

Na negociação com a Hyundai ficou estabelecido que o teto valerá para o período de janeiro a dezembro do próximo ano e que a cada ciclo de doze meses novo patamar será negociado. “Atualmente o nível de vendas diretas do HB20 já é de pouco menos de 3%, e optamos por manter esse índice no ano que vem.”

Nos números gerais da montadora, que incluem os modelos importados, as vendas diretas respondem por cerca de 9% do total – ainda assim bem abaixo da média do mercado, atualmente na faixa de 27%.

Kalemen afirmou, no entanto, que caso haja necessidade de revisão dos índices a associação estará disposta a renegociar o acordo. “De acordo com nossos cálculos este índice atende a demanda da montadora, mas não queremos atrapalhar o desempenho e sempre estamos abertos para novas conversas.”

Recentemente a Hyundai comercializou lote de veículos para a locadora Movida Rent a Car, mas, segundo o presidente, essa transação recebeu a aprovação da rede. “Trabalhamos em parceria constante.”

Hoje a rede de concessionárias HMB tem 180 casas no País, mas até o fim do ano serão abertos outros vinte pontos, totalizando duzentas revendas.

“Essa definição do índice de vendas diretas tranquiliza os concessionários e traz mais segurança para programarmos 2015, que também será um ano de desafios e que deverá registrar resultados similares aos de 2014.”

Audi confirma comercialização do A3 híbrido no Brasil em 2015

Motivada pelo crescimento do mercado de veículos híbridos e elétricos no Brasil, que apresenta avanço de 78% de janeiro a outubro na comparação anual, a Audi iniciará comercialização de seu primeiro modelo híbrido plug-in no País no segundo semestre de 2015, o hatch A3 e-tron.

Ainda que o mercado de veículos alternativos à combustão cresça apoiado em bases baixas – segundo dados da Anfavea neste ano foram comercializados 682 híbridos e elétricos ante 383 nos primeiros dez meses de 2013 –, a evolução foi notada pela montadora alemã.

Durante o Simpósio SAE Brasil de Veículos Elétricos e Híbridos 2014, realizado em São Paulo na terça-feira, 11, Gerald Pillekamp, gerente de produto da montadora, afirmou que a Audi já planejava trazer o veículo antes dos benefícios fiscais anunciados pelo MDIC, em setembro.

“Nossa decisão não foi norteada pelos incentivos fiscais, mas os benefícios nos deixam animados porque acreditamos que a lista de tecnologias deva ser ampliada e, assim, a Audi possa ser contemplada” – por contar com sistema de carregamento externo o modelo da montadora está fora da lista de beneficiados.

O A3 e-tron pode ser carregado em tomadas comuns, de 110 V, em oito horas. Com a ajuda de motor a gasolina de 1,4 litro, possui autonomia de 940 quilômetros. O veículo foi apresentado no País durante o Salão do Automóvel de São Paulo, onde cerca de 1,5 mil consumidores realizaram test-drive com o modelo.

“A engenharia está analisando quais serão as adaptações necessárias para que o veículo seja vendido no Brasil, uma vez que a Europa tem condições muito diferentes. Depois entrará o processo de homologação e esperamos iniciar a comercialização do modelo no segundo semestre do ano que vem.”

Segundo Pillekamp o A3 e-tron chegará ao País para competir com modelos como o BMW i3, que custa R$ 226 mil, e o Lexus CT 200h, R$ 134 mil. “O posicionamento de preço ainda não foi definido, mas acreditamos que seremos competitivos.”

Comissão aprova obrigatoriedade da rede informar recall

A obrigação para que as redes de concessionárias de veículos notifiquem os proprietários envolvidos, além das montadoras, foi aprovada pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados em Brasília, DF. A obrigatoriedade consta do Projeto de Lei 4 883/12, de autoria do senador cearense Antônio Balhmann, que argumenta ser insuficiente a forma de comunicação atual.

“Quando uma empresa tem necessidade de emitir comunicado de recall o faz por meio da mídia ou de um jornal de grande circulação”, argumentou o parlamentar à Agência Câmara. “Não há comunicado direto e pessoal ao proprietário do veículo.”

Segundo o texto do Projeto de Lei as concessionárias deverão emitir carta registrada ou procurar outras maneiras de comunicação direta com o proprietário.

Caso o projeto de lei seja aprovado – ainda passará em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e Cidadania – caberá também às concessionárias notificar os órgãos estaduais de trânsito para registro e baixa sobre o atendimento do recall.

Leilão – Outro projeto de lei passou a tramitar em caráter conclusivo após aprovação na Comissão de Viação e Transportes. De autoria do deputado mato-grossense Wellington Fagundes, o PL 5 654/13 permite que automóveis apreendidos sejam submetidos a leilões públicos ou destruídos após passar por perícia, dispensando a conclusão do processo penal.

O texto altera também o Código de Trânsito Brasileiro e reduz de 90 dias para 30 dias o prazo de reclamação dos proprietários antes do veículo ir a leilão. De acordo com o texto o proprietário receberia restituição desde que o valor arrecadado supere os débitos referentes aos veículos – inclusas despesas corrigidas de estadas nos depósitos.

Ritmo das fábricas mexicanas segue superior ao das brasileiras

Em outubro foram produzidos 330,2 mil veículos leves no México, resultado 15,8% superior ao do mesmo mês do ano passado e recorde mensal para aquele país. Os dados divulgados pela Amia, associação das fabricantes locais, indicam que o ritmo das fábricas mexicanas novamente ficou bem superior ao das brasileiras, que entregaram 278,2 mil unidades no último mês, de acordo com números da Anfavea.

No acumulado do ano a produção mexicana soma 2,7 milhões de unidades, crescimento de 8,5% ante os primeiros dez meses de 2013. Por aqui a produção ficou em 2,5 milhões de unidades, em baixa de 16% na mesma base de comparação.

O que sustenta a forte alta da indústria mexicana são as exportações: em outubro foram 257,4 mil unidades embarcadas, alta de 7,1% ante o mesmo período de 2013 e recorde para o mês. No acumulado do ano o crescimento chegou a 8,5%, para 2,2 milhões de unidades.

O bom desempenho do mercado estadunidense, principal cliente dos automóveis e comerciais leves mexicanos, contribuiu positivamente para os embarques. As vendas lá cresceram 5,4% de janeiro a outubro, para 13,6 milhões de unidades – das quais 1,6 milhão produzidas no México, em alta de 15% ante os primeiros dez meses do ano passado.

Os Estados Unidos responderam por 71,2% das exportações mexicanas do período. O Brasil, terceiro principal cliente, reduziu o volume de compras: foram 88,2 mil unidades de janeiro a outubro, queda de 25,7% e 4% do total exportado.

Também recorde para outubro foi o desempenho do mercado doméstico mexicano, que fechou em 100,9 mil unidades, em alta de 14,3% ante igual mês do ano passado. No acumulado de janeiro a outubro foram comercializados 890,5 mil veículos, crescimento de 5,6%.

Fras-le avalia compra da Duroline, do Grupo Vipal

Por meio de comunicado divulgado pela Bolsa de Valores de São Paulo a Fras-le informou ao mercado que adquiriu, a título de investimento, 1% do controle acionário da Duroline, empresa de Caxias do Sul, RS, que também atua no segmento de materiais de fricção.

O memorando de entendimentos, no entanto, vai além.

De acordo com Vanderlei Novello, novo diretor de relações com investidores, a Fras-le tem a opção de compra de mais 93% de participação na Duroline, atualmente controlada pelo Grupo Vipal, de Nova Prata, RS, e pelo fundador da empresa, Carlos Mazzochi. Informa que, ao longo dos próximos meses, ocorrerão análises mais apuradas sobre os números financeiros e de participação da Duroline no mercado. Somente depois é que se iniciarão tratativas sobre gestão e parceria visando acordo.

A conclusão da operação também dependerá de deliberação do Conselho de Administração da Fras-le e de aprovação prévia do Cade, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica. O memorando, assinado em caráter não vinculante, constitui documento preliminar, que permitirá às partes a realização de diligência legal e preparação dos contratos definitivos.

Com 26 anos de presença no mercado a Duroline produz lonas de freios para caminhões, veículos rebocados e ônibus urbanos e interurbanos, com presença no mercado de reposição. Além do Brasil atua em mais de cinquenta países das Américas, Oceania, Europa e África. Além da operação fabril em Caxias do Sul mantém filial nos Estados Unidos.

Mudanças – Ainda no Grupo Randon, Vanderlei Novello foi nomeado diretor de relações com investidores da Fras-le em outubro em substituição a Daniel Randon, que acumulava a função com a de diretor-presidente da empresa. Novello também será responsável pela operação dos Estados Unidos.

A transferência de Novello para a Fras-le mexeu na estrutura das Empresas Randon. Com a extinção da diretoria corporativa de recursos humanos e administração, que estava sob seu comando, foram criadas duas gerências.

Daniel Ely, que estava na Castertech, fundição do Grupo, assume a área de recursos humanos. Carlos Roberto Arins do Nascimento, que era gerente de tecnologia da informação, responderá pelo Centro de Serviços Compartilhados.

Motores 1.0 ensaiam reação

Ainda que muito distante de seus áureos tempos os veículos dotados de motor 1.0 ensaiam reação no mercado nacional, puxados por novos modelos dotados da motorização porém com tecnologia mais avançada, como a de três cilindros.

Em outubro a participação dos modelos 1.0 no total geral de automóveis vendidos no País atingiu de longe seu melhor patamar no ano, de 42%. Índice semelhante fora registrado apenas em janeiro de 2013. Ainda assim no acumulado do ano o porcentual é de apenas 39,6%, abaixo do fechamento de 2013, 39,9%, que já fora o menor em vinte anos.

Os números são da Anfavea.

O índice de outubro para os 1.0 supera com folga o melhor para 2014 até então, o de julho, com 40,7%. Em fevereiro a participação deste tipo de veículo nas vendas alcançara nível extremamente reduzido, de 36,7%.

A razão para esta aparente virada está centrada em especial nos recentes lançamentos, que deram novo fôlego aos um dia já denominados populares: além do VW Up!, oferecido exclusivamente com motor 1.0 três cilindros, estão na lista os novos Ford Ka, Fiat Uno, Renault Sandero, Nissan March e outros.

Ainda que possuam na gama outras versões com motores mais potentes, 1.4 no caso do Uno e 1.5 para o novo Ka, o Fiat e o Ford retomaram justamente em outubro suas presenças no top 10 dos modelos mais vendidos no País, na quinta e oitava colocações, respectivamente. Além disso o Chevrolet Onix, segundo mais vendido no mês passado, também conta com versão com motor 1.0.

Caso o cenário permaneça até dezembro os motores também chamados apenas como Mil poderão ao menos empatar seu volume de participação em 2014 com 2013, bem próximos de 40%. Em se confirmando este quadro estancaria tendência de queda observada nos últimos cinco anos: em 2009 os 1.0 responderam por 52,7% dos automóveis licenciados no País, índice que caiu para 50,8% em 2010, para 45,2% em 2011 e 41,7% em 2012, até chegar aos 39,9% de 2013.

Ainda assim os 1.0 abocanhariam neste 2014, diante da série histórica, porcentual próximo apenas ao de 1994 – ou seja, vinte anos antes –, quando este tipo de modelo começava de fato a se fazer presente nos números de venda no País.

Marcopolo registra 10% de recuo na receita

A desaceleração no mercado interno impactou o desempenho econômico-financeiro da Marcopolo, de Caxias do Sul, RS, no acumulado dos nove primeiros meses do ano. A fabricante de carrocerias de ônibus consolidou receita líquida de R$ 2 bilhões 465 milhões, declínio de 9,9% sobre igual período do ano passado, de acordo com dados revelados pela empresa na segunda-feira, 10.

As receitas no Brasil caíram 15%, para R$ 1 bilhão 706 milhões, enquanto as de exportação e as provenientes das unidades do Exterior avançaram 4,3%, somando perto de R$ 759 milhões. O valor corresponde a 30% do total, crescimento de 3,5 pontos sobre os nove meses do ano passado.

A receita tem origem na venda de 13 mil 316 carrocerias, declínio de 15,5% sobre o mesmo período de 2013. O mercado interno absorveu 10 mil 636 unidades, em queda de 18,7%. As exportações físicas, a partir do Brasil, também caíram: 6,5%, totalizando 1 mil 205 carrocerias.

Nas fábricas localizadas no Exterior que entram no relatório foram comercializadas 1 mil 726 unidades, alta de 18%. Destaques para o México e África do Sul: no primeiro crescimento de 22,5%, somando 876 carrocerias, e, no segundo, 39% e 302 unidades. Na Austrália foi registrado recuo de 6%, para 349 unidades.

Incluindo as fábricas no Exterior em que a Marcopolo não tem controle acima de 50% foram vendidas 20 mil 380 unidades, declínio de 15%. Na Argentina houve queda de 41,5% e, na Índia, de 16,5%. Colômbia apurou crescimento de 29% e Egito de 42%. Estas operações participaram com 6 mil 29 carrocerias, das quais 73% na Índia. Na comparação com o acumulado do ano passado, o recuo é de 14%.

A Marcopolo acumula, nos três trimestres, lucro líquido de R$ 161,2 milhões, declínio de 25,5% sobre igual período do ano passado. Na mesma base de comparação os investimentos da companhia tiveram redução de 69,5%, para pouco mais de R$ 90,5 milhões.

A empresa mantém a expectativa de receita líquida de R$ 3,4 bilhões para o ano, com a produção de 19 mil unidades no Brasil e no Exterior. Os investimentos programados deverão alcançar R$ 130 milhões.

Renault estima em 1% o mercado para elétricos no Brasil

Para mais de 35 mil motoristas brasileiros ao ano os postos de combustível poderão ser coisa do passado. Esta é a perspectiva para os veículos híbridos e elétricos no Brasil nos próximos quatro a cinco anos, estimou Vincent Carré, vice-presidente mundial de veículos elétricos da Renault.

“Em um contexto favorável estimamos que em quatro a cinco anos as vendas desses modelos representem 1% do mercado local, algo em torno de 35 mil unidades considerando-se o mercado de hoje. Creio que o País possa avançar rápido.”

Como referência a participação atual de híbridos e elétricos no mercado nacional é bem próxima de zero: de acordo com dados da Anfavea de janeiro a outubro foram vendidos 682 unidades deste segmento, em universo total de 2,8 milhões de automóveis e comerciais leves emplacados no mesmo período.

Para o executivo, que esteve no Brasil para participar do Salão do Automóvel, redução de impostos e iniciativas como compartilhamento de veículos e estacionamento gratuito podem ajudar a popularizar estes veículos nas ruas brasileiras.

“É preciso que o preço se equipare aos modelos movidos a combustão, assim como ocorre na Europa. Redução de taxas alfandegárias e de IPI são os dois pilares mais lógicos para tornar os elétricos acessíveis no Brasil. Temos certeza de que no governo há pessoas preocupadas em acompanhar o que acontece no mundo.”

No entender de Carré o interesse mundial pela tecnologia elétrica se deve à necessidade de reduzir emissões. “A China será o líder desse processo e todos os fabricantes de veículos terão ao menos um elétrico em sua gama até 2018.”

A Aliança Renault-Nissan está firme nesse propósito: mais de 200 mil elétricos das duas montadoras rodam mundialmente e a ideia é aumentar a oferta.

“Falando especificamente sobre Renault, teremos opções elétricas para todos os modelos nos próximos seis anos. Até o segmento do Fluence a opção é pelos elétricos puros e acima disso, caso do Duster, optamos por híbridos plug-in, para aumentar a autonomia.”

A Nissan lidera as vendas de elétricos no mundo, com mais de 142 mil entregas do Leaf. Nos Estados Unidos são mais de 64 mil unidades, com volume recorde de 22 mil vendas este ano.

Produção elétrica – Em razão do aumento mundial da demanda por elétricos, que nas contas de Carré deverá chegar a 10% do mercado na Europa, China e Estados Unidos até 2020, o executivo confia em forte redução no valor da produção desses modelos:

“Até lá será mais barato produzir elétricos pequenos do que modelos a combustão. Na Europa, por exemplo, fabricar o Zoe custará menos do que o Clio. Por um lado as baterias estão evoluindo tecnologicamente e ficando mais em conta, e por outro estes são veículos mais leves, com menos metais e mais plásticos”.

A produção local de elétricos nos diversos mercados é, segundo Carré, certa a partir do momento em que houver demanda mínima anual na faixa de 20 mil a 30 mil unidades – e nem mesmo o Brasil está fora desse plano:

“Com a montagem dos modelos Twizy na Itaipu Binacional nossa ideia é justamente conhecer e buscar fornecedores locais. Mas ainda é preciso desenvolver uma estrutura de veículos elétricos e seus volumes. Estudamos os impactos no fornecimento de energia e vemos que, ao programar a recarga para o período da madrugada, em que há geração de energia e o consumo é baixo, não haveria problemas.”

No Brasil setenta modelos elétricos da Renault foram vendidos em um ano, dos modelos Twizy, Zoe e Kangoo. Na sexta-feira, 7, a CPFL comprou as duas primeiras unidades do sedã Fluence elétrico no País.

BMW X1 começa a ser produzido em Araquari

Um mês após inaugurar fábrica em Araquari, SC, onde desde 30 de setembro monta o sedã Série 3, a BMW deu início à produção do utilitário esportivo X1, seu segundo modelo nacional, na segunda-feira, 10.

As primeiras unidades Made in Brazil deverão chegar às concessionárias no primeiro trimestre de 2015, segundo informou a companhia em comunicado.

Assim como o Série 3, o X1 é produzido em um sistema parecido com CKD, vez que a fábrica de Araquari ainda não possui áreas de solda e pintura – a previsão é que esses setores sejam inaugurados em setembro do ano que vem. A unidade catarinense da BMW, a primeira da empresa na América do Sul, tem capacidade para produzir até 32 mil unidades por ano.

Em nota Gerald Degen, vice-presidente do Grupo BMW do Brasil e responsável pela fábrica, afirmou que o início da produção do X1 é mais uma conquista alcançada com o trabalho realizado em Araquari, “sempre seguindo à risca o cronograma previsto e respeitando os padrões de qualidade e tecnologia da empresa em todo o mundo”.

Até o fim de 2015 a unidade produzirá também os modelos Série 1, X3 e Mini Countryman, ainda sem ordem definida e com intervalo de três meses para cada início de produção. Para o ano que vem a projeção é entregar de 12 mil a 15 mil unidades dos modelos à rede.

O utilitário esportivo produzido em Araquari será vendido em três versões, todas com motor flex fuel. Os preços do modelo partem de R$ 135 mil – e inalterados com relação à versão importada.

Motos: produção cai 16% em outubro ante mesmo mês de 2013.

A produção de motocicletas registrou queda de 16,3% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo a Abraciclo, que divulgou os dados da indústria na segunda-feira, 10, saíram das linhas de montagem de Manaus, AM, 144 mil 596 unidades no mês passado. Com relação a setembro, porém, o setor avançou 13,1% na produção.

No acumulado do ano o declínio da produção chegou a 9%, para 1,3 milhão de unidades – de janeiro a outubro de 2013 foram produzidas 1,4 milhão de motocicletas no País.

Em outubro as vendas no atacado caíram 17,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com a associação, para 129 mil 156 unidades. O volume, entretanto, representa avanço de 10,7% com relação a setembro. No acumulado do ano as vendas para as concessionárias recuaram 11,5%, para 1 milhão 196 mil unidades: há um ano o mercado registrou 1 milhão 352 mil.

Os licenciamentos também estão abaixo do esperado: de janeiro a outubro foram emplacadas 1 milhão 190 mil unidades, queda de 5% com relação aos primeiros dez meses do ano passado. Em outubro – que registrou 120,3 mil emplacamentos – a média diária chegou a 5,2 mil unidades, abaixo das 5,4 mil unidades registradas em setembro.

Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, em nota, lamentou o volume apresentado no varejo, que ficou aquém das projeções – a associação estimava para outubro índice de 5,5 mil motocicletas vendidas por dia útil.

“Para os dois últimos meses esperamos que o acordo firmado com a Caixa Econômica Federal, Banco Pan e Fenabrave ajude o mercado a alcançar nossas projeções, que são de 5,7 mil unidades por dia em novembro e 6,4 mil em dezembro.”

Na comparação anual as exportações de motocicletas caíram 24,6% no mês passado, para 7,1 mil unidades. Com relação a setembro também houve retração, de 21,7%. No acumulado do ano a queda chega a 10%, com 78,7 mil embarques.